Oposição padece de bovarismo

A oposição conservadora esta padecendo desse mal no mundo todo, parece ser o mal político “do século”.

Essa necessidade compulsiva de ser aceita pelos esquerdistas, sempre fazendo o que eles querem como aquelas crianças mimadas que choram e fazem escândalo diante dos pais que os mesmos lhes nega alguma coisa, quando ouvem um não, quando são contrariadas.

Não precisam ser aceitos pelos esquerdistas, precisam representar a parte do eleitorado conservador/Liberal. Afinal foi para isso que eles foram eleitos, para isso existem.

Se querem se comportar como “moderados” (esquerdistas covardes) se assumam como tal e vão buscar o partido que representa a ala socialista autoritária (PT, PC do B, PSTU, PSOL, etc) e lá montem seu bloco. Partidos assim é o que mais tem no Brasil, com varias legendas de aluguel que só servem para disfarçar as más intenções de alguns e três partidos de esquerda ou centro esquerda democrática (PSDB, PPS e DEM).

Destruir o partido que representa a ala direita é destruir a democracia, é fazer o jogo de forma voluntaria ou involuntária dos socialistas/comunistas para eliminar a oposição. Os que fazem isso voluntariamente não passam de esquerdistas tirânicos, parasitas oportunistas e os que agem involuntariamente são os inocentes úteis, pelo menos temporariamente, ate que a ditadura seja instalada, após isso se tornam idiotas inúteis e são eliminados, tendo como legado a culpa por ajudar a implantar uma ditadura socialista na ânsia de parecer politicamente correto, bonzinho, de ser aceito por todos aqueles grupos descolados, “VIP’s”, celebridades e “pensadores” de esquerda.

Como disse John F. Kennedy:

“Eu não sei o caminho para sucesso; mas, sem dúvida, o caminho para o fracasso é agradar a todo mundo”

Até José Serra, um esquerdista (social democrata), já percebe o perigo que a esquerda anti democrática representa para a própria esquerda democrática no Brasil, visto que não temos nada a direita no espectro partidário nacional. Estamos em um grão de degeneração tão elevado que a esquerda democrática que é “oposição” a esquerda autoritária começa a alertar para isso:

“PSDB padece de bovarismo, diz Serra”

Na Folha:
O ex-governador paulista José Serra fez ontem duras críticas ao PSDB e afirmou que seu partido tem necessidade de “ser aceito pelo PT”. Ele usou o termo “bovarismo”, em referência ao romance “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, para descrever um dos problemas da sigla. “Me desculpem as mulheres, porque é mais complexo que isso, mas a madame Bovary queria ser aceita pelo outro. Ela vai à loucura, quebra a família, trai o marido com Deus e o mundo para ser aceita. E o PSDB tem um pouco de bovarismo, de precisar ser aceito pelo PT”, disse Serra durante palestra no Diretório Estadual do PSDB paulista.

(…) “O PT faz um leilão mal feito como o do campo de Libra. E o que faz o PSDB? Sai dizendo: Olha aí, eles sempre foram contra a privatização e agora estão fazendo a privatização’. Isso dá voto? Nenhum”, disse Serra. O paulista disse que, no PSDB, “se confunde o fato de que a economia deve ser aberta com a ideia de que o mercado vai resolver tudo”: “É um desvio do mercadismo”. Serra afirmou ainda que é um erro fazer uso do “regionalismo” para pautar decisões pré-eleitorais: “A questão regionalista acaba pesando e se supõe que um partido como o PSDB possa transcender essas questões para que esses instrumentos não sejam usados nas lutas internas”.
(…)

O fenômeno é global, variando de intensidade, modus operandi e proporções, a esquerda tentando eliminar quem se opõem tenazmente ao seu projeto de poder.

Nos EUA o partido republicano esta cheio de RINO’s (sigla em inglês que significa Republicanos só no nome), sendo esses falsos “moderados” ou idiotas úteis a serviço da esquerda Americana para suplantar o poder do partido republicano, tentando torna-lo mais socialista/progressista.

Os Democratas sempre exigem moderação da oposição Republicana, mas eles nunca se prestam a ser moderados em nenhum momento, sempre se negando a negociar com oposição dentro do poder executivo e legislativo. Sempre, como qualquer comuno socialista, querendo impor no grito suas metas e objetivos, como ocorre em Cuba, Venezuela, Coreia do Norte e qualquer outra tirania onde a oposição já tenha sido extirpada. O conceito de negociação deles é “você faz o que eu quero e que eu mando e fica tudo bem”.

“Na democracia, o direito à divergência não alcança as regras do jogo. Um democrata, em nome dos seus princípios, não deve conceder a seus inimigos licença, que estes, em nome dos deles, a ele não concederiam se chegassem ao Poder”. Reinaldo Azevedo

A frase acima ilustra bem como a oposição esta cometendo suicídio político ao permitir que candidatos a tiranos se aproveitem das leis e regras democráticas para destruir a democracia e implantar uma ditadura, o melhor exemplo da atualidade é a Venezuela.

Eu sou entusiasta do Bi Partidarismo como nos EUA, onde ou você é de esquerda ou de Direita, podendo se lançar como independente (covarde que não desce do muro ao meu ver, sempre no final se alinhando a esquerda), desse modo fica bem claro ao eleitor quem é quem e o que representa, não dando margens para políticos que querem se aproveitar de certa fatia do eleitorado usando o fisiologismo como subterfúgio para enganar esses eleitores.

  1. Mary Matalin to GOP: Stop Tearing Down Tea Party
  2. 2012 Presidential Election
  3. When did believing in the Constitution become “extreme?
  4. Ambinder: GOP can’t win with a Moderate in 2016
  5. Mike Lee: This is what GOP needs
  6. Obama warns GOP: There will be a ‘price to pay’ for defying ‘American people’
  7. The 2012 Election was a Fraud
  8. Random Thoughts
  9. The Most Brilliant Man in the World Says His Critics Want to “Go Back to the Status Quo”
  10. Governor Christie’s Vanishing Mystique Is Good News
  11. Why the GOP won’t challenge vote fraud
  12. You Might Be Surprised by Who’s Angry Over ‘Giving Conservatism a Bad Name’
  13. Exclusive Interview: Gov. Scott Walker on Why Conservatives Don’t Need to Move to the Center to Win
  14. Liberalism – Equal Opportunity Destroyer
  15. New Poll: Reagan Ranked Greatest President Of Last Hundred Years; Guess Who’s the Biggest Failure?
  16. Bipartisan Branding Problem
  17. Horowitz at Heritage Foundation: ‘The Communist Party Is The Democratic Party’
  18. The Racist History of the Democratic Party
  19. The Republican Party has a leadership problem

Tea Party esta sendo atacado covarde e levianamente por todos os lados

Nos últimos dias os porta vozes do socialismo tem propagandeado intensamente no Brasil a demonização da oposição nos Estados Unidos, em especial o Tea Party, que representa a essência daquele país, esse grupo representa e defende a constituição, os direitos individuais, a liberdade e o livre mercado, os pilares que fizeram dos Estados Unidos o berço da democracia moderna.

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Nem mesmo nossos jornalistas mais honestos, comprometidos com a liberdade e preservação dos direitos individuais estão pondo devidamente os pingos nos i’s. A minha impressão é que existe um medo inconsciente e involuntário neles de dizer a pura verdade sobre o Tea Party.

O resgate das palavras é uma meta fundamental se quisermos viver em uma sociedade onde o que é dito ainda faz sentido. No mundo politicamente correto de hoje, a maioria perdeu a capacidade de chamar as coisas por seus nomes. Rodrigo Constantino

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VEJAM ESSE ARTIGO, SÃO BASICAMENTE FOTOS DAS DIFERENÇAS DO TEA PARTY QUE É TRATADO COMO EXTREMISTA E O OCCUPY WALL STREET QUE É TRATADO COMO MANIFESTAÇÃO DEMOCRÁTICA. Tea Party vs Occupy Wall Street in pictures. As imagens falam por si.

Os anarquista do Occupy Wall Street são tratados como “manifestantes pacíficos”, assim como os Black Blocs e seus apoiadores no Brasil, enquanto o Tea Party é chutado de todos os lados, uma tremenda inversão de valores.

Me pediram para publicar alguns números da gestão Obama, o Lula dos EUA, aqui estão (Desemprego de longa duração, pessoas fora da força de trabalho, pessoas dependentes do “bolsa família”, preço da gasolina, Estados com alto nível de desempregados, Índice de miséria, custo mensal de alimentação de uma família media, valor médio da casa unifamiliar, taxa de inadimplência de hipotecas, Divida nacional):

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Se posicionar contra a gastança estatal desenfreada, a corrosão da economia nacional e a consequente socialização do país, contra o comunismo e a anarquia é ser extremista radical? Se for, eu sou extremista radical com orgulho.

Muitos criticam a postura “radical” dos Republicanos nos Estados Unidos nessa questão do aumento do teto da dívida, mas ignoram que esse é o papel da oposição: colocar em pauta debates importantes sobre o país.

No artigo abaixo, Reinaldo Azevedo ao tratar do debate politico sobre o teto da divida publica nos EUA, no mínimo me parece incoerente na critica aos Republicanos verdadeiros e ao Tea Party, pois eles não estão defendendo nada além da responsabilidade fiscal e estado mínimo, ao contrario dos Democratas que estão aumentando o peso do estado, tentando transformar os EUA em um Brasil do PT (SUS, mais impostos, mais programas populistas, etc). Pois sabemos que ela é contra o socialismo e seus métodos, acerta em defender o direito da oposição em ser oposição em uma Republica democrática, mas peca no tratamento dispensado diretamente a oposição e as bandeiras que esta defendendo. Qual o problema com as ações do Tea Party? Agiram ilegalmente?

Os Republicanos no congresso passaram 7 projetos para solucionar o problema do teto da divida temporariamente, os Democratas não aceitaram nenhum, porque a ideia de acordo desses sujeitos é “faça o que eu quero e cala-se”. Obama se negou a negociar com a oposição como todo socialista bolivariano, acha que a oposição só deve estar lá para chancelar suas vontades e dar ares de regime democrático. O que ele quer é ter carta branca para gastar o dinheiro publico como se fosse privado, torrar ate falir o país, como aconteceu em Detroit.

Enquanto o Tea Party e os verdadeiros Republicanos defendem os princípios que formaram aquela nação, a Constituição e a Carta de Direitos, os Democratas (esquerdistas) e os Rino’s (Republicanos apenas no nome, fisiologistas tipo PMDB) tentam transformar o país em uma republiqueta socialista de terceiro mundo.

Obama, o risco do calote e a democracia. Ou ainda: Que pena não haver Renans e Sarneys no Congresso americano para o exercício de trocas virtuosas!

O Dr. Ben Carson, citado no artigo acima de forma pejorativa como medico negro, é tratado pela esquerda como um traidor da causa por não apoiar o socialismo, por ser um negro que não adere aos “movimentos sociais” das ditas minorias, por ser um individuo que preza pela meritocracia, assim como ocorre com outras pessoas que não aceitam se enquadrar nessas denominações.

Os membros do Tea Party são os Americanos “comuns”, trabalhadores e empreendedores, a essência da América e não os “monstros caipiras radicais” que os socialistas tentam mostrar:

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Ratinho tem dois focinhos?

Na quinta-feira durante o Programa do Ratinho, no SBT, O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez sua primeira aparição na TV, depois que se curou do câncer na garganta. Essa aparição repercutiu na mídia e redes-sociais e pode repercutir nos tribunais, pois Fernando Haddad, candidato a prefeitura de São Paulo, também estava nos estúdios do SBT e ouviu inúmeros elogios de Lula, fato que pode ser interpretado como campanha eleitoral antecipada e esses elogios feitos por Lula a Haddad só não foram maiores do que os próprios elogios feitos ao Lula pelo Carlos Massa, o Ratinho.

Mas o engraçado é que recentemente o Ratinho teceu inúmeras críticas ao governo federal e ao próprio PT, o partido que chega a ser sinônimo de Lula e vice-versa.

A Decepção Demóstenes

É com pesar que escreverei algo nesse sentido, mas acredito ser indispensável. Não nego que já acreditei no antes paladino da moralidade e da ética, que, com dedo em riste denunciava os podres da atual administração e as capciosas leis que propagavam o marxismo cultural. Acreditava que ele poderia ser uma luz no fim do túnel, uma esperança para a estruturação de uma nova direita na política brasileira. A ascenção de um político de tendências conservadoras-liberais é de tamanha necessidade que o suicídio político de Demóstenes coloca a direita brasileira em saias justas. Mas isso não vem ao caso.

É triste ver como podem ter duas caras nossos legisladores. Vi alguns o tentando defender dizendo que o jogo devia mesmo ser legal, então não há nada de errado no que fez. Também diziam que os impostos são altos, então se envolver com sonegador não é nada demais. Terrível! Denunciar a imoralidade da esquerda e apoiar contravenções de alguém só por ser de direita é igualar-nos à escória que é o PT. Existe uma grande diferença entre discutir a reforma tributária ou a legalização dos jogos e incitar ou promover a sonegação e a ilegalidade. Independente das crenças pessoais de cada um, essas, hoje, são as leis: proibem o jogo.

Mais asqueroso foi, ao ser pego em um primeiro momento, afirmar que não sabia que Cachoeira era um contraventor. Logo em seguida as escutas provam o contrário. Então, como se não bastasse, tenta se esconder atrás da constituição para proteger-se do povo que se sentiu TRAÍDO por sua conduta. Se alguns queriam dele a briga pelo livre mercado, pela moralidade, pela ética, apenas podiam então esperar uma briga pela legalização do jogo tentando favorecer seu amigo criminoso. Um verdadeiro horror.

Não nego que a perseguição a ele atualmente é principalmente política, tramada pela oposição. É verdade que há provavelmente muitos outros envolvidos com o mesmo criminoso, como ameaçou delatar o próprio Cachoeira. Mas isso não o faz menos culpado. Em tempos em que a oposição clama por alguém da oposição para matar politicamente, ele deu a eles o prato cheio. Que seja então jogado aos cães.

Guerra Fria, Regime Militar e Democracia

Entre 30 e 31 de março, alguns acontecimentos no Brasil acabaram chocando a mídia mainstream e socialistas mijões em geral. Os acontecimentos em questão são: 1) A comemoração, por parte dos militares, do golpe de 64 (ou revolução de 64, ou contra-golpe de 64) que instaurou o regime militar e marcou a perseguição às milícias terroristas da esquerda no Brasil. 2) A percepção de que inúmeras pessoas reconhecem esta data como o dia em que os militares de fato salvaram o Brasil de uma tentativa de estabelecer um regime comunista por parte das militâncias comunistas aqui instaladas.

Houve até quem quisesse impedir o direito de militares octogenários de reunir-se e comemorar. É o exemplo da coragem revolucionária esquerdista: atacar velhinhos na rua.

Num país onde o meio acadêmico, a imprensa e agora até o governo são hegemonicamente esquerdistas, falar a verdade é um crime herético. É tabu dizer que os terroristas eram de fato terroristas, e não freedom fighters. É tabu dizer que – apesar da autoridade, da mão-de-ferro e até de algumas injustiças cometidas pelos militares – o Regime Militar nos salvou de coisas muito piores, como a desastrosa protoditadura de Allende, a Guerra Civil no Peru ou um regime totalitário como o cubano. Não entrarei aqui nos pormenores das diferenças entre o nosso Regime Militar e a ditadura castrista que até hoje escraviza e massacra o povo cubano, posto que a maioria delas é óbvia.

Vou me contentar com uma afirmação de minha parte e a publicação de um texto excelente que encontrei no site A Verdade Sufocada, que fala justamente da transição do Regime Militar para a Democracia. O que tenho a afirmar é que, apesar de um Regime Militar não ser uma forma de governo desejável, não garantir a plenitude dos direitos individuais, das liberdades e da privacidade do cidadão, ele foi o único instrumento possível para assegurar a sobrevivência da nossa nação. Impediu a explosão do terrorismo comunista, evitando uma guerra civil como a peruana ou uma revolução como a cubana, forçando as militâncias da esquerda a aceitar, pouco a pouco, as regras da democracia. É fundamental ressaltar que, comparativamente, nosso Regime Militar foi muito mais brando – tanto em números de execuções como de prisões – do que qualquer outro regime militar da América Latina (mesmo com uma população muito maior) e com certeza muito mais brando do que qualquer regime esquerdista vigente na época.

Segue o texto:

Texto do General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva, professor emérito e ex-comandante da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

Nos anos 1960, a Guerra Fria entre EUA e URSS agitava o mundo com a disputa pela hegemonia global. Eram visões distintas de como o Estado proporciona desenvolvimento, segurança e bem-estar a uma nação. À visão capitalista, liberal, democrática e cristã dos EUA, opunha-se a socialista, centralista, totalitária e materialista da URSS. Na verdade, acima da crença ideológica estava a luta de dois impérios pelo poder hegemônico, sendo o Brasil uma prioridade da URSS, pois sua adesão ao bloco socialista arrastaria toda América do Sul, ameaçando diretamente os EUA.

Os valores nacionais identificam-se mais com a visão norte-americana, mas ela não serve ao Brasil em sua forma pura, haja vista as nossas peculiaridades. Por outro lado, o modelo soviético foi fracasso total.
No País, Jango herdara uma situação econômica difícil, agravada em sua gestão. Em 1963, abandonou o plano econômico ortodoxo de Celso Furtado, pelo alto custo político, e lançou um programa radical de Reformas de Base sem ter força política para aprová-lo no Congresso Nacional, daí a tentativa de implantar o estado de sítio no final daquele ano. Reformas na lei ou na marra era o revelador slogan da campanha desencadeada com ameaças ao Legislativo e ao direito de propriedade, com a anarquia levada às ruas, para intimidar as instituições, e aos quartéis para quebrar a hierarquia, disciplina e coesão, imobilizando as Forças Armadas (FA). Foi suicídio político a sua aliança com o então ilegal Partido Comunista Brasileiro (PCB), que empregava a subversão e infiltração nas instituições, estratégias da matriz soviética para a conquista do poder e a abdução do Brasil. Luiz Carlos Prestes, líder do PCB, chegou a declarar: já temos o governo, nos falta o poder.

A luta armada também estava em preparação. Militantes comunistas faziam cursos de guerrilha na China, havia 218 Ligas Camponesas armadas no Nordeste, sob a orientação cubana, e se organizavam os Grupos dos Onze, em todo país, cujos estatutos previam “a utilização de escudos civis, principalmente mulheres e crianças”; e o “julgamento sumário de oponentes — os reféns deverão ser sumária e imediatamente fuzilados”.
A tentativa de imobilizar as FA teve momentos cruciais. A Revolta dos Sargentos em setembro de 1963 e o Motim dos Marinheiros em março de 1964, quando, em ambos, os revoltosos presos foram soltos sem punição nem julgamento, num incentivo à indisciplina. E, ainda, o jantar em apoio ao Presidente, oferecido por sargentos no Automóvel Clube do Rio de Janeiro onde, após discursos políticos de praças, Jango ameaçou os oficiais que se pronunciavam contra a indisciplina nos quartéis.

Em 13 de março de 1964, o Comício da Central do Brasil marcou, tanto a escalada do golpe comuno-sindicalista como a organização da reação democrática até então dispersa. Para uma Nação predominantemente católica e conservadora e com instituições políticas fracas, para garantir a democracia em crises políticas agudas, era como se o próprio Presidente ameaçasse a Constituição que jurara defender. Isso gerou insegurança e desconfiança em toda a sociedade, particularmente em setores decisivos como a classe média, a Igreja, a imprensa, a classe política, o empresariado e as FA, que optaram por corrigir o rumo imposto ao País, mesmo com o rompimento da ordem constitucional.

O 31 de Março foi um movimento civil-militar, haja vista as gigantescas manifestações de apoio da população antes e após o evento. Jango, que tivera amplo respaldo para tomar posse em 1961, não teve nenhuma reação das instituições, dos partidos ou da Nação em sua defesa, em 1964. Para muitos estudiosos, ele não era comunista, mas sim um político populista e pragmático, que perdera para o PCB, Brizola e os sindicatos as rédeas do movimento ao qual se aliara e pensara conduzir de acordo com seus propósitos.

O regime militar era de exceção como os generais-presidentes reconheciam ao defenderem a necessidade de redemocratização. Autoritário, ao limitar liberdades individuais, políticas e de imprensa, mas não totalitário, que elimina a liberdade e a oposição, cala a imprensa e impõe o pensamento único. Havia partido de oposição – o MDB – com espaços na mídia e disputando eleições livres. A bandeira do MDB era democracia já e o partido do governo, a ARENA, pregava a abertura gradual e segura. Músicas de protesto, festivais da canção, grupos, peças teatrais e periódicos criticavam o regime e livrarias vendiam obras de linha marxista-leninista. São liberdades impensáveis em regimes totalitários como o cubano, chinês e soviético, matrizes da esquerda revolucionária brasileira.

A luta armada no Brasil não teve o reconhecimento de nenhuma democracia ou organismo internacional de que lutasse por liberdade ou representasse parte do povo brasileiro. É hipocrisia a condenação dos governos militares por setores então alinhados ou que ainda professam a ideologia de Estados totalitários como foram URSS e China, responsáveis pelos maiores crimes contra a humanidade. Tomado o poder, cometeriam atrocidades como as de suas matrizes, inclusive a cubana.

A redemocratização, a partir de 1978, não foi obra da esquerda revolucionária, então totalmente desmantelada. É engano considerá-la vitoriosa pelo fato de antigos militantes ocuparem, hoje, posições de liderança na sociedade. Eles não chegaram ali pela força das armas e ao arrepio da lei e sim como cidadãos com plenos direitos assegurados pela anistia em 1979. Abandonaram a luta armada, derrotados, e submeteram-se às normas democráticas, reintegrando-se à sociedade na forma da lei e em pleno regime militar. O Brasil tornou-se uma democracia, propósito da sociedade, da oposição legal e dos governos militares, e não um país comunista, escravizado por um partido único, objetivo não alcançado pela esquerda revolucionária.

Texto original disponibilizado no site A Verdade Sufocada. Para ler o artigo original, clique aqui.

O Demolidor de Presidentes (Parte III)

V. Governador do Estado da Guanabara
Em 1960, o eleitorado foi às urnas para eleger não só o governador do estado, mas também o sucessor de JK na presidência da República. Jânio Quadros venceu o general Lott com uma margem mais confortável que a de Lacerda sobre seus opositores, o deputado Sérgio Magalhães (PTB-PSB) e Tenório Cavalcanti, político do município de Duque de Caxias, que conseguiu arrebanhar mais de 20% dos votos cariocas.

Vencida a eleição, o grande desafio era: como um político nacional, radical, que
desprezava a “política da conversa”, poderia articular apoios para governar, fazer
alianças com os grupos locais, construir, enfim, as bases políticas de um novo estado? Lacerda apostou na montagem de um governo “técnico”, constituído com base em critérios de impessoalidade, neutralidade e racionalidade.

Realizou um governo dinâmico, reconhecido pelo impulso que deu à educação, implantando a obrigatoriedade escolar, construindo inúmeras escolas primárias – com o apoio da Fundação Otávio Mangabeira – e criando a Universidade do Estado da Guanabara, além de inúmeras escolas técnicas e ginásios. Fez elevados investimentos em obras públicas, principalmente no que tange ao abastecimento de água, como a estação de tratamento de água do Guandu, e o tratamento de esgoto.

Seu governo destacou-se também pela construção de grandes obras que mostraram suas habilidades de administrador e consolidaram a simpatia da população. Seu Secretário de Obras foi o eminente engenheiro civil e sanitarista Enaldo Cravo Peixoto. Construiu a estação de tratamento de água do Guandu (até hoje a maior do país) e um sistema de distribuição que resolveram um centenário problema de abastecimento – como a falta de água crônica. Construiu túneis importantes para o trânsito de veículos, como o Santa Bárbara e o Rebouças, ligando a Zona Norte à Zona Sul da Cidade do Rio de Janeiro. Terminou a construção e reurbanização do aterro do Flamengo. Removeu favelas de bairros da zona sul e Maracanã, criando o parque da Catacumba, o campus da UEG (atual UERJ), e instalando seus antigos habitantes em conjuntos habitacionais afastados como Cidade de Deus e Vila Kennedy. Construiu inúmeras escolas e manteve um alto padrão de qualidade dos hospitais públicos. Educação, urbanização e habitação foram as áreas mais beneficiadas, e que até hoje, não por acaso, dão a Lacerda um lugar privilegiado na memória carioca.

VI. A renúncia de Jânio Quadros e a Revolução de 64
Em 1961, discursou pela televisão atacando o então Presidente Jânio Quadros. A renúncia de Jânio ocorreu em seguida, a 25 de agosto. A fama de “demolidor de presidentes” voltou com força, ainda mais pela movimentação subseqüente para impedir a posse do vice João Goulart, o herdeiro do getulismo.

Em 1965, fundou a editora Nova Fronteira, que publicou importantes autores nacionais e estrangeiros, inclusive o dicionário Aurélio. Escreveu numerosos livros, entre eles O Caminho da Liberdade (1957), O Poder das Ideias (1963), Brasil entre a Verdade e a Mentira (1965), Paixão e Ciúme (1966), Crítica e Autocrítica (1966), A Casa do Meu Avô: pensamentos, palavras e obras (1977). Depoimento (1978) e Discursos Parlamentares (1982) foram compilados e publicados após a sua morte.

Foi um dos líderes civis da Revolução de 1964, porém voltou-se contra o Regime Militar, com a prorrogação do mandato do presidente Castelo Branco.

VII. A Traição de Castelo Branco e a perseguição política
Decidido a exorcizar o fantasma do “demolidor”, o general-presidente Castelo Branco suspendeu as eleições previstas para 1965 e obteve a prorrogação de seu mandato até março de 1967. Segundo Lacerda, a prorrogação do mandato de Castelo Branco levaria à consolidação do governo numa ditadura militar permanente no Brasil, o que realmente aconteceu. Derrotado na própria sucessão na Guanabara, quando seu candidato, Flexa Ribeiro, foi batido por larga diferença de votos por Negrão de Lima, candidato da aliança PTB-PSD, Lacerda teve que se defrontar com as mudanças institucionais impostas pelo regime militar: fim dos partidos políticos, imposição do bipartidarismo e implantação de eleições indiretas para presidente da República e governador.

A frente ampla
Movimento político lançado em 28 de outubro de 1966 com o objetivo de lutar pela “restauração do regime democrático” no Brasil, a Frente Ampla tem como principal articulador Carlos Lacerda, e contou com a participação dos ex-presidentes (e inimigos) Juscelino Kubitschek e João Goulart.

Em setembro, a imprensa referia-se à formação de uma frente política — batizada de Frente Ampla — reunindo Carlos Lacerda, Juscelino Kubitschek e João Goulart, e seus correligionários. As negociações de Lacerda com Juscelino, cassado em junho de 1964 e exilado em Lisboa, encaminhadas pelo deputado do MDB Renato Archer, avançavam com relativa facilidade, mas com Goulart, desenvolvidas por intermédio do emedebista Armindo Doutel de Andrade, mostravam-se mais difíceis. Cassado pelos militares logo após o golpe, Goulart vivia em Montevidéu.

Os militares da linha dura ameaçaram retirar o apoio a Lacerda, caso ele continuasse os entendimentos com os dois inimigos da Revolução de 64. A Frente Ampla foi finalmente lançada em 28 de outubro de 1966, através de um manifesto dirigido ao povo brasileiro e publicado no jornal Tribuna da Imprensa. Assinado apenas por Carlos Lacerda, o documento defendia eleições livres e diretas, a reforma partidária e institucional, a retomada do desenvolvimento econômico e a adoção de uma política externa soberana. Apesar de não ter sido firmado por Goulart e Kubitschek, o manifesto confirmava as negociações entre eles e Lacerda.

Em 19 de novembro de 1966, Lacerda e Kubitschek emitiram a Declaração de Lisboa, na qual afirmavam terem superado as divergências e estarem dispostos a trabalhar juntos numa frente ampla de oposição ao regime militar. Formalizada a aliança Lacerda-Juscelino, impunha-se a obtenção de um compromisso de Goulart. Lacerda admitia que o movimento não ganharia amplitude sem a inclusão da componente popular representada pelos partidários do ex-presidente e pelos sindicatos.

Em maio de 1967, em discurso na Câmara dos Deputados, Renato Archer declarou que a Frente Ampla entraria em recesso por 90 dias, na expectativa de uma melhor definição do recém-instalado governo do marechal Costa e Silva. No período que se seguiu, diluíram-se os apoios da bancada do MDB. No final de agosto, reiterando o agravamento das relações da Frente com o governo, o ministro da Justiça, Gama e Silva, proibiu a presença de Lacerda na televisão. Foi nessa conjuntura de tensão que Archer foi designado secretário-geral da Frente Ampla.

Os contatos com Goulart, mantidos através do deputado Osvaldo Lima Filho e de José Gomes Talarico, evoluíam. No final de setembro, mais de dez meses depois da Declaração de Lisboa, Lacerda firmou em Montevidéu uma nota conjunta com Goulart, na qual a Frente Ampla era caracterizada como um “instrumento capaz de atender… ao anseio popular pela restauração das liberdades públicas e individuais”.

Depois da entrada de Goulart, e graças também à maior aceitação por parte dos parlamentares do MDB, deu-se início a mobilizações públicas, com comícios nas cidades paulistas de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, em dezembro de 1967, e em Londrina e Maringá, no Paraná, no início de abril de 1968. Esses últimos eventos, reunindo mais de 15 mil pessoas, coincidiram com as manifestações estudantis realizadas em todo o país em repúdio à violência policial que, no Rio de Janeiro, causara a morte do estudante Edson Luís de Lima Souto no final de março.

No dia 5 de abril, por intermédio da Portaria nº 117 do Ministério da Justiça, todas as atividades da Frente Ampla foram proibidas e Carlos Lacerda foi cassado pelo Regime Militar.

V. A morte e o reconhecimento
Morreu na madrugada 21 de maio de 1977, em uma clínica particular após ter contraído uma gripe comum. Em 20 de maio de 1987, através do decreto federal nº 94.353, teve restabelecidas, post mortem, as condecorações nacionais que foram retiradas e reincluído nas ordens do mérito das quais fora excluído em 1968.

Parte I
Parte II 

Leia mais em:

O Demolidor de Presidentes (Parte II)

III. O Atentado da Rua Tonelero
Lacerda foi vítima de uma tentativa de assassinato na porta do prédio onde residia, em 5 de agosto de 1954, quando voltava de uma palestra no Colégio São José, no bairro da Tijuca. No atentado morreu o major da Aeronáutica Rubens Vaz, membro de um grupo de jovens oficiais que se dispuseram a acompanhá-lo e protegê-lo das ameaças que vinha sofrendo. Atingido de raspão em um dos pés, Lacerda foi socorrido e medicado em um hospital. Lá mesmo acusou os homens do Palácio do Catete como mandantes do crime.

A pressão midiática e a comoção pública com a morte do major Rubens Vaz obrigaram o governo a instaurar um Inquérito Policial Militar para investigar o atentado. Uma série de investigações levou à prisão dos autores do crime, que confessaram o envolvimento do chefe da guarda pessoal de Vargas, Gregório Fortunato, e do irmão do presidente, Benjamim Vargas. Com a conclusão do IPM, instaurado pelo Brigadeiro Nero Moura, o presidente do Inquérito, Coronel João Adil de Oliveira, informou em audiência com o presidente Vargas, que havia a existência de indícios sólidos sobre a participação de membros da Guarda no atentado. Dezenove dias depois, com o agravamento da crise política e o ultimato das Forças Armadas pela sua renúncia, Getúlio Vargas suicidou-se em 24 de agosto. O suicídio alvorotou a opinião pública e provocou uma imensa onda de revolta. Isso obrigou Lacerda e parte de seus aliados a deixar o país. Na época, milhares de revoltosos tomaram as ruas, empastelando jornais ligados à oposição.

IV. A tensão com JK e Jango e o Golpe de Lott
No entanto, pouco mais de um mês depois do suicídio, Lacerda derrotou um Vargas. Não Getúlio, é claro, mas Lutero, seu filho e presumido herdeiro político. Na eleição de 3 de outubro, foi o deputado federal mais votado no Distrito Federal com uma diferença de quase 40 mil votos sobre o segundo colocado, Lutero Vargas. Na Câmara dos Deputados tornou-se logo porta-voz da UDN contra a posse de Juscelino Kubitschek na presidência da República.

Lacerda participou de uma tentativa de impedir a posse de Juscelino Kubitschek em 1955, quando uniu-se aos militares e à direita udenista. Na época, era possível eleger um presidente sem a maioria dos votos, falha esta que a oposição pretendia remediar com uma emenda constitucional, que não foi aprovada. A fama de “demolidor de presidentes” se firmaria em novembro de 1955. Como escreveu em editorial da primeira página da Tribuna, no dia 9, “esses homens não podem tomar posse; não devem tomar posse; não tomarão posse”.

As manobras políticas começaram já no período eleitoral, quando ocorreu o episódio da Carta Brandi, uma notícia divulgada pelos opositores no jornal de Lacerda, denunciando o envolvimento de João Goulart em um contrabando de armas da Argentina para o Brasil.

Depois de eleito Juscelino, Carlos Luz, presidente interino à época, aliado aos militares e a Carlos Lacerda, tentaram depô-lo. A bordo do Cruzador Tamandaré fizeram a resistência, mas foram alvejados a tiros pela artilharia do exército a mando do General Teixeira Lott, que também tinha pretensões de se candidatar a presidência. Foi o último tiro de guerra disparado na Baía da Guanabara no Rio de Janeiro. Durante anos o episódio ficou conhecido como o Golpe de Lott.

Lacerda partiu para um exílio breve em Cuba, que ainda era governada por Fulgêncio Batista. Voltou em outubro de 1956 para reassumir sua cadeira de deputado, e continuar a oposição a Juscelino Kubitschek, atacando, entre outras coisas, a construção de Brasília. Reeleito em 1958, defendeu a autonomia do Rio de Janeiro e a criação do estado da Guanabara.

Juscelino não permitiu jamais o acesso de Carlos Lacerda à Televisão. Para se precaver contra sua volta à cena política, Juscelino anexou uma nova cláusula aos contratos de concessão de rádio e TV, mediante a qual os concessionário seriam punidos com suspensão por 30 dias no caso de transmitir programas “insultuosos às autoridades públicas”. Segundo confissões do próprio ex-presidente, a primeira  pessoa em quem pensava ao acordar era Carlos Lacerda. Juscelino confessou a Lacerda, no encontro de Lisboa, em 1966, que se deixasse Lacerda falar na televisão, Lacerda o teria derrubado do governo.

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