As consequências do voto nulo

Artigo publicado por Professor Diniz no Blog Amigos do Professor Diniz. Para ler o texto original clique aqui

A omissão e o voto nulo, talvez sejam no processo eleitoral a mais covarde das atitudes. É querer ficar isento de um processo só para fugir das responsabilidades futuras que este ato pode gerar e transmitir essa responsabilidade para aqueles que participaram do processo eleitoral.

Atualmente, estamos vivendo um cenário político muito crítico; um verdadeiro descontentamento generalizado no âmbito da política nacional. Tais decepções podem ter causas nos diversos escândalos de corrupção que aflora em todos os segmentos políticos (municipal, estadual e federal), além das constantes promessas infundadas que não são cumpridas depois da vitória nas urnas e sem contar as mais variadas formas de compra de voto. São os denominados demagogos, que brincam com as necessidades alheias; com o sofrimento do povo, com a esperança daqueles que, apesar de tanta frustração, de tanta carência, ainda sonham em viver dias melhores proporcionado pela democracia.

Decepar os sonhos de uma pessoa deveria ser crime. Arrancar-lhe a esperança da alma é no mínimo um ato de extrema crueldade. Dessa forma, a cada dia que passa cresce a insatisfação e as pessoas estão deixando de participar do processo político de nosso país. O afastamento das pessoas da política proporciona uma ruptura no processo democrático, onde podemos lutar para diminuir as desigualdades sociais, a miséria, a fome, as injustiças sociais e tantas outras mazelas da sociedade.

E eis que vem latejando em nossas mentes aquela pergunta: Votar ou não votar?… Eis a questão. Questionamentos como “de que adianta votar? Vai tudo continuar na mesma”, são propagados por todos os cantos. Sem dúvida, o descrédito e o desalento contidos na sua formulação podem ser os principais responsáveis pelo crescimento significativo dos políticos corruptos, pois esses eleitores deixam de votar, votam nulo ou errado ou ainda vendem o voto. Quanto mais afastado estiver o povo da política, quanto menos conhecimento possuir e mais alienado for, maior e mais fácil será a proliferação dos maus políticos. Consequentemente, os poucos bons políticos que ainda existem perdem substancialmente seu campo de ação.

E não adianta defender a concepção de votar nulo, justificando não existir opção e que não será responsável por quem estará no poder. Com essa postura, você está apenas se omitindo, tornando um cidadão fantasma e contribuindo consideravelmente pelo alastramento dos “parasitas da política”, colaborando de forma indireta pela destruição de nosso país, permitindo que esses “parasitas” se estabeleçam por muito tempo no poder. Na tua omissão está caracterizado o contentamento e talvez a vitória daqueles que podem destruir a nossa nação.

Votar nulo é ficar alheio ao processo eleitoral mesmo estando inserido na sociedade. Talvez seja esta a pior posição, pois apesar de seu voto não ser computado, você continua a contribuir de forma indireta para a eleição dos maus políticos, conforme abordado anteriormente. Castrando de forma evidente com as possibilidades de ter um bom representante. A omissão e o voto nulo, talvez sejam no processo eleitoral a mais covarde das atitudes. É querer ficar isento de um processo só para fugir das responsabilidades futuras que este ato pode gerar e transmitir essa responsabilidade para aqueles que participaram do processo eleitoral. É muito cômodo tal atitude. Mesmo sendo o voto nulo um voto de protesto, a contribuição desse ato para a eleição de um mau político pode ser grande. Temos que tomar cuidado com algumas formas de protesto, pois em alguns momentos podemos ser os maiores prejudicados e os danos podem ser irreparáveis para a nossa sociedade.

O voto constitui uma grande oportunidade que cada cidadão tem de transformar a realidade do nosso país; é uma forma de conferir aos parlamentares e governantes responsabilidades para atuar mediante as necessidades de cada região; é manifestar suas inquietações e insatisfações na busca por uma sociedade mais justa e melhor para todos.

Por mais incoerente que seja a solução pode estar em nossas mãos. O voto constitui uma arma importantíssima e poderosa; com ele podemos mudar o rumo do nosso país. Sendo assim, ficamos na esperança de resgatar o voto consciente e responsável para o cultivo de uma nova era, projetando uma nova aurora para um futuro melhor para todos.

A Educação liberta

Segundo o ranking global de universidades da QS Stars, as universidades asiáticas entre as 100 melhores do mundo são:

  1. Universidade de Hong Kong (22ª), Hong Kong. Score: 87.04
  2. Universidade Nacional de Singapura (28ª), Singapura. Score: 84.07
  3. Universidade de Tóquio (25ª), Japão. Score: 85.9
  4. Universidade de Kyoto (32ª), Japão. Score: 82.86 
  5. Universidade Chinesa de Hong Kong (37ª), Hong Kong. Score: 79.5
  6. Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (40ª), Hong Kong. Score: 79.09
  7. Universidade Nacional de Seoul (42ª), Coréia do Sul. Score: 78.65
  8. Universidade Carnegie Mellon (43ª), Estados Unidos (matriz). Score: 78.46 
  9. Universidade de Nova Iorque (44ª), Estados Unidos (matriz). Score: 77.71
  10. Universidade de Osaka (45ª), Japão. 77.55
  11. Universidade de Pequim (46ª), China. Score: 77.44
  12. Universidade Tsinghua (47ª), China. Score: 76.25 
  13. Istituto de Tecnologia de Tóquio (57ª), Japão. Score: 72.71
  14. Universidade Tecnológica de Nanyang (58ª), Singapura. Score: 72.51
  15. Universidade de Tohoku (70ª), Japão. Score: 69.67
  16. Universidade de Nagoya (80ª), Japão. Score: 67.97
  17. Universidade Nacional do Taiwan (87ª), Taiwan. Score: 66.62
  18. Instituto de Ciência e Tecnologia Avançada da Coréia (90ª), Coréia do Sul. Score: 65.96 
  19. Universidade Fudan (91ª), China. Score: 65.74
  20. Universidade de Ciência e Tecnologia de Pohang (98ª), Coréia do Sul. Score: 65.1

Vinte (20) universidades entre as 100 melhores do mundo. Isso mesmo, das 100 melhores universidades do mundo, nada menos do que um quinto está no sudeste da Ásia, hoje uma das regiões com melhor qualidade de vida do mundo, com uma elite técnico-científica que não deve em nada a americanos e britânicos.

Sabe porque isso acontece? Porque na Ásia vigora o liberalismo, aquele que a História mostrou ser o mais eficiente: o livre mercado, a livre iniciativa, a liberdade individual, o estímulo à competitividade, o estímulo a ser cada vez melhor, que faz com que as universidades ofereçam um ensino cada vez melhor, uma querendo ser melhor do que a outra. E quem ganha com isso? O Povo de Hong Kong, Singapura, Taiwan, China (em parte), Coréia do Sul e Japão, que pode escolher qualquer universidade de seu país sem medo de ser feliz.

Só existem dois problemas nesse país que impedem que esse tipo de modelo seja aplicado no Brasil: a ditadura do politicamente correto, do “coitadinho”, e a vontade de nossos políticos. Explicarei os dois abaixo.

Competitividade? Liberalismo? Deus nos livre desse “demônio”. Sim, no Brasil que a mentalidade de esquerda dominou após a “redemocratização”, a competitividade e a ideologia liberal se tornaram um crime mais grave que um assassinato em massa. Estimular o aluno a estudar mais, a se dedicar cada vez mais aos estudos? Deus nos livre. “Cria traumas”, gera “luta de classes”, “evasão escolar”, “preconceito na escola”, “elite intelectual”, “infância perdida”, bostejam os pseudo-intelectuais esquerdistas que dominam o sistema educacional brasileiro, enquanto conduzem o Brasil a um processo de imbecilização que nunca nenhum país do Mundo passou igual. Para os “sociólogos de Vieira Souto”, que nunca souberam nem de longe o que é miséria, estudar e se aprofundar muito é perda de tempo. Para eles, é mais “produtivo” soltar pipa o dia inteiro ou ficar de fuzil 762 na mão esperando os “alemão” subir para meter bala. Isso sim é “infância ganha”. Esse sim terá uma vida feliz, terá uma vida produtiva, fará o Brasil crescer, levará o nome da pátria ao topo do mundo, e não aquele “idiota” que ralou a vida inteira para ser PhD em Singapura ou na Coréia Do Sul. Esse é o “parasita” da nação.

Outro problema: o liberalismo na educação liberta. Pode parecer pleonasmo mas eu vou explicar. O indivíduo têm uma liberdade que 90% da classe política de nosso país detesta: a liberdade de pensar, de andar com as próprias pernas. O establishment político incute na mentalidade brasileira o conceito de que “sem o Estado você não é ninguém”, ou seja, querem é que o brasileiro fique a vida inteira dependente das esmolas de políticos “bonzinhos”, vivendo de migalhas como refugiados somalis, dependendo de cargos públicos para sobreviver, criando uma “elite de Tiriricas” que só sabe assinar o próprio nome. Analfabetos funcionais, mas altamente produtivos na hora do voto, na hora da urna, pois esse é o voto fácil de se conseguir: uma massa mal instruída é garantia de poder por muitos e muitos séculos. É a arma das oligarquias regionais de nosso país. Pois quem tem instrução elege Angela Merkel e não Renan Calheiros. Mas este é o país que se orgulha de eleger analfabetos.

Enfim, a educação liberta, e não querem que o povo seja livre…

Voto, um direito ou mais uma obrigação?