O derramamento de sangue no Camboja

A história do Camboja é marcada por muitos conflitos internos, sendo que mais sangrento deles foi quando a esquerda ascendeu ao poder por um grupo chamado Khmer Vermelho, liderada por Pol Pot em 1970.

O Khmer Vermelho, também conhecido como Khmer Rouge conseguiu chegar ao poder em 17 de abril de 1975 após 5 anos de guerra civil contra o regime militar e fez milhões de prisioneiros. Uma das primeiras atitudes da facção de esquerda foi deslocar toda a população para a zona rural a fim de que fosse posto em prática seu grande plano de fortalecer a agricultura. Todos, sem exceção, foram deslocados para o campo, inclusive os doentes internados nos hospitais. Essa atitude de aprisionar a população urbana em fazendas coletivas fez com que a indústria nacional praticamente desaparecesse. Com esse deslocamento houve muitas mortes. As pessoas morriam de fome, doenças e milhares delas foram assassinadas em campos de extermínio.

Os assassinatos aconteciam sem prévio julgamento e por diversas razões. O mais comum era o fato da pessoa em questão ser ligada de alguma forma ao governo anterior. Foram friamente assassinados policiais, funcionários públicos, militares. A morte era certa não só pra essas esses profissionais, mas também aos seus parentes, pois eles não queriam correr o risco que futuramente algum familiar quisesse se vingar do regime. No segundo ano os massacres atingiram a população mais intelectualizada: professores, músicos, escritores, cineastas. Algumas pessoas eram executadas pelo simples fato de usar óculos, pois isso demonstrava que elas eram alfabetizadas.

Durante o regime de Pol Pot qualquer pessoa podia ser morta por motivos banais: por não trabalharem com o desejado afinco, por reclamarem das condições de vida, por guardarem algum bem ou comida para utilização própria, por usarem alguma jóia, por terem relações sexuais não autorizadas, por chorarem a morte de algum amigo ou familiar e até por demonstrarem algum sentimento religioso. Os doentes eram, na maioria das vezes, eliminados e os idosos também, pois não tinham serventia à sociedade.

Devido à “necessidade” de poupar munição, essas pessoas eram mortas a machadadas, ao som de uma flauta, geralmente com golpes na cabeça e como muitas vezes uma machadada não era o suficiente, elas eram enterradas vivas. Durante os 4 anos que Pol Pot passou no poder, foram assassinadas cerca de 2 milhões de pessoas, o equivalente a 25% da população do país.

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O Holodomor, uma das crueldades do Comunismo

Em meio a discussões entre militantes de direita e esquerda, várias vezes já vi a esquerda usar o argumento que pessoas que não defendem o comunismo são elitistas, não sabem o que é necessidade e que nunca passaram fome na vida. Esse argumento é um tanto quanto contraditório, considerando que no regime capitalista a pessoa tem total liberdade para trabalhar formalmente ou até mesmo informalmente para conquistar o “pão de cada dia” sem que o Estado possa interferir nesse direito que, a meu ver, é um dos direitos naturais, pois está ligado ao direito a vida. O vídeo abaixo mostra que exatamente o oposto ocorreu na Ucrânia, pois os Comunistas com o intuito de cometer genocídio, mataram somente naquele país, cerca de 7 milhões de pessoas. Esse genocídio foi chamado de Holodomor e não é citado nos livros de história. Essas pessoas foram mortas, porque eram impedidas de se alimentar e eram também proibidas de tentar conseguir meios para que pudessem comer. Stalin tomou essa decisão durante o inverno de 1932-1933 alegando que se não fossem tomadas providencias contra aquele país, provavelmente eles o perderiam. Milhões de vida foram mortas em nome do totalitarismo do regime Comunista da Ex- URSS. Primeiro confiscou-se o suprimento de alimentos e criou-se um grande cordão para que ninguém pudesse sair do país. Como ainda havia sobras de suprimentos, as pessoas foram sobrevivendo com elas, então Stalin ao descobrir isso ordenou que fossem recolhidos os grãos estocados condenando o povo ucraniano à morte. Após o confisco de alimentos, os camponeses foram expressamente proibidos de procurar por comida e todos aqueles que eram flagrados fazendo isso eram imediatamente fuzilados. Somente dez anos depois ocorreria o tão famoso genocídio de judeus por nazistas, mas o genocídio cometido pelo regime comunista propositalmente não é lembrado pela maioria das pessoas. Os alimentos confiscados por Stalin foram todos exportados para o Ocidente e o nível de exportação de grãos da Ucrânia chegou ao seu nível máximo. O preço pago: 7 Milhões de mortos.

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Os problemas essenciais da existência humana

Por Ludwig von Mises. Transcrição do Capítulo XXXIX do livro Ação Humana.

I – A ciência e a vida

Costuma-se censurar a ciência moderna por ela se abster de expressar julgamentos de valor. Essa neutralidade em relação a valor (Wertfreiheit), dizem os críticos, de nada serve ao homem que vive e que age, pois o homem precisa de que se lhe digam quais devem ser os seus objetivos. A ciência, se não puder responder a essa questão, é estéril. Essa objeção não tem fundamento. A ciência não formula julgamentos de valor, mas provê o agente homem com informações necessárias para que ele faça a sua própria valoração. Só não pode ajudar o homem quando este pergunta se a vida vale ou não a pena ser vivida.

Essa questão, evidentemente, tem sido suscitada, e continuará sendo. Para que servem todos esses esforços e atividades humanas se, ao final de tudo, ninguém escapa da morte e da decomposição? O homem vive à sombra da morte. Quaisquer que tenham sido as suas realizações ao longo de sua peregrinação, terá de morrer um dia e abandonar tudo o que construiu. Cada momento pode ser o seu último momento. O futuro só contém uma certeza: a morte. Visto desse ângulo, todo esforço humano parece ter sido vão e fútil.

Além disso, a ação humana deveria ser considerada como algo inútil, mesmo quando julgada do ponto de vista dos objetivos que pretendia atingir. A ação humana jamais poderá produzir uma satisfação completa; serve apenas para reduzir parcial e temporariamente o desconforto. Logo que um desejo é satisfeito, surgem outros. A civilização, costuma-se dizer, torna as pessoas mais pobres porque multiplica as necessidades; desperta mais desejos do que os que consegue mitigar. Toda essa azáfama de homens diligentes e trabalhadores, toda essa pressa, esse dinamismo, esse alvoroço, não têm o menor sentido porque não traz felicidade e nem paz. Não se pode alcançar a paz de espírito e a serenidade pela ação e pela ambição temporal; só através da renúncia e da resignação. O único tipo de conduta adequada ao sábio é o recolhimento à inatividade de uma vida puramente contemplativa.

Entretanto, todos esses receios, dúvidas e escrúpulos são superados pela força irresistível da energia vital do homem. Certamente, o homem não poderá escapar da morte. Mas, no momento, está vivo; é a vida e não a morte que se apodera dele. Qualquer que seja o futuro que lhe tenha sido reservado, não pode fugir das necessidades da hora presente.

Enquanto tiver vida, o homem não pode deixar de obedecer ao seu impulso básico, o elã vital. É da natureza do homem procurar preservar e fortalecer a sua vida; procurar diminuir o seu desconforto; buscar o que possa ser chamado de felicidade. Em cada ser humano existe um id, inexplicável e não analisável, que é a fonte de todos os impulsos, a força que nos impele à vida e à ação, a ânsia original e permanente por uma existência mais plena e mais feliz. Existe enquanto o homem vive e só desaparece quando sua vida se extingue.

A razão humana está a serviço desse impulso vital. A função biológica da razão é preservar e promover a vida e adiar a sua extinção tanto quanto possível. O pensamento e a ação não conflitam com a natureza; ao contrário, são o principal traço da natureza humana. O que mais apropriadamente distingue o homem dos demais seres vivos é o fato de conscientemente lutar contra as forças hostis à sua vida.

Portanto, tudo o que se tem dito sobre o primado dos elementos irracionais é vazio de significado. No universo, cuja existência a nossa razão não pode explicar, analisar ou conceber, há um pequeno setor nos limites do qual o homem pode, numa certa medida, diminuir o seu desconforto. Esse setor, reservado ao homem, é o domínio da razão e da racionalidade, da ciência e da ação propositada. A sua mera existência, por mais exígua que seja, por deficientes que sejam os seus resultados, não permite que o homem se entregue à resignação e à letargia. Nenhuma sutileza filosófica poderá jamais impedir um indivíduo sadio de recorrer às ações que ele mesmo considera adequadas para satisfazer as suas necessidades. Pode ser que no recôndito da alma humana exista o desejo de uma existência vegetativa, inativa e pacífica. Mas, no ser humano, esses desejos, quaisquer que possam ser, são superados pelo afã de agir e de melhorar as condições de sua própria vida. Quando prevalece o espírito de renúncia, o homem morre; ele não se transforma num vegetal.

É claro que a praxeologia e a economia não informam ao homem se ele deve preservar ou renunciar à vida. A vida em si e todas as forças desconhecidas que a originam e que a mantêm é um dado irredutível, e, como tal, fora do âmbito da ciência. O tema central de que se ocupa a praxeologia é exclusivamente a ação – a mais típica manifestação da vida humana.

II – A economia e os julgamentos de valor

Embora haja muitas pessoas que condenam a economia por sua neutralidade em relação a julgamentos de valor, há também os que a condenam por sua suposta indulgência em relação aos mesmos. Uns dizem que a economia deve necessariamente expressar juízos de valor e que, portanto, não é realmente uma ciência, uma vez que a ciência tem que ser indiferente a valores. Outros sustentam que a verdadeira ciência econômica deve e pode ser imparcial e que só os maus economistas infringem esse postulado.

A confusão existente na discussão desses problemas é de natureza semântica e se deve à forma inadequada de muitos economistas empregarem certos termos. Suponhamos que um economista investigue se uma medida pode produzir um resultado para cuja realização foi recomendada; e que chegue à conclusão de que não resultará em p, mas em g, um efeito que mesmo os que propõem a medida consideram indesejável. Se esse economista enunciar o resultado de sua investigação dizendo que é uma medida “má”, não estará formulando um juízo de valor. Estará apenas dizendo que, do ponto de vista dos que desejam atingir o resultado p, a medida é inadequada. É nesse sentido que os economistas que defendem o livre comércio condenam o protecionismo. Eles demonstram que a proteção, ao contrário do que pensam os seus adeptos, diminui, em vez de aumentar, a quantidade total de produtos e que, portanto, é indesejável do ponto de vista dos que preferem que a oferta de produtos seja a maior possível. Os economistas criticam as políticas em função dos resultados que pretendem atingir. Quando, por exemplo, um economista diz que uma política de salários mínimos é má, o que está dizendo é que os seus efeitos contrariam os propósitos dos que a recomendam.

É sob esse mesmo prisma que a praxeologia e a economia consideram o princípio fundamental da existência humana e da evolução social, qual seja, que a cooperação sob a divisão social do trabalho é um modo de ação mais eficiente do que o isolamento autárquico dos indivíduos. A praxeologia e a economia não dizem que o homem deveria cooperar pacificamente no contexto da sociedade; dizem apenas que o homem deve agir dessa maneira se deseja atingir resultados que de outra forma não conseguiria. A obediência às regras morais necessárias ao estabelecimento, à preservação e à intensificação da cooperação social não é considerada um sacrifício a uma entidade mítica qualquer, mas o recurso ao meio mais eficiente, como se fosse um preço a ser pago para receber em troca algo a que se dá mais valor.

Todos os dogmatismos e todas as escolas antiliberais uniram as suas forças para impedir que as doutrinas heteronômicas do intuicionismo e dos mandamentos revelados fossem substituídas por uma ética autônoma, racionalista e voluntarista. Todas elas condenam a filosofia utilitarista pela impiedosa austeridade de sua descrição e análise da natureza humana e das motivações últimas da ação humana. Não há necessidade de acrescentar nada, em refutação a essas críticas, ao que está contido nas páginas deste livro. Um ponto apenas precisa ser novamente mencionado, porque, de um lado, representa a essência da doutrina de todos os mistificadores contemporâneos e, de outro, oferece ao intelectual comum uma bem-vinda desculpa para não ter que se submeter à incômoda disciplina dos estudos econômicos.

Dizem esses críticos que a economia, no seu apriorismo racionalista, pressupõe que os homens visem unicamente, ou pelo menos primordialmente, ao bem-estar material. Mas, na realidade, os homens preferem os objetivos irracionais aos objetivos racionais. São guiados mais pela necessidade de atender a mitos e a ideais do que pelo desejo de ter um melhor padrão de vida.

Em resposta, o que a economia tem a dizer é o seguinte:

1 – A economia não pressupõe, e nem considera um postulado, que os homens visem unicamente, ou pelo menos primordialmente, ao que é denominado de bem-estar material. A economia, enquanto ramo da ciência geral que estuda a ação humana, lida com a ação humana, isto é, com a ação propositada do homem no sentido de atingir os objetivos escolhidos, quaisquer que sejam esses objetivos. Aplicar aos fins escolhidos o conceito de racional ou irracional não faz sentido. Podemos qualificar de irracional o dado irredutível, isto é, aquelas coisas que o nosso pensamento não pode analisar e nem decompor em outros dados irredutíveis. Nesse sentido, todos os objetivos escolhidos pelo homem são, no fundo, irracionais. Não é mais nem menos racional desejar a riqueza como o fez Creso ou aspirar à pobreza como o faz um monge budista.

2 – O que os críticos têm em mente ao empregar o termo objetivos racionais é o desejo de maior bem-estar material e de melhor padrão de vida. Para saber se a sua afirmativa – de que os homens em geral e os nossos contemporâneos em particular estão mais interessados em mitos e sonhos do que em melhorar o seu padrão de vida – é ou não correta, basta verificar os fatos. Não há necessidade de muita inteligência para saber a resposta certa, e não precisamos aprofundar a discussão. Mesmo porque a economia nada tem a dizer a favor ou contra os mitos em geral; mantém a sua neutralidade em relação à doutrina sindical, à doutrina de expansão dos meios de pagamento, e a todas as outras doutrinas, na medida em que os seus partidários as considerem e as defendam como mitos. A economia só lida com essas doutrinas na medida em que sejam consideradas como um meio para atingir determinados fins. A economia não afirma que o sindicalismo trabalhista seja um mau mito; afirma apenas que é um meio inadequado para aumentar os salários dos que desejam ter salários maiores. Compete a cada indivíduo decidir se prefere seguir o mito ou se prefere evitar as consequências inevitáveis que advirão de sua realização.

Nesse sentido, podemos dizer que a economia é apolítica ou não política, embora seja a base de todo tipo de ação política. Podemos ainda dizer que a economia é perfeitamente neutra em relação a todos os julgamentos de valor, uma vez que ela se refere sempre aos meios e nunca à escolha dos objetivos últimos que o homem pretende atingir.

III – O conhecimento econômico e a ação humana

A liberdade de o homem escolher e agir sofre restrições de três tipos. Em primeiro lugar, estão as leis físicas a cujas inexoráveis determinações o homem tem que se submeter se quiser permanecer vivo. Em segundo lugar, estão as características e aptidões congênitas de cada indivíduo e sua inter-relação com o meio ambiente; tais circunstâncias, indubitavelmente, influenciam tanto a escolha dos fins e a dos meios, embora nosso conhecimento de como isso se processa seja bastante impreciso. Finalmente, existe a regularidade das relações de causa e efeito entre os meios utilizados e os fins alcançados; ou seja, as leis praxeológicas, que são distintas das leis físicas e fisiológicas.

A elucidação e o exame formal dessa terceira categoria de leis do universo é o objeto de estudo da praxeologia e do seu ramo mais bem desenvolvido até o momento, a economia.

O conhecimento acumulado pela ciência econômica é um elemento essencial da civilização humana; é a base sobre a qual se assentam o industrialismo moderno, bem como todas as conquistas morais, intelectuais, tecnológicas e terapêuticas dos últimos séculos. Cabe aos homens decidirem se preferem usar adequadamente esse rico acervo de conhecimento que lhes foi legado ou se preferem deixá-lo de lado. Mas, se não conseguirem usá-lo da melhor maneira possível ou se menosprezarem os seus ensinamentos e as suas advertências, não estarão invalidando a ciência econômica; estarão aniquilando a sociedade e a raça humana.

A primavera que pode virar inverno

Eu sempre observei a tal da ‘Primavera Árabe’ com um certo receio, mesmo com a mídia internacional se mostrando entusiasmada e dizendo: “Os jovens desses países usaram as rede sociais para se organizarem e protestar”. Sempre se enalteceu esse movimento que tem como seus mentores a Irmandade Muçulmana e grupos terroristas como a Al Qaeda.

Pois bem, ontem (11) a ‘Primavera Árabe’’ mostrou sua verdadeira face, e não é a de jovens que utilizam redes sociais, mas sim a de homens intolerantes que comentem atos criminosos utilizando Alá (Deus) como pretexto. As embaixadas americanas em Benghazi na Líbia e Cairo no Egito foram atacadas por “manifestantes”, que protestavam contra um filme produzido por Sam Bacile, que é identificado como judeu israelense-americano, Bacile afirma no filme que o “Islã é um câncer” e retrata o profeta Maomé de uma forma degradante.

No Cairo a embaixada americana foi atacada, teve sua bandeira rasgada, que estava a meio mastro devido ao 11 de setembro e no seu lugar os “manifestantes” colocaram cartazes islâmicos. Já em Bengahazi a situação foi pior, a embaixada americana foi atacada por homens armados com fuzis e bombas, que resultou no prédio incendiado e morte de 4 americanos, entre eles o embaixador  Christopher Stevens. Depois de exatos 11 anos, novamente prédios e cidadãos americanos foram atacados por extremistas árabes.

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Ele “defende” a democracia

Lição que fica:

O que podemos concluir disso tudo é que: tanto o extremismo pró e anti-islã irá causar mais conflitos e mortes, além que a ‘Primavera Árabe’ não foi um movimento que visa trocar ditadores por democracias, mas sim trocar velhos ditadores, por novos ditadores (extremistas). Obama errou quando pressionou a saída de Hosni Mubarack e mais ainda quando deu apoio militar aos rebeldes líbios para depor Muammar Kadafi, pois ele deixou o caminho livre para que esses grupos extremistas islâmicos tomassem o poder. O erro do Obama pode lhe custar às re-eleição, porque abre mais uma brecha para os republicanos atacá-lo (se não fosse bastante a péssima recuperação da economia e a operação “Fast and Furious’’ que foi desastrosa)

Coréia do Norte, um inferno na Terra.

A Coréia do Norte ocupa o topo dos países mais perigosos para um cristão viver, sendo um lugar onde pessoas são presas por um crime: adorar a Deus.

Lá vivem seres humanos que mesmo sabendo que seu destino é a morte, não abrem mão de louvar e adorar o seu criador.

Eles são presos, torturados e escravizados somente por serem cristãos. A punição vem pra toda família até a terceira geração. É preciso muita fé para se sobreviver nessas circunstâncias.

Vale ressaltar que a falta de liberdade religiosa é comum nos países de regime comunista.

Leia também: Coréia do Norte, liberdade ou morte.

Cuba, a verdade nua e crua

No documentário sobreviver calado gravado por brasileiros em visita a Cuba é mostrado um lado que os irmãos Castro querem esconder da imprensa internacional. O documentário está dividido em três vídeos que serão postados no final do artigo e tem depoimento de pessoas que vivem no regime durante várias décadas. Podemos destacar o depoimento de um medico que para sobreviver – pois seu salário não é o suficiente nem pra comprar a cesta básica – precisa trabalhar como garçom. Ele se demonstra o tempo todo contra o regime, porém ele se diz um reacionário passivo, pois tem medo do que possa acontecer. Muitos lá vivem como ele.

Apesar da revolução comunista, lá existem sim classes sociais. Há pessoas que são mais beneficiadas pelo governo do que as outras e há também as pessoas que por não aguentarem a falta de perspectiva para o futuro, arriscam sua vida tentando entrar em outros países, principalmente os Estados Unidos. Chegando nesses outros países e tendo a oportunidade de ter uma vida melhor, ou pelo menos sem uma miséria absoluta, esses fugitivos enviam dinheiro pra seus familiares que ficaram em Cuba. Para que não fique mais nítida a divisão de classes no país, a sua população é proibida de comprar carros, por exemplo.

No vídeo há também o depoimento de uma senhora que trabalha voluntariamente para o governo como uma espécie de “dedo-duro” de pessoas que vão contra o regime. Podemos observar que muitos, mesmo com uma profissão, vivem na miséria. Há informações vinculadas na imprensa internacional que até as universitárias cubanas precisam se prostituir para garantir ao menos um prato de comida. Mas segundo Fidel Castro: “Não são as universitárias cubanas que são prostitutas, são as prostitutas cubanas que tem nível universitário.” Isso seria cômico, se não fosse tão sujo.

Para manter o regime por tantas décadas, o governo dispõe de fortes propagandas estatais por todos os meios de comunicação possíveis a fim de dominar ideologicamente a população. Nessas propagandas o nacionalismo exacerbado é incentivado e sobretudo o ódio aos Estados Unidos, que é a nação que o governo cubano considera como seu maior inimigo, é incitado. Pode-se perceber que a obediência a Fidel, pela maioria das pessoas não vêm pelo seu carisma (se é que ele tem algum), mas sim pelo medo que ele causa na população. Vendo esse vídeo lembra-se de Maquiavel que diz que é muito melhor ser temido a ser amado.

O regime também se sustenta devido a grande dependência que o povo tem do Estado. Só que em contraponto, as pessoas não enxergam que são eles que sustentam a nação, já que trabalham demais e praticamente em troca de nada. No Brasil podemos pegar como exemplo os programas assistenciais do Governo Federal, que já renderam aos candidatos de esquerda anos a fio de poder e sabe-se lá por mais quantos anos essa população miserável e totalmente dependente, que em vez de reivindicar emprego e educação contentando-se com o Bolsa Família, ainda irá deixá-los no poder. Tive uma professora de Ciências Políticas que chamava o programa de “Bolsa Esmola” em alusão ao Programa Inicial chamado “Bolsa Escola” criado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o qual Lula rebatizou ficando com o mérito da criação.

Apesar da dependência do Estado, ao contrário do que pensa o senso comum, lá nada é assegurado. Não se sabe o dia de amanhã. A população simplesmente não tem mais esperança e nem nutre sonhos. Diferente de 20 anos atrás quando eles ainda tinham a ilusão de que o futuro era seguro. Grande parte da população se sente aflita e deprimida.

Como foi dito anteriormente, há algumas pessoas que por ter um trabalho extra, ou por ter parentes que mandam dinheiro, podem se dar ao luxo às vezes de comprar alguma coisa. Porém, como no país quase tudo (ou será que tudo?) é proibido, as pessoas se veem obrigadas a obter algumas mercadorias através do mercado negro pagando bem mais caro por elas.

Apesar de tudo isso, há uma passividade quase que geral da nação, pois estes têm medo de ir contra o regime e receber várias punições, que podem ir de prisão, tortura e muitas das vezes até a morte. Então há uma categoria de pessoas lá que se consideram reacionárias, porém são como já ditos anteriormente, passivos. E isso coopera para que esse regime nunca seja derrubado. As pessoas morrem de medo de serem filmadas, por exemplo.

No segundo e no terceiro vídeo é entrevistada uma senhora, como já dito anteriormente, que trabalha voluntariamente para o governo. O nível de alienação dela é tão grande e sua adoração a Fidel é tamanha que beira a loucura. Segundo sua teoria, o país só é pobre porque quando houve a revolução, as pessoas ricas foram embora do país. Ela não consegue enxergar que o país é miserável porque o governo se apodera de tudo que eles produzem. Porém pelo que pude perceber do vídeo, essa senhora é tão fanática pelo regime porque sua família é beneficiada por ele. Ela parece fazer parte da chamada “classe privilegiada”.

Uma coisa importante é que lá, apesar de depoimento da mesma de que o estudo é gratuito e para todos, existe gente que é obrigada a tirar seus filhos da escola, pois não têm condições financeiras de arcar com o transporte. Lá existem todas as despesas de um país capitalista, porém as pessoas não tem como arcar com as mesmas.

A entrevista termina como já era esperado, com a prisão dos brasileiros que estavam produzindo o vídeo. A polícia foi chamada pela própria senhora que trabalha por governo. Os entrevistadores foram interrogados pela POLÍCIA IDEOLÓGICA e só foram liberados após pedirem pra entrar em contato com a embaixada brasileira.

Dia da luta conta a Homofobia

Hoje é o dia de luta contra a Homofobia, mas vamos pensar além? Eu condeno qualquer agressão contra pessoas inocentes, e defendo a igualdade a todos. Do mesmo jeito que homossexuais apanham por serem homossexuais, há pessoas que são mortas das formas mais estúpidas e frias (brigas, assaltos e afins). Vamos lutar não apenas contra a Homofobia e sim contra a Humanofobia. Não é aceitável que os seres humanos se dividam em subgrupos, pois somos uma coisa só: seres humanos! Mesmo havendo uma gama de diversidade entre os humanos, devemos nos pautar em direitos e deveres básicos, pois são eles que garantem as liberdades individuais.

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