BOKO HARAM passa batido pela militância?

Que tal os manifestantes pela causa afrodescendente criticarem o avanço do totalitarismo jihadista do Boko Haram na Nigéria, ao invés de ficarem enchendo o saco de quem quer assistir ao filme Pantera Negra porque é branco e “não deveria estar ali”? Quem é que deve estar onde é uma questão individual, mas quem não deve estar em algum lugar é quem ameaça e oprime a integridade alheia, como este grupo terrorista que só por ser formado por negros muçulmanos não merece o repúdio de nossos militantes idiotas e ressentidos contra a Civilização Ocidental.

CF. https://www.terra.com.br/noticias/mundo/ataque-do-boko-haram-em-escola-deixa-50-jovens-desaparecidas,3e51cd1e1e0d45ea825bcbb4d0b3046falxrsxrq.html

GRUPO TERRORISTA BOKO HARAM SEQUESTRA, OPRIME, ESTUPRA E MATA E NOSSOS MILITANTES BRASILEIROS DA CAUSA NEGRA AFRODEPENDENTE SE CALAM? PODE ISSO, ARNALDO?

Anselmo Heidrich

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O que o ataque terrorista em Barcelona representa para todos nós

O atentado terrorista registrado na manhã da última quinta-feira 17 de agosto de 2017 em Barcelona deixou ao menos 13 mortos e mais de 100 feridos. A autoria do ataque foi assumida publicamente pelo Estado Islâmico (ISIS). Desde o ano passado, a Espanha já liderava o ranking de países da União Europeia com mais mortos em ataques terroristas (253 mortos), superando a França (250 mortos) e o Reino Unido (74 mortos). O ataque mais mortal dos últimos anos foi o perpetrado pela Al Qaeda em 11 de março de 2004 aos trens de Madri, que deixou um saldo de 191 pessoas mortas e mais de 1.800 pessoas feridas.

A presença do Estado Islâmico na Espanha
À esquerda: foto tirada por um militante do ISIS diante do palácio de Aljafería em Zaragaoza, Espanha, sem data (supostamente de 2013 ou 2014). À direita: foto tirada imediatamente após o ataque terrorista reivindicado pelo ISIS em Barcelona, 17 de agosto de 2017.

Já há décadas a Espanha vem sofrendo ataques terroristas perpetrados por grupos separatistas catalães (Terra Lliure), galegos (Resistência Galega) e bascos (ETA), porém a imigração massiva imposta pelo governo da UE tem agravado este panorama com a infiltração de terroristas islâmicos de organizações como Al Qaeda e ISIS. Ao que tudo indica, o terrorismo islâmico promete superar em poucos anos o saldo de 829 mortos deixado pelo ETA em quatro décadas de terrorismo, e a Catalunha se converteu no centro de operações do extremismo islâmico no país. A posição estratégica da região catalã funciona como passagem entre Espanha, França, Itália e os países do mediterrâneo em geral, o que significa uma conexão direta entre Oriente Médio, Norte da África e Europa meridional. A Espanha é um alvo preferencial para o terrorismo islâmico, já que o sul do seu território já esteve sob domínio muçulmano durante a Idade Média (Al Andalus). Isto justificaria ideologicamente, a sua incorporação precoce ao Califado Mundial pretendido pelo Estado Islâmico.

A Catalunha é a porta de entrada de entrada ideal para o terrorismo islâmico, pois além de ser acessível desde o Oriente Médio e Norte da África por via marítima, é uma zona fronteiriça que facilita a fuga das autoridades espanholas entrando em território francês e vice-versa. Além disso, há décadas a zona é politicamente instável devido a atividades terroristas de movimentos separatistas e de extrema-esquerda. A Catalunha passa então a fazer parte do grupo de regiões do mundo apontados como berço de extremistas islâmicos, que inclui a zona metropolitana de Birmingham (Inglaterra), as repúblicas do Cáucaso setentrional (Rússia), a província de Xinjiang (China) e a ilha caribenha de Trinidad.

Com exceção do acesso via Mediterrâneo, as zonas basca e galega do país (nas fronteiras com França e Portugal, respectivamente) também apresentam características propícias para se tornarem os próximos berços do terrorismo islâmico em solo europeu. O aumento do terrorismo islâmico na península ibérica pode representar um risco cada vez maior de atentados nos países vizinhos (França, Andorra, Portugal) e a intensificação da atividade terrorista islâmica na América Latina e, consequentemente, no Brasil.

A imigração massiva de países muçulmanos deve ser detida imediatamente e revertida o mais rápido possível, mas gostaríamos de ler a opinião dos nossos leitores sobre a liberdade religiosa: devemos manter as comunidades islâmicas no Ocidente sob vigilância? Que medidas deveriam ser adotadas para evitar que elas se tornem bases de apoio a grupos terroristas?

 

Governo tcheco convoca o armamento da população civil contra o terrorismo

O presidente tcheco Miloš Zeman, do Partido dos Direitos Cívicos (em tcheco, Strana Práv Občanů, SPO, de centro-esquerda) solicitou aos cidadãos deste país que se armem contra o terrorismo islâmico. Apesar da população islâmica do país ser pequena em proporção aos 10 milhões de habitantes, a venda de armas no país disparou.

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Proarms, uma loja de armas localizada em Praga, Rep. Tcheca.

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Livro do terrorista brasileiro Marighella é usado como modelo pelo Estado Islâmico

Entrevista com o especialista em segurança Albert A. Stahel publicada originalmente no site da revista Focus. Tradução do alemão para o português brasileiro por Renan Felipe dos Santos. Para ler o artigo original em alemão, clique aqui.

ISIS-Marighella

O grupo terrorista Estado Islâmico[1] treinou 400 guerrilheiros para serem enviados à Europa. Mais ondas de ataque são planejadas em países como Alemanha e França. O especialista militar Albert A. Stahel esclarece o perigo que este pequeno exército representa.

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Ataques do Estado Islâmico deixam mais de 100 mortos em Paris

Os grandes conglomerados da mídia internacional podem estar fazendo vista grossa para o fato de que o Estado Islâmico (EI) infiltrou seus militantes entre os milhares de refugiados sírios que a União Europeia acolheu. O resultado da cegueira política da UE mostrou ontem (14 de novembro de 2015) os seus primeiros resultados: três grupos de jihadistas do EI organizaram nada menos que 7 ataques terroristas em Paris, envolvendo explosivos, ataques suicidas e fuzilamentos.

Paris-Attacks

Deixando mais de 100 pessoas mortas e outras quase 400 feridas, os terroristas não pouparam os reféns feitos no teatro Bataclan e mataram fuzilados ali quase 90 pessoas, entre cadeirantes e grávidas. Nos arredores do Stade de France, cena de outro ataque, próximo ao corpo de um dos terroristas foi encontrado um passaporte de refugiado sírio. Os outros perpetradores ainda não foram totalmente identificados, e podem também ter sido infiltrados entre os refugiados sírios. Entre os objetivos do ataque especulados até agora, está uma retaliação ao governo francês por reforçar sua participação na luta contra a organização terrorista na Síria.

O medo de que mais ataques como estes ocorram por toda a Europa tem levado a população ao pânico. Uma petição pública ao parlamento do Reino Unido, com mais de 300 mil assinaturas, exige a cessação de toda a imigração até que o EI seja derrotado. Infelizmente, se a União Europeia não rever imediatamente sua política de imigração e aplicar filtros mais estritos para garantir a identidade dos refugiados buscando asilo no seu território, a probabilidade é de que mais ataques como estes aconteçam, especialmente onde os jihadistas encontrem uma numerosa minoria muçulmana onde possa se camuflar e desviar a atenção pública. Combater o EI no Oriente Médio, somente, já demonstrou ser uma resposta insuficiente.

Nossa equipe expressa condolência aos familiares das vítimas dos terroristas, e espera uma resposta à altura das autoridades francesas e europeias para investigar, desmantelar e punir os membros da EI atuando dentro e fora da França.

Tu aussi es Charlie Hebdo

Após dois terroristas jihadistas haverem matado 12 cartunistas da revista satírica Charlie Hebdo, o Facebook se dividiu entre aqueles que se identificam com as vítimas (“Je suis Charlie Hebdo” – Eu sou Charlie Hebdo) e aqueles que ou não se identificam com as vítimas ou optam abertamente por identificar-se com os assassinos (“Je ne suis pas Charlie Hebdo” – Eu não sou Charlie Hebdo). Entre estes últimos, vi desde esquerdistas radicais – que acham que a violência jihadista é uma forma de punição pelos erros do Ocidente – a católicos conservadores que pensam que a revista satírica não merece empatia por causa do seu conteúdo satírico e anti-cristão.

nous sommes tous charlieBem, “eu sou Charlie Hebdo” e vou explicar por quê: por que eu acredito que as pessoas tem o direito de falar absolutamente tudo o que elas quiserem sem ser fuziladas. Afirmar que a revista ofendia crentes (cristãos e muçulmanos), que era racista, colonialista, o que seja, nada disso justifica ou ameniza o fato de que massacrar pessoas é muito pior. Não importa o que a revista tenha publicado, não se deve aderir à inversão psicopata de culpar a vítima, em vez do algoz, pelo crime que a violenta.

Podemos discordar e até mesmo achar repugnante o que uma pessoa ou grupo de pessoas diz ou publica, mas a partir do momento que esta pessoa passa a ser perseguida e violentada por causa de sua opinião, é nosso dever enquanto humanos civilizados defendê-la: a liberdade de expressão é um direito de todos nós, e defender o direito alheio é um dever de todos nós e a única garantia de uma sociedade livre e justa.

E porque você também é Charlie Hebdo? Por que ninguém está perguntando se você gosta ou concorda com o que a revista publicava, a questão implícita é: você acha que a sua opinião em particular vale mais que a liberdade de expressão de todos os demais? Ou, em outras palavras: você seria indiferente ou se colocaria do lado do assassino, desde que a vítima do assassinato fosse alguém que você não gosta ou de quem discorda das opiniões? A empatia com as vítimas do atentado terrorista em Paris não é uma questão de opinião, mas um teste de humanidade. Se você sabe colocar-se no lugar do próximo, você vai entender que a vida humana vale mais do que a sua opinião sobre qualquer tema polêmico.

A menos que você seja imune à censura, à violência, à opressão e ao terror você é, também, Charlie Hebdo. Todos nós somos Charlie Hebdo.

Sobre o Conflito Israel-Hamas

hamasEm uma disputa entre um Estado Democrático de Direito – pluripartidário e que assegura os direitos das mulheres, das minorias étnicas e dos homossexuais – que se vê obrigado a ir à guerra para defender sua população – e um movimento terrorista – que oprime mulheres, enforca homossexuais, usa crianças como escudo humano e força de trabalho escrava e se orgulha de degolar civis diante do mundo – não deveria haver dúvidas sobre qual deles está certo e age em legítima defesa e qual deles está errado e é um agressor violento.
Mas algumas pessoas, infelizmente, preferem acreditar mais na sua ideologia do que nos seus próprios olhos: a ideologia é o substituto da sua consciência e as isenta do dever moral de pensar.


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