O crescimento econômico virá do setor privado

Tradução da reportagem Cruz: Economic growth will come from private sector

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O Senador Americano Ted Cruz, R-Texas, no seu primeiro ano de mandato, falou em Midland na quinta-feira para moradores Midland, Odessa e funcionários do Museu do Petróleo, dizendo que sua prioridade no cargo é para restaurar o crescimento econômico.

“Os últimos quatro anos, a nossa economia cresceu 0,8 por cento ao ano”, disse Cruz. “Se isso não mudar, não poderemos resolver todos os outros problemas que temos e que estão por vir.”

Cruz disse que acha que o crescimento econômico deve ser uma questão bipartidária, seguido por três sub prioridades para recuperar o crescimento econômico.

Ele disse que sua primeira sub prioridade é frear os gastos estatais fora de controle e dívida insustentável em Washington.

“Eu acho que o que estamos fazendo é fundamentalmente imoral”, disse Cruz. “É errado que estamos fazendo a nossos filhos e netos com a esmagadora dívida que eles vão passar a vida inteira trabalhando para quitar e tentando sair dela.”

A segunda sub prioridade de Cruz é a reforma tributária fundamental, disse ele. Cruz comparou o código Tributário com a Bíblia, dizendo que o código tributário tem mais palavras do que a Bíblia.

“Precisamos simplificar drasticamente o código, reduzir as taxas e torná-lo justo.” Cruz disse. “Eu gostaria que a família americana média pudesse preencher os seus impostos em um cartão postal e enviá-lo.”

A terceira sub prioridade do senador em restaurar o crescimento econômico é diminuir regulamentos para as empresas, especialmente as pequenas empresas. Ele disse que todos os que trabalham no setor privado tem de lidar com “uma regulação após a outra”, tornando mais difícil para as pequenas empresas sobreviverem.

“O crescimento econômico não vai vir de um bando de políticos fanfarrões em Washington”, disse Cruz. “Vai vir do setor privado.”

Cruz concluiu seu discurso falando sobre porque a economia deve crescer, observando que ele é a “chave para a oportunidade.” Ele falou sobre como as pessoas que estão começando a subir a escada econômica são os mais duramente atingidos por uma economia ruim.

“Os que estão perdendo seus empregos são as pessoas que estão apenas começando”, disse Cruz.

Depois de seu discurso, Cruz respondeu a perguntas da platéia sobre temas como o controle de armas e energia. Ele disse que há um grande número de democratas em Washington tentando tirar armas legais das pessoas após o tiroteio na escola elementar Sandy Hook, em Connecticut.

Quanto à energia, Cruz disse que assinou uma carta bipartidária para o presidente Barack Obama, que pede a aprovação do oleoduto Keystone, que o público aplaudiu. Ele também ligou o crescimento econômico as fontes de energia, como petróleo e gás natural, dizendo sobre o grande potencial de emprego que trazem.

“A única coisa que pode estragar tudo é o governo federal”, disse Cruz.

Após a sessão de perguntas e respostas, Cruz falou à imprensa sobre a discussão da imigração. Ele disse que está otimista e pessimista ao mesmo tempo sobre a reforma da imigração, que terá os projetos introduzidos tanto na Câmara dos Representantes e do Senado na próxima semana.

No lado otimista, Cruz disse que acha que há muitos acordos bipartidários sobre alguns aspectos da reforma da imigração, como a segurança das fronteiras e do sistema de imigração legal. Ele disse que quer segurança mais rígida na fronteira e menos burocracia para os imigrantes legais que entrarem no país.

No lado pessimista, Cruz disse que acha que Obama não quer passar a reforma da imigração.

“Eu acho que, infelizmente, o presidente Barack Obama está à procura de uma “bandeira” política, em 2014, em vez de tentar passar um projeto de lei”, disse Cruz. “E eu acho que é por isso que o presidente está insistindo em um atalho para a cidadania para aqueles que estão aqui ilegalmente. E o meu ponto de vista, enquanto o Presidente Obama insiste em um atalho para a cidadania (anistia dos ilegais), qualquer projeto de reforma da imigração é provável que não seja aprovado.”

Como relatado anteriormente, em maio de 2012, esmagadora maioria dos habitantes de Midland levantaram mais fundos para a Cruz em comparação com o candidato ao Senado e vice governador David Dewhurst. Apesar do grande apoio dos habitantes de Midland para Cruz, o senador disse que ainda não abriu um escritório no Oeste Texas, mas vai fazê-lo depois de avaliar o melhores locais em potenciais.

“Ele está fazendo um grande trabalho em Washington e estamos contentes que ele é um dos nossos senadores,” disse o Prefeito de Midland, Wes Perry. “Eu acho que ele tem um grande, grande futuro pela frente.”

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A história perto de se repetir

A história não é retilínea, mas cíclica. Muitos vão discorda disso, mas basta estudar de fato a história e você verá como eventos se repetem em lugares distintos ou ao longo do tempo.

Leia a seguinte descrição:

Uma crise financeira que teve origem no Estados Unidos assola a Europa. Os países estão com altos déficits em suas contas, populações inteiras endividadas e altas taxas de desemprego pelo continente. No aspecto político diversos grupos lutam pelo poder e culpam o capitalismo pela origem da tal crise. Desses grupos políticos, dois se fazem ouvir mais e são apoiados pela maioria da população: o primeiro é composto por socialistas e comunistas. Eles propõem centralizar o poder do Estado sobre a economia para distribuir a renda, e culpam ‘as elites’ pela crise. Na visão deles foi essa “burguesia” que gerou a crise. Já o outro grupo é composto sobretudo de fascistas e, assim como o primeiro, defende a centralização do poder na mão do Estado e culpa certos grupos por terem gerado a crise. São sobretudo xenófobos.

A descrição acima não é da Europa dos anos 1930, e sim da Europa de hoje. Nos países onde a crise está batendo mais forte os grupos socialistas/comunistas e fascistas vem ganhando espaço e apoio político. Na França, a nacionalista Marine Le Pen obteve 18% dos votos, ficando atrás do “conservador” Nikolas Sarkozy (23%)  e do socialista François Hollande que ganhou o primeiro turno com 29% dos votos. Hollande venceu o segundo turno e é o novo presidente da França. Le Pen se manteve neutra e não quis declarar seu apoio a nenhum candidato. Isso mostra como uma onda antiliberal e anticapitalista tomou a França.

Na Espanha, onde o desemprego chega a afetar 24% da população ativa, grupos socialistas ganharam voz. Porém nas eleições do ano passado o conservador Mariano Rajoy foi eleito primeiro ministro e seu partido, o Partido Popular (de direita), conquistou maioria das cadeiras de deputados. Porém, grupos sindicais financiados por partidos de esquerda buscam boicotar as medidas contra a crise do governo, que se baseiam em cortar gastos e equilibras as contas públicas. Essa tática vem dando resultado, pois a popularidade de Rajoy vem caindo, e em abril registrou a maior queda: apenas 31% dos espanhóis aprovam o governo de Rajoy.

Grupo do partido Aurora Dourada, eles tem com exemplo o nacional-socialismo

Na Grécia, o país mais afetado pela crise do Euro, grupos nacionalistas simpatizantes ao nacional-socialismo assim como grupos de extrema-esquerda (comunistas) vêm ganhando simpatizantes pelo país, e até conseguiram cadeiras no parlamento. Os nacionalistas do Aurora Dourada conseguiram 20 deputados. Toda essa situação denuncia o que pode vir a acontecer nos próximos anos caso a história tenda a se repetir. Muitos jovens gregos estão aderindo ao nacionalismo, e assim como os jovens nazi-fascistas eles culpam os imigrantes pelos problemas que assolam o país.

A melhor saída para Europa seria governo liberais que permitissem ao mercado se reestruturar, curar as feridas da crise e depois sair dela. Na Alemanha o CDU de Angela Merkel vem fazendo uma ótima administração, com o tradicional ordoliberalismo alemão mantendo a economia do país bem e o desemprego em 7%. São dados ótimos se compararmos ao resto da Europa. A bonança germânica se dá pela capacidade de enfrentar os desafios: eles sabem como utilizar a mão de obra imigrante e dá condições para a criação de postos de trabalhos, assim todos ganham e consequentemente o país cresce.

A população européia precisa fazer algo para parar esses grupos. Eles são nocivos à democracia e à vida em sociedade. Não é possível no século XXI continuarmos a cometer os erros do século XX. Acreditar que a solução vem de uma forma rápida e milagrosa ou creditar a culpa a um grupo especifico é algo estúpido. A solução dos problemas vem de nós mesmos. Os alemães estão numa situação melhor, pois eles trabalham por ela e não estão procurando um  “salvador da pátria”. Talvez porque eles buscaram por um há mais de 70 anos e o resultado tenha sido catastrófico.