O julgamento que pode virar confraria de amigos

Dentro das polêmicas envolvendo o mensalão, a presença de juízes como José Antonio Dias Toffoli e Gilmar Mendes colocam em cheque a imparcialidade do STF perante o julgamento da ação penal 147.

A história de Toffoli se mistura com a história do PT, ele foi advogado do partido nas campanhas do ex-presidente Lula nos anos de 1998, 2002 e 2006, depois subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil (2003-2005) em 2007 assume a Advocacia-Geral da União a convite de Lula e em 2009 tem sua nomeação aprovada para ingressar ao STF, novamente indicado por Lula. Já Gilmar Mendes também foi Advogado-Geral da União e foi indicado ao STF pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além de ter ligação com políticos do PSDB e DEM.

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Toffoli, sorridente, durante o julgamento do Mensalão

Tanto Toffoli quanto Gilmar têm sua imparcialidade posta a cheque, Toffoli por sua ligação ao PT e Gilmar pelo seu relacionamento com nomes da oposição, porém eles são apenas peças nesse tabuleiro.  Dos onze ministros do STF, seis foram indicados por Lula e dois por Dilma Rousseff, logo surge à dúvida, será que os ministros irão ter sua decisão sobre o caso do Mensalão influenciada por aqueles que os indicaram? Se José Dirceu, Delúbio Soares e outros nomes do PT forem condenados o partido irá sofrer um duro golpe que trará um prejuízo eleitoral enorme.

Eu defendo que esse julgamento seja feito de forma imparcial, que não se cometa injustiças e os verdadeiros criminosos sejam culpados, sentenciados e que tenham suas penas cumpridas.

‘Faxina’ feita, mas ainda cheira sujeira

Depois que Negromonte foi “faxinado” o nome de Aguinaldo Ribeiro foi anunciado pelo planalto como seu substituto. Porém antes mesmo de assumir, já havia “rolos” que o nome dele aparecia envolvido em sujeira e agora surge mais uma informação que no mínimo é suspeita. Segundo reportagem da Folha de São Paulo, Aguinaldo tem quatro empresas em seu nome que foram omitidas a Justiça Eleitoral na última campanha do atual ministro das cidades. O mais engraçado ou trágico é que duas dessas empresas são do ramo da construção civil e incorporação de imóveis, atividades que estão diretamente ligadas ao Ministério que Aguinaldo será ministro.

Aguinaldo Ribeiro: mal entrou e já está fedendo.

A assessoria de Aguinaldo Ribeiro declarou que ele informou a Receita Federal ser sócio dessas empresas e que vai se desligar delas para chefiar o ministério. Porém o que fica em dúvida, e a assessoria não respondeu, é porque Aguinaldo não disse à Justiça Federal ter ligação com essas empresas durante a campanha ao cargo de deputado federal em 2010.

Podemos fazer um bolão. Quanto tempo você acha que Aguinaldo Ribeiro ficará no cargo?