Dilma e a ‘faxina’…


A presidente Dilma Rousseff vai completar um ano de mandato em janeiro e goza de uma boa popularidade. Mas pelo jeito não tem a mesma sorte com seus ministros, pois 7 ministros já pediram demissão, após denúncias de corrupção ou desentendimento com o Planalto. Já a mídia por sua vez acabou dando os louros para a presidente, até falaram  que ela fez uma ¨faxina¨ nos ministérios. Mas o que de fato aconteceu, os outros ministros saíram por medo das investigações e não por vontade de Dilma Rousseff.

Para tentar contornar a situação, o planalto promete uma reforma ministerial para 2012. Não se sabe ao certo quando e como ela irá acontecer, mas que um dos objetivos é enxugar a máquina pública, cortando gastos e unificando algumas pastas.

As críticas que ficam são as seguintes: a presidente não poderia ter escolhido melhor seus ministros no começo do ano? Por que colocou gente que já tinha tido problemas com corrupção e outras atividades ilegais e antiéticas?As investigações a respeito das denúncias vão prosseguir? Caso culpados,eles vão pagar pelos crimes? Não adianta apenas tirar o ministro,mas sim investigar,ir até as ultimas conseqüências,mas caso contrário vamos ver mais denúncias e outros ministros caindo em outras pastas e poucas respostas

Vamos relembrar os que se foram:

O primeiro ministro a cair foi Antonio Palocci, que já havia sido obrigado a deixar o Ministério da Fazenda em 2006 (governo Lula), depois que foi acusado de quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo. Em 2010 foi chamado pela presidente Dilma para comandar o Ministério da Casa Civil, porém foi obrigado novamente a deixar o governo, pois não soube explicar como aumentou seu patrimônio em 20 vezes durante os 4 anos que esteve na Câmara e acabou entregando sua carta de demissão no dia 7 de Junho.

Alfredo Nascimento foi o segundo ministro a pedir demissão, após a Revista Veja publicar denúncias que ligavam a sua pasta em um esquema de propina. Alfredo pediu demissão no dia 6 de julho e já estava no cargo desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula.

Com uma série de declarações polêmicas, Nelson Jobim deixou o Ministério da Defesa no dia 4 de agosto. Entre as declarações polêmicas, Jobim disse que achava a Ministra Ideli Salvati ¨fraquinha¨ e que Gleisi Hoffman, substituta de Palocci na Casa Civil e casada com o Ministro Paulo Bernardo, não conhecia Brasília.

Denúncias de corrupção no Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), entre elas o pagamento de propina em troca de contratos e favorecimentos em dinheiro para  financiar campanhas eleitorais, fizeram com que o então Ministro da Agricultura Wagner Rossi deixasse o cargo no dia 17 de agosto.

A denúncia feita pela Folha do Estado de S.Paulo dizia que o Ministro do Turismo, Pedro Novais, teria usado o dinheiro da Câmara para pagar o salário da governanta do seu apartamento em Brasília e depois em agosto ele teve seu nome envolvido com outra polêmica: o secretario de seu ministério foi preso na operação Voucher, da PF, suspeito da liberação irregular de verba para a ONG Ibrasi. No dia  14 de setembro, Pedro Novais, assim como os outros ex-ministros de Dilma, entregou sua carta de demissão e já tinha passado por outro imbróglio quando pediu o ressarcimento da Câmara de R$2.156  por despesas em um Motel de São Luis (MA).

Conhecido na mídia pela sua pasta desde o governo Lula e problemas relacionado com uso de cartão coorporativo para comprar tapiocas, Orlando Silva começou a balançar no governo Dilma, logo após denúncias públicas pelo Estadão, que apontavam irregularidades no Programa Segundo Tempo, que teria sido convertido em um esquema para financiar o PCdoB, partido de Orlando. Em outubro novas denúncias surgiram, dessa vez colando Orlando como responsável num suposto esquema de desvio de dinheiro e cobrança de propina, o ministro negou as acusações e prestou esclarecimentos por três vezes ao Congresso, mas sua situação se tornou instável e assim como os outros ministros de Dilma pediu demissão no dia 26 de Outubro.

Carlos Lupi talvez o seja o mais polêmico de todos a cair. Assim como Orlando, Lupi era um veterano no seu ministério, o ministério do trabalho, posto que também ocupava desde o governo Lula. Mas, novamente as denúncias foram a respeito de cobranças de propina. O então ministro não soube explicá-las ao Congresso. Mesmo dizendo que só deixaria o ministério à bala e depois declarar seu amor a Dilma, Lupi entregou sua carta de demissão no dia 4 de Dezembro, num domingo, mesmo domingo que coincidiu com a rodada final do Campeonato Brasileiro de futebol. Talvez tenha sido uma data estratégica, pois boa parte da população não deu destaque ao fato.

 Entre mortos e feridos, o Brasil sofre

Em apenas um ano 7 ministros pediram demissão, com exceção de Nelson Jobim que saiu por fazer criticas ao governo e ter algumas opiniões contrárias. Os outros 6 caíram por denúncias de CORRUPÇÃO. Muitas delas vinham desde o governo Lula,pior são nomes como o de Antonio Palocci, que já havia tido problemas no antigo governo e foi chamado para compor esse novo. Pelo visto temos um “novo” governo com velhos problemas.

Já as denúncias dificilmente vão ser investigadas ou explicadas. Até agora Palocci não disse como aumentou seu patrimônio, muito menos Orlando, Lupi e companhia explicaram as denúncias de cobrança de propina e desvios de dinheiro público.
Que Deus ilumine a cabeça de Dilma Rousseff nas próximas escolhas dela, pois já demonstrou não ter sorte ou competência para cravar boas decisões.

Estatite, o mal do século

O Brasil passa por um estado de saúde grave. É uma doença crônica, endêmica da Europa mas que se disseminou por aqui tão logo quanto chegou. Esta doença se chama estatite (inflamação do Estado), ou, popularmente “inchaço do Estado”.

SAIBA MAIS SOBRE A ESTATITE:

O primeiro país onde houveram surtos registrados e amplamente documentados de Estatite como conhecemos hoje foi a França. Vírus como Luís XIV, Napoleão, Robespierre, Proudhon e Rousseau disseminaram primeiramente formas menos agravadas da doença, cujos sintomas iam desde o nacionalismo exacerbado às revoluções fratricidas passando pelo monopólio estatal e o absolutismo. A situação ficou pior a partir de um surto de Reino do Terror, que matou cerca de 20 mil. Após o vírus Napoleão disseminar o nacionalismo chauvinista na Europa, cada vez mais se multiplicavam as aspirações ao intervencionismo do Estado na vida das pessoas e seu controle total da economia.

“A liberdade guiando o povo”, de Eugene Delacroix. Pintura idealista, massacre realista: a Revolução Francesa custou a vida de 30.000 pessoas. As “revoluções” seguintes seriam ainda piores: a revolução russa desencadeou guerras que mataram mais de 9 milhões.

Após a estabilização dos Estados-nação e de alguma diminuição da convulsão nas fronteiras, novos surtos de estatite viriam a assolar a Europa no século XX. Doenças virais mais antigas viriam então a se mesclar e passar por mutações, resultando em vírus mais perigosos, mais mortíferos e de disseminação mais rápida: o vírus de Lenin (mutação do vírus de Marx) viria a solapar a vida de 9 milhões de russos; sua mutação, Stalin, resultou em mais de 40 milhões de mortes ao longo de toda a Sibéria, Ásia Central e Europa Oriental. Na Europa ocidental, Franco e outros vírus como Mussolini, Hitler, Pavelic e Tizo viriam a causar outras 25 milhões de mortes. Na superpovoada China, o vírus de Mao se disseminou muito rapidamente e resultou também em não menos que 60 milhões de mortes. Durante os anos de 1939 e 1945, muitos destes vírus acabaram destruindo uns aos outros, se espalhando também pela África e pelas Américas, onde houveram surtos menores decorrentes de vírus como Prestes, Castro, La Marca e Guevara. A maioria deles no entanto, permanece por aí, latente, podendo gerar surtos mortíferos a qualquer momento.

I. SINTOMAS PRINCIPAIS:

Inchaço do Estado – O Estado está sempre ‘presente’ na vida do cidadão, cobrando-lhe imposto, determinando seu comportamento, censurando sua leitura ou simplesmente arregimentando-o de última hora nas forças armadas.

Déficit de Atenção para as Necessidades do Povo – O Estado está sempre desatento às necessidades públicas e às suas atribuições como a Justiça e a Segurança. Um caso típico é o de dar especial atenção aos crimes que ocorrem contra os homossexuais em um país onde são assassinadas mais de 40 mil pessoas por ano.

Alucinações – O Estado está sempre envolto em alucinações, utopias, idealismos vãos e políticas vagas que não condizem com a realidade ou a necessidade de seu povo. Também são comuns totais surtos psicóticos como a crença em absurdos (guerra de classes, pureza racial, combate ao lucro, etc.).

Dupla personalidade – O Estado apresenta sempre uma imagem dúbia e hipócrita com relação ao seu povo, censurando o que ele próprio faz ou louvando aquilo que ele não faz e nunca fez. Um exemplo de dupla personalidade é a defesa da causa do MST (reforma agrária) e o enriquecimento do Estado pelo agronegócio. Outro exemplo comum é a implantação de cotas raciais nas universidades, mas não no Congresso ou no Parlamento.

Inversão das relações de causa e efeito – O Estado culpa o trabalhador pelo banditismo, e dá regalias aos bandidos e punição aos trabalhadores na esperança de assim reduzir a criminalidade e tornar a sociedade mais ‘justa’. Outro exemplo comum é culpar o mercado pelos problemas causados pela intervenção do Estado na economia. Mais comum ainda é culpar empresários pelo desemprego e agricultores pela fome.

Egocentrismo e arrogância – O Estado desenvolve uma obsessão pela sua casta governante, desenvolvendo um culto à personalidade do Estado e do estadista. Se vê como o dono dos frutos do trabalho dos outros. O Estado também se acha melhor do que o cidadão em tudo, seja na produção de batatas, na providência de serviços ou mesmo em termos morais.

Burocracia – O Estado desenvolve um complexo sistema para se alimentar do dinheiro e da força de trabalho do seu povo, além dos usuais métodos de tributação opressora. A complexa burocracia cria um sistema onde só os mais aptos a encontrar falhas podem se dar bem, e portanto incentiva o desenvolvimento de talentos como a corrupção, o nepotismo, a chantagem, a proprina. A este conjunto de habilidades adquiridas deu-se o nome popular de “jeitinho”. A estrutura complexa também permite o domínio das classes mais abastadas de uma casta político-ideológica privilegiada sobre os pobres e pessoas de pouca instrução.

Desemprego – O Estado rigidifica tanto o seu mercado de trabalho com regulamentações e restrições que cria coágulos de estudantes ou recém-formados desempregados. Este estancamento acaba por gerar uma falência dos órgãos. Não raramente, empregadores, empregos e trabalhadores ainda sadios evadem do corpo para habitar outro Estado onde as condições de vida são mais amenas.

Repressão, doutrinação e censura – O Estado se sente no direito de advogar pela verdade, a sua verdade, e portanto não aceita que qualquer cidadão discorde de sua opinião. Para isso, ele monopoliza a educação como meio de doutrinação, criminaliza opiniões divergentes, censura veículos de comunicação e pode mesmo chegar à surtos de fratricídio, politicídio ou mesmo genocídio.

Morte – Decorrente do déficit de atenção em saúde e segurança, o Estado pode causar a morte de um grande número de pessoas. Um exemplo disso é um sistema de saúde falido ou taxas de homicídio crescentes. Ocasionalmente também há guerras, revoluções internas e execuções em massa.

II. CURA:

A estatite é uma doença que não tem cura, tendo ciclos históricos instáveis. Contudo, é passível de tratamento.

III. TRATAMENTO:

Normalização do Estado – O Estado precisa de repouso. Por isso, precisa parar de sobrecarregar-se com atribuições que não são suas e concentrar apenas nas suas tarefas (justiça, segurança, diplomacia, etc.)

Atender às necessidades do povo – Focar-se nas necessidades mais urgentes dos cidadãos, como a educação, a saúde e a segurança. Um bom exemplo é atender primeiro as necessidades dos deficientes físicos.

Honestidade e clareza – Não usar as estruturas do Estado para favorecer uma determinada concepção de mundo, seja política, ideológica ou religiosa, deixando o cidadão livre para o exercício de aprendizagem e escolha. Não usar de discursos vazios ou ambíguos para confundir o povo e implantar políticas que contradizem o senso comum e os valores do povo a que serve. Não desviar verba pública para financiar campanhas partidárias e não fazer policiamento ideológico nos livros do ensino público e na mídia são excelentes exercícios para melhor condicionamento moral.

Integridade – Manter compromisso com suas propostas e planejar dentro das suas responsabilidades e capacidades, para não legar ao próximo governante um país em frangalhos. Concluir obras públicas dentro de um prazo razoável sem superfaturamento, não desviar verba da merenda escolar, dos hospitais ou da aposentadoria dos idosos já é um bom começo.

Coerência – Tratar as pessoas de acordo com suas capacidades e méritos, não de acordo com a cor, classe social, religião ou opção sexual. Aprender a recompensar quem trabalha e punir quem pratica o crime. Não defender ditaduras, narcotraficantes ou genocidas. Dar tratamento digno aos trabalhadores mais importantes de um país: o médico, o professor e o policial.

Respeito – Respeitar o cidadão, individual ou coletivamente, como ele é. Permitir que ele faça escolhas, pense livremente e trabalhe do modo que melhor lhe convém.

Eficiência – Desmantelamento de toda burocracia desnecessária, planejamento eficiente e reformas para tornar os processos mais ágeis. Permitir ao cidadão que obtenha informações, assistência ou recursos a ele garantidos o mais rápido possível, com o menor custo possível e da maneira mais simples possível. Com isso, todos os cidadãos tem igual assistência, independente de sua condição social ou nível de instrução.

Liberdade econômicaReduzir restrições e abolir regulamentações excessivas, permitindo uma maior fluidez de bens e serviços na sociedade, flexibilizando o mercado de trabalho – dando mais opções ao trabalhador – e facilitando a vida do micro, do pequeno, do médio e do grande empresário. Com isto, os empreendimentos nacionais crescem, os profissionais talentosos permanecem no país e os produtos outrora caros se popularizam.

Liberdade de pensamento, opinião, expressão e imprensa – O Estado se abstém de censurar o pensamento e a expressão do cidadão. Para isso, ele usa a educação como meio de instrução e expressão, desenvolvimento de pensamento livre e análise dos fatos. Permite a livre manifestação de opiniões divergentes, e não impõe policiamento ideológico aos veículos de comunicação.

IV. RESULTADOS DE UM TRATAMENTO EFICIENTE E CONTÍNUO:

Qualidade de vida – Resultado de um esforço conjunto entre governo e cidadão, é a construção de uma sociedade segura, sadia, bem educada, moral, justa e trabalhadora através do bom emprego dos recursos arrecadados para a educação, a saúde e a segurança pública, da defesa dos direitos de propriedade e de um ambiente propício ao crescimento empreendedor.