Gênero é Construção Social: Ensine-o

Saímos de uma era pautada pela ideologia política para vivermos em uma época caracterizada pelos conflitos identitários. Marcadores identitários como a raça e o gênero vêm adquirindo cada vez mais um significado político, a um ponto em que já se sobrepõem às ideologias políticas em existência. Uma evidência clara disto é que, mesmo dentro de um protesto estritamente ideológico como uma marcha feminista, há uma competição vitimista entre mulheres imigrantes, mulheres negras, mulheres trans, etc., que pode ir dos insultos verbais à violência física.

Mas os movimentos identitários estão sendo devorados desde dentro pelo próprio anti-identitarismo da esquerda pós-moderna, que equipara à mulher tudo o que não for um homem. Uma marcha feminista hoje já não é sobre este ou aquele direito da mulher, pois as feministas de hoje sequer são capazes de chegar a um consenso sobre o que é uma mulher. Afirmam que uma mulher trans é uma mulher de pleno direito e que não é necessário ter uma vagina para ser mulher, mas não sabem explicar o porquê. Que não se nasce mulher, torna-se, mas não sabem explicar como.

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Diante deste cenário devemos reconhecer que o gênero agora é uma questão política sobre a qual devemos nos posicionar, seja para desacelerar e reverter a degradação social no longo prazo, seja para oferecer ao indivíduo a proteção da sua identidade no curto prazo.

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A Teologia da Libertinagem e a Igreja Universal do Relativismo Moral

Linhas Gerais

De acordo com as decisões populares e democráticas tomadas na reunião da Última Internacional, durante o Foro de São Paulo, abrimos mais uma frente revolucionária para destruir o pensamento porco-burguês ocidental que persiste em suas atividades contrarrevolucionárias na América do Sul, sobretudo nos setores reacionários, fascistas e elitistas como a bancada evangélica, a bancada ruralista, os oposicionistas, os entreguistas, os denuncistas, os espiões polacos, os petlyuras, os trotskystas, o Capital Internacional, os peemedebistas e demotucanos em geral.

Panfleto de divulgação.

Esta nova frente de atuação revolucionária tem por objetivo desconstruir as concepções preconceituosas das pessoas com relação ao genocídio humanitário do processo revolucionário e a ditadura do proletariado, e abrir o coração das pessoas para o comunismo. Para isto, é necessário que acabemos com religiões burguesas como o catolicismo, o protestantismo e o espiritismo. É necessário abrir os olhos das pessoas para religiões mais progressistas como o budismo, o rastafari, o hinduísmo, a cientologia e o socialismo utópico.

Mais do que isso, é essencial que ofereçamos um substituto progressista às religiões retrógradas, homofóbicas e fascistas que ameaçam a Revolução. Para isto, baseando-nos nos ideais da filosofia pós-moderna, do desistencialismo, e dos pensadores da Escola de Fuckfurt, o Partido modelou uma religião progressista e popular para angariar o apoio das massas e minar a confiança do proletariado na burguesia clerical que o oprime com seus mandamentos opressores (criminalização da pobreza), pecados estigmatizantes (criminalização das diferenças), etc. Apresentamos para vocês a Teologia da Libertinagem.

A TL e suas figuras principais
A figura central da TL é o Partido. O Partido é representado, simbolicamente, pela palavra “Deus”, enquanto as massas não estiverem devidamente preparadas para a Revelação. A segunda figura mais importante é Chesus, personagem histórica revolucionária e populista que despertará o amor das massas pela nossa causa da expropriação e redistribuição dos meios de produção.

Chesus: Viva La Ressurrección!

Os sete pecados burgueses


1. Individualismo –
não pensar no próximo camarada. Não defender os oprimidos narcotraficantes das favelas, não defender os guerrilheiros das FARC e do EZLN (meros produtos de um sistema opressor capitalista), não defender a expropriação e a submissão da classe burguesa ao domínio da ditadura do proletariado.

2. Capitalismo – fazer comércio, explorar a mais-valia, cobrar por serviços, não distribuir drogas recreativas para os camaradas a preço de custo.

3 . Machismo – namorar, noivar, casar, não socializar os meios de reprodução com camaradas e camarados, heteronormatividade, não estar aberto para relacionamentos alternativos, revolucionários e progressistas como a pedofilia e o incesto, etc.

4 . Eurocentrismo – não ter vergonha de ser um branco descendente de escravocratas, latifundiários, banqueiros e invasores europeus. Vestir-se como um burguês, não usar dreads, camisa do Che, chinelo de dedo, não se preocupar com a fome na África, etc.

5. Denuncismo – denunciar os camaradas que, durante o processo revolucionário, venham a atentar contra as leis capitalistas opressoras do Estado Burguês.

6. Entreguismo – não defender a total expropriação dos meios de produção e sua centralização nas mãos do Estado Proletário.

7. Reacionarismo – discordar com as diretrizes do Partido e não adaptar-se às necessidades dinâmicas do processo revolucionário.

Os desmandamentos

1 – Amar o Partido (“Deus”) sobre todas as coisas
2 – Não usar o nome de Partido (“Deus”) em vão
3 – Guardarás os dias de greve
4 – Honrarás a Revolução
5 – Não matarás (outro camarada, sem um tribunal revolucionário)
6 – Não negarás aos camaradas livre acesso aos teus meios de reprodução
7 – Não explorarás a mais-valia
8 – Não levantarás testemunho contra outro camarada (delação)
9 – Não terás pensamentos pecaminosos e neoliberais
10 – Não cobiçarás a droga recreativa do próximo

Por uma nova revolução sexual

A primeira revolução sexual ocorreu na Terra há centenas de milhões de anos, tendo à sua frente os invertebrados artrópodes, que passaram dezenas de milhões de anos sendo oprimidos por um ambiente hostil, preconceituoso e assexonormativo.

Celenterados: os contrarrevolucionários.

A revolução foi fortemente rechaçada, rejeitada pelos setores mais conservadores da sociedade – como os celenterados. Os revoltosos foram taxados pejorativamente de ‘sexuados’ (nome que acabou pegando). Os setores mais reacionários, maioria absoluta, já adiava a revolução a milhões de anos, negando ao restante da população terráquea seus direitos reprodutivos. Diziam que o sexo era coisa de depravados, e que levaria à degeneração da espécie por causa da imprevisibilidade da miscigenação. Poderíamos estar criando monstros, diziam. O decoroso era a divisão celular, o brotamento, etc. Não esta sem-vergonhice de sair por aí fertilizando os outros.

Entre os cavalos-marinhos, são os machos que engravidam. Sem dúvida o animal mais progressista do mundo, será o navio quebra-gelo da revolução sexual.

Felizmente a revolução deu certo e hoje garantimos os direitos reprodutivos para inúmeros terráqueos que não teriam a oportunidade de nascer e ter uma evolução digna. Mas ainda há muito o que fazer, pois ainda vivemos numa sociedade machista onde as fêmeas são obrigadas a gestar – o que é vergonhoso, além de desigual. Mas a próxima revolução sexual já está se levantando contra os setores reacionários, sendo encabeçada pelos cavalos-marinhos – a espécie mais progressista do planeta. Hasta la Victoria!

Bandeira do Movimento

Manifesto Comedianista

Conforme as diretrizes adotadas na reunião da Última Internacional, exigimos:

I – Socialização total dos meios de reprodução, abolição da família heteronormativa e a instauração de uma ditadura democrática.

Fisting: o carro-chefe da revolução que socializará todos os meios de reprodução.

II – A organização revolucionária da luta de crassos que culminará numa sociedade desclassificada.

II – A imposição da menos-valia como forma de reparar uma dívida histórica das classes trabalhadoras exploradoras com as classes revolucionárias sindicalizadas exploradas.

III – A liberalização descriminalização das drogas recreativas populares como a maconha, o craque, a canha, o ôxi, etc. Também é necessária a proibição imediata das drogas capitalistas –  instrumento da alienação burguesa – como o cigarro, o uísque e a religião católica. Esta última deve ser substituída pela Teologia da Libertinagem.

Sessão de exorcismo na Teologia da Libertinagem.
Sessão de exorcismo na Teologia da Libertinagem.

IV – Linchamento democrático reeducativo para todos os banqueiros, policiais, empresários e jornalistas, editores e redatores da mídia golpista.

V – Uma sociedade igualitária onde todos tenham acesso à mesma quantidade de comida, vestimenta, habitação, água potável, ar puro, beleza, sorte, altura, idade, etc.

Uma das contradições inerentes do capetalismo é a desigualdade entre os homens.