Esfacelando a suposta dualidade “educar x punir”

Esse texto também foi publicado no blog “Mundo Analista“. Clique aqui para ver.

ÍndiceBoa parte do que vou dizer agora, eu já o disse no texto “Como discutir a redução da maioridade penal com um esquerdista“. Mas faz-se necessário enfatizar alguns aspectos e lembrar outros, a fim de esfacelar a suposta dualidade “educar x punir”, sempre proposta pelo esquerdista e aceita por muitas pessoas ingênuas. Vou fazê-lo em tópicos para facilitar o leitor, já que o texto tem caráter instrutivo. Serão nove tópicos. Vamos lá:

1) O principal objetivo da cadeia NÃO É reeducar o criminoso. Eu vou repetir estas minhas palavras. “O principal objetivo da cadeia NÃO É reeducar o criminoso”. Tirem isso da cabeça. “Ah, e qual é o principal objetivo da cadeia então? Vingar-se do criminoso? Retaliá-lo? Fazê-lo sofrer desumanamente?”. Também não. Nada disso. O principal objetivo da cadeia é livrar os cidadãos honestos de alguém perigoso. Toda a lei deve ser pensada priorizando a proteção do cidadão honesto.

Segue-se, portanto, que ainda que as condições das cadeias sejam ruins, isso não deve impedir que criminosos perigosos sejam isolados da sociedade. Segue-se também que a idade do criminoso também não deve impedir o isolamento. Tanto um assassino de 30 anos de idade, quanto um de 16, oferecem o mesmo risco às pessoas honestas. Lembre-se: a prioridade é a proteção do cidadão honesto.

2) Melhorar a qualidade da educação e, ao mesmo tempo, prender criminosos NÃO SÃO duas tarefas mutuamente excludentes. É perfeitamente possível fazer as duas. Possível e necessário. Entenda: a suposta dualidade “educar x punir” não existe. Quando ficamos gripados e com febre, há duas coisas que precisam ser feitas: tratar a gripe (causa) e tratar a febre (efeito). O tratamento de uma não deve anular o tratamento da outra. Os dois tratamentos são benignos e tem a sua importância. Da mesma forma, a tarefa da educação não deve estar dissociada da tarefa da punição dos criminosos (gosto mais da palavra “isolamento”). Isso me lembra que os esquerdistas não estão fazendo nenhuma delas há mais de duas décadas.

3) Aumentar investimentos na rede estatal de educação NÃO É sinônimo de melhorar a educação. O Brasil é um dos países que mais gasta dinheiro com educação no mundo. É preciso debater os problemas reais da educação e propor soluções efetivas. Isso, nem os governantes esquerdistas tem feito, nem os seus eleitores. Pergunte a qualquer eleitor de esquerda se ele tem ideia de o que deve ser feito para mudar a educação. Ele apenas repetirá o mantra: “Investir mais”. Pergunte a ele como fazer para o dinheiro não ser desviado ou mal gerido. A maioria esmagadora não saberá responder.

4) O problema da rede estatal de educação NÃO É apenas administrativo. Ele também é pedagógico. Há 30 anos o país tem destruído a autoridade do professor de ensino fundamental e médio dentro das salas. Em prol de uma suposta educação mais livre e menos repressora, os esquerdistas criaram um sistema em que os alunos não tem mais limites, nem disciplina; e o professor não tem voz. O amigo esquerdista já deu aula? Já entrou em uma sala para ver o verdadeiro inferno que é? Pois é. Vocês criaram isso. Pergunte a qualquer pessoa que estudou nos anos 60 e 70 em colégio público, se essa falta de limites, disciplina e respeito existia nas salas. Todos te dirão que não.

5) O problema da rede estatal de educação NÃO É o principal. Antes do aluno ser aluno, ele é filho. É em casa, no seio da família, que uma pessoa aprende a ser honesta e respeitosa. As famílias tem sido rapidamente deformadas por meio de culturas que destroem valores familiares. As pessoas são ensinadas hoje a serem promíscuas, descartarem-se umas às outras mutuamente, pensarem no próprio prazer acima dos outros, a serem materialistas, a vingarem-se, a nutrirem rancor e etc.

Resultado: surgem pais irresponsáveis, pais egoístas, pais rancorosos, pais sem valores, pais que tiveram filhos indesejados e os tratam como um fardo, famílias sem pai, famílias em que a mãe não cuida do filho, famílias onde reina a traição, a infidelidade, os xingamentos mútuos, as brigas, a devassidão, a bebedeira, os vícios e o descaso uns com os outros.

E o que os esquerdistas fazem com relação a isso? Aplaudem! E incentivam! Eles são super à favor da vida libertina e desregrada, da promiscuidade, dos vícios, da felicidade sexual acima de tudo, da destruição da família tradicional e dos valores morais, éticos, cívicos e familiares. Ora, sem limites, disciplina, senso de moral e civilidade, essas crianças e adolescentes crescem flertando com a marginalidade da lei, sobretudo quando moram em locais onde a criminalidade é grande. Daí quando esses filhos de famílias horrorosas se tornam criminosos, os esquerdistas vem dizer que é melhor educar do que prender. Hipócritas!

Sim, “educar é melhor que punir”. Mas a maioria dos esquerdistas que tem utilizado este bordão não está interessada em defender a educação, mas apenas em não punir. Em outras palavras, são pessoas incentivadoras (ou coniventes) com a criminalidade. Tanto em suas causas, como em seus efeitos.

6) Pobreza e etnia NÃO determinam caráter. Toda vez que um esquerdista disser que fulano se tornou bandido porque era pobre e negro, chame-o de preconceituoso. É o que ele é. Ser negro e pobre não tem nada a ver com moral. Qualquer negro e pobre é capaz de se tornar um cidadão de bem. Se pobreza e etnia determinasse caráter, brancos e ricos jamais se tornariam criminosos. E não é isso que vemos.

Lembre-se: Negros e pobres não são cães que precisam ser adestrados pelo governo. Eles precisam, sim, de uma família e de uma escola que lhes imponha limites (assim como brancos e ricos). E se a família e a escola falharem, que a cadeia o tire da sociedade.

7) Se o enrijecimento das leis penais (entre elas a redução da maioridade penal) incomodam tanto porque as cadeias são ruins e as escolas também, por que diabos os esquerdistas não propõem medidas efetivas para melhorar a qualidade das escolas e das prisões? Por que eles não brigam vorazmente por isso? A impressão que dá é que é muito mais importante impedir o enrijecimento das leis do que lutar para melhorar a qualidade das prisões e das escolas. Já que a redução está para se tornar realidade, por exemplo, por que eles não fazem pressão para subir a pauta da melhoria das prisões e das escolas, através de soluções efetivas?

8) O Brasil não apresenta, nem jamais apresentou um movimento e um partido (ou partidos) conservador na política e liberal na economia, isto é, genuinamente de direita. O que temos são alguns poucos direitistas conscientes espalhados por aí, alguns políticos e eleitores com ideias direitistas misturadas à vícios de esquerda, e uma enorme massa da população perdida ideologicamente e órfão de uma direita genuína e coesa que lhe represente. O que temos visto hoje no Brasil são alguns passos lentos da oposição ao governo em direção à algumas poucas pautas de direita, energizada e pressionada pelo crescimento do número (admirável, mas ainda pequeno) de eleitores conscientes de direita.

Dizer que os atuais governantes representam plenamente a direita ou que eles são políticos ideais para quem se identifica como direitista é ridículo. Estão longe de representarem plenamente e de serem ideais. O objetivo certamente é colocar melhores representantes lá no futuro. Enquanto isso não ocorre, deve-se pressioná-los para que coloquem em pauta outros temas importantes. A instituição do trabalho obrigatório para presos nas cadeias, a instalação de fábricas nas mesmas, a entrega da administração delas a essas fábricas e o fim do financiamento público de prisões são ideias que os direitistas conscientes defendem há tempos e que pressionarão os governantes a colocarem em pauta. A descentralização das escolas públicas, a reestruturação da autonomia dos professores e a gestão transparente das contas de cada escola também. E aqueles que dizem se preocupar tanto com educação e a situação dos presídios deveria pressionar nesse sentido também, em vez de apenas fingir preocupação.

9) A mim não importa que um criminoso vá para um presídio com piscina, cerveja e churrasco. Desde que ele trabalhe lá dentro para se sustentar e fique preso pelo tempo suficiente para que deixe de ser um perigo à sociedade, estou satisfeito. Tudo o que quero é estar protegido de suas agressões e não precisar sustentá-lo com meus impostos. Creio que todos concordam comigo nesse ponto. Então, quem pede punição, não está sendo desumano e sem coração, mas apenas querendo paz.

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Cuba, a verdade nua e crua

No documentário sobreviver calado gravado por brasileiros em visita a Cuba é mostrado um lado que os irmãos Castro querem esconder da imprensa internacional. O documentário está dividido em três vídeos que serão postados no final do artigo e tem depoimento de pessoas que vivem no regime durante várias décadas. Podemos destacar o depoimento de um medico que para sobreviver – pois seu salário não é o suficiente nem pra comprar a cesta básica – precisa trabalhar como garçom. Ele se demonstra o tempo todo contra o regime, porém ele se diz um reacionário passivo, pois tem medo do que possa acontecer. Muitos lá vivem como ele.

Apesar da revolução comunista, lá existem sim classes sociais. Há pessoas que são mais beneficiadas pelo governo do que as outras e há também as pessoas que por não aguentarem a falta de perspectiva para o futuro, arriscam sua vida tentando entrar em outros países, principalmente os Estados Unidos. Chegando nesses outros países e tendo a oportunidade de ter uma vida melhor, ou pelo menos sem uma miséria absoluta, esses fugitivos enviam dinheiro pra seus familiares que ficaram em Cuba. Para que não fique mais nítida a divisão de classes no país, a sua população é proibida de comprar carros, por exemplo.

No vídeo há também o depoimento de uma senhora que trabalha voluntariamente para o governo como uma espécie de “dedo-duro” de pessoas que vão contra o regime. Podemos observar que muitos, mesmo com uma profissão, vivem na miséria. Há informações vinculadas na imprensa internacional que até as universitárias cubanas precisam se prostituir para garantir ao menos um prato de comida. Mas segundo Fidel Castro: “Não são as universitárias cubanas que são prostitutas, são as prostitutas cubanas que tem nível universitário.” Isso seria cômico, se não fosse tão sujo.

Para manter o regime por tantas décadas, o governo dispõe de fortes propagandas estatais por todos os meios de comunicação possíveis a fim de dominar ideologicamente a população. Nessas propagandas o nacionalismo exacerbado é incentivado e sobretudo o ódio aos Estados Unidos, que é a nação que o governo cubano considera como seu maior inimigo, é incitado. Pode-se perceber que a obediência a Fidel, pela maioria das pessoas não vêm pelo seu carisma (se é que ele tem algum), mas sim pelo medo que ele causa na população. Vendo esse vídeo lembra-se de Maquiavel que diz que é muito melhor ser temido a ser amado.

O regime também se sustenta devido a grande dependência que o povo tem do Estado. Só que em contraponto, as pessoas não enxergam que são eles que sustentam a nação, já que trabalham demais e praticamente em troca de nada. No Brasil podemos pegar como exemplo os programas assistenciais do Governo Federal, que já renderam aos candidatos de esquerda anos a fio de poder e sabe-se lá por mais quantos anos essa população miserável e totalmente dependente, que em vez de reivindicar emprego e educação contentando-se com o Bolsa Família, ainda irá deixá-los no poder. Tive uma professora de Ciências Políticas que chamava o programa de “Bolsa Esmola” em alusão ao Programa Inicial chamado “Bolsa Escola” criado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o qual Lula rebatizou ficando com o mérito da criação.

Apesar da dependência do Estado, ao contrário do que pensa o senso comum, lá nada é assegurado. Não se sabe o dia de amanhã. A população simplesmente não tem mais esperança e nem nutre sonhos. Diferente de 20 anos atrás quando eles ainda tinham a ilusão de que o futuro era seguro. Grande parte da população se sente aflita e deprimida.

Como foi dito anteriormente, há algumas pessoas que por ter um trabalho extra, ou por ter parentes que mandam dinheiro, podem se dar ao luxo às vezes de comprar alguma coisa. Porém, como no país quase tudo (ou será que tudo?) é proibido, as pessoas se veem obrigadas a obter algumas mercadorias através do mercado negro pagando bem mais caro por elas.

Apesar de tudo isso, há uma passividade quase que geral da nação, pois estes têm medo de ir contra o regime e receber várias punições, que podem ir de prisão, tortura e muitas das vezes até a morte. Então há uma categoria de pessoas lá que se consideram reacionárias, porém são como já ditos anteriormente, passivos. E isso coopera para que esse regime nunca seja derrubado. As pessoas morrem de medo de serem filmadas, por exemplo.

No segundo e no terceiro vídeo é entrevistada uma senhora, como já dito anteriormente, que trabalha voluntariamente para o governo. O nível de alienação dela é tão grande e sua adoração a Fidel é tamanha que beira a loucura. Segundo sua teoria, o país só é pobre porque quando houve a revolução, as pessoas ricas foram embora do país. Ela não consegue enxergar que o país é miserável porque o governo se apodera de tudo que eles produzem. Porém pelo que pude perceber do vídeo, essa senhora é tão fanática pelo regime porque sua família é beneficiada por ele. Ela parece fazer parte da chamada “classe privilegiada”.

Uma coisa importante é que lá, apesar de depoimento da mesma de que o estudo é gratuito e para todos, existe gente que é obrigada a tirar seus filhos da escola, pois não têm condições financeiras de arcar com o transporte. Lá existem todas as despesas de um país capitalista, porém as pessoas não tem como arcar com as mesmas.

A entrevista termina como já era esperado, com a prisão dos brasileiros que estavam produzindo o vídeo. A polícia foi chamada pela própria senhora que trabalha por governo. Os entrevistadores foram interrogados pela POLÍCIA IDEOLÓGICA e só foram liberados após pedirem pra entrar em contato com a embaixada brasileira.