Aborto: uma história de amor

I. Antiguidade

O primeiro registro de aborto induzido vem de um papiro Egípcio de 1550 AEC. Um relatório chinês documenta o número de concubinas reais que tivessem feito abortos na China entre os anos de 515 e 500 AEC. Muitos dos métodos empregados entre as culturas primitivas eram não-cirúrgicos. Atividades físicas como trabalho estenuante, escalada, halterofilia ou mergulho eram técnicas comuns. Outras incluíam o uso de folhas irritantes, jejum, sangria, derramar água quente no abdômen, ou deitar sobre uma casca de côco aquecida. Descobertas arqueológicas indicam tentativas cirúrgicas primitivas para extrair o feto. Entretanto, tais métodos não deviam ser muito comuns, dada a infrequência de sua menção em antigos textos médicos.

Muito do que se sabe sobre métodos e práticas do aborto na história grega e romana vem sobretudo dos textos clássicos. Aborto era principalmente uma alternativa para parteiras ou leigas bem-informadas. Em seu Theaetetus, Platão menciona a habilidade de uma parteira em induzir o aborto durante os primeiros estágios da gravidez.

Um texto em Sânscrito do século VIII instrui as mulheres que queiram abortar a sentar sobre ums panela de vapor ou cebolas cozidas.

A técnica de aborto por massagem, envolvendo a aplicação de pressão sobre o abdômem da grávida, tem sido praticada no Sudeste da Ásia por séculos. Um dos baixos-relevos decorando o templo de Angkor Wat no Camboja, datado de 1150, ilustra um demônio executando esta técnica de aborto em uma mulher que foi enviada ao submundo.

II. Era medieval e era moderna

Documentos japoneses mostram registros de abortos induzidos já no século XII. O mesmo se tornou prevalente durante o período Edo, entre os camponeses, que mais sofriam com as fomes recorrentes e a alta taxação da época. Estátuas do Boddhisattva Jizo, eregidas em memória de um aborto (espontâneo ou não), natimorto ou morte de uma criança muito pequena, começaram a aparecer por volta de 1710 no templo de Yokohama.

Meios físicos de induzir o aborto, como contusão, exercício ou apertar o cinto são documentados entre as mulheres inglesas durante o início da era moderna.

Preparos botânicos conhecidos como abortivos eram comuns na literatura clássica e medicina popular. Tais remédios populares, no entanto, variavam em efetividade e tinham efeitos colaterais. Algumas das ervas usadas para matar o feto eram venenosas também para a mãe.

Muitos abortivos vendidos no mercado da era vitoriana eram anunciados nos jornais, com uma linguagem apropriada para amenizar o impacto do real efeito do remédio através de eufemismos. Remédios que prometivam “tratar problemas femininos” muitas vezes continham ingredientes abortivos. Abortivos eram vendidos como uma promessa para “restaurar a regularidade da mulher” e “remover do sistema toda impureza”. No vernáculo de tais propagandas, “irregularidade”, “obstrução”, “supressão menstrual” ou “menstruação atrasada” eram compreendidos como referências eufemísticas para a gravidez. Assim, muitos abortivos eram vendidos como “reguladores menstruais”. Entretanto, poucas propagandas explicitamente advertiam sobre o uso do produto por mulheres grávidas, ou listavam o aborto como um efeito colateral.

Ainda que os protótipos da cureta moderna sejam mencionados em textos antigos, o instrumento que é usado hoje foi inicialmente desenhado na França em 1723, mas não era especificamente aplicado como instrumento abortivo até 1842. Dilatação e curetagem tem sido praticadas desde o fim do século XIX.

III. Era contemporânea

No século XX houveram aprimoramentos na tecnologia do aborto, reduzindo os efeitos colaterais para a mãe. Dispositivos a vácuo, primeiramente descritos na literatura médica do século XIX, permitiram o desenvolvimento do aborto por sucção-aspiração. Este método era praticado na União Soviética, Japão e China, antes de ser introduzido na Inglaterra e nos Estados Unidos na década de 60. A invenção da cânula de Karman, uma cânula de plástico flexível que substitui modelos antigos de metal na década de 70, reduziu a ocorrência de perfuração e tornou possível o método de sucção-aspiração possível com anestesia local. Em 1971, Lorraine Rothman e Carol Downer, membros fundados do movimento feminista, inventaram o Del-Em, um dispositivo de sucção barato e que não exigia treinamento para executar abortos (“extrações menstruais”).

Dilatação e extração intacta ou “descompressão craniana intrauterina” – método aplicável somente a partir do 4º mês de gestação e que basicamente se trata de abrir um buraco no crânio da criança e sugar o seu cérebro para reduzir o tamanho da cabeça e então extraí-la – foi desenvolvido pelo Dr. James McMahon em 1983. Lembra um procedimento usado no século XIX, no qual o crânio da criança era furado por um perfurador, então esmagado e extraído por um forceps, conhecido como “crânioclasto”.

Em 1980, pesquisadores da Roussel Uclaf na França desenvolveram a mifepristona, um composto químico que funciona como abortivo ao bloquear a ação dos hormônios. Foi primeiramente vendido na França sob o home de Mifegyne (Mifegina) em 1988.

IV. As armas

Dentre os instrumentos empregados para matar humanos no útero, podemos citar:

a) Cureta uterina

Um dos lados da volta é afiado para separar a criança do útero. O outro lado raspa o útero para remover a placenta.

b) Seringa:

Usado para injetar soro dentro do útero. O bebê engole e respira o veneno. A causa da morte é congestão, hemorragia e choque. A mãe entra em trabalho de parto um dia depois e dá a luz à uma criança morta. Outro uso é injetar químicos (digoxina, cloreto de potássio, etc) no coração do bebê. Em ambos os caso, estes produtos químicos amolecem o corpo da criança, permitindo que seja rasgado e retirado mais facilmente.

c) Fórceps

Usada para esmagar, agarrar e puxar a criança para fora.

d) Tesoura de Embriotomia

Usada para cortar fora a cabeça ou os membros.

Alguns instrumentos mais antigos e “menos ortodoxos” para o padrão atual de infanticídio: a) O perfurador craniano de Blot

Estes instrumentos foram desenhados para serem empurrados para dentro do crânio do bebê e então abertos, cortando-o em pedaços.

b) O tira-cabeças

Este instrumento funciona enfiando o espeto na cabeça da criança. Uma vez lá dentro, o botão é pressionado. Quando ele abrir, você pode puxar a criança para fora.

c) O decapitador

Usado para decepar a cabeça da criança.

d) Cranioclasto

Usado para esmagar o crânio da criança, facilitando a retirada.

Químicos que, além de tratarem algumas doenças, servem como veneno homicida: Cytotec, Pitocina, Cervidil, Hemabate, Syntocinona, Mifeprex, Prostina E2, Prepidil.

Para eliminar humanos adultos indesejados, recomendamos o uso do cianeto de hidrogênio. Antigamente comercializado sob o nome de Zyklon-B, e hoje como Uragan D2.

Como meios físicos, ainda dispomos da decapitação  (usando o instrumento que chamamos de guilhotina), o fuzilamento (procedimento pelo qual se atravessa o crânio do humano já nascido e indesejado com um projétil, para interromper o seu processo de maturação e envelhecimento), e a forca (que consiste no uso de uma corda como forma de interromper a transmissão de oxigênio para o cérebro e impulsos elétricos do cérebro para o corpo). Um outro método consiste em privar o humano em questão de nutrientes (inanição) ou oxigênio (sufocamento).

Mais informações sobre instrumentos para matar humanos indesejados em fase fetal, acesse http://abortioninstruments.com/

Pró-vida – uma escolha lógica (parte IV)

Se você perdeu as três mentiras pró-aborto mais contadas, recomendamos que você leia: mentira 1, mentira 2, mentira 3.

Hoje vamos denunciar a quarta mentira:

IV. A mentira do “homem Pokémon”
Para tentar enfiar a terceira mentira goela abaixo do cidadão, os defensores do aborto apelam para mais estratégias sujas. A mais suja delas é usar o adjetivo “potencial” antes de se referir ao embrião como um humano. É um “humano em potencial”, dizem eles. Pois bem. Quando dizemos que um menino é um “jogador de futebol em potencial”, estamos logicamente indicando uma possibilidade. Há, no entanto, a possibilidade do garoto ser outra coisa que não um jogador de futebol: ele pode ser policial, médico, professor, artista, etc. Mas, é claro, não existe “ser humano em potencial” porque não há a possibilidade de um embrião vir a ser qualquer outra coisa que não um humano: ele não se desenvolverá num gato, numa pedra, ou numa batata.

Um “humano em potencial” que acabou não “potencializando-se” em humano.

Esta estratégia suja consiste de uma artimanha simples: dar às divisões discretas de tempo (dia, hora, mês, ano, fases da vida) criadas pela linguagem, pelos símbolos e pelas convenções sociais uma maior importância do que a essência das coisas na natureza. Esta é uma artimanha especialmente explorada pelas pseudociências, como a astrologia. Em essência, um animal da espécie humana é humano desde a concepção. O embrião é tão humano quanto o bebê, que é tão humano quanto o menino, que é tão humano quanto o adolescente, tão humano quanto o adulto e tão humano quanto o idoso. A identidade humana a qual todos nós humanos estamos submetidos nos acompanha do início da nossa vida até a nossa completa extinção.

Exemplo cabal da burrice abortista: comparar um ovo qualquer (não fecundado e portanto tão vivo quanto um gameta) e um monte de seda (que passa por um processo mecânico antes de virar vestido) com dois embriões (vegetal e animal, respectivamente). Óbvio que para eles a distinção entre "semente" e "árvore" é tão importante quanto a diferença entre "bebê" e "homem". Portanto, se todo homem tem direitos, obviamente os bebês e meninos não estão incluídos nesta lista. É tão estúpido quanto assumir que se destruíssemos os ovos de tartarugas marinhas não estaríamos extinguindo as tartarugas marinhas, ou se matássemos as lagartas, não estaríamos prejudicando as borboletas.

Não é preciso dizer que para aceitar esta babaquice de que alguém não é “gente” e passa a sê-lo depois que sai do útero é necessário violar o princípio da continuidade (a máxima do “natura non facit saltus” – a natureza não faz saltos) e ignorar alguns bons avanços científicos desde o tempo de Aristóteles (passando por Leibniz, Newton e Darwin).

Testemunho de um médico perito mundial em aborto

Por Dr. Bernard Nathanson

Uma explicação sucinta de um médico especialista em abortos que no passado foi um dos maiores responsáveis pela sua liberalização nos EUA nos anos 70, co-fundador de associações pró-aborto e antigo director de uma das maiores clínicas de aborto dos EUA, vem agora falar sobre a estratégia de movimentos pró-aborto e de poderosos interesses econômicos…

Dr. Bernard Nathanson

Testemunho

Bernard Nathanson,

“Eu sou pessoalmente responsável por 75.000 abortos. Isto legitima as minhas credenciais para falar com alguma autoridade sobre este assunto. Eu fui um dos fundadores da NARAL (National Association for the Repeal of the Abortion Laws) nos EUA, em 1968. Nesta época, uma pesquisa de opinião fiável descobriu que a maioria dos americanos eram contra o aborto permissivo. Em cinco anos nós tínhamos convencido o Tribunal Supremo dos EUA a promulgar a decisão que legalizou o aborto nos EUA em 1973 e tornou legal o aborto até ao momento anterior ao nascimento.

Como fizemos isto? É importante entender as táticas utilizadas porque as mesmas têm sido usadas em todo o Ocidente com algumas pequenas mudanças, sempre com o intuito de mudar as leis do aborto.

A 1ª TÁTICA ERA GANHAR A SIMPATIA DA MÍDIA
Nós persuadimos os meios de comunicação que a causa de permitir o aborto era uma causa liberal, esclarecida, sofisticada. Sabendo que se uma pesquisa fiável fosse feita nós seríamos derrotados, nós simplesmente fabricamos resultados de pesquisas fictícias. Anunciamos aos meios de comunicação que tínhamos feito pesquisas e que 60% dos americanos eram favoráveis à liberalização do aborto. Esta é a tática da mentira auto-satisfatória. Poucas pessoas gostam de fazer parte da minoria.

Nós adquirimos muitos simpatizantes para divulgarmos o nosso programa de permissividade do aborto ao fabricarmos o número de abortos ilegais feitos no EUA anualmente. Enquanto este número era de aproximadamente 100.000, nós dizíamos repetidamente aos meios de comunicação que o mesmo era de 1.000.000. A repetição de uma grande mentira várias vezes convence o público. O número de mulheres que morriam em conseqüência de abortos ilegais era em torno de 250, anualmente. O número que constantemente dávamos aos meios de comunicação era 10.000. Estes números falsos criaram raízes nas consciências dos americanos, convencendo muitos da necessidade de revogação da lei contra o aborto. Um outro mito que demos ao público através da mídia era que a legalização do aborto seria a única forma de tornar legais os abortos que então eram feitos ilegalmente. O aborto está sendo atualmente utilizado como o principal método de controle de natalidade no EUA e o número de abortos feitos anualmente cresceu em 1500% desde a legalização (ver: http://www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/index.html
).

A 2ª TÁTICA ERA ATACAR O CATOLICISMO
Nós sistematicamente difamamos a Igreja Católica e suas “ideias socialmente retrógradas” e colocamos a hierarquia católica como o vilão que se opunha ao aborto. Esta música foi tocada incessantemente. Nós divulgávamos à mídia mentiras tais como: “todos sabemos que a oposição ao aborto vem da hierarquia e não da maioria dos católicos” e “pesquisas comprovam que a maioria dos católicos quer uma reforma na lei contra o aborto”. E a mídia martelava tudo isto sobre os americanos, persuadindo-os que alguém que se opusesse ao aborto permissivo devia estar sob a influência da hierarquia Católica e que católicos favoráveis ao aborto eram esclarecidos e progressistas. Uma inferência desta tática foi a de que não havia nenhum grupo não-Católico oposto ao aborto. O fato de que as outras religiões Cristãs e não-Cristãs eram (e ainda são) monoliticamente opostas ao aborto foi constantemente suprimido, assim como as opiniões de ateístas pró-vida.

Pinte o seu opositor como se ele fosse o vilão, assim você rotula todo mundo que se opõe às suas idéias.

A 3ª TÁTICA ERA DENEGRIR E SUPRIMIR TODA EVIDÊNCIA DE QUE A VIDA SE INICIA NA CONCEPÇÃO
Muito me perguntam o que me fez mudar de pensamento. Como mudei de proeminente abortista para advogado pró-vida? Em 1973 eu tornei-me director de obstetrícia de um grande hospital na cidade de Nova Iorque e tive que iniciar uma unidade de pesquisa pré-natal, no início de uma nova tecnologia que usamos agora para estudar o feto no útero. Uma tática pró-aborto favorita é insistir em que a definição de quando a vida inicia é impossível; que esta questão é uma questão teológica, moral ou filosófica, nada científica. A fetologia tornou inegável a evidência de que a vida se inicia na concepção e requer toda proteção e o cuidado de que qualquer um de nós necessita. Porque, podem perguntar, alguns médicos americanos, cientes das descobertas da fetologia, desacreditam-se fazendo abortos? Simples aritmética: a US$ 300 dólares cada, 1,55 milhões de abortos significam uma indústria de US$500 milhões de dolares anuais, dos quais a maior parte vai para o bolso do médico que faz o aborto. É claro que a permissividade do aborto é claramente a destruição do que é, inegavelmente, uma vida humana. É um inadmissível ato de violência.

Negue o óbvio veementemente. Mentiras grandes contadas incessantemente são melhor assimiladas.

Todos devem reconhecer que uma gravidez não planejada é um dilema difícil. Mas, procurar a sua solução num deliberado ato de destruição é desprezar a vasta quantidade de recursos do gênio humano e abandonar o bem-estar da população a uma clássica resposta utilitarista aos problemas sociais.

COMO CIENTISTA EU SEI – NÃO APENAS ACREDITO – QUE A VIDA HUMANA SE INICIA NA CONCEPÇÃO.

Pró-vida – uma escolha lógica (parte III)

Prosseguindo com nosso trabalho de denunciar as sandices usadas como argumentos pelos abortistas em geral, segue a 3ª mentira:

III. A mentira do “bebê alien”
Conceitos-chave:

Espécie – Uma das unidades básicas da classificação biológica. Uma espécie é frequentemente definida como um grupo de organismos capazes de cruzar e gerar uma prole fértil. Ainda que seja uma definição adequada na maioria dos casos, medidas de diferenciação mais precisas são frequentemente usadas, como a similaridade do DNA, morfologia ou nicho ecológico.

Humano – Animal da espécie humana, homo sapiens.

Pessoa – Entidade portadora de personalidade. Dentre as características da personalidade estão a consciência, a agência, a memória e a auto-imagem. Aceito este conceito, nem todo humano é uma pessoa e uma pessoa não necessariamente é um humano (pode ser um animal, uma máquina, um espírito, etc).

O argumento:
Esta é a mais absurda. Os defensores do aborto dizem que embriões não são “pessoas”. Bom, pessoas jurídicas como por exemplo eu, você, a Microsoft e a Dercy Gonçalves eles realmente não são enquanto não tiverem seus direitos reconhecidos. No entanto, como vc deve ter reparado, o conceito de “pessoa” varia de acordo com cada campo de estudo.

No Direito, pode ser uma instituição (como a Microsoft), bem como não deixa de ser pessoa quem já morreu (Dercy Gonçalves). Em outras áreas como Psicologia ou Filosofia, o termo é ainda mais complexo. Basicamente, uma pessoa é um ser dotado de personalidade, o que inclui alguns atributos como consciência, auto-imagem, agência e memória.  Em resumo, um humano não necessariamente é uma “pessoa” e uma pessoa não necessariamente é um humano.

Mas o que nós cidadãos comuns queremos dizer com “pessoa” e “gente”? Obviamente estamos nos referindo aquilo que reconhecemos de prontidão: o animal da espécie humana. Um humano, um homem.  O embrião, sobre o qual se discute tanto, pertence à espécie humana.

Exemplos de "amontoados de células".

Alguns, no entanto, vão dizer que ser “tecido humano” ou “aglomerado de células humanas” não te faz um humano (óbvio que isto desconsidera os conceitos previamente abordados de indivíduo e ser vivo). Nesta estratégia vão tentar convencer o cidadão médio de absurdos como dizer que um embrião é tão humano quanto é um tumor ou um apêndice (novamente, só se assumirmos como verdade as duas mentiras anteriores – mentira 1 aqui e mentira 2 aqui).

O principal argumento deles é que as células embrionárias podem gerar diferentes tipos de tecido.

Óbvio, há algo errado aí. Tudo que pode “surgir” deste embrião humano é humano. Não sairá dali jamais um gato, uma pedra, uma planta ou qualquer outra coisa que não tenha estrita relação com o DNA humano. O fato de um embrião estar gerando tais células se dá porque ele está crescendo, se desenvolvendo em estruturas maiores e mais complexas. Ou seja, está realizando o processo anti-entrópico que contraria a entropia universal que decompõe todas as coisas não-vivas.  Um embrião, portanto, não só tem identidade própria e é vivo, como também é um humano.

Artigos anteriores:
Parte II aqui.
Parte I aqui.

Pró-vida – uma escolha lógica (parte II)

Dando seguimento à nossa série de artigos em defesa da vida humana, vamos continuar denunciando o tipo de mentira que se usa para defender o assassinato de humanos in utero. Segue a segunda mentira:

II. A mentira do “bebê-zumbi”

Conceitos-chave:

Vida – Enquanto conceito biológico, a manutenção dos processos biológicos que sustentam um sistema vivo. Dentre outras características podemos citar a homeostase, organização biológica, crescimento, adaptação e resposta a estímulos. Podemos resumir como a geração da entropia negativa (ou: antientropia), se concordarmos com o conceito de Schrödinger.

Processo entrópico (entropia) – De acordo com a segunda lei da termodinâmica, “A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo”. Mais sensivelmente, quando uma parte de um sistema fechado interage com outra parte, a energia tende a dividir-se por igual, até que o sistema alcance um equilíbrio térmico. Em resumo, os sistemas tendem a dissipar a própria energia para manter um equilíbrio térmico.

No nosso caso, podemos assumir que é o processo pelo qual as estruturas físicas decompõem-se sempre em estruturas cada vez mais simples enquanto dissipam energia. É o que acontece com todas as coisas inanimadas como rochas, ou de tecido orgânico morto. Neste artigo, chamaremos “entropia” o processo entrópico segundo o qual todas as coisas se decompõem.

Processo anti-entrópico (entropia negativa) – É o processo pelo qual estruturas físicas desenvolvem-se em estruturas mais complexas enquanto consomem, transformam e geram saídas de energia.  É o que acontece com todos os seres vivos: crescimento celular e reprodução. Neste artigo, chamaremos “entropia negativa” o processo antientrópico segundo o qual todos os seres vivos mantém o equilíbrio interno de seus sistemas, retardando a morte.

Entropia negativa residual – É o quantum de energia residual em partes de sistemas vivos. No caso do ser humano, partes de seu sistema vivo não podem sobreviver muito tempo se não estiverem integradas ao sistema. O período – quase sempre muito curto – pelo qual podem manter-se se dá por esta energia residual armazenada nas células ainda vivas.

Morte – A interrupção da entropia negativa, que culmina com a interrupção de todas as funções e processos biológicos de um sistema vivo. A morte é um processo irreversível: a partir do mesmo, o sistema segue o processo entrópico universal e se decompõe.

O argumento:
O embrião mantém o próprio processo antientrópico característico de todos os sistemas vivos. Mas, segundo alguns defensores do aborto, só devemos considerar como vivo aquilo que já tem atividade cerebral (o que, obviamente, coloca ouriços-do-mar e todo o reino vegetal na categoria de coisas “não-vivas”, além de invalidar o pseudo-argumento da propriedade da mãe sobre o próprio corpo, o que independe do embrião estar vivo ou não).

O tal argumento, no entanto, desconsidera fatos óbvios e verificáveis pela ciência. O primeiro é que a presença ou não de atividade cerebral nunca foi conceito para determinar se um ser é vivo ou não. O segundo é que a atividade cerebral evolui juntamente com a neurogênese e portanto desde a formação do primeiro neurônio (lá pelo 31º dia de fertilização). Não existe um marco inicial para dizer “a partir deste momento, fulano de tal está vivo” levando em consideração o grau de desenvolvimento de qualquer órgão que seja. Um ser vivo está vivo desde o exato momento que passa a existir. No caso de nós vertebrados com reprodução sexuada, quando da fusão das duas cargas genéticas que cria um indivíduo novo, com identidade própria e mantenedor do próprio processo antientrópico.

Portanto, se seguissemos a lógica da argumentação de certos abortistas, decorreria que num primeiro momento o ser humano está literalmente morto, depois passa a viver (assim, do nada) e depois volta a estar morto. Qualquer semelhança com animismo, shamanismo e golems judaicos é mero charlatanismo.

O ciclo da vida para os defensores do aborto: morto, vivo, morto?
Parte I aqui.

Pró-vida – uma escolha lógica (parte I)

A legalização do aborto gera controvérsia e debates pelo mundo. Vemos países que recentemente legalizaram a prática (Uruguai) e outros que buscam baní-la (Espanha). Eu particularmente sou contra o aborto, pois defendo a vida e acredito que ela é tão cara e frágil que devemos defendê-la a qualquer custo. Esta série de artigos busca trazer argumentos diretos a favor da vida, sem qualquer apelo a religião. O objetivo é demonstrar, um por um, que a maior parte dos argumentos em favor do aborto são baseados em falsas premissas, em mentiras e falseamento de raciocínio, além de algumas estratégias sujas.

Hoje vamos desmistificar a primeira mentira.

I. A mentira do “próprio corpo”

Conceitos-chave:

Indivíduo – Um ente indivisível. É considerado individual todo ser contíguo – não disperso, não fragmentado e nem exibindo ausência de coesão entre suas partes no espaço-tempo.

Identidade – Característica do indivíduo, é aquilo que o distingue de todos os outros indivíduos. É o que faz dele ele mesmo e não qualquer outra coisa. A identidade de um ser humano, por exemplo, pode ser verificada pela carga genética.

O argumento:
Quem defende o aborto diz que é um direito da mulher escolher ter ou não o bebê, pois a mesma tem direito sobre o próprio corpo. Porém, se esquece de um detalhe importante: o bebê tem um corpo próprio. São dois indivíduos humanos envolvidos diretamente nessa escolha. O feto, esperneiem os pseudocientistas o quanto quiserem, não é só um “amontoado de células” (não somos todos amontoados de células?) e muito menos é algum tipo de extensão do corpo da mãe como um apêndice ou uma verruga. Desde o momento da fusão das duas cargas genéticas (do pai e da mãe), temos uma carga genética nova e única: ela caracteriza a identidade própria do embrião. O embrião não só tem uma carga genética única e própria como desenvolve todos os seus processos biológicos fora de sincronia com a mãe. O embrião é tratado como um corpo estranho pela mãe, motivo pelo qual é combatido com anticorpos. O sistema de defesa do embrião contra os anticorpos da mãe é a origem da placenta.

Reprodução humana, segundo a descrição dos defensores do aborto. Como podemos comprovar, mãe e filho são ambos o mesmo indivíduo.