Joaquim Barbosa não é um herói

Mais uma vez estou perplexo ao ver grande parte da população idolatrar e endeusar uma pessoa que cumpre com suas obrigações básicas dentro da função que exerce. Não sei por que ainda fico estarrecido, mas fico. Quando deixar de me assustar com isso, sera porque perdi noções básicas de valores democráticos, do estado republicano.

Em um momento a sapiência telúrica é um malandro populista, agitador sindical, em outro um atleta marxista, politicamente correto, um palhaço malandro ou qualquer outro ser bizarro.

Joaquim Barbosa, a sapiência telúrica da vez aos olhos de gente que desconhece os princípios da democracia republicana e da Constituição que a sustenta, é “nada mais que um” Juiz da suprema corte nacional. Ou seja, sua função básica é garantir que as leis e os direitos constitucionais sejam respeitados e protegidos no exercício do cargo, não tem nada de heroico nisso. Estão querendo colocar ele no altar, só porque agiu de acordo com a lei e a Constituição no caso do Mensalão? Isso é a obrigação mínima de um Juiz do STF. Se esqueceram dos votos inconstitucionais dele nos casos da marcha da maconha, cotas raciais, reservas indígenas, raposa serra do sol, aborto dentre outros.

Os votos do Dr. Barbosa no julgamento do Mensalão são evidentemente perfeitos, o problema é que não me parecem sinceros: o combatedor dos corruptos votou no PT em 2002, 2006, 2010 e deve votar igualmente em 2014. Além disso, votou de acordo com o PNDH-3 do Partidão desde que assumiu seu posto. O menino Joaquim da foto também nunca votou contra a cartilha da TV Globo.

A realidade sobre o Dr. Joaquim Barbosa é um pouco distinta da do heroico retrato divulgado pela mídia: o Ministro do STF cansou de votar contra a Constituição Federal e contra as leis do país, sempre endossando a opinião do governo federal e suas extensões culturais, a imprensa e a academia. Casamento homossexual, aborto eugênico, cotas racistas em universidades e retroatividade da Ficha Limpa? Votou contra a Constituição. Marcha da maconha? Votou contra a Lei Penal. Cesare Battisti? Votou contra Tratado Internacional (impiedoso, não?). E tudo a favor do governo e da falsa maioria midiática. Pois bem, condenar uma dúzia de marginais com dinheiro na cueca e batom na gola da camisa não é dos atos mais surpreendentes. E boa parte deles sequer dormirá na cadeia. Para Sua Excelência, um parlamentar emporcalhado vale mais que a defesa da vida ou o futuro de todo o sistema educacional do Brasil. O heroísmo nacional faliu. (Bruno Gimenes Di Lascio)

Mesmo que não tivesse todos esses episódios vergonhosos no currículo também não seria herói, pois cumprir com a obrigação inerente ao cargo que ocupa não é ato de heroísmo: a função do Juiz é garantir a lei e a ordem.

E por esse tipo de atitude e de falta de memória que chegamos a esse ponto, o Juiz em questão ajudou a colocar no poder toda essa quadrilha socialista, louca para implantar uma ditadura bolivariana no Brasil, responsável por esses crimes que estão sendo julgados e por tantos outros.

É lamentável ver que a população que em teoria abomina a corrupção, adere facilmente a indivíduos assim, que são da mesma “estirpe”, apenas estando em uma legenda fisiológica e ou de aluguel, usando um discurso “apolítico” e sem assumir posições, sempre estando em cima do muro ate chegar ao poder, esses são os “paladinos da justiça” dessas pessoas.

Barbosa esta agindo de acordo com a lei no caso do mensalão, porem isso não devia ser motivos de festa ou idolatria, pois isso nada mais é que o cumprimento do seu dever como ministro da suprema corte.

Significado de Heroísmo

s.m. Virtude excepcional própria do herói.
Qualidade do que é heróico.
Fig. Arrojo, coragem, magnanimidade, bravura que leva a praticar ações extraordinárias.

Enquanto não pararmos de achar que justiça é um favor, um ato sobrenatural, nunca este país terá justiça plena para todos. Sempre teremos uma entidade suprema disposta a nos conduzir e já sabemos como isto termina.


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O cidadão contra ele mesmo

É óbvio para todos nós que o nosso governo é muito eficiente em cuidar de todas as necessidades do cidadão. Quem já esteve numa fila da emergência do SUS, estudou em escola pública ou já passou pela burocracia de qualquer departamento público sabe disso.

Porém, não contente em nos prover com a melhor saúde do mundo e uma educação a nível da Suécia, o governo também precisa se preocupar com outros perigos invisíveis que ameaçam a população. Estes perigos são tão, mas tão grandes que os políticos simplesmente não podem ficar sem fazer nada sobre eles.

Que perigos são esses? Onde estão? Como atingem o cidadão? Descubra hoje no Globo Repórter Direitas Já!
I. A jogatina
É indiscútivel o perigo iminente que a jogatina traz para a vida do cidadão. Ao apostar, VOLUNTARIAMENTE, o SEU PRÓPRIO DINHEIRO em jogos de azar, ele acaba cometendo diversos crimes. Por que? Por que o dinheiro da jogatina quase sempre não vai para o bolso dos burocratas do governo. Por si só isso já é um crime de lesa-humanidade inafiançável. Outro crime terrível é o sustento de donos de estabelecimentos onde BEBIDAS ALCÓOLICAS (que horror!) são vendidas.

Máquinas caça-níqueis apreendidas. Mais uma vez o dia foi salvo pelas forças de segurança do Estado, que impediram o cidadão de gastar voluntariamente seu próprio dinheiro com jogos criminosos.

A solução: em vez de virar um apostador criminoso financiador de mafiosos, o bom cidadão só aposta o seu suado dinheiro na LOTERIA FEDERAL, pagando em impostos aquilo que nosso amado governo merece.

II. As armas
Assim como o cidadão médio, estúpido como uma porta, é incapaz de administrar o próprio dinheiro, também o é para utilizar uma arma. Toda arma na mão de um cidadão normal o transforma em um homicida potencial, transformando bandidos e assaltantes ordeiros em indefesas vítimas nessa verdadeira máquina de matar que é o cidadão armado. O revólver é uma invenção muito recente e de tecnologia muito complexa para ser manuseado por um cidadão comum.

Um homicida em potencial. Você não vai querer seu marido ou sua mulher com uma dessas, vai?

A solução: Somente oficiais do governo, com anos de treinamento, documentação em dia e farda podem manusear tal tecnologia. Pessoal especializado como a Polícia Federal, a Gestapo e a Stasi é o mais capacitado para garantir a segurança do cidadão.

Somente oficiais autorizados pelo governo, como os da Gestapo, sabem o manuseio correto e o momento oportuno para usar armas.

III. O transporte ilegal
O cidadão precisa esperar meia hora por um ônibus na estação, o trajeto é longo e  toma tempo, não há ar-condicionado, nem espaço para sentar. E, claro, a passagem tem aquele preço módico que é só o suficiente para sustentar os altíssimos padrões de qualidade do nosso transporte coletivo.  Ainda assim, há traficantes de pessoas que insistem em desafiar a Lei e oferecer a carona ilegal a um preço desonesto, abaixo do preço de mercado dos oligopólios do transporte público. Financiar este tipo de crime não transfere qualquer dinheiro para o Estado, que poderia empregá-lo na construção de estádios de futebol, no financiamento do carnaval ou no próximo empreendimento do Eike Batista.

Não se engane: por trás deste sorriso maroto esconde-se um terrível criminoso. Diga não ao tráfego ilegal de pessoas - não pegue carona.

Quando o cidadão toma uma carona ilegal, ele está financiando um trabalhador autônomo ilegal, que não tem autorização do governo, não paga impostos e não é sindicalizado. Toda vez que você paga por uma carona ilegal, um motorista da empresa pública de transportes morre de fome.

Nada de individualismo: o transporte tem que ser público, coletivo, gratuito e de qualidade.

A solução: manter um sistema permanente de monitoramento, denúncia e prisão dos traficantes de pessoas. É imprescindível a colaboração do cidadão em denunciar transportes “irregulares” que cobram menos do que as empresas de transporte autorizadas, bem como evitar usar o transporte privado (“carro”) e usar o transporte coletivo. Juntos podemos ACABAR com a criminalidade!

IV. O cigarro
Todos sabemos que, ao contrário da maconha e do ácido lisérgico (LSD), o cigarro é uma droga porca-capitalista-burguesa que causa muitos males à sociedade. Não porque cause câncer, mas porque alimenta uma grande indústria PRIVADA que lucra muito com a sua venda. E, como todos sabemos, lucrar é errado.

Logo, assim que legalizarmos a maconha não será mais necessário vender cigarros. Nossa campanha anti-tabagismo eliminará este vício burguês da nossa sociedade, substituindo-o por drogas mais populares e democráticas como a maconha, o craque e o ôxi.

Toda vez que você fuma um cigarro, uma criança morre de fome na África.

Mas porque é necessário que o governo cuide disso? Oras, todos sabemos que o cidadão médio não tem responsabilidade para cuidar de si, pois é incapaz de avaliar os riscos e benefícios que o consumo das drogas burguesas podem ter.

A solução: O mais correto é deixar que o governo decida o que podemos ou não fazer com o nosso* dinheiro e deixar que ele escolha com mais segurança quais drogas podemos usar.

Não fume: o grande camarada Adolf Hitler já nos advertia que o maior patrimônio do Reich da Nação é um povo saudável e sem vícios burgueses.

*de todos nós, mas administrado pelos oficiais do governo

V. A violência virtual
A violência é um problema que preocupa a todos nós cidadãos. Como homens de bem, pacíficos e desarmados, não podemos tolerar que qualquer traço de violência permaneça entre nós, não é mesmo? Por isso, não satisfeitos com o combate eficiente à violência nas ruas, com uma taxa baixíssima de homicídios, os políticos também se sentem no dever de servir ao cidadão combatendo a violência também dentro da casa dele. Não estamos falando, é claro, da violência doméstica – que praticamente não ocorre em países como o Brasil.

Estamos falando de um tipo MUITO PIOR de violência. Estamos falando do ato que inicia a violência física, que é a violência mental. Ou seja, o estímulo violento no cérebro do cidadão, que é provocado por coisas animalescas como assistir rinha humana na TV (UFC), jogar videogames que incentivam o homicídio e o porte de armas, como o Counter Strike.

A solução: Assim que proibirmos todos os tipos de programas de televisão contendo cenas de luta e proibirmos todos os jogos de videogame violentos, também implantaremos o sistema “Segurança em Minha Casa” para que o pai de família, a dona de casa ou os próprios filhos denunciem atos de violência mental doméstica, como ouvir músicas violentas (heavy metal), brincar de lutinha com o primo ou mesmo imaginar cenas de violência.

Lobotomizado e feliz, para a gente seguir crescendo!

Jamais se esqueça que o Estado está aqui para cuidar e proteger você contra todos os males que possam te acontecer, e que ele está preparado para proteger você de você mesmo caso precisar. Contamos com a sua colaboração! Juntos podemos fazer um Brasil melhor!