“Democracia” sem partido de direita, só no Brasil

A principio, não existe em nenhuma parte do mundo um Estado republicano de regime democrático em que apenas partidos de esquerda representem a população na disputa eleitoral.

Onde isso acontece, os estados se tornaram regimes comunistas/socialistas através das urnas, ditaduras “democraticamente” eleitas, como na Venezuela.

No Brasil temos uma disputa esquizofrênica entre partidos e legendas de esquerda (de diferentes correntes e espectros esquerdistas) e partidos fisiológicos que abrem mão da causa socialista.

Com isso uma boa parcela da população, não duvido que a maioria, é órfã de representantes políticos. Pode parecer confuso, mas muito desses eleitores tem ideias de direita, são conservadores, querem estado enxuto, carga tributaria baixa, menos burocracia, menos corrupção estatal, mais eficiência e mais liberdade individual com seus direitos legais respeitados e garantidos.

O que falta para essas pessoas se descobrirem é esclarecimento, ter representantes que não sejam covardes e mostrem que são de direita, que assumam a posição e essa parcela “órfã” de representantes da população sem medo da pressão politicamente correta que a rede esquerdista faz.

Hoje pela manhã me deparei com esse questionamento enquanto lia mensagem na internet:

Pergunta ao Partido Novo: “O partido é de direita ou esquerda?”

Resposta: “O NOVO não acredita que rótulos antigos sejam uma boa definição da sua ideologia. Acreditamos num Estado Democrático que preserve as liberdades individuais, incentive o empreendedorismo, a concorrência, a participação do cidadão na vida política e tenha sua atuação focada nas áreas de educação básica, saúde, segurança, infraestrutura e na preservação da moeda.”

Ou seja: DIREITA! Qual é o problema de se ASSUMIR como tal?

Boa parte da população não tem representantes políticos, votam como eu: apenas o voto anti-ditadura bolivariana, o voto no “menos pior” e por que? Porque não temos um partido que nos represente, um partido que assuma sua condição a direita no espectro político, que abrace sem medo o legado de Abraham Lincoln, Thommas Jefferson, Margaret Thatcher, Ronald Reagan, Winston Churchill para citar os mais famosos.

Quem tem medo do rótulo de “Direita” reconheceu o triunfalismo da esquerda ao operar a estigmatização do termo. A derrota está na cabeça das pessoas. Essa mentalidade ambígua nada mais é do que um subproduto de uma mentalidade covarde e submissa ao império da esquerda e do progressismo na definição e interpretação do espírito de nosso tempo. Na verdade todo esse eufemismo é puro esquerdismo. É o politicamente correto às ultimas consequências. O Novo, enquanto não se posicionar, é de esquerda. Eufemismo e ambiguidade é coisa de esquerda, é coisa de Lulinha paz e amor.

– Rodrigo R. Pereira.

No Brasil os partidos de “oposição” ficam batendo cabeças sobre como conquistar boa parte do eleitorado contrária ao socialismo. Mas esses partidos da dita oposição querem ganhar essa fatia do eleitorado oferecendo praticamente a mesma coisa que partidos da “situação”, variando apenas a forma e intensidade das políticas de esquerda. Correndo atrás do próprio rabo com ideias absurdas e utópicas que normalmente foram inseridas pela esquerda “hard core” para justamente extirpar e esterilizar qualquer forma real de oposição ideológica. A esquerda treme de pensar em ser confrontada ideologicamente com fatos, pois seus pilares se baseiam em crimes, terrorismo e mentiras.

O Brasil até poucas semanas tinha 30 partidos políticos, agora são 29, pois o PPS e o PMN se fundiram. Desses 29 a maioria deles são meras legendas de aluguel,  todas claramente a esquerda no espectro político, com exceção do DEM que é centrista.

A esquerda monopolizou o discurso político através do domínio “intelectual” nas universidades, na área cultural e na imprensa em geral. Com isso convencionou-se que jamais poderia haver oposição ideológica no Brasil, apenas a “oposição pragmática”.

Como disse Jonah Goldberg em The Tyranny of Clichés, “O pragmatismo é o disfarce que os progressistas e outros ideólogos vestem quando querem demonizar ideologias concorrentes”.

Com isso os partidos que atuam na “oposição” hoje são de esquerda social democrata (PPS/PMN e PSDB) e o centrista DEM, mas “todos” eles covardes em assumir posições firmes, todos rendidos e sedentos por algum reconhecimento da mídia oficialista e da patrulha politicamente correta. Todos “pragmáticos” ao combater a corrupção, os crimes contra o Estado de Direito e a Constituição. Meu caro amigo Bruno Gimenes Di Lascio uma vez fez a seguinte explanação “o PSDB somente é saudável em um estado democrático como representante da esquerda social democrata”.

Como bem disse Barry Goldwater, “Extremismo na defesa da liberdade não é vício. Moderação na busca por justiça não é virtude”.

E agora está surgindo uma nova leva de partidos buscando representar essa fatia do eleitorado sem representação até então. Porém já começam errado, começam com medo de assumir uma ideologia, coisa que a esquerda jamais teve, mesmo com motivos reais para isso (Fidel Castro, Stalin, Mao, Hitler, Hugo Chávez e tantos outros regimes destrutivos que somente distribuíram morte e miséria em seus países).

Nascem na demagogia, caminhando para o fisiologismo covarde e esperam que o eleitor vá acompanhá-los? Já temos 29 partidos à esquerda para representar essa corrente. NÃO QUEREMOS MAIS UM CONSUMINDO IMPOSTOS ATRAVÉS DO FUNDO PARTIDÁRIO e não precisamos de mais partidos fisiologistas, já temos o PMDB e o P$D (Nem de direita, nem de centro e nem de esquerda), apenas um parasita oportunista pronto a vender a mãe ao diabo assim como o PMDB. Me impressiona como partidos de “oposição” se negam a assumir as demandas da parcela da população que teoricamente deveriam representar, como se uma empresa fizesse produtos de acordo com a “vontade” de seus concorrentes e não com a demanda do consumidor, completamente ilógico e absurdo. No mundo real não há como ficar neutro, alheio aos problemas, existem dois lados e neutralidade não é um deles.

Essa fatia da população quer um partido realmente de oposição, que assuma a ideologia e os ideais da direita, estado mínimo, punição aos criminosos, respeito a propriedade privada, a livre iniciativa defesa das liberdades individuais, etc.

Esse é um dos principais motivos pelo qual a direita não consegue articulação no Brasil, insistem em não se assumir como tal. E como disse outro estimado amigo, Rodrigo A. Tonet, “Enquanto a direita não sair do armário e deixar de ser enrustida a esquerda vai mandar e desmandar no Brasil”. Me lembrei de um filme antigo, “Campo dos Sonhos” e célebre frase “Construa que eles virão”.

DEMAGOGIA, HIPOCRISIA, FISIOLOGISMO, MEDO DE CONFRONTAR A REDE ESQUERDISTA POLITICAMENTE CORRETA… O NOVO JÁ NASCE VELHO NO BRASIL.

A Educação liberta

Segundo o ranking global de universidades da QS Stars, as universidades asiáticas entre as 100 melhores do mundo são:

  1. Universidade de Hong Kong (22ª), Hong Kong. Score: 87.04
  2. Universidade Nacional de Singapura (28ª), Singapura. Score: 84.07
  3. Universidade de Tóquio (25ª), Japão. Score: 85.9
  4. Universidade de Kyoto (32ª), Japão. Score: 82.86 
  5. Universidade Chinesa de Hong Kong (37ª), Hong Kong. Score: 79.5
  6. Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (40ª), Hong Kong. Score: 79.09
  7. Universidade Nacional de Seoul (42ª), Coréia do Sul. Score: 78.65
  8. Universidade Carnegie Mellon (43ª), Estados Unidos (matriz). Score: 78.46 
  9. Universidade de Nova Iorque (44ª), Estados Unidos (matriz). Score: 77.71
  10. Universidade de Osaka (45ª), Japão. 77.55
  11. Universidade de Pequim (46ª), China. Score: 77.44
  12. Universidade Tsinghua (47ª), China. Score: 76.25 
  13. Istituto de Tecnologia de Tóquio (57ª), Japão. Score: 72.71
  14. Universidade Tecnológica de Nanyang (58ª), Singapura. Score: 72.51
  15. Universidade de Tohoku (70ª), Japão. Score: 69.67
  16. Universidade de Nagoya (80ª), Japão. Score: 67.97
  17. Universidade Nacional do Taiwan (87ª), Taiwan. Score: 66.62
  18. Instituto de Ciência e Tecnologia Avançada da Coréia (90ª), Coréia do Sul. Score: 65.96 
  19. Universidade Fudan (91ª), China. Score: 65.74
  20. Universidade de Ciência e Tecnologia de Pohang (98ª), Coréia do Sul. Score: 65.1

Vinte (20) universidades entre as 100 melhores do mundo. Isso mesmo, das 100 melhores universidades do mundo, nada menos do que um quinto está no sudeste da Ásia, hoje uma das regiões com melhor qualidade de vida do mundo, com uma elite técnico-científica que não deve em nada a americanos e britânicos.

Sabe porque isso acontece? Porque na Ásia vigora o liberalismo, aquele que a História mostrou ser o mais eficiente: o livre mercado, a livre iniciativa, a liberdade individual, o estímulo à competitividade, o estímulo a ser cada vez melhor, que faz com que as universidades ofereçam um ensino cada vez melhor, uma querendo ser melhor do que a outra. E quem ganha com isso? O Povo de Hong Kong, Singapura, Taiwan, China (em parte), Coréia do Sul e Japão, que pode escolher qualquer universidade de seu país sem medo de ser feliz.

Só existem dois problemas nesse país que impedem que esse tipo de modelo seja aplicado no Brasil: a ditadura do politicamente correto, do “coitadinho”, e a vontade de nossos políticos. Explicarei os dois abaixo.

Competitividade? Liberalismo? Deus nos livre desse “demônio”. Sim, no Brasil que a mentalidade de esquerda dominou após a “redemocratização”, a competitividade e a ideologia liberal se tornaram um crime mais grave que um assassinato em massa. Estimular o aluno a estudar mais, a se dedicar cada vez mais aos estudos? Deus nos livre. “Cria traumas”, gera “luta de classes”, “evasão escolar”, “preconceito na escola”, “elite intelectual”, “infância perdida”, bostejam os pseudo-intelectuais esquerdistas que dominam o sistema educacional brasileiro, enquanto conduzem o Brasil a um processo de imbecilização que nunca nenhum país do Mundo passou igual. Para os “sociólogos de Vieira Souto”, que nunca souberam nem de longe o que é miséria, estudar e se aprofundar muito é perda de tempo. Para eles, é mais “produtivo” soltar pipa o dia inteiro ou ficar de fuzil 762 na mão esperando os “alemão” subir para meter bala. Isso sim é “infância ganha”. Esse sim terá uma vida feliz, terá uma vida produtiva, fará o Brasil crescer, levará o nome da pátria ao topo do mundo, e não aquele “idiota” que ralou a vida inteira para ser PhD em Singapura ou na Coréia Do Sul. Esse é o “parasita” da nação.

Outro problema: o liberalismo na educação liberta. Pode parecer pleonasmo mas eu vou explicar. O indivíduo têm uma liberdade que 90% da classe política de nosso país detesta: a liberdade de pensar, de andar com as próprias pernas. O establishment político incute na mentalidade brasileira o conceito de que “sem o Estado você não é ninguém”, ou seja, querem é que o brasileiro fique a vida inteira dependente das esmolas de políticos “bonzinhos”, vivendo de migalhas como refugiados somalis, dependendo de cargos públicos para sobreviver, criando uma “elite de Tiriricas” que só sabe assinar o próprio nome. Analfabetos funcionais, mas altamente produtivos na hora do voto, na hora da urna, pois esse é o voto fácil de se conseguir: uma massa mal instruída é garantia de poder por muitos e muitos séculos. É a arma das oligarquias regionais de nosso país. Pois quem tem instrução elege Angela Merkel e não Renan Calheiros. Mas este é o país que se orgulha de eleger analfabetos.

Enfim, a educação liberta, e não querem que o povo seja livre…

Necessitamos gerar riqueza, não trabalho

As idéias que predominam na sociedade não são as que se tem demonstrado úteis as cidadãos, senão as que permitem aos políticos chegar ao poder.

Um exemplo de idéia absurda é o mantra sobre a imperiosa necessidade de gerar emprego. Se confunde o desejo de uma boa parte da população de perceber uma retribuição de forma estável e periódica, que lhes assegure uma vida confortável, com o fim último da economia nacional. A propaganda tem ido tão fundo, que até muitos empresários se vangloriam de que um de seus objetivos principais é criar postos de trabalho.

Claro, esta peculiar forma de pensar só se aplica à política; se qualquer pessoa vê a seu vizinho cavar um buraco na metade de seu jardim para em seguida enchê-lo novamente, imediatamente pensará que o pobre homem está transtornado. Infelizmente, a porcentagem de indivíduos que chegaria a esta conclusão baixaria consideravelmente se soubessem que a prefeitura lhe paga para fazer isto, afim de integrá-lo à lista de servidores públicos.

Para conseguir que a porcentagem de entusiastas deste tipo de política seja ainda maior, deve-se recorrer a adornar os empregos com certo valor social. Alguém pode se opôr a pagar um salário para cavar e preencher buracos, mas é muito mais difícil fazê-lo quando se tem calçadas novas ou se criam setores que supostamente trazem inovação.

O problema é que, em tempos de crise como o atual, não há dinheiro público para pagar trabalhos nos quais não se crie riqueza de forma objetiva; ou se emprega o tempo em algo pelo qual alguém esteja disposto a renunciar à parte de sua riqueza, ou não haverá forma de encontrar um emprego.

Por causa disto, os políticos optam por outra via para não renunciar a intervir no processo: incentivar a contratação, seja eliminando barreiras, postas por eles mesmos, em forma de regulações, reduzindo impostos trabalhistas como os benefícios sociais ou concedendo incentivos fiscais às empresas que criem postos de trabalho.

O mito de que o governo cria empregos é um exemplo típico de falácia da janela quebrada: o salário dos ‘cavadores de buraco’ seria dinheiro melhor aproveitado em setores produtivos e melhor alocados pela iniciativa privada.

À simples vista, medidas que reduzem impostos e eliminam regulações não parecem más. Mas se analiza-se com atenção a realidade é outra.

A redução das regulamentações para diminuir a superproteção dos trabalhadores por parte do Estado não tem efeitos benéficos a não ser que uma maioria da sociedade entenda que esta superproteção é injusta e prejudicial. Injusta para os empresários e trabalhadores que queiram acertar suas próprias condições fora do controle estatal (e seus satélites sindicais) e prejudicial para a economia, porque não permite a flexibilidade necessária para ter uma economia dinâmica e competitiva.

Ao não produzir-se este entendimento, as reformas trabalhistas não são mais que uma tentativa do governo do momento para evitar que as vacas morram de fome. Por isto a deixa sair a pastar cinco minutos por dia. É melhor que nada, mas a vaca acabará morrendo igualmente.

O mesmo acontece com a redução dos impostos trabalhistas, ou benefícios de segurança social, por parte do empresário. O sistema de segurança social é um esquema de pirâmide. Não sou eu quem diz, é o que todos dizem. Potanto, livrar os empresários de pagar parte deste esquema sem reconhecer que o sistema é inviável e permitir que os atuais beneficiários busquem uma alternativa sensata (capitalização) é condenar-nos a pagar, via IVA ou qualquer outro imposto, as atuais pensões e as futuras. Uma vez mais, se tenta manter o sistema operativo até que ele quebre, e não dar-lhe uma solução real.

Sauron criando milhões de empregos, estimulando a demanda agregada e pondo em prática o keynesianismo de guerra.

Por último, conceder incentivos fiscais a uma empresa pelo fato de criar empregos é absurdo e injusto. Absurdo, porque criar um posto de trabalho por criar só beneficia a pessoa contratada. Injusto, porque a economia não melhora pelo fato de que uma empresa cria um posto de trabalho: a economia melhora se um empresário é capaz de construir um modelo de negócio pelo qual gera-se mais riqueza do que se consome. Ou, dito de outra maneira: uma empresa que é capaz de ganhar 10 milhões de euros com 10 trabalhadores é muito mais benéfica para a economia que outra que ganhe o mesmo com 10.000 trabalhadores. Por que premiar à segunda e não à primeira com um incentivo fiscal?

A triste resposta é a antítese ao título deste comentário: o Estado não quer gerar riqueza, quer gerar emprego. E o quer porque seu poder se baseia em que milhões de pessoas creiam que sua subsistência depende de sua benevolência e capacidade de gestão, em vez de crer em sua própria capacidade de gerar riqueza para viver sem depender de ninguém. De ser livres.

Artigo original postado no site do Centro Diego de Covarrubias. Para ler o original em espanhol, clique aqui.