A política econômica fascista de Guilherme Boulos

Guilherme Boulos

Dia desses, vi um trecho de uma entrevista do Guilherme Boulos (líder do Movimento Sem Teto e pré-candidato à presidência pelo PSOL), em que ele fala sobre como o sistema tributário do Brasil é injusto: funciona como um Hobin Hood ao contrário, tirando dos pobres para dar aos super ricos. Ele cita, como exemplo, o fato de que há imposto (e alto) sobre carros velhos, mas não sobre jatinhos. Boulos acerta no diagnóstico do problema. Mas acho pouco provável que ele possua o remédio. Explico.

Existem pelo menos quatro tipos de reformas tributárias que visam aliviar os pobres: (1) a que reduz os impostos de todos, igualmente; (2) a que reduz os impostos de todos, desigualmente; (3) a que reduz os impostos apenas dos pobres; (4) a que não reduz o imposto dos pobres, mas aumenta o dos ricos.

Boulos é socialista. Em geral, um socialista que pretende fazer reforma tributária vai optar pelos tipos de reforma 3 e 4. Por que? Porque elas não geram queda na arrecadação. E socialista precisa arrecadar muito para o Estado, já que defende forte presença estatal na economia, muitas empresas públicas, bastante regulamentação, etc. Em suma, para manter um Estado com tantas funções e empresas, é preciso arrecadar muito. Não existe mágica. Assim, reduzir impostos de todos não é bom negócio para socialista.

O tipo de reforma 3 geralmente será acompanhada pelo aumento do imposto dos ricos justamente para tapar o buraco causado pela redução do imposto dos pobres. Mas dependendo do tamanho do Estado, isso pode não ser suficiente. Assim, a reforma de tipo 4 quase sempre é a escolhida: não se reduz o imposto do pobre e aumenta o imposto do rico.

Há vários problemas nesse tipo de reforma. O primeiro é que ela mantém o Estado obeso e em progressivo crescimento. A sua manutenção dependerá sempre de aumento de impostos e de inflação de moeda para o governo pagar dívidas, fazer obras, aumentar salários à canetadas (uma atitude populista) e tentar derrubar juros de dívidas. A inflação corrói o poder de compra, principalmente do pobre, enfraquece a moeda e dificuldade o ambiente de negócios. Os altos impostos e a grande burocracia também muito dificultam os negócios, sobretudo dos profissionais liberais, pequenas e médias empresas. Estas são esmagadas rapidamente por conta das dificuldades.

Além disso, o aumento de impostos sobre ricos (pessoas físicas e empresas) é repassado para o produto final do consumidor. E muitas empresas resolvem sair do país ao verem os lucros caírem, o que deixa milhares de desempregados. Outras grandes empresas fazem conchavos com o governo para ganhar isenções fiscais. Esses conchavos as protegem da concorrência e, em contraponto, o partido no poder passa a contar com apoio financeiro da empresa para financiamento de eleições e esquemas de corrupção.

Cria-se, com esse sistema, oligopólios e monopólios. O sistema é perfeito para grandes empresas. Os altos impostos e burocracias esmagam pequenos e médios empresários. Os grandes aguentam pagar, porque são grandes e porque, quando precisam, conseguem isenções, licitações fraudadas e favores (também por serem grandes). A reforma proposta por socialistas, portanto, acaba por tornar ainda pior o cenário que afirmam querer combater. O que o PT fez ao lado de empresas como OAS e Odebrecht são grandes exemplos disso.

Note que eu falei até agora de reformas onde os impostos do pobre não aumentam. Mas há ainda as reformas em que não só os ricos começam a pagar mais, como também os pobres. Aumento de impostos para todos. Quando o Estado socialista entra em crise, é exatamente isso o que acontece (embora, claro, sempre vá haver grandes amigos do governo que conseguirão isenções e perdões de dívidas).

Ora, se essas reformas causam tanto dano, devemos voltar nossos olhos para as duas primeiras elencadas. A primeira propõe redução do imposto de todos, igualmente. Por exemplo, todos teriam redução de 10% do IPTU, no IR, nos impostos embutidos nos alimentos, etc.

A segunda propõe redução para todos, porém de modo desigual. Essa me parece a mais justa. Explico. No Brasil, o pobre acaba pagando proporcionalmente mais que o rico. Uma família rica com três pessoas gasta, com o básico para alimentação e produtos de limpeza, quase a mesma coisa que uma família pobre ou de classe média. Digamos que o valor desse básico seja mil reais mensais. É claro que o rico consegue comprar em maior quantidade, muitos produtos mais caros e muita coisa que extrapola o básico. Mas se formos fazer um cálculo considerando apenas o básico comum entre as famílias, os valores serão semelhantes. Vamos supor que esse básico some 1000 mensais. Todos vão gastar algo próximo a isso. Mas enquanto o rico gasta mil com o básico, mas ganha 100 mil mensais, o pobre gasta mil, ganhando 1500. Se sobre esses mil há 30% de imposto (300 reais), embora o imposto seja o mesmo para todos, o pobre está dando 20% de seu salário para o governo, enquanto o rico está dando 0,3%. Percebe a injustiça?

A segunda proposta, portanto, não apenas reduziria impostos para todos (pobres e ricos), mas reduziria de um modo que proporcionalmente o pobre deixasse de pagar mais que o rico. Reduziria para todos, mas de modo desigual.

A melhor reforma, de longe, é essa segunda (a melhor depois dessa é a primeira). Mas por que socialistas como Boulos nunca propõem essa? Porque tanto ela quanto a primeira implicam redução de arrecadação pelo governo, ao menos num primeiro momento. E o tamanho do Estado socialista simplesmente não comporta essa redução. Para comportá-la, é preciso reduzir o Estado.

Reduzir o Estado é cortar custos. Cortar custos é privatizar estatais, abrir mercados, reduzir burocracias, tornar simples a criação e manutenção de empresas, não criar inflação, não gastar com fortunas com a classe política e judicial, com cargos públicos concursados de altos salários, com patrocínios a arte, cultura e esporte, com eleições, com carnaval, com festas, com obras públicas, com propaganda, com fundo partidário, com subvenção a empresas concessionárias, com ajuda a empresas em falência, com bancos públicos, com BNDES, com empréstimos a países caloteiros, com obras em outros países, com previdência estatal coletiva e por aí vai.

Fazer isso, contudo, não só é muito difícil como é contrária à noção socialistas de Estado. Essa redução tira poder do Estado, do governo, do partido. Tira poder e dinheiro. Essa redução tira a possibilidade de uma máquina enorme ofertando quase tudo de maneira “pública” e “gratuita”. Tira a possibilidade de um Estado que detém o controle da sociedade nas mãos. O Estado socialista precisa de muito dinheiro e muito poder.

A solução que pessoas como Boulos não estão dispostas a dar é a única solução eficaz. Quando reduzimos o Estado no que não é essencial e deixamos as pessoas produzirem riquezas, a médio e longo prazo a economia cresce e, consequentemente, o Estado volta a arrecadar bastante. Não por aumento de impostos, mas por aumento de empresas, de agentes econômicos, de trabalhadores, de consumidores, de turistas.

Então, eu concordo com Boulos. O sistema tributário brasileiro é injusto e cruel. Mas ele é exatamente o que pessoas como ele projetam para ser. O que eu proporia para reformar esse sistema seria o seguinte. Em primeiro lugar, acabar com a paulada de impostos que temos. Temos IPTU, IPVA, ISS, COFINS, PIS, CSLL, IRPJ, IRPF, ICMS, taxas estaduais, taxas municipais e mais um sem número de outros. Muitos desses são embutidos em produtos e serviços básicos, o que cria as distorções que mencionei, onde o pobre acaba pagando proporcionalmente mais.

Outros impostos como são fixados anualmente como o IPTU, o IPVA, os IR sobre aluguéis e as taxas municipais. Isso cria o seguinte problema: a empresa ou a pessoa física terá de pagar o valor fixado independente de seus rendimentos caírem ou não. Esses impostos fixados também são ruins para o trabalhador pobre. Alguém pobre que quer usar seu carro para trabalhar com transporte de pessoas é atrapalhado pelo imposto que deve pagar por ter um carro. Um desempregado tem que pagar o IPTU de sua casa, que é própria, não alugada.

Acabar com esses impostos injustos é fundamental. Creio que todos os impostos poderiam ser reduzidos a dois, ambos sobre renda. Um seria para pessoa física e outro sobre pessoa jurídica (empresas).

Imposto sobre renda é mais justo que os demais, pois não fixa valor, só existe se houver renda e não é embutido em produtos e serviços. Dessa forma, cada um paga apenas aquilo que realmente pode pagar e não paga proporcionalmente mais que os mais ricos ao comprar produtos e serviços básicos.

Compensar o fim dos outros impostos é fácil. Hoje, o IRRF só é cobrado de pessoas com renda mensal superior a R$ 1.900,00. Ou seja, a maioria das pessoas está isenta. Como a ideia é acabar com todos os outros impostos, o IR poderia ser estendido para todos. Além disso, hoje a alíquota mínima é 7,5%. Essa poderia ser elevada para 10%.

Os efeitos dessa reforma seriam os seguintes: redução do custo de produtos e serviços (e em efeito dominó, já que as empresas comprariam mais barato, podendo vender mais barato também); redução de tempo e trabalho gasto com complicadas regras tributárias e regularização de impostos diversos; pagamento de tributos de modo proporcional à renda; menores encargos sobre pessoas físicas e jurídicas em épocas de dificuldade financeira; mais facilidade de iniciar ou manter empreendimento.

Um terceiro imposto talvez aceitável seria um sobre grandes impactos. Poderia ser pensado como uma porcentagem a mais no IR de pessoas físicas ou empresas que causam impactos grandes no espaço urbano ou rural, nas estradas, no meio ambiente, etc. Mas para isso as regras precisariam ser muito bem definidas. Esse imposto provavelmente incidiria apenas sobre megaempresas e pessoas muito ricas.

Em segundo lugar, facilitar todos os procedimentos burocráticos para se abrir e manter empresas legais, bem como regularizar a própria casa. O excesso de burocracia para isso hoje faz o brasileiro perder muito tempo, dinheiro, energia e paciência com papelada e regras inúteis. Essa dificuldade acaba, às vezes, jogando muita gente para a ilegalidade, seja por cansaço, seja por esquecimento e descuido. E isso as expõe à penas do governo. É também por essa razão que muitos desistem de empreender e não há muito estímulo nesse sentido. Em suma, o excesso de burocracia torna mais difícil que as pessoas cresçam financeiramente, andem na lei e usem seu tempo para gerar benefícios para a sociedade. É preciso um sistema mais simples e menos custoso.

Em terceiro lugar, é preciso, como já dito anteriormente, enxugar os gastos públicos. Porém, há um adendo. Os gastos a serem enxugados devem começar do que o governo não precisa fazer é do que é supérfluo. Reduzir benefícios de juízes e parlamentares, cortar excesso de cargos comissionados e privatizar empresas estatais (como Correios e Petrobras) são exemplos. Cortar algo como o Bolsa Família não. A assistência aos mais pobres está longe de ser um grande problema hoje.

Falei em privatização das estatais e quero bater nessa tecla. Ela resolve diversos problemas juntos: (A) reduz drasticamente a cultura do concurso público. Essa cultura danosa destrói o empreendedorismo; gera uma enorme desigualdade entre alguns funcionários públicos de altos salários e funcionários da iniciativa privada que fazem a mesma coisa; aumenta o número de pessoas dependendo do governo e às custas dos mais pobres; e tornam a ineficiência (causada pela falta de concorrência e a estabilidade) uma rotina a comum. (B) Acaba com o mal uso da verba pública e seu desvio, já que não haverá mais dinheiro do Estado ali. (C) Em vez de arcar com os déficits da empresa, o governo passará a receber impostos dela. Hoje as empresas estatais tem gerado um déficit de cerca de 30 bilhões anuais aos cofres públicos. Com a privatização, em vez de perder 30 bi, vão ganhar alguns alguns bi anuais de impostos. (D) Se a privatização é bem feita, isto é, acompanhada de abertura de mercado, haverá várias empresas competindo, o que aumenta o número de empregos com o tempo, melhora os serviços e reduz os preços. (E) Acabam as indicações políticas por parte do governo para cargos de presidência da empresa.

Em quarto lugar, na medida em que a economia for crescendo, o governo deve reduzir mais a porcentagem dos impostos, não aumentar. Isso garante que a máquina será cada vez mais enxuta no processo de redução e, depois disso, se manterá pequena, sem aumentar conforme a economia se desenvolve.

Enfim, essa é a reforma tributária necessária. O que Boulos propõe, e chama de reforma, sem dúvida é o extremo oposto disso. Ele e qualquer socialista quer mais imposto, mais empresa pública, mais presença do Estado, mais controle, mais burocracia. A política econômica de gente como Boulos é fascista. “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”. Eu estou cansado disso. Diga-me alguma novidade, senhor presidenciável.

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A Violência Política é um jogo que Direita não pode ganhar

Por David Hines, publicado originalmente na revista Jacobite. Traduzido, resumido e adaptado para o português por Renan Felipe dos Santos. Para ler o artigo original em inglês, clique aqui.


Se há uma coisa na qual os direitistas acreditam, é que eles podem ganhar dos esquerdistas em uma briga.

PSTU
Só nesta foto você está vendo a coordenação de protestos de um partido político, dois sindicatos e uma associação de estudantes. Qual foi a última vez que você viu algo assim na direita?

Esta atitude se reflete a com tanta frequência que provavelmente já está arraigada na mente da direita. Virjões otakus morando na garagem dos pais contra a máquina mortífera da estratégia? Pfff, eles não tem a menor chance. Vejam, os direitistas tem as armas, a polícia e o exército do seu lado. Se algum dia a chapa esquentar, os direitistas simplesmente se organizarão por trás de uma liderança militar, coordenarão suas ações com os militares da ativa, atirarão todos os esquerdistas de helicópteros e viverão felizes para sempre, correto?

Era isso aí que os russos pensavam dos bolcheviques, e olha só no que deu.

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Presidente sanciona lei que regulamenta a profissão de bandido

Dilma Assinando
Presidenta do Hu3zil, Gilma Rucefi, assinando a lei da regulamentação da profissão de bandido.

A lei que prevê a regulamentação da profissão de bandido foi sancionada hoje pela presidente Gilma Vã Na Rucefi após meses de acalorada deliberação nas duas casas legislativas. O texto final afirma:

“Reconhece-se a profissão de bandido como legítima e relevante para a manutenção da ordem e do bem-estar da sociedade, devendo sua prática ser efetuada livremente, sem quaisquer impedimentos ou obstáculos legais que firam a sua dignidade, e a ocupação deve estar regulamentada em acordo com as normas da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Ademais, fica estabelecido que é terminantemente proibido, sob o risco de pena de lei, quaisquer manifestações discriminadoras, baseadas em discursos de ódio, contra a bandidagem”.

Deputada federal pelo Petê, Maria do Margaridário, que é autora da lei, declara que a sanção da mesma foi uma grande vitória para a classe bandida e para o povo brasileiro. O efeito esperado é que a lei reduza a violência da população e da polícia contra os bandidos. A deputada acredita que o bandido tem sofrido grande discriminação e que os índices de violência contra a classe são inadmissíveis no Brasil. “O bandido é a maior vítima da sociedade atualmente. Ninguém reconhece o seu trabalho e o seu valor. Nós precisamos reverter este quadro […]. Acredito que esta lei será um progresso nesse sentido”.

Outros parlamentares envolvidos no projeto da lei como os deputados Gian Uilis, Marcelo Fresco e Luciana Sogro, todos do PLUA, também comemoraram a sanção. Em entrevista a este jornal, Luciana Sogro disse: “Tu pensas que a vida de bandido é fácil porque tu nunca tiveste que segurar um fuzil e correr da polícia, se esconder em viela, pular muro e ter que fazer isso todos os dias pra colocar comida em casa. Esta nova lei certamente irá proteger o bandido de barbaridades”. Sogro lembrou, no entanto, que só esta lei não é o suficiente para resolver os problemas que afligem a classe bandida. Ela afirma que o próximo passo é investir em facções criminosas estatais, estatizar outras que estejam monopolizando a criminalidade e desenvolver agências reguladoras para regular as facções privadas já existentes. Tais medidas visariam combater os interesses do capital financeiro dentro do universo criminoso.

A deputada Jangada Fegalinha, do Pecêdobe, também se pronunciou sobre a sanção da nova lei, elogiando a postura do Petê em ter levado o projeto para frente e em especial a da deputada Maria do Margaridário. “A igualdade social começa quando damos condições às classes mais oprimidas a lutarem de igual para igual. A iniciativa do Petê e da deputada Maria do Margaridário na formulação desta lei é louvável”, afirma Fegalinha.

Com a nova lei, os bandidos estão mais animados para trabalhar. É o que conta o assaltante e traficante de drogas, Luizinho Mabú, morador de uma favela da Zona Sul: “Mesmo antes da lei sair, já estávamos fazendo alguns testes. A facção pra qual eu trabalho implantou a pouco tempo um sistema de cartão de crédito e débito. Isso facilitou muito as coisas. Agora, se o cliente não tiver dinheiro na hora, pode passar o cartão. É prático e o cliente pode saber para onde foi o dinheiro através da fatura”.

Mabú fala ainda sobre quais inovações sua facção criminosa pretende fazer agora que a lei foi sancionada. “Vamos uniformizar toda a organização, pra ficar padrão. Vai ter o logotipo da facção na camisa, crachá com o nome do funcionário e tudo mais. Também já estamos dando treinamentos para que nossos assaltantes ajam com a maior educação possível. O padrão é chegar ao cliente, se identificar, falar um pouco sobre a facção, sua história, nossos projetos e só então mandar passar a grana ou o cartão. Palavrões, gestos bruscos e gritaria também estão sendo cortados da nova postura. Queremos causar uma boa impressão no cliente”.

Em entrevista coletiva, concedida agora há duas horas, a presidente Gilma Rucefi ressaltou o importância da carteira de trabalho para o bandido: “No que se refere a… No que se refere a carteira de trabalho, é importante dizer que o bandido, antes ele, antes não tinha antes carteira de trabalho antes, no que se refere a carteira de trabalho. Agora, ele tem carteira e isso é muito importante. Ele vai poder recolher INSS, ganhar o décimo terceiro, férias remuneradas, folga, seguro desemprego e outros direitos que vinham sendo sempre negados. É um avanço”.

Rui Gavião, presidente do Petê, mostrou-se otimista com o novo cenário. Para ele, esta nova lei é uma conquista que abre portas para outros projetos e garante que o Petê vai continuar lutando por uma sociedade mais justa e igualitária. “Esse projeto aprovado nos dá certeza de que poderemos colocar para frente outros projetos. No passado, nós criamos o programa “Mais Médicos”, onde recrutamos médicos cubanos para suprir a demanda por médicos no Brasil. Queremos fazer o mesmo com relação aos bandidos. O Brasil precisa de bandidos com maior especialização. Por isso estamos discutindo o programa “Mais Narcotraficantes”, onde vamos recrutar narcotraficantes colombianos, que já vem de uma longa experiência no ramo e irão somar aos bandidos brasileiros”.

A oposição, liderada pelo Peéssedebe, não se mostrou contente com a lei. José Serrote, um dos nomes mais importantes do partido foi taxativo em suas colocações: “É possível que esta medida não dê certo. Talvez. Não por maldade do Petê. Mas vamos torcer para que dê tudo certo, né? Nós queremos o melhor para o Brasil”.

José Desceu, ex-deputado do Petê que foi condenado à prisão pelo STF em 2013 no caso do Mensalão, também se pronunciou sobre a nova lei. Ele resumiu o seu sentimento em relação a nova lei com as seguintes palavras: “Até hoje havia uma terrível desigualdade entre o bandido de origem pobre e o bandido político. Agora, o bandido pobre passa a ter a mesma importância que o bandido político. Mas ainda não é o suficiente. Tanto bandidos ricos como bandidos pobres ainda são julgados pelo seu trabalho. Nós só ficaremos satisfeitos quando a profissão de bandido for inteiramente aceita e respeitada pela sociedade, pela polícia e pelos setores reacionários, conservadores e religiosos da sociedade. Aí tudo estará bem”.
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Obs.: Este texto é uma crítica irônica. Evidentemente, a “profissão” de bandido não foi legalizada, mas o panorama hipotético absurdo descrito aqui serve para deixar mais claro que o Brasil tem passado por uma valorização da bandidagem nas mãos da esquerda. Contamos hoje com mais de 50 mil homicídios anuais no Brasil. Nossos presos são soltos em datas comemorativas. Ladrões roubam e matam há poucos metros de carros de polícia. Nossos policiais se aliciam com bandidos e nada acontece. As famílias dos presos tem auxílio mensal do governo. Nossos políticos corruptos são considerados heróis por seus partidos. O bandido é visto como vítima da sociedade, oprimido. E o cidadão honesto já não tem mais direito de se defender. Enfim, é como se a se a legalização da bandidagem estivesse às portas. Só estamos esperando que assinem as carteiras de trabalho deles.

Enfim, o que é a Esquerda?

Texto escrito pelo blogueiro Luciano Ayan, em 2010. Para ler o texto original clique aqui. Para ler as postagens atuais do seu blog, clique aqui.

Várias vezes neo ateus se opõem ao que escrevo de forma indignada, dizendo algo como “O Luciano quer dizer que nós somos de esquerda, mas eu não sou marxista”.

Por isso, já passou do tempo de esclarecer bem a questão da esquerda, e EXATAMENTE o que trato quando cito a esquerda.

Uma forma melhor de tratar a esquerda, como um todo, seria como sistema humanista de governo.

O humanismo, naturalmente, não nos diz como gerir economicamente um país, mas dá uma base para todas as ideologias da esquerda.

O humanismo é a crença na idéia de que o homem, por sua ação, poderá criar um mundo perfeito, isento “de males”.

Daí, os sistemas de governo da esquerda traziam a idéia: “Então vamos inchar o estado para fingir que lutamos por esse mundo”. Simples assim.

Muitos religiosos duvidam do paradigma humanista, pois simplesmente acreditam que o ser humano é falível. Digamos que para o religioso o ser humano é um pecador em potencial.

Para chegar à essa constatação, não precisamos nem da religião, pois até alguns filósofos ateus concordam exatamente com a mesma proposição. Como exemplo, John Gray e Arthur Schopenhauer.

Para John Gray, a idéia de que o homem poderá criar um paraíso em Terra através “da ciência” não passa de uma ilusão, um ranço que vem dos tempos do positivismo. E John Gray usa em sua teoria apenas a teoria da evolução. (Por isso, nem todo ateu é humanista, mas quase todo humanista é um esquerdista, e o neo ateu é um humanista radical)

Qualquer conservador, em essência, duvida de qualquer sistema de governo humanista. Portanto, por tabela duvida de qualquer sistema da esquerda.

Marxismo, liberalismo social e social democracia são as três principais alternativas para um sistema de governo de esquerda. E todos são derivados logicamente do humanismo.

O marxismo promete o mundo sem divisões sociais através da luta armada. Já a social democracia promete o mesmo mundo, mas obtido a partir de uma luta democrática. O liberalismo social é o mais facilmente vendável, e hoje atinge o PSDB no Brasil e o governo Obama nos Estados Unidos (lá eles atendem pelo nome de “Democratas” ou “Liberais”), e foca na luta por um mundo sem fronteiras, com “justiça social” e o blábláblá de sempre.

O neo ateísmo é uma vertente liberal de anti-religiosidade, surgida com o fim de aumentar o poder político dos “seculares”, uma “tropa de elite” de humanistas seculares mais agressivos, sempre com o viés globalista, mania de todo liberal. (Não vamos confundir com liberalismo social, dos “liberais” da esquerda, com o liberalismo econômico, dos conservadores)

Em um post que que fiz em 15 de setembro, Brasil: Game Over OU O Começo da Ditadura Formal, Licorne Negro fez algumas perguntas extremamente relevantes:

Gostaria de saber qual a origem desse delírio esquerdista de achar que todo partido que está na situação é de direita, não importa que seja de esquerda e aja com uma agenda de esquerda, adaptando apenas pontos mínimos (geralmente na economia) devido à necessidade de agir de forma minimamente realista. Isso viria da época de Dom Pedro, em que se dizia que não há nada mais conservador que um liberal no poder? Ou isso faz parte da estratégia gramsciana? Também gostaria de saber porque no Brasil tratamos o PSDB como direita? E porque muita gente diz que nos Estados Unidos só há partidos de direita, mesmo que os Democratas tenham se mostrado esquerdistas em todo seu modo de agir?

Excelente questão, diga-se.

Os fatos são os seguintes.

O PSDB é de esquerda (da linha do liberalismo social) e o PT também (da linha marxista).

É importante notar que o fato do PT ser de linha marxista não implica em que eles tenham que usar a política soviética exatamente como foi feita por lá.

Pelo contrário. De acordo com a estratégia gramsciana, eles podem até utilizar preceitos liberais, uma política de mercado para alguns setores e até aliança com mega-empresários (Eike Batista, Abílio Diniz, Silvio Santos), tudo em nome da obtenção do poder.

Já o PSDB que aparenta ser de “direita” (somente no discurso dos marxistas puristas), no final das contas defende a mesma coisa, só que fez algumas privatizações.

Mas todas as privatizações feitas pelo PSDB foram insuficientes diante do inchadíssimo estado brasileiro.

É aí que temos o cerne da esquerda, da qual ambos fazem parte. Toda a esquerda tem como pilar o estado inchado.

Pois o estado inchado será o “meio” através do qual esses auto-declarados “iluminados” fariam a “justiça social”.

Mas toda essa idéia de que PSDB é de “direita” é derrubada com uma análise de debates recentes dos dois candidatos à presidência.

Dilma Rouseff ataca José Serra dizendo que ele é um “privatizador, que vai privatizar a Petrobrás”. Serra responde que não vai “privatizar a Petrobrás e nem o Banco do Brasil de jeito nenhum”.

Isso é sinal de que temos dois esquerdistas debatendo.

Alguém de direita já diria algo do tipo: “Sim, eu sou a favor de privatizar a Petrobrás, e também o Banco do Brasil, para que o estado receba impostos de ambos, agora como empresas privadas, empresas estas que não poderão mais serem usadas como cabide de emprego para partidos políticos. Em resumo, em um governo meu, as oportunidades de aparelhamento de estado cairiam ao mínimo, pois nas empresas privadas vocês não podem fazer a mesma bandalheira que fazem em empresas estatais”.

Qualquer resposta com um tom menor que este não é de direita.

Quem é de direita simplesmente NÃO CONFIA nas propostas humanistas, que geraram as ideologias da esquerda.

Quem é de direita NÃO CONFIA na Petrobrás nas mãos do estado, pois sabemos que eles utilizarão a empresa como máquina de cargos distribuídos para militantes.

Para alguém de esquerda, é normal a noção de que uma empresa desse porte fique nas mãos do estado. Pois o militante esquerdista tem a CRENÇA de que alguns homens (seriam os “anjos” em Terra, como diria Friedman) estão na missão de levar a “justiça social” através de sua ação, usando para isso “o Estado”.

Assim, não há como confundir esquerda ou direita.

E quando um petralha diz que “PSDB é de direita”, ele está simplesmente executando a Estratégia das Tesouras, de Stalin.

Olavo de Carvalho nos dá mais detalhes, conforme visto em seu texto “A Mão de Stálin está sobre nós”:

A articulação dos dois socialismos era chamada por Stalin de “estratégia das tesouras”: consiste em fazer com que a ala aparentemente inofensiva do movimento apareça como única alternativa à revolução marxista, ocupando o espaço da direita de modo que esta, picotada entre duas lâminas, acabe por desaparecer. A oposição tradicional de direita e esquerda é então substituída pela divisão interna da esquerda, de modo que a completa homogeneinização socialista da opinião pública é obtida sem nenhuma ruptura aparente da normalidade. A discussão da esquerda com a própria esquerda, sendo a única que resta, torna-se um simulacro verossímil da competição democrática e é exibida como prova de que tudo está na mais perfeita ordem.

Resumindo: quando tratamos o PSDB como “de direita”, já caímos na fase em que a estratégia das tesouras está bem desenvolvida em nosso país.

Aqui, no máximo o DEM poderia ser quase um partido de direita.

Mas as declarações de Índio da Costa no mês de agosto, dizendo que “é de esquerda”, causam algum desânimo. E o partido quase inexiste politicamente.

Quer dizer, direita não existe. Temos uma QUASE direita com o minúsculo DEM.

E a partir dali, é tudo esquerda, e isso inclui PSDB, PMDB, PV, PT, PCdoB, PSOL e todo tipo de porcaria.

A pergunta que resta é: como pudemos chegar à esse estágio de dominação esquerdista?

Simples: estratégia gramsciana.

Em raros países a estratégia gramsciana foi executada de forma tão coordenada, utilizando-se inclusive de unidades especializadas de doutrinação em grandes universidades, como a USP.

O senso comum da população brasileira, mesmo que seja um povo inerentemente conservador, está “formatado” para ir pensando de acordo com as ideologias da esquerda.

Tanto que nesse novo universo mental, até mesmo diante de diferentes sistemas de esquerda se convencionou chamar um deles de “direita” e outra de “esquerda”.

Por isso, chegamos à esse estágio de declínio cultural em que grande parte da população sequer consegue saber o que “direita” significa.

Ser de direita significa ser conservador, um adepto do livre mercado, do estado enxuto, da meritocracia, de uma moral objetiva (e não uma “moral fluida” ou “moral discutida”), etc.

Tanto PSDB como PT não tem absolutamente nada do que se esperaria em um partido de direita.

Nos Estados Unidos, os Democratas são um partido de esquerda, e os Republicanos são um partido de direita.

Vemos isso claramente na obsessão pelo estado inchado dos Democratas, como com o “Obama Healthcare”. E a rejeição ao estado inchado é base das manifestações republicanas.

Enfim, a diferença entre direita e esquerda nos Estados Unidos é claríssima.

Quando um petralha diz que “nos Estados Unidos só há partidos de direita”, ele mente no mínimo duas vezes.

Primeiro, por que na verdade, nos Estados Unidos há direita e esquerda, e isso é visto na diferença radical entre as duas propostas.

Segundo, por que no Brasil, o máximo de “direita” que temos são partidos iguais aos Democratas norte-americanos, portanto não faz sentido chamar qualquer grande partido nacional de “esquerda”.

Enfim, aqui vão duas regras básicas para facilitar a classificação:

  • Se alguém defende o estado inchado, inclusive com manutenção de estatais como Banco do Brasil e Petrobrás na alçada do governo, é de esquerda; se defender a manutenção apenas do básico absoluto com o Estado (como a segurança pública), é de direita;
  • Se vier com conversinhas como “nós lutamos pela justiça social”, é de esquerda, pois qualquer esquerdista tenta “se vender” fingindo que luta por todos, quando na verdade é só busca de autoridade; quem é de direita geralmente diz que “quem trabalha mais, merece mais”, o que pode parecer menos demagógico,  mas é mais realista.

Aplicando essas duas regras, que podem ser sustentadas por qualquer investigação na literatura dos autores de esquerda, vemos que nem PSDB e nem PT são de direita.

Aliás, no Brasil, não há direita.

E precisamos de uma direita ativa para fazer a oposição à esquerda.

Até por que os ideólogos da esquerda estão na espiral da bobagem, até por que é difícil encontrar bobagem maior do que dizer que o PSDB é de “direita”.

Se daqui uns 15 ou 20 anos, tivermos uma elite conservadora para fazer contraposição aos ideólogos da esquerda, talvez deixem de falar tanta bobagem.

Protestos, protestos

Mais do que noticiada esta sendo a série de protestos no Brasil contra o aumento da passagem no sistema de transporte coletivo. Os protestos, organizados por  grupos socialistas como PSTU, AnonymousBR, UNE e Juntos! (militância estudantil do PSOL), lograram angariar amplo apoio entre os mais jovens e mobilizar uma grande massa em torno da causa.

Alguns simplesmente querem a revogação do aumento da passagem, outros querem o passe livre e a total estatização do sistema de transporte coletivo. Não discutirei longamente estas questões pois quem acompanha este blog já sabe o porque tais idéias são absurdas e porque, se adotadas, resultarão em um serviço de transporte mais caro e menos eficiente.

O que sei sobre os protestos contra o aumento da passagem é o seguinte:

  1. Quem está protestando não entende nada de formação de preços e portanto não sabe a causa do preço artificialmente caro do transporte coletivo no Brasil.
  2. Quem está protestando geralmente pede como solução para o problema aquilo que está causando o problema neste exato momento: governo se metendo onde não deve.
  3. Quem pede transporte público e gratuito não entende que os serviços “públicos e gratuitos” são pagos via imposto, compulsoriamente, independente da pessoa usar ou não. A saúde pública, que é uma bosta, você paga por ela e paga caro. A educação pública, que está às moscas, você paga por ela e paga caro. Com o transporte não será diferente: você pagará caro por um serviço ruim.
  4. Diferente de um serviço que é pago voluntariamente, seja mensal seja a cada uso, você não pode optar por boicotar um serviço público. Sonegar imposto é crime, boicotar um serviço ruim não.
  5. Nunca vi ônibus pegando fogo nem patrimônio sendo destruído em “protestos pacíficos”. Neste tipo muito peculiar de protesto pacífico a polícia intervém pacificamente com cacetetes pacíficos, bombas de gás pacíficos e pacíficas balas de borracha, como é de se esperar.

Basicamente as pessoas envolvidas no protesto estão ali por uma euforia juvenil e por pura vontade de participar de uma mudança, de algo grande, etc. Entendo. Também entendo que nestes movimentos sempre haverá um ou dois mais “revolucionários” para dar a idéia idiota de queimar ônibus, depredar patrimônio público e privado ou mesmo iniciar um confronto com a polícia. Entendo ainda mais que os outros 95% levem cacetadas, bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha por culpa dos poucos que iniciaram os atos de vandalismo e violência. Este comportamento do aparelho de repressão do Estado é previsível e o escudo humano em volta da minoria violenta proporciona uma proteção que torna seu comportamento violento ainda mais previsível.

O que não entendo é como os jovens são capazes de identificar que há uma relação corruptora entre o Estado e o setor privado e ainda assim desejar que o Estado assuma para si todas as funções do setor privado. É tão difícil perceber que os preços abusivos são gerados por um sistema de concessões estatais que, na prática, impedem concorrência entre linhas de ônibus? Ou, pior ainda, que uma redução do preço da passagem é totalmente inútil quando é artificalmente imposta pelo Estado, uma vez que o Estado a garante através do subsídio às empresas de transporte às custas do contribuinte? E que o contribuinte, caro militante revoltado, é você?

Não existe, portanto, as opções de pagar ou não pagar pelo transporte coletivo. As únicas opções disponíveis são:

  1. Pagar voluntariamente pelo serviço privado que você usa e não usá-lo no caso de se recusar a pagar o preço estipulado. Ou seja, pagar voluntariamente.
  2. Pagar todo mês, compulsoriamente, por um serviço público independente de usá-lo e arriscar ir para a cadeia se recusar-se a pagar por ele, o que constituiria sonegação. Ou seja, pagar sob coerção.

Pluripartidarismo ilusório

Apesar de o debate político ser centralizado, o Brasil pode se orgulhar do seu número de legendas. Ostenta o glorioso número de 30 partidos registrados no TSE, com muitos outros ainda por vir. Muitas legendas desnecessárias ou redundantes politicamente. Aliás, a maioria assim o seria se considerássemos seus programas de governo. A mais recente palhaçada é o Partido Ecológico Nacional, que vem para somar ao cenário político a luta pelo meio ambiente, supostamente já lutada pelo Partido Verde. Verde é o novo vermelho. Mas isso não vem ao caso. A subdivisão no Brasil tendendo a infinitos partidos é interessante pelo fato de que nenhum partido que aparece vem a somar algo novo ao cenário: aqueles que o fariam não possuem força o suficiente nem mesmo para regularizar sua legenda para poderem lançar candidatos.

TSE
TSE e suas regras que dificultam a renovação e facilitam o mais do mesmo

As últimas aberrações mostram claramente esse fato triste: primeiro veio o PSD, que nada fez além de criar um clone do DEM na base aliada. Então o Partido Pátria Livre, que pretende ser apenas um PCO mais amigável. Por último, o Partido Ecológico Nacional… que dispensa comentários. E essa redundância política não se restringe aos mais recentes: a política nacional é inundada dessas redundâncias. A maioria dos partidos possuem programas de governo idênticos, propostas idênticas, todas dentro de dois paradigmas políticos: Welfare State, entre os fabianos, e socialismo entre os mais radicais. E a política nacional se polariza entre as duas esquerdas.

Não sendo injusto, pode-se até dizer que nos últimos tempos existiram propostas no sentido de se alterar o centro do debate, mas mesmo esses tem medo de se assumir como a Direita. Até mesmo o em tese fabiano PSDB, apesar de sua formação socialista, construiu uma tradição no sentido de diminuir o tamanho do Estado quando assumiu em coligação com o PFL (apesar de suas privatizações mal feitas). O Aécio Neves em recente entrevista ressaltou a importância de descentralizar o poder para que se possa fazer uma reforma tributária e retirar o peso do Estado da vida do cidadão, para que este pare de atrapalhar o cidadão. Mas mesmo esses tem medo de fazer oposição. Ficam apenas, eternamente, esperando seu lugar ao sol.

Paulo Freire
Paulo Freire – O Embuste que cooptou um plano de educação e trocou seus conceitos pela luta de classes. O resultado de nossa educação depois desse ilustríssimo mentor é claro: sucata.

No fim o pluripartidarismo é uma ilusão, já que, desde o ensino mais básico, a diversidade ideológica é cerceada. Na academia, então, a esquerda é predominante e doutrina a seu bel prazer. E se podem até existir alternativas no campo da economia (Escolha entre um certo liberalismo do PSDB ou o PT se afogando nas glórias alheias sem executar uma só medida de peso), todas se rendem ao marxismo cultural: ninguém, além da bancada evangélica, tem coragem de se opor ao aborto, por exemplo. Como consequência, a causa da vida acaba sendo associada exclusivamente à Igreja, e não à vida em si como deveria. E no campo cultural não existe oposição. E prevalece, sem o menor esforço, o politicamente correto, que nada mais é do que o que o poder aceita que seja dito.

Sem polícia

Depois da Polícia Militar da Bahia entrar em greve, as Policias Civil, Militar, o Corpo de Bombeiro e outros servidores públicos do estado do Rio de Janeiro também entraram em greve reivindicando melhores salários e condições de trabalho, justamente às vésperas do Carnaval. Desse modo colocam o governador Sérgio Cabral (PMDB) na mesma berlinda que Jaques Wagner (PT), uma vez que Rio de Janeiro e Salvador são cidades referências no carnaval brasileiro. O medo de arrastões, assaltos e outros crimes fazem com que os comerciantes fechem suas portas, logo os turistas amedrontados tendem a escolher outros destinos e a população fica a mercê de sua própria sorte.

De acordo com a Constituição Federal, militares não podem fazer greve. Porém, o salário desses homens é baixo perto do risco que eles enfrentam (o que não justifica a greve), e o pior foi o Governo Federal anunciar o corte de 1,03 bilhões de reais nas verbas de segurança pública enquanto a presidente Dilma Rousseff critica as greves. Porém ela esquece que o partido dela, o PT, quando era oposição adorava fomentar greves em datas “criticas”. Aliás, o partido que está por trás da greve na Bahia e tem parte na greve do Rio de Janeiro é o PSOL, formado por antigos membros do PT.

A bandeira vermelha denuncia: tem agitador político no meio.

Bom caro leitor, agora que você está inserido no assunto vou abordar uma questão que as greves trouxeram: sem policiamento estamos totalmente vulneráveis aos criminosos. Mas isso não ocorreria ou teria menor efeito caso boa parte da população tivesse armas em casa para a sua legítima defesa. Essas greves, além de denunciarem as péssimas condições de trabalho e salário dos policiais e o descaso do Governo Federal com a segurança pública, também nos alertam sobre o risco que é a segurança ficar somente nas mãos do Estado, ainda mais quando esse Estado dificulta o direito de um cidadão portar legalmente uma arma de fogo. Nos Estados Unidos, o direito de portar armas de fogo está na segunda emenda da Constituição, inclusive é uma clausula pétrea

 Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser impedido.

 
Enfim não podemos deixar nossa segurança e até vidas sob monopólio do Estado. Devemos ter o direito de legitima defesa. Pois, se somos livres, temos que ser livres para nos defender também.

Links uteis:

http://pelalegitimadefesa.org.br/nblog/?cat=35
http://www.facebook.com/campdoarmamento