Biografia de um Ongueiro Desarmamentista

Filiado ao Partido Comunista, entupiu-se de drogas, morou em uma comunidade hippie na Filadélfia e auto-exilado na Polônia com o dinheiro do papai… Esse é o fundador do Viva Rio, a ONG que quer desarmar o cidadão.

Bene Barbosa

 

Fundador da Ong Viva Rio, narra sua historia de vida

 

O Plano Brasil Menor

Artigo originalmente escrito por Rolf Kuntz em seu blog.

Vai muito bem o Plano Brasil Menor, eixo principal da política de subdesenvolvimento executada pelo governo da presidente Dilma Rousseff. Colocado em 53.º lugar na pesquisa de competitividade do Fórum Econômico Mundial, o País deve seguir o rumo ditado pelo governo da Argentina, ocupante do 85.º posto na classificação de 2011-2012. A ordem é aumentar o protecionismo – decisão já tomada para a próxima reunião de cúpula do Mercosul, marcada para os dias 26 a 28 de junho em Mendoza. O governo brasileiro admite elevar as tarifas de 200 produtos. As autoridades argentinas têm defendido uma lista de 400. Mas o bloco regional é só um dos campos de ação. Empenhada em multiplicar e elevar as barreiras comerciais, a presidente brasileira deu instruções especiais aos negociadores participantes da conferência do Grupo dos 20 (G-20), no México. Deveriam rejeitar qualquer proposta de prorrogação do compromisso antiprotecionista previsto para valer até 2013 – e de fato já violado várias vezes, por vários países, incluído o Brasil.

As barreiras erguidas pelo governo brasileiro foram insuficientes para impedir a deterioração do saldo comercial e o aumento de importações de bens intermediários, bens de consumo acabados e equipamentos. A explicação, nem sempre reconhecida pelos estrategistas de Brasília, vai muito além da ação desleal de alguns concorrentes e dos problemas cambiais. As dificuldades foram claramente identificadas tanto por economistas de instituições brasileiras quanto por especialistas de organizações internacionais. Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado em 2010, comparou oito fatores de competitividade do Brasil e de 13 países selecionados – África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia, Espanha, Índia, México, Polônia e Rússia. O Brasil levou clara vantagem sobre Argentina e África do Sul e só bateu os demais em poucos itens. O confronto incluiu disponibilidade e custo de mão de obra, disponibilidade e custo de capital, infraestrutura e logística, peso dos tributos, ambiente macroeconômico, ambiente microeconômico, educação e também o binômio tecnologia e inovação.

Num estudo periódico do Banco Mundial sobre regulação e ambiente de negócios (Doing Business), o Brasil ficou, em 2012, no 126.º lugar numa lista de 183 países, prejudicado por itens como tempo gasto para abrir um negócio (119 dias), horas gastas para cumprir as obrigações fiscais (2.600) e custos para exportar (US$ 2.215 por container).

A pesquisa mais ampla e mais detalhada é a do Relatório Global de Competitividade, publicado pelo Fórum Econômico Mundial. No levantamento de 2011-2012, o Brasil apareceu em 53.º lugar, posição melhor que a da pesquisa anterior (58.º posto), mas muito pior que a de vários países emergentes, como a Malásia (21.º), a China (28.º), o Chile (31.º) e a Tailândia (39.º), e de alguns ex-socialistas, como a República Checa (38.º) e a Polônia (41.º). Suíça, Cingapura, Suécia, Finlândia e Estados Unidos foram os cinco primeiros colocados. Foram listados 142 países.

O número da classificação geral (53) é uma média ponderada de várias notas. No caso do Brasil, os piores indicadores são normalmente aqueles relacionados com a ação governamental em todos os ramos da administração. O País aparece em 77.º lugar no quesito instituições, em 64.º em infraestrutura e em 115.º quando se trata de ambiente macroeconômico. O desperdício no gasto público deixa o Brasil na 136.ª colocação. O peso da regulação governamental é ainda mais desastroso, jogando o País para a 142.ª posição. O favoritismo nas decisões dos funcionários oficiais também é destacado. Por esse item, o Brasil fica em 65.º lugar entre os países pesquisados. Os seis maiores problemas identificados nas entrevistas foram o peso dos impostos, as regras tributárias, as deficiências de infraestrutura, as normas trabalhistas, a burocracia governamental ineficiente e a formação inadequada da mão de obra. O acesso ao financiamento aparece em oitavo lugar, logo depois da corrupção. No caso da Argentina, a inflação, a corrupção e a instabilidade das políticas aparecem no alto da lista.

Ao fazer do protecionismo uma prioridade para o Mercosul, o governo brasileiro aceita como modelo o pior padrão de política econômica do bloco regional. Adere à estratégia de esconder os problemas, em vez de enfrentá-los com disposição e competência. Soluções desse tipo até podem produzir um alívio temporário, se o país encontrar parceiros dispostos a cooperar. O Brasil, maior comprador dos produtos argentinos, tem dado cobertura à ineficiência industrial do país vizinho. Quais dos clientes e competidores dará cobertura à ineficiência brasileira?

Lech Walesa dando uma ‘aulinha’

Eu estava vendo uma dessas matérias sobre a Eurocopa (torneio de seleções europeias) e a edição desse ano terá como sede dois países do antigo bloco socialista, Polônia e Ucrânia. Em uma parte da matéria, mostraram a história recente da Polônia e a história de Lech Walesa. Na hora me recordei de uma entrevista que ele deu ao Jornal Nacional há alguns anos atrás e achei interessante postá-la no blog.

A entrevista fazia um paralelo entre as respostas dadas por Walesa em 1989 (auge do Sindicato Solidariedade) e ano da matéria (2005). Lech muito bem articulado respondeu as perguntas de Pedro Bial e mesmo que em poucas palavras deu uma “aula” sobre o sistema capitalista (livre-mercado) e o comunista. (OBS: Tolerem o institucionalíssimo da rede-globo)

Entrevista:

Gostaria de salientar alguns trechos do Walesa: quando ele comenta que o sistema Capitalista é ruim mas não se inventou nada melhor e quando relembra que na Polônia comunista todos eram iguais na pobreza,  que a liberdade criou grandes diferenças. Walesa mostra a principal diferença entre o capitalismo (livre-mercado) e o comunismo, no livre-mercado as pessoas são livres, livres para melhorar suas vidas e correr atrás de seus objetivos, já no comunismo, todos são obrigados a ser pobres, os grilhões do Estado prendem o indivíduo numa eterna situação de pobreza.

Por último, quando o ex-operário mostra sua principal diferença em relação a Lula, ele usa uma metáfora (bem melhor que as do Lula) para explicar as intenções de cada um. É simples: sistema de livre-mercado é algo frágil e complexo, qualquer variação ou interferência externa pode fazer todo um sistema sucumbir. Já o comunismo é algo simples, basta uma única intervenção externa e voilà.