Sobre o Coletivismo e outras Idiotices

Artigo escrito por Gustavo Miquelin Fernandes. Para ler o texto original clique aqui.

O universalismo e o coletivismo não podem aceitar a solução democrática para o problema do poder. Na sua opinião, o indivíduo, ao sujeitar-se ao código ético vigente, não o faz em benefício direto de seus interesses particulares; ao contrário, ele está abstendo-se de realizar seus próprios objetivos em benefício dos desígnios da Divindade ou da comunidade – Mises.

Toda forma de coletivismo é precária, primária, e pra mim, desprezível. E sempre tende à corrupção de costumes e de meios de ação. Isso é de uma simplicidade gritante e pode ser entendido até por elementos do reino mineral.

Sindicatos, ONGs, OAB, clubes, e toda sorte de agremiação corporativista que surgem todo dia, sem cessar são sempre desnecessárias. Precisamos de mais compreensão de como funciona esse processo e suas conseqüências para o tecido social.

O coletivismo faz que aos poucos as pessoas, unidade mínima existencial, esqueçam-se do fim mesmo da existência, que é a promoção, a evolução e aprimoramento do “eu”. Aquela doutrina nefasta exige que isso se torne aspecto secundário, em nome de um ente virtual e abstrato, que é a comunidade, a sociedade, o coletivo, etc.

Responda com sinceridade. Quem é o protagonista da vida? A comunidade ou o ser humano? Quem merece colher o que plantou? A coletividade ou a pessoa?

A resposta me parece óbvia.

Bem certo que egoísmo e o egocentrismo são abjetos e hediondos, devem ser combatidos (odeio esse termo) com todas as forças. A caridade (particular), o respeito ao próximo, a solidariedade, noções maximizadas de ética, devem ser amplamente fomentadas.

O coletivismo, doutrina que agrega “idiotas úteis”, já mostrou sua cara ao mundo e disse ao que veio – saldo: mais de 100 milhões de mortos, ditaduras ainda existentes, um povo cego e ignorante e outras benesses gerais. Essa teoria faz a patrulha, vítimas aos magotes, diariamente, e pode-se dizer que hoje se constitui no mainstream.

Vejo tristemente muitos amigos próximos falando em proteção ao meio-ambiente, ativismo, associação à partidos políticos socialistas como PSDB, PT, PSOL, PV e outras barbaridades.

Amigos esses, estudados, bem intencionados, e de moralidade nada questionável, apenas foram patrulhados e absorvidos por essas correntes medíocres de pensamento.

Os ideólogos patrulheiros, sempre de plantão, vão chiar com esse paper; evidentemente, eles não suportam ver suas esferas de ação contestadas ou postas em xeque.

Essa doutrina que faz desprezo à individualidade (o eu) para homenagear um ser imaginário (o nós) é de uma inépcia superior, sem razão de ser. Não se sustenta à mínima especulação filosófica. Poderia levar tal raciocínio a frente, mas não caberia aqui pela sutileza com que teríamos que abordar a questão e pela exigüidade do propósito deste pequeno artigo.

Aos poucos as pessoas absorvidas pela tendência coletivista vão incorporando seus “ensinamentos”, e pondo isso em prática. O esquecimento das ações individuais, a meritocracia, as diferenças das pessoas, sempre positivas, vão deixando-se minguar. Instala-se o preconceito de toda ordem, o estatismo, as guildas, corporações, sindicatos e a burocracia da corrupção.

Resultado: imobiliárias guia uma sociedade corrupta, nivelada, belicosa e hostil. Isso que eles pregam é de um autoritarismo gigantesco e que tem galgado admiradores e propagadores, os idiotas úteis.

Algo pouco falado e falsamente atrelado ao capitalismo, e que se constitui na pior forma que se tem de coletivismo são os monopólios, pesadamente estimulados pelo Governo.

É o coletivismo com o dinheiro do povo, com parque de produção que deveria ser democrático e plural e que o Estado faz questão de proteger para seus poucos aliados desfrutarem sem óbices. Aliados públicos ou privados, diga-se de passagem; aqueles burocratas acomodados, estes, financiadores de campanhas políticas.

Sindicatos financiam “mensalão”, ao colocarem dinheiro em campanhas eleitorais desse pessoal de baixa moralidade, pública ou privada.

Por fim o coletivismo gera o preconceito, ao nivelar pessoas diferentes como iguais e exigindo tratamento idêntico. Sabemos que ninguém é igual, temos defeitos e somos melhores do que outras pessoas em certas coisas e piores em outras. Vem a ideologia coletivista e dispõe todos no mesmo patamar e, autoritariamente, exige tratamento idêntico. Isso resulta em tragédia.  As diferenças têm de ser detectadas e respeitadas por todos, para uma boa convivência.

Coletivismo é a falsa ideologia que se traveste de “boazinha”, escondendo sua face terrível, que é a demonização do ser humano, considerado em si mesmo; a manutenção de privilégios; a canalização de dinheiro público para setores questionáveis do ponto de vista da eficiência; o asseguramento do Estado, como provedor dessa segurança coletiva igualitária.

Não caiam nessas bobagens, propagadas por partidos políticos; falsos intelectuais, professores universitários, ongueiros, e ativistas em geral.

São os verdadeiros geradores de atraso e corrupção. Precisam de muito dinheiro para se manterem. Aí começa o problema, dinheiro nas mãos de “bem-intencionados”. Nem preciso concluir esse raciocínio…

O mundo pede pensadores, alguma reflexão e análise; esse pessoal nem de longe não sabe fazer isso.

Ele (o coletivismo) também cria falsas expectativas sobre as pessoas. Já se disse que as pessoas são, por natureza, diferentes, e por isso, agem diferentemente. Não podemos esperar um “comportamento de manada” da sociedade. Nem depositar nenhum tipo de expectativa sobre elas. Aí começa o respeito às diferenças, à tolerância, ao bom-conviver.

Essa gente é tolerante desde que não sejam contestados ou desmascarados. Observe a falsa tolerância deles; é assim que funciona a máquina da ideologia e emburrecimento geral dos povos.

Assim, podemos constatar que antes de mais corporações, instituições, departamentos, órgãos, Estados, partidos políticos, organizações sociais; precisamos de pessoas, boas pessoas, bons profissionais, bons quadros.

Assim, a sociedade funciona melhor.

Valorizar o indivíduo, a unidade mínima da existência, protagonista da vida, esta deve ser a meta.