O segredo do ouro olímpico chinês – O projeto 119

Esse vídeo abaixo mostra a realidade da China, considerada na área esportiva uma grande potência mundial. Esse “sucesso” se dá devido ao projeto 119, criado pelo governo chinês com a finalidade de formar “campeões” nos esportes de desempenho individual nos quais o país nunca teve muita tradição.

O projeto 119 foi criado em 2002 e este nome se dá devido ao número de medalhas que o país pretende conquistar. O projeto foi inspirado no modelo soviético e recebe verbas estatais.

Nesse momento o leitor deve estar se perguntando: Mas se a prática de esportes é uma atitude saudável, que mal há nisso?

Em primeiro lugar, quero responder o que países como China e Cuba recebem quando um de seus atletas ganha uma competição esportiva.

Para o governo chinês medalha é dinheiro, afinal um ouro equivale a mil pratas. Fora os bônus em dinheiro que são concedidos a cada ouro ganho. Os vencedores mais célebres podem receber bônus de até USD 150.000,00 (Cento e cinquenta mil dólares), ou seja, não passa de um lucrativo negócio. Ai o leitor pode questionar: Mas que mal há, pois se entra dinheiro pro país todos são beneficiados?

O problema é que o preço que se paga por isso é alto. As crianças são afastadas de suas famílias desde os três anos de idade e são submetidas a treinamentos que associam rotinas exaustivas de dor e humilhação. Estas crianças são recrutadas de acordo com o seu tipo corporal, lembrando práticas nazistas. O esporte para elas não significa prazer. Pra elas só interessa ganhar, pois caso percam, podem sofrer punições por parte do governo, a vitória não vem por AMOR À PÁTRIA como muitas pessoas defendem. A vitória vem pelo MEDO.

O vídeo postado abaixo mostra o que realmente acontece por lá. Assistam, pois é muito bom.

A história perto de se repetir

A história não é retilínea, mas cíclica. Muitos vão discorda disso, mas basta estudar de fato a história e você verá como eventos se repetem em lugares distintos ou ao longo do tempo.

Leia a seguinte descrição:

Uma crise financeira que teve origem no Estados Unidos assola a Europa. Os países estão com altos déficits em suas contas, populações inteiras endividadas e altas taxas de desemprego pelo continente. No aspecto político diversos grupos lutam pelo poder e culpam o capitalismo pela origem da tal crise. Desses grupos políticos, dois se fazem ouvir mais e são apoiados pela maioria da população: o primeiro é composto por socialistas e comunistas. Eles propõem centralizar o poder do Estado sobre a economia para distribuir a renda, e culpam ‘as elites’ pela crise. Na visão deles foi essa “burguesia” que gerou a crise. Já o outro grupo é composto sobretudo de fascistas e, assim como o primeiro, defende a centralização do poder na mão do Estado e culpa certos grupos por terem gerado a crise. São sobretudo xenófobos.

A descrição acima não é da Europa dos anos 1930, e sim da Europa de hoje. Nos países onde a crise está batendo mais forte os grupos socialistas/comunistas e fascistas vem ganhando espaço e apoio político. Na França, a nacionalista Marine Le Pen obteve 18% dos votos, ficando atrás do “conservador” Nikolas Sarkozy (23%)  e do socialista François Hollande que ganhou o primeiro turno com 29% dos votos. Hollande venceu o segundo turno e é o novo presidente da França. Le Pen se manteve neutra e não quis declarar seu apoio a nenhum candidato. Isso mostra como uma onda antiliberal e anticapitalista tomou a França.

Na Espanha, onde o desemprego chega a afetar 24% da população ativa, grupos socialistas ganharam voz. Porém nas eleições do ano passado o conservador Mariano Rajoy foi eleito primeiro ministro e seu partido, o Partido Popular (de direita), conquistou maioria das cadeiras de deputados. Porém, grupos sindicais financiados por partidos de esquerda buscam boicotar as medidas contra a crise do governo, que se baseiam em cortar gastos e equilibras as contas públicas. Essa tática vem dando resultado, pois a popularidade de Rajoy vem caindo, e em abril registrou a maior queda: apenas 31% dos espanhóis aprovam o governo de Rajoy.

Grupo do partido Aurora Dourada, eles tem com exemplo o nacional-socialismo

Na Grécia, o país mais afetado pela crise do Euro, grupos nacionalistas simpatizantes ao nacional-socialismo assim como grupos de extrema-esquerda (comunistas) vêm ganhando simpatizantes pelo país, e até conseguiram cadeiras no parlamento. Os nacionalistas do Aurora Dourada conseguiram 20 deputados. Toda essa situação denuncia o que pode vir a acontecer nos próximos anos caso a história tenda a se repetir. Muitos jovens gregos estão aderindo ao nacionalismo, e assim como os jovens nazi-fascistas eles culpam os imigrantes pelos problemas que assolam o país.

A melhor saída para Europa seria governo liberais que permitissem ao mercado se reestruturar, curar as feridas da crise e depois sair dela. Na Alemanha o CDU de Angela Merkel vem fazendo uma ótima administração, com o tradicional ordoliberalismo alemão mantendo a economia do país bem e o desemprego em 7%. São dados ótimos se compararmos ao resto da Europa. A bonança germânica se dá pela capacidade de enfrentar os desafios: eles sabem como utilizar a mão de obra imigrante e dá condições para a criação de postos de trabalhos, assim todos ganham e consequentemente o país cresce.

A população européia precisa fazer algo para parar esses grupos. Eles são nocivos à democracia e à vida em sociedade. Não é possível no século XXI continuarmos a cometer os erros do século XX. Acreditar que a solução vem de uma forma rápida e milagrosa ou creditar a culpa a um grupo especifico é algo estúpido. A solução dos problemas vem de nós mesmos. Os alemães estão numa situação melhor, pois eles trabalham por ela e não estão procurando um  “salvador da pátria”. Talvez porque eles buscaram por um há mais de 70 anos e o resultado tenha sido catastrófico.