A covardia e delinquência dos porta vozes do marxismo

Há dois dias, uma certa revista entrevistou o editor chefe do Blog Direitas Já!, o que parecia ser apenas uma entrevista padrão acabou se mostrando uma atitude desleal e delinquente como podem constatar no artigo:

A Esquerda Mijona e seu Humor Político Involuntário

Fora os clichês e mentiras comuns que estamos acostumados a ver e ler nos meios de comunicação esquerdistas, assusta pela distorção do que foi dito pelo entrevistado e posteriormente publicado, sem que o mesmo soubesse do teor do conteúdo final “editado”.

Também venho enfatizar a incoerência e hipocrisia por parte do entrevistador, que ao que tudo indica é uma pessoa que fugiu do terror comunista no leste Europeu nos anos 70.

É no mínimo curioso, alguém que foge dos campos de concentração comuno – socialistas continuar a defender o ideário tirânico esquerdista.

Por que fugiram ou fogem “dos paraísos socialistas” então?!

Quanto aos absurdos de tentar relacionar o Nacional Socialismo e o Fascismo a Direita, as imagens abaixo refutam essas tentativas delinquentes:

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A Esquerda Mijona e seu Humor Político Involuntário

O número 62 da revista Brasileiros, publicado em Setembro, fala da direita brasileira em ascensão. Entre uma série de erros grotescos, como inferir que o Instituto Millenium é o “líder da direita” e que o Pedro Bial é o fundador de um movimento da direita (what!?), o Direitas Já e eu, Renan Felipe, sou mencionado. Isto porque no mês de agosto respondi, por e-mail, a uma entrevista para Alex Solnik

Quem é Alex Solnik? Alex Solnik é um jornalista com mais de 40 anos de atuação na imprensa paulista. Ucraniano, foi naturalizado brasileiro em 1971. Se o nível das perguntas condiz com o tempo de experiência, já já os leitores descobrirão.

Pois bem, respondi à tal entrevista. Não me preocupei em comprar a revista ou buscar uma edição digital: assumi que a revista não tinha lá tanta expressão. Eu particularmente nunca ouvi falar do Solnik. Hoje, porém, a página do Instituto Mises Brasil no Facebook publicou algumas páginas escaneadas da revista, até porque ela cita outros grupos liberais de peso, como o já mencionado Instituto Millenium. Outros citados são o site de humor político Vanguarda Popular, o movimento que pretende reconstruir o ARENA, o filósofo Luiz Felipe Pondé, etc.

No que toca ao Direitas Já e a mim, deparo-me com isso:

Para ler o texto transcrito, clique aqui.

Deixando de lado a parte do analfabetismo político e econômico do autor do texto, o que é perdoável para um jornalista de esquerda, vamos direto ao ponto. Alex Solnik distorce as palavras do entrevistado, tirando-as do contexto, e escreve:

“O voto não vem em primeiro lugar”, antecipa-se um dos participantes de um blog chamado Direitas Já, Renan Felipe.

A desonestidade vai mais fundo:

“Tanto Lady Baginski quanto Renan Felipe estão nas águas da direita sem conhecer muito bem aquele que foi e é até hoje a expressão máxima desse caminho político, o abominável Adolf Hitler.”

Sim, claro, para um esquerdista que nunca se deu ao trabalho de ler autores como Mises, Hayek, Reisman ou Bastiat, Hitler é e sempre será “a expressão máxima” da direita. Somente um desconhecedor da história do Socialismo na Alemanha e dos movimentos sindicalistas revolucionários europeus do século XIX pode afirmar tamanha besteira com tanta convicção. Assume, portanto, que eu deveria ser versado na obra de Hitler porque isso é o que o entrevistador acha que direita é.  Isto, é claro, omitindo propositalmente o fato de que o entrevistado deixou bem claro que o nacional-socialismo não é uma ideologia política da direita, bem como seus parentes corporativistas, fascistas, falangistas, etc.

Insistindo na tática suja da culpa por associação, Solnik continua com sua tentativa de igualar a direita ao nacional-socialismo e assim demonstrar que o entrevistado “culpa a esquerda pela existência da direita”. Claro, porque para um analfabeto político, a direita nasceu em reação à esquerda, e não o contrário, como é estudado na História da Revolução Francesa. O objetivo do caquético jornalista é associar Hitler à direita e ponto final.  Provavelmente pelo fato de ele jamais ter lido qualquer autor da direita (Burke, Kirk, Oakeshot, Disraeli, Chesterton, etc), o nome de Hitler seja o único que ele consegue usar para atingir o desonesto propósito da culpa por associação.

Segue a entrevista na íntegra:

1. O Movimento Direitas Já pretende se transformar em partido? Ou vai apoiar algum partido de direita que surgir?
O Direitas Já não constitui um movimento. O nosso objetivo é a difusão de informação, conhecimento e diversão para pessoas que estão cansadas da política trivial e que tem interesse em conhecer a direita política, que é bastante abrangente.

2. A direita nunca chegou ao poder pelo voto, no Brasil. Somente pela força. Qual é o melhor caminho: pelo voto ou pela força?
Se considerarmos a Monarquia Constitucional como direita política, não podemos afirmar que ela chegou ao poder no Brasil pela força, senão que fundou o Brasil como Estado independente. A luta pela Independência não pode ser equiparada com a tomada do poder pela força. Se considerarmos os  partidos republicanos, federalistas e conservadores a ganhar eleições para a presidência, temos um total de doze presidentes durante a Primeira República. A pergunta “pelo voto ou pela força” apresenta uma falsa dicotomia: a política não se resume ao voto, a política não é só a eleição. Por isso, o caminho é a educação, a instrução, a formação em primeiro lugar. Em segundo lugar vem o voto.

3. A direita tem um líder no Brasil? Quem é?
Não. Direita é um termo muito abrangente. Dependendo de como você define a direita, você pode estar colocando no mesmo barco monarquistas conservadores católicos e libertários individualistas ateus. Então não, não faz sentido falar de um líder da direita no Brasil como não faria sentido falar de um líder da esquerda no Brasil.

4. Renan, li um artigo seu em que você chama os socialistas de “mijões”. Pode explicar melhor?
Não sei de que artigo você está falando, e não costumo empregar este vocabulário exceto quando escrevo Humor Político. O blog tem diversos colaboradores, nem todos os artigos são de minha autoria.

5. Quando se fala em direita o primeiro nome que vem à cabeça é Adolf Hitler, Você leu o livro dele? Conhece suas ideias? O que acha delas?
Este é um preconceito muito difundido no Brasil, que é o de associar nacional-socialismo ou fascismo com Direita Política. Tanto o nacional-socialismo quanto o fascismo nascem da esquerda política e se dirigem para o centro, mesclando elementos de nacionalismo e socialismo. Nunca li o livro de Adolf Hitler, apenas excertos, discursos e citações. De um modo geral, as idéias nacional-socialistas são muito ruins porque mesclam tudo que não presta: socialismo, racismo e nacionalismo fanático.


De fato, nunca escrevi um artigo referindo-me aos esquerdistas como “mijões”. Quando muito escrevo artigos de humor ironizando-os. Conheço socialistas, sociais-democratas, trabalhistas, sociais-liberais, e não acho que podemos compará-los todos à esquerda assassina de Stalin, Lenin, Pol Pot, Mengistu e Castro. Mas para o jornalista da esquerda vulgar, o direitista deve ser no mínimo um Geisel ou Pinochet, ou neste caso, Hitler. Se escrever sobre economia e filosofia liberal, pensamento conservador, personalismo e Estado de Direito é o ápice do “hitlerismo”, posso afirmar sem dúvida: estou errado, Solnik é o fundador da esquerda mijona.


Dicas de leitura:

A menos-valia

Contribuição à causa feita por Operário Sindicalizado. Artigo proletário original escrito no Jornal Opinião Popular, o jornal dO POVO. Para ler o artigo original, clique aqui. Esta é mais uma contribuição do groucho-marxismo para a ciência econômica progressista e antiburguesa. O tema foi abordado na nossa conferência “O fim do capitalismo: uma perspectiva da Escola de Fuckfurt”, que é parte integrante do ciclo de palestras da Última Internacional.

Marx nos ensina, e todos sabem, que toda a fonte de valor é o trabalho. Ou seja, se uma pessoa achar por acaso numa caverna um pedaço de ouro, ele não terá valor, porque não tem trabalho algum agregado. Inversamente, se um sujeito passar 30 anos cavando um buraco, será um buraco incrivelmente caro, porque tem MUITO trabalho agregado. Não creio que haja dúvidas quanto a isso. Só cães raivosos da burguesia ousariam negar tão óbvio princípio.
Todos sabem também que o lucro da burguesia é ROUBADO dos trabalhadores, a quem só sobra o suficiente para a subsistência. Os trabalhadores produzem tudo, mas só recebem parte do que produzem, enquanto a burguesia vilmente se locupleta. Essa é a mais-valia, o trabalho não pago do proletário.

Bom, essa é a situação de lucro. Mas há uma situação inversa. Digamos que os empresários num certo país são muito burros. Se eles forem muito burros, só farão investimentos errados que acarretarão sempre em prejuízo. Porém os trabalhadores continuarão a receber o salário integral, mesmo que o empregador incorra em prejuízo.

Essa situação excepcional é a MENOS-VALIA, onde os trabalhadores recebem MAIS do que produziram.

Nesse país onde os empresários são idiotas, portanto, não há a exploração dos proletários pelos burgueses, mas dos burgueses pelos proletários. Então, à medida que os burgueses fazem investimentos errados e são explorados pelos seus próprios empregados, sua consciência de classe desperta e os patrões começam a se organizar para fazer a revolução capitalista.

Então, a primeira pergunta que os comunistas e demais pessoas preocupadas com o bem-estar do próximo devem fazer é: será que os empresários do meu país são burros ou inteligentes? Se são burros, haverá a revolução capitalista e tudo será triste. Porém, se são inteligentes, haverá a revolução socialista e tudo será lindo.

Pois eis que chegamos à conclusão óbvia, que o leitor provavelmente já auferiu à esta altura: para que tenhamos empresários inteligentes, o governo precisa investir em educação. Se não houver investimentos em educação, todos serão estúpidos e não saberão fazer projeções de mercado, os empregados não serão explorados e não haverá a conscientização do proletariado nem a revolução comunista.