Quem fiscaliza o fiscal?

Ao saber da tragédia em Santa Maria, eu fiquei chocado como a maioria dos brasileiros. Não quero fazer politicagem e nem promover nada em cima das vítimas e suas famílias, no entanto me questionei: Quem fiscaliza os fiscalizadores?

Agora todos querem saber o que causou o incêndio, se os seguranças não deixaram as pessoas saírem e etc. O fato é que o alvará de funcionamento estava vencido desde agosto do ano passado, ou seja, boate não deveria estar aberta. Ai vem às perguntas que devem ser feitas: quem deixou a casa funcionar sem alvará? Como a casa tinha obtido anteriormente esse alvará? Como ninguém dos órgãos (in)competentes reparou que a boate operava sem alvará há mais de 4 meses?

De acordo com o decreto estadual de 1998, válido em todo o território gaúcho, obriga casas noturnas construídas em casas térreas a terem ao menos duas saídas, sendo uma de emergência, em lados opostos do imóvel. O que não era o caso da boate Kiss, traduzindo no português claro, jamais essa casa noturna deveria ter recebido um alvará de funcionamento. Esta claro que a autoridade que deveria fiscalizar isso falhou, foi incompetente em realizar o seu trabalho. Essa incompetência custou à vida de 234 jovens e destruição de suas famílias.

Assim como a boate Kiss, inúmeras casas noturnas pelo Brasil a fora não respeitam as normas de segurança, mas mesmo assim continuam obtendo alvarás ou funcionando sem eles. Como resolver isso? Alguns dizem que tem que se aumentar a fiscalização e ter leis mais rígidas, outros dizem que bastaria apenas cumprimento das atuais leis. Mas a questão é: vai mudar ou resolver algo? Não da para confiar em que já se mostrou incompetente, é preciso que o próprio mercado exija melhores condições de segurança nessas casas noturnas.

Medidas que podem evitar novas tragédias

O humorista Danilo Gentili, que vem demonstrando o que pensa no twitter, sem medo de retaliações e teceu algumas críticas ao governo sobre a tragédia em Santa Maria. “Parabéns ao Estado pelo monopólio no sistema de fiscalização, serviço esse tão eficaz e respeitável. Vale a pena pagarmos por isso todo mês” ironizou o humorista em seu microblog.

Como poucos,  Gentili tocou na questão principal, Estado monopolizou a fiscalização, algo que nós (as pessoas) deveríamos fiscalizar também. Não é preciso criar empresas privadas para fiscalizar essas coisas e dar selos e certificados de qualidade como o ISO9001(apesar de que é uma ótima idéia e os leitores libertários e ancaps a apóiam). Basta que nos boicotemos os lugares que não oferecem saídas de emergência, onde os seguranças tratem mal e uma serie de coisas que não garantam a integridade física dos clientes.

E por outro lado, valorizar as casas noturnas que te oferece um serviço de qualidade e seguro. Com um mercado exigente, os proprietários desses estabelecimentos vão ser obrigados a seguir as normas de segurança, pois isso agrega valor ao seu produto, que conseqüentemente irá atrair clientes dispostos a gastar mais por um serviço de qualidade.

O jornal Estado de São Paulo fez um convite aos seus leitores, para que eles ajudem o jornal a montar um mapa das baladas inseguras em todo país. Com as dicas o jornal irá mandar repórteres aos lugares para verificar a situação e cobrar a fiscalização das nossas autoridades (in)competentes.

Para colaborar com o Estadão, basta você uma foto no Instagram da balada que você considera insegura com a hashtag #baladainsegura, informando o nome, endereço e os problemas que você encontrou. Quem preferir pode enviar para o e-mail estadao@gmail.com.

Acho que ficou respondida a pergunta do título, nós que devemos fiscalizar. Não podemos ficar a mercê do Estado, ele vive nos dando provas que é incompetente e corrompível.

Movimentos liberais crescem no Brasil

Ultimamente vem ocorrendo um crescimento significativo nos movimentos liberais do Brasil, principalmente na internet. Em redes sociais como o Facebook, podem-se encontrar dezenas de páginas liberais onde há desde membros libertários até conservadores. Há também um crescimento no número de blogs e vlogs liberais pela internet, assim como o crescimento de visitas nos mesmos. Pode-se inferir que isso se deve ao grande número de informações que a internet disponibiliza hoje em dia. Há uma maior disponibilidade de textos e artigos do que haviam há alguns anos atrás, além do número de usuários da rede ter aumentado.

A cada dia, pessoas – principalmente jovens – estão descobrindo e se aprofundando em relação às idéias e autores liberais principalmente através da internet, deixando de lado toda aquela educação anti-liberal que encontramos na sociedade brasileira. Isso é um sinal de que pelo menos uma fração dos brasileiros está de certa forma abrindo os olhos e percebendo os males que ocorrem em uma nação onde não há uma devida liberdade econômica. Uma parte destes “novos liberais” já tinha certa simpatia pelas idéias liberais antes de conhecê-las essencialmente, como é o caso dos que foram adeptos de partidos políticos de centro-esquerda. Estes partidos de certa forma reúnem um grupo de pessoas que tendem a ter idéias liberais e que, por falta de escolha, votam em candidatos destes partidos.

Apesar desta boa notícia, ainda não podemos ver uma mudança significativa no cenário político brasileiro: ainda é muito raro encontrar candidatos de viés liberal. Além disso, não há nenhum partido político que defenda realmente essas idéias. Partidos como o Partido Libertário ainda não foram oficializados por falta de assinaturas, e a única coisa que se tem são aqueles partidos que, de certa forma, se “aproximam” das idéias liberais, como os partidos de centro-esquerda, erroneamente taxados de “direitistas” e “neoliberais” por membros da extrema-esquerda.

Ainda há muito a ser feito para que as idéias liberais possam realmente ter peso no cenário político brasileiro. Já foi dado um passo, mas é preciso dar outro para disseminar esses ideais não só através da internet, mas principalmente também em escolas e universidades que hoje estão dominadas pela educação marxista. Enquanto os liberais não adentrarem realmente nesses meios para fazer uma oposição a esta grande maioria marxista, será impossível mudar a realidade que é a política brasileira de hoje.

Jovens encontram oportunidades de emprego trabalhando em bufês

OBS: Essa matéria eu escrevi para o portal de notícias da faculdade, mas achei interessante posta-la aqui também

Jovens entre 14 e 17 anos buscam o primeiro emprego. Eles desejam independência financeira e maior liberdade individual, mas poucas empresas contratam menores de 18 anos. Uma saída para esses jovens é o emprego informal, que é encontrado com facilidade em bufês de festas.

O serviço não requer nada complexo. Exemplo: encher bexigas, ajudar na decoração, servir e limpar às mesas. A carga horária é flexível, costuma ser de seis a quatro horas e a remuneração atinge cerca de meio a até um salário mínimo por mês.

“É uma experiência bacana, pois além de ganhar meu próprio dinheiro eu acabei trabalhando com pessoas de varias idades. Isso me ajudou a perder um pouco a timidez e ter maior responsabilidade.”, comenta Rodrigo Santini, 18, que trabalhou durante dois meses num bufê em São Caetano. Hoje Rodrigo está cursando o primeiro semestre de educação física e procura estágio na área.

Os jovens não costumam ter nenhum vínculo com os estabelecimentos. Eles apenas prestam serviço como autônomos, por meio de um contrato assinado pelos jovens, e caso eles sejam menores de idade os responsáveis que assinam.

Segundo Caio Cesar Guastamacchia, 18, que trabalha em bufês desde os 17 anos, a remuneração se dá por festa. N,o caso das festas infantis, o monitor ganha R$ 20,00 e garçom R$ 40,00. Também é possível fazer a sua própria escala e ter folga quando quiser.

“Comecei a trabalhar porque precisava de dinheiro para pagar minha festa de formatura”, disse Caio.

Coragem para crescer

Eu estou fazendo um curso no SEBRAE que assessora quem deseja abrir o tão desejado próprio negócio. É um curso bacana. Estimula o espírito empreendedor e mostra que ser empresário é assumir riscos, ter comprometimento, foco e o mais importante: TRABALHAR. Totalmente oposto da visão que a maioria da população tem a respeito dos empresários.

Você pode ser um empreendedor, basta ir atrás

A gigantesca carga tributária é apresentada junto à burocracia que o aspirante a empreendedor tem que enfrentar para abrir sua empresa. Essa carga tributária é uma lástima, pois para um país se desenvolver o empreendedorismo tem que ser incentivado, e não o contrário. Mas o que chama atenção são os colegas de sala: tem desde jovens até pessoas com mais de 60 anos. Gente que resolveu ir além, sair da média, se arriscar, mesmo com as inúmeras adversidades (alta carga tributária, burocracia, concorrência e etc.). Num país onde a cada ano o número de candidatos a concursos públicos aumenta, é de surpreender que tenha quem queira ser seu “próprio senhor” em vez de “mamar” nas grandes e suculentas tetas do Estado.

Representação da maioria dos jovens, eles sonham em mamar nas tetas do Estado

Infelizmente para o Brasil o espírito empreendedor também não se encontra com frequência nos jovens. A maioria tem medo de errar, “dar a cara para bater”, preferem a comodidade. Essa atitude ainda é incentivada pelos pais. Parece que eles desejam proteger seus filhos, criando eles numa redoma de vidro onde não serão obrigados a enfrentar os desafios e durezas que a vida adulta (real life) traz. Esse comportamento tende a ser perigoso para o país, pois um dos grandes motores da economia e fomentadores do crescimento são as pequenas e médias empresas que geram emprego e riqueza, não o serviço o público que aumenta a burocracia, emperra a economia e aumenta o déficit público.

Se algo não for feito para mudar esse conceito em um curto período vamos sofrer dos problemas que a Espanha hoje enfrenta com seus jovens, ou pior, vamos parecer com Cuba ou a extinta URSS onde maioria dos trabalhadores é empregada pelo Estado. Espero que em pouco tempo eu tenha condições de ter minha empresa, crescer, conquistar meus clientes e ganhar dinheiro. Mesmo com o Estado jogando contra e querendo diminuir a força da iniciativa privada e extinguir o livre mercado.

site do SEBRAE:http://www.sebrae.com.br/