Meio ambiente, “sustentabilidade” e a importância do livre mercado para todas commodities agrícolas

A reportagem abaixo trata da técnica de plantio direto, seus fundamentos e métodos, visando esclarecer onde estão as falhas e erros na adoção do sistema. No quesito técnico esta impecável, a rotação de culturas é um dos pilares do sistema (tripé: não revolvimento do solo, manutenção do solo permanentemente coberto com palha e rotação de culturas), porem nas considerações além dos fundamentos técnicos do sistema essas pessoas estão atacando o efeito e não as causas do problema.

Plantio Direto ainda apresenta deficiências no Paraná

Um dos pesquisadores chega ao absurdo culpar diretamente o livre mercado pelos problemas encontrados na adoção correta do sistema de plantio direto no Brasil, sendo que é justamente o contrario, a falta de livre mercado que impede o produtor de praticar corretamente o sistema, que é uma ferramenta importantíssima para agricultura moderna.

Segundo ele, uma das razões para que a técnica não tenha sido aplicada de forma plena é o fato de o sistema de produção ser baseado no livre mercado. “Isso foi bom em determinado momento porque aconteceram grandes mudanças no sistema produtivo. Por outro lado, a total liberdade trouxe obstáculos econômicos.” Ralisch explica que o mercado dita aos produtores o que devem ou não plantar. “Os produtores são imediatistas porque o sistema os induz”, completa o professor.

Sem o livre mercado sequer teríamos uma agropecuária moderna e competitiva, vide o mesmo setor em regimes comunistas, onde sequer existe plantio direto e “sustentabilidade”. Então a total liberdade trouxe obstáculos econômicos? Deve ser por isso que a Venezuela é a “maravilha” que é?! Os regimes totalitários, onde o estado controla a tudo e a todos provam que o resultado dessas praticas levam toda economia do país a falência.

Se temos limitações para uso pleno do plantio direto é justamente pela falta de liberdade (excesso de intervenção estatal) e de livre mercado, que inviabiliza economicamente outras culturas que poderiam servir para o proposito de rotação. Como obrigar um produtor a destinar parte de sua capacidade produtiva para investir em algo que terá retorno a longo prazo se ele mal consegue cobrir os custos de produção da atividade? Isso é a logica aplicada em ditaduras comunistas, iluminados ditando o que melhor para o povo.

Há um tempo atrás em uma reportagem sobre o mesmo assunto outro pesquisador chegou a sugerir que o Estado devesse proibir os produtores rurais de revolverem o solo, somente com autorização especial do governo. Um completo absurdo, como se a pratica não fosse necessária ate mesmo para construir as bases do plantio direto, que demanda correção do solo em perfis, descompactação e nivelamento.

Como se a solução fosse menos liberdade, menos livre mercado e mais Estado Paternalista pagando  “bolsas isso e aquilo”, outra sugestão dada no mesmo artigo, onde o governo daria “créditos” para os usuários do sistema. Os resultados desse sistema assistencialista/protecionista geram dependentes eternos do estado e corruptos, nada benéfico para o regime democrático. Os eco radicais não se cansam de tentar impor a qualquer custo sua agenda, se valendo de toda sorte de táticas, abraçando e distorcendo sistemas uteis e viáveis para o seu fim.

Como anda o sistema de plantio direto, a preservação ambiental e a sustentabilidade nos assentamentos Indígenas e do MST???

o Estado não é a solução, é o problema. Ronald Reagan

O principal problema que o produtor de grãos enfrenta ao diversificar a produção de grãos em sua propriedade é que no Brasil somente a soja e o milho (sendo o segundo menos que a primeira) são regidos pelos princípios do livre mercado, as leis de oferta e demanda. Outras culturas que seriam alternativas são inviáveis economicamente devido a diversos fatores como falta infraestrutura, baixa liquidez, preços manipulados pelo governo e por protecionismo estatal dispensado há alguns grupos específicos através de “bolsa BNDES” ou politica de tarifação que impedem a livre concorrência (protecionismo direto) dentre outros fatores conhecidos e tratados como custo Brasil.

Mitos sobre “protecionismo” agrícola nos EUA

Vou usar o exemplo de um cultura que poderia ser uma grande alternativa para rotação de cultura, potencializando o sistema de plantio direto, o trigo. Para semear o trigo em um cenário desse é necessário que o próprio produtor esteja altamente capitalizado e estruturado, com sistema de armazenagem próprio, podendo assim aguardar longos períodos  ate que surja uma oportunidade viável de negocio. É um investimento arriscado, devido as incertezas desses mercado especifico em função da falta de livre mercado. Outro aspecto é o custo de se ter o sistema de armazenagem próprio no Brasil, onde poucas unidades estão dentro das fazendas, ao contrario de países onde impera o livre mercado.

O trigo foi sepultado no Brasil justamente pela falta de livre mercado, pelas constantes investidas estatais no setor que afugentaram a iniciativa privada e seus investimentos e pesquisa, desenvolvimento e mercado. Não é a toa que o Brasil figura nas primeiras posições do ranking de importação de trigo mundial, sendo que já foi o maior importador individual mundial do cereal ate pouco tempo atrás.

Sem capital de giro fica difícil para o produtor pensar “no longo prazo” como sugerem os pesquisadores e não é por falta de conhecimento, mas porque não tem como arcar com esse “investimento” ate que o mesmo gere retorno. Não é por falta de vontade, é por falta de condições estruturais e econômicas que estão inviabilizando a atividade e aumentando desproporcionalmente o ponto de equilíbrio mínimo na escala de produção para diluir esses altos custo.

Como fazer investimentos de médio e longo prazo em um ambiente onde direito de propriedade legal não esta sendo respeitado por quem deveria protegê-lo?

No Brasil devido aos custos elevados em função da alta carga tributaria, péssimos serviços públicos, burocracia, infraestrutura caótica, INSEGURANÇA JURÍDICA e tudo mais que já conhecemos não é possível e nem viável o produtor adotar culturas alternativas que não lhe gerem receita para ao menos ter capital de giro e diluir custos fixos, que por sinal são estratosféricos, sendo esse um dos principais motivo da baixa adesão a rotação de culturas no sistema de plantio direto, resultando em um sistema de cultivo mínimo, tratado como plantio direto na palha. Os altos custos fazem com que o produtor tenha que aproveitar e explorar todo capacidade produtiva de suas terras, o que tem gerado o binômio soja verão e milho inverno, em função principalmente dos altos custos dos fertilizantes, que encarecem principalmente a cultura do milho verão (alternativa de rotação), que demanda maior volume dos mesmos, sendo que soja fixa naturalmente nitrogênio no solo, deixando esses disponível para o milho plantado subsequentemente no inverno, reduzindo a necessidade de fertilizante nitrogenado para a cultura, tornando a mais viável e diluindo riscos.

Faço uso do plantio direto há 15 anos, fui diretor de uma associação de produtores que utilizam plantio direto em minha região por alguns anos, é uma excelente ferramenta para o produtor, mas não existem normas fixas para agricultura, o setor é dinâmico, em algum momento sera necessário usar outra ferramente para corrigir um eventual problema. Impor o sistema não é uma solução e tão pouco sera benéfico para o mesmo, visto que nada que é obrigado e ou imposto gera resultados positivos.

Claramente a ideologia socialista arraigada nos pesquisadores estatais acaba criando certas visões utópicas que só tendem a piorar a situações de técnicas e tecnologias fundamentais que seriam viáveis economicamente, ampla e corretamente aplicadas pelos produtores gerando os inúmeros benefícios conhecidos e possibilitando a descoberta de novos.

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Necessitamos gerar riqueza, não trabalho

As idéias que predominam na sociedade não são as que se tem demonstrado úteis as cidadãos, senão as que permitem aos políticos chegar ao poder.

Um exemplo de idéia absurda é o mantra sobre a imperiosa necessidade de gerar emprego. Se confunde o desejo de uma boa parte da população de perceber uma retribuição de forma estável e periódica, que lhes assegure uma vida confortável, com o fim último da economia nacional. A propaganda tem ido tão fundo, que até muitos empresários se vangloriam de que um de seus objetivos principais é criar postos de trabalho.

Claro, esta peculiar forma de pensar só se aplica à política; se qualquer pessoa vê a seu vizinho cavar um buraco na metade de seu jardim para em seguida enchê-lo novamente, imediatamente pensará que o pobre homem está transtornado. Infelizmente, a porcentagem de indivíduos que chegaria a esta conclusão baixaria consideravelmente se soubessem que a prefeitura lhe paga para fazer isto, afim de integrá-lo à lista de servidores públicos.

Para conseguir que a porcentagem de entusiastas deste tipo de política seja ainda maior, deve-se recorrer a adornar os empregos com certo valor social. Alguém pode se opôr a pagar um salário para cavar e preencher buracos, mas é muito mais difícil fazê-lo quando se tem calçadas novas ou se criam setores que supostamente trazem inovação.

O problema é que, em tempos de crise como o atual, não há dinheiro público para pagar trabalhos nos quais não se crie riqueza de forma objetiva; ou se emprega o tempo em algo pelo qual alguém esteja disposto a renunciar à parte de sua riqueza, ou não haverá forma de encontrar um emprego.

Por causa disto, os políticos optam por outra via para não renunciar a intervir no processo: incentivar a contratação, seja eliminando barreiras, postas por eles mesmos, em forma de regulações, reduzindo impostos trabalhistas como os benefícios sociais ou concedendo incentivos fiscais às empresas que criem postos de trabalho.

O mito de que o governo cria empregos é um exemplo típico de falácia da janela quebrada: o salário dos ‘cavadores de buraco’ seria dinheiro melhor aproveitado em setores produtivos e melhor alocados pela iniciativa privada.

À simples vista, medidas que reduzem impostos e eliminam regulações não parecem más. Mas se analiza-se com atenção a realidade é outra.

A redução das regulamentações para diminuir a superproteção dos trabalhadores por parte do Estado não tem efeitos benéficos a não ser que uma maioria da sociedade entenda que esta superproteção é injusta e prejudicial. Injusta para os empresários e trabalhadores que queiram acertar suas próprias condições fora do controle estatal (e seus satélites sindicais) e prejudicial para a economia, porque não permite a flexibilidade necessária para ter uma economia dinâmica e competitiva.

Ao não produzir-se este entendimento, as reformas trabalhistas não são mais que uma tentativa do governo do momento para evitar que as vacas morram de fome. Por isto a deixa sair a pastar cinco minutos por dia. É melhor que nada, mas a vaca acabará morrendo igualmente.

O mesmo acontece com a redução dos impostos trabalhistas, ou benefícios de segurança social, por parte do empresário. O sistema de segurança social é um esquema de pirâmide. Não sou eu quem diz, é o que todos dizem. Potanto, livrar os empresários de pagar parte deste esquema sem reconhecer que o sistema é inviável e permitir que os atuais beneficiários busquem uma alternativa sensata (capitalização) é condenar-nos a pagar, via IVA ou qualquer outro imposto, as atuais pensões e as futuras. Uma vez mais, se tenta manter o sistema operativo até que ele quebre, e não dar-lhe uma solução real.

Sauron criando milhões de empregos, estimulando a demanda agregada e pondo em prática o keynesianismo de guerra.

Por último, conceder incentivos fiscais a uma empresa pelo fato de criar empregos é absurdo e injusto. Absurdo, porque criar um posto de trabalho por criar só beneficia a pessoa contratada. Injusto, porque a economia não melhora pelo fato de que uma empresa cria um posto de trabalho: a economia melhora se um empresário é capaz de construir um modelo de negócio pelo qual gera-se mais riqueza do que se consome. Ou, dito de outra maneira: uma empresa que é capaz de ganhar 10 milhões de euros com 10 trabalhadores é muito mais benéfica para a economia que outra que ganhe o mesmo com 10.000 trabalhadores. Por que premiar à segunda e não à primeira com um incentivo fiscal?

A triste resposta é a antítese ao título deste comentário: o Estado não quer gerar riqueza, quer gerar emprego. E o quer porque seu poder se baseia em que milhões de pessoas creiam que sua subsistência depende de sua benevolência e capacidade de gestão, em vez de crer em sua própria capacidade de gerar riqueza para viver sem depender de ninguém. De ser livres.

Artigo original postado no site do Centro Diego de Covarrubias. Para ler o original em espanhol, clique aqui.