Coréia do Norte, liberdade ou morte

A República Democrática Popular da Coréia (que de democrática só tem o nome) ou mais popularmente conhecia como Coréia do Norte é um país do leste asiático que ocupa metade da península da Coréia. Esta península, antes da sua divisão era governada pelo império Coreano e após a II guerra Mundial, foi dividida entre zonas de ocupação norte-americana e soviéticas. A Coréia do Sul, capitalista e a Coréia do Norte Socialista.

Na Coréia do Norte funciona o unipartidarismo chamado de Partido dos Trabalhadores da Coréia. Seu governo segue a ideologia Juche que tem como características principais: Defesa da independência econômica e política com relação a países estrangeiros; coletivização da agricultura e da indústria; culto da personalidade; Songun: o aspecto militar é o mais importante da política; forte voluntarismo: as massas são consideradas donas do mundo; nacionalismo e defesa da homogeneidade étnica; respeito e defesa da cultura tradicional.

Esse é o país que tem o pior registro de direitos humanos, tendo restrições severas quanto a liberdade política, econômica e religiosa, há relatos de campos de concentração onde os considerados “traidores do governo” são torturados, estuprados, assassinados, escravizados, usados como cobaias de experimentos médicos e sofrem abortos forçados. Essa punições não se restringem apenas ao perseguido político, mas como também a toda sua família. Eles são proibidos de casar, de cultivar o próprio alimento (para que assim possam morrer de fome) e de se comunicar externamente.

Na Coréia do Norte há um controle de expressão política de seus habitantes que funciona da seguinte forma: Partidários do governo que se desviam estão sujeitos a reeducação que ocorre em campos de trabalhos forçados. Os que na visão governamentista forem considerados “reabilitados” podem assumir posições governamentais novamente. Já os irredimíveis são encarcerados junto com todos os seus familiares próximos. As pessoas que tentam fugir dos trabalhos forçados correm um sério risco de serem executadas.

A coréia do norte tem uma economia totalmente planejada pelo governo e própria do Estado como acontece também em Cuba, lá o comércio internacional é altamente restrito dificultando um crescimento maior de sua economia.

Na Coréia do Norte há existência de classes sociais e o que define o status da pessoa é se ela coopera ou não com o governo. O nome desse sistema é Songbun e funciona da seguinte forma: Estuda-se o histórico de comportamento político da família da pessoa nas três ultimas gerações e esse sistema é quem vai determinar se uma pessoa é leal ou não ao governo. Esse sistema afeta o acesso às oportunidades de educação e emprego e ainda determina se uma pessoa está apta a fazer parte do único partido do país. As classes estão divididas entre “classe principal” que é leal ao governo e corresponde a cerca de 25% da população do país, a “classe vacilante” de 55% e a “classe hostil” de 20%. O status mais elevado (da classe principal) é concedido aos indivíduos descendentes de pessoas que participaram com Kim Il-sung na guerra contra a ocupação militar japonesa antes e durante a Segunda Guerra Mundial e para aqueles que eram trabalhadores de fábrica, operários ou camponeses a partir de 1950.

Quanto à liberdade de imprensa, nesse país, apesar de sua constituição prever a liberdade de expressão e de imprensa, na prática não é isso q ocorre, a mídia nesse país tem um dos controles mais rigorosos do mundo. Perdendo nesse quesito apenas para a Eritréia. Se as notícias favorecerem o regime, ai sim são permitidas e também são permitidas reportagens que incentivem o culto a personalidade de  Kim Jong-il e agora seu filho, sucessor Kim Jong-un.

É grave o problema da fome na neste país, estima-se que já morreram milhares de pessoas por inanição e doenças ligadas à falta de alimentação como pneumonia, tuberculose e diarréia.

O que pouca gente sabe e que será mostrado no documentário abaixo é que além de todos esses problemas, esse país ainda conta com o problema das drogas, existindo muitos dependentes químicos no país e tendo o tráfico controlado pelo governo.

Para escapar de todo esse inferno, muitas pessoas tentam fugir pra outros países, principalmente para a Coréia do Sul, porém como a fronteira é altamente vigiada, elas fazem um desvio de quase 10 mil quilômetros atravessando os territórios da China, do Laos e da Tailândia onde finalmente conseguem pegar um avião pra Coréia do Sul.

Rota de fuga para a Coréia do Sul

Na esperança da liberdade, sem saber, muitas mulheres caem na mão de traficantes humanos. Elas pagam a eles acreditando que serão ajudadas a cruzar a fronteira, porém chegando a China, são vendidas a prostíbulos.

O documentário foi exibido pela SIC, TV portuguesa e retrata a difícil fuga dos refugiados.

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A mentira da democracia vermelha

Após a renúncia de Jânio Quadros o Brasil viveu um momento conturbado. A posse de João Goulart, primeiramente barrada, foi garantida por Leonel Brizola e seus comparsas. Eram desacreditados todos os que denunciavam o caráter socialista do novo Presidente da República. Depois de anunciar seus planos reformistas até mesmo alguns “legalistas” criaram suas dúvidas, afinal de contas, o comunismo era uma ameaça iminente. Os setores conservadores da população não aceitaram essas políticas, e enquanto demonstravam insatisfação os militares iniciavam seu movimento. Foi aplicado o golpe militar, e o Brasil encarou anos de censura e repressão. Não se pode negar que foi um regime maléfico para a nação.

Durante o regime autoritário promovido pelos militares surgiram diversos grupos contrários ao governo, além de outros que já operavam no Brasil antes da subida ao poder dos militares. Grupos de extrema esquerda, que hoje são conhecidos como grupos que lutaram pela liberdade e democracia. Não poderia ser mais imprecisa essa descrição.

Analisemos alguns desses grupos:

Vanguarda Popular Revolucionária: Grupo de alinhamento marxista-leninista (acredito que não preciso explicar as consequências da “democracia” de Lenin), lutou contra a ditadura militar visando a instauração de um regime nos moldes socialistas. Enquanto a URSS reprimia fortemente seus cidadãos, principalmente dissidentes, o grupo assaltava cidadãos e roubava bancos para financiar seu caminho rumo à maravilha de Lenin. Esse era o grupo do qual participou nossa atual “presidentA”, sendo acusada de roubar um cofre na importância de 2,5 milhões de reais.

Movimento Revolucionário 8 de Outubro, ou simplesmente MR8: Semelhante ao anterior, lutou contra a ditadura com o objetivo de instaurar um regime comunista. Especializado em guerrilha urbana (isso mesmo!), foi praticamente desmantelado através da repressão (e não venha me dizer que guerrilha se combate com carinho). Famoso pelo sequestro de Charles Burke Elbrick, embaixador dos EUA no Brasil, continua atuando até hoje no meio político, sob o nome de Partido Pátria Livre (ou seria Pátria Soviete?). Criticava o caráter “democrático-burguês” ou de “libertação nacional” de outros grupos e pregava que a revolução deveria ser exclusivamente de caráter socialista. Com certeza era um grupo que brigava pela “liberdade” e pela “democracia”.

Ação Libertadora Nacional: Esse era o grupo de nosso grande “herói” Carlos Marighella. Mais um grupo de tendência comunista, também participou no sequestro do embaixador anteriormente citado. Ficou famoso também por um grande ato em favor da “democracia”, quando assassinou o marinheiro inglês David Cuthbert, que estava no Brasil com a marinha inglesa na comemoração dos 150 anos de independência (como pode-se perceber seus atos eram de grande utilidade pública). Em vez de desaparecer sem deixar vestígios, pariu o Molipo e a Tendência Leninista. Pelo menos essa última não chegou a se estruturar decentemente.

Quando do seqüestro do embaixador Charles Burke Elbrick, os terroristas da ALN e do MR8 lançaram o seguinte “manifesto”: http://www.marxists.org/portugues/tematica/1969/09/04.htm

(download disponível aqui)

Seguem os dois primeiros parágrafos do documento:

Grupos revolucionários detiveram hoje o Sr. Charles Burke Elbrick, embaixador dos Estados Unidos, levando-o para algum lugar do país, onde o mantêm preso. Este ato não é um episódio isolado. Ele se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a cabo: assaltos a bancos, nos quais se arrecadam fundos para a revolução, tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; ocupação de quartéis e delegacias, onde se conseguem armas e munições para a luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários, para devolvê-los à luta do povo; explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrascos e torturadores.

Na verdade, o rapto do embaixador é apenas mais um ato da guerra revolucionária, que avança a cada dia e que ainda este ano iniciará sua etapa de guerrilha rural.

Não só confessam que o sequestro não era um ato isolado como marcava também o início de uma campanha de guerrilha que se espalharia também pelo meio rural. Que tipo de regime trataria bandidos desse naipe com mimos?

O governo militar cometeu diversos crimes. Isso não deve ser negado. Mas chega a ser cômico grupos que cometeram diversos crimes estarem clamando pela punição dos militares. Existe um movimento (correto, se me perguntar) ao redor do globo que procura punir ditadores do passado. Mas não vejo essa mesma euforia para punir os maloqueiros, arruaceiros e criminosos de esquerda, que se esconderam atrás da máscara democrata buscando instaurar seu inferno sonho socialista.

Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática.

– Daniel Aarão Reis, ex-militante do MR-8, professor da UFF

Alguns países até hoje têm pesadelos quando lembrados de seus passados comunistas. Não podemos nos deixar levar por devaneios de estudantes que nada mais desejam do que serem sustentados pelo dinheiro alheio. O comunismo é o maior instrumento de poder já criado pelo homem. A Coréia do Norte é o exemplo mais visível disso; a população passa fome e idolatra o grande líder, que inventou o arco-íris e controla o tempo (Além de ser CEO da Nike , é claro). Não existe socialismo democrático. A igualdade total se estabelece através da força. Da ditadura.

Exemplos de democracias que nossos amados bandidos defendem até hoje como modelo para o Brasil:

Kim Jong-Il e seus chacais na República “Democrática” da Coréia
Trabalhadores alemães desfrutando da liberdade na República “Democrática” Alemã…
Fidel Castro, ícone da “democracia” socialista cubana

É essa a “democracia socialista”… transformar nações inteiras em feudos gigantes onde a população é propriedade do Partido e não tem direito sequer de sair do “paraíso”.

Acredito que muitos já ouviram falar que quem faz a coisa certa pelos motivos errados está fazendo errado. Lutar contra uma ditadura é legítimo. Em favor de outra, não. Então não se deixem enganar por esses “heróis da democracia”. A única coisa que queriam era o poder na mão deles. Não preciso falar que hoje eles nos governam, não é mesmo?

O mito socialista da reforma agrária

Propaganda: cenário idílico e de abundância. É o perfeito paraíso rural da fazenda coletiva.

Como mostra a reportagem abaixo publicada pela revista Veja, a reforma agrária só serve para violar o estado de direito e a propriedade privada levando miséria e caos ao campo e a nação.
Com os lotes sendo dados em troca de votos a pessoas inaptas, ignorantes e ou corruPTa, as propriedades serão degradas e conseqüentemente improdutivas, servindo apenas para angariar apoio aos tiranos de plantão.
Desmatamento, fome, atraso, miséria. Vejam o exemplo na Coréia do Norte:

Fome – No plano alimentício, Kim Jong-Il herdou também as crises de fome crônicas que começaram a golpear o país no fim da era de seu pai no poder. Kim Il-sung pôs em prática um plano de coletivização no campo e industrialização em grande escala que, nos primeiros anos de seu mandato, deu resultados, mas logo mostrou suas limitações – as limitações inerentes a um sistema de planificação comunista.

Kim Jong-Il, por outro lado, será recordado apenas por desflorestar a Coreia do Norte e destroçar o solo pelo mal uso de adubos. Isso, somado às periódicas chuvas torrenciais que ocorrem no no verão local, contribuiu para afundar o sustento agrícola do país.

Realidade: crianças subnutridas. Estima-se que mais de 2 milhões de pessoas tenham morrido de inanição entre 1994 e 1998 na Coréia do Norte, por conta do desastre das reformas agrárias.

A política de “o exército primeiro” impulsionada por Kim Jong-Il, que dá prioridade política e orçamentária às Forças Armadas, tirou ainda mais recursos dos trabalhadores rurais na grande crise de fome dos anos 90, na qual se estima que até 2 milhões de norte-coreanos tenham morrido. O desmesurado apoio ao exército, no entanto, demorou para render frutos ao líder, já que ao contrário de seu pai, guerrilheiro que combateu os japoneses quando estes dominavam a península, Kim não tinha formação militar.

Leitura recomendada:
Kim Jong-Il deixa fome, repressão e temor nuclear como principais legados.