A gestão do PSDB entre 1994 e 2002 e as razões da direita para escolher os social-democratas nessas eleições

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Aécio

Até onde sei, FHC e seu partido, o PSDB, governaram o Brasil em uma época complicada economicamente. O país já vinha quebrado com uma hiperinflação que perdurava desde a época da ditadura e com diversas empresas públicas prestando maus serviços, gerando déficits ou não lucrando o esperado. De quebra, aquele Brasil ainda viria a sofrer com os reflexos de crises internacionais que afetariam principalmente os países emergentes. Ou seja, a economia tupiniquim não vivia dias muito tranquilos.

É claro que existiam muitos outros problemas que afligiam os brasileiros. E é claro que, para o cidadão comum, economia não é algo muito interessante. O que ele quer é ver resultados práticos em sua vida. Práticos e rápidos. Mas é preciso dizer que a economia, essa coisa abstrata, difícil e chata, é um dos principais pilares para resolver os problemas de um país (senão o principal, já que tem outros pilares, como a formação do caráter de um filho, por exemplo, que cabem ao cidadão e não ao Estado). Somente quando acertamos os principais problemas da economia de um país, temos condição de começar a resolver outros problemas.

Pois bem, foi isso o que FHC e o PSDB se esforçaram para fazer em seu governo: dar um jeito na economia. E os resultados foram positivos. O plano real estabilizou a moeda, acabando com a hiperinflação e as privatizações de algumas empresas problemáticas fizeram com que os serviços melhorassem bastante, os lucros aumentassem (gerando mais receita para o governo sem onerar o cidadão) e o crescimento das mesmas, à longo prazo, gerasse mais empregos. O serviço de telefonia é o exemplo que mais se destaca, pois era realmente muito ruim e caro. Hoje qualquer um pode ter um celular.

O governo da época também procurou facilitar a entrada de empresas estrangeiras no país como uma forma de estimular a concorrência e diminuir preços de alguns produtos. Criou ainda a lei de responsabilidade fiscal, a fim de limitar um pouco a má gestão do orçamento público em estados e municípios.

Não podemos dizer que foi um governo perfeito e que todos os problemas econômicos foram sanados. Entretanto, as medidas econômicas tomadas deram ao Brasil a estabilidade necessária para começar a pensar na resolução de outros problemas. E nisso o PSDB, como um legítimo representante da social-democracia, também procurou fazer, ao criar programas sociais como o Bolsa Escola, o Vale Gás e o FIES.

O panorama, portanto, que o PT encontra no Brasil quando assume a gerência do país é o de uma economia centenas de vezes melhor do que quando o PSDB assumiu e com vários programas sociais que poderiam continuados (e, de fato, foram. O Bolsa Escola, o Vale Gás e outros programas acabaram sendo reunidos no Bolsa Família pelo PT, que, vale lembrar, não concordava com a existência deles, chamando-os de esmola). Em outras palavras, o PT entra com a faca e o queijo na mão, já não necessitando focar tanto na questão econômica, mas podendo pensar na resolução de outros problemas.

Do meu ponto de vista, a gestão do PSDB foi positiva. Em primeiro lugar, porque os problemas econômicos do Brasil eram bem graves e o contexto não ajudava nem um pouco. Ainda assim, a gestão os atacou com eficiência. Em segundo lugar, porque nenhum governo é capaz sanar todos os problemas de um país enorme como o Brasil em apenas oito anos de gestão. Pensar que o governo FHC conseguiria, além de resolver problemas econômicos graves, resolver completamente os problemas de saúde, educação, segurança pública, miséria, infraestrutura e etc. do Brasil em oito anos é exigir o impossível. Não estamos falando de um país com o tamanho de uma Suíça.

Assim, não vejo sentido em julgar o governo do PSDB como um governo que deveria ter feito mais e sim como um governo que preparou um bom terreno para o governo que o sucedeu. Não vejo sentido em ver a gestão de FHC como uma gestão que falhou em resolver outros problemas além da economia e sim como uma gestão que deixou as coisas mais arrumadas para o governo seguinte. Isso não significa dizer que a gestão foi perfeita, que não tomou decisões ruins e que foi isenta de erros, mas é apenas reconhecer que ela fez muito pelo Brasil em uma época complicada e que o saldo final foi positivo.

Quaisquer que sejam as comparações entre os governos PT e PSDB, portanto, precisam levar em conta elementos básicos como o contexto nacional e internacional em que cada gestão assumiu o Brasil, os problemas prioritários que precisavam ser resolvidos em cada época e os resultados conquistados em relação um ao outro e em relação ao seu contexto. Esse tipo de comparação é mais complexa, demanda mais tempo e paciência, porém é mais justa.

Das análises que tenho feito, tenho chegado à conclusão de que o governo PSDB foi superior ao do PT e que, assumindo em um contexto econômico mais tranquilo em comparação ao de outrora, tem boas chances de atuar bem em muitas das áreas às quais, naquela época, não era possível fazer grandes coisas e/ou não foram dadas tanta atenção.

Não obstante, deve-se ter em mente que isso não quer dizer que uma nova gestão do PSDB irá acabar com os problemas na saúde, educação, segurança pública e etc. Primeiro, porque, como já dito, não se muda grandes problemas em alguns poucos anos. Segundo, porque, o PSDB não é um partido de direita. Ele é de esquerda moderada. Oscila entre esquerda e centro. Como um legítimo representante da social-democracia, sabe o valor do capitalismo, mas não abre mão dos cacoetes esquerdistas de querer domar a economia como um cavalo adestrado e de enxergar o Estado como uma mãezona que deve educar seus filhos. O primeiro cacoete inviabiliza o surgimento de novas ideias que integrem a iniciativa privada às resoluções de problemas sociais. Um governo assim, por mais que abra algumas concessões ao livre mercado para que a economia cresça e respire, sempre continuará crendo que pode abraçar o mundo e resolver a maioria das coisas através da ação direta do Estado, o que sempre acaba gerando má administração, corrupção e autoritarismo.

O segundo cacoete inviabiliza a criação de leis penais mais rígidas, melhores sistemas de fiscalização e o respeito às leis. Um governo assim, dificilmente conseguirá combater com eficiência a corrupção (seja nos altos ou nos baixos escalões), o sentimento de impunidade, o desrespeito à autoridade, a reincidência de crimes que poderiam ser evitados e etc.

Num país de dimensões continentais como o Brasil, com um péssimo passado econômico, um horroroso histórico de corrupção e uma sucessão de governos autoritários, isso tudo desde que passou a existir como país independente, é praticamente impossível que um governo social-democrata consiga transformá-lo em uma Suécia, por exemplo, que o que é hoje justamente porque tem uma história oposta a do Brasil em tudo o que acabei de falar.

Meu voto nesse segundo turno (como foi no primeiro) vai para o Aécio Neves, do PSDB, não porque eu pense que ele dará jeito em tudo (nem se ele fosse de direita eu acharia isso, aliás), mas porque a social-democracia está mais próxima daquilo que eu acho que seria o melhor para o Brasil. Meu voto vai para o Aécio porque não acredito em governos de esquerda e, na falta de um candidato e um partido de direita, o melhor é votar em social-democratas.

Há quem diga que esse tipo de voto é voto pelas elites, que não ser de esquerda é ser contra o pobre. Mas não é verdade. Ser de direita é simplesmente entender que dá para sentar e pensar em maneiras mais eficientes de cuidar do país e dos pobres sem precisar fazer do Estado uma mãezona. Para quem gosta de programas sociais, não é sequer necessário abandoná-los. Convido-o a pensar, por exemplo, em um governo que em vez de gastar rios de dinheiro com escolas públicas, transferisse aos poucos os alunos para bons colégios privados, financiando a mensalidade de cada um e dando aos pais a oportunidade de transferir o aluno de colégio se achar necessário? É difícil? Há possíveis problemas? Pode ser, pode ser. Mas como eu falei, é necessário pensar. Sentar e pensar.

No mais, qualquer pessoa sensata sabe que se um país estimula a iniciativa privada e a concorrência, os produtos tendem a ficar mais baratos e melhores, mais empresas tendem a surgir e, com isso, mais empregos. Isso, à longo prazo, é o melhor tipo de programa social existente.

Qualquer pessoa sensata sabe também que violência e corrupção só podem ser controladas com leis rígidas, que imponham respeito ao criminoso, ou que, no mínimo, o mantenha impossibilitado de cometê-lo novamente contra o cidadão honesto. A taxa de cinquenta mil assassinatos anuais no Brasil só irá diminuir se o sujeito que matar uma vez não puder matar de novo. E para isso é necessário haver leis rígidas.

Ser de direita é simplesmente tentar melhorar as coisas sem depositar confiança em esperanças utópicas como um governo repleto de homens de ótimo caráter e perfeita noção de administração. É tentar melhorar as coisas reconhecendo que ninguém é perfeito, que alguns são corruptos, que outros são maus gestores e que é preciso criar mecanismos inteligentes para limitar ao máximo os prejuízos que a imperfeição humana causa a nós mesmos.

Aqui ficam expostas, portanto, as minhas razões para votar no candidato e no partido social-democrata. Em suma, eles são os que, atualmente, mais se aproximam do que julgo ser bom para o Brasil. Mas também há motivos para simplesmente não votar no PT, tais como o fato de este ser um partido de origem/orientação marxista (ideologia que só causou genocídios, miséria e perseguição nos países onde tentou ser implantada), de ter ajudado a criar no início dos anos 90 (e fazer parte até hoje) do Foro de São Paulo – uma organização que reúne vários partidos de esquerda da América Latina, juntamente com organizações terroristas e narcotraficantes como as FARC -, de não apresentar qualquer preocupação com os 50 mil mortos assassinados no Brasil anualmente, de defender terroristas islâmicos, de aparelhar empresas estatais, de ser a favor de um Estado altamente interventor e eteceteras.

Além de tudo isso, há o fator democracia. Não é bom para a democracia que um partido fique eternamente no poder. É perigoso. Está na hora de mudar. Entrando, porém, o PSDB na gestão brasileira, certamente não cessarei de fazer minhas críticas, tampouco considerarei ideal que social-democratas estejam no poder. Esta é a minha posição.

As contradições dos discursos da esquerda

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contradiçãoQuanto mais eu observo a esquerda política e procuro entender o seu modo de pensar, mais eu descubro contradições em seus discursos. E eu não sou o tipo de pessoa que procura ridicularizar aquilo que não conhece. Um bom argumento realmente tem poder para me fazer parar, refletir e cogitar a hipótese de que ele esteja correto. Diversas vezes já fiz isso. Contudo, a esquerda política se supera na formulação de discursos contraditórios, o que torna a cada dia mais remota a possibilidade de eu me tornar esquerdista. Resolvi fazer um apanhado dos principais deles.

Um dos discursos mais importantes para a esquerda é o de que a desigualdade política e econômica, a discriminação, os assaltos, os roubos, enfim, a maldade, tem suas causas em fatores externos ao ser humano. A esquerda surgiu com este pressuposto. Para ela, não é o homem que é ruim em sua essência, mas é a sociedade que está desestruturada e que, por isso, corrompe a essência do homem. É claro que vão existir esquerdistas mais moderados ou de viés religioso, que não compram totalmente esta ideia. Eles vão entender que há certa inclinação do ser humano à maldade, mas que a sociedade tem mais culpa na maldade do que o tem a natureza humana. Também crerão que uma mudança na sociedade pode reverter este quadro, a ponto de praticamente anular essa natureza humana falha. Em resumo, para a esquerda, somos fruto do meio. O meio nos molda, tanto para o bem, quanto para o mal. O meio tem influencia praticamente total em nossa personalidade, nossas tomadas de decisões e nossas escolhas.

Entretanto, a mesma esquerda apresenta um discurso totalmente contrário quando se coloca a defender a concepção de homossexualismo como uma inerência biológica de certas pessoas. Neste discurso, o esquerdista dirá que o homossexualismo não é uma escolha. “Ninguém escolhe ser homossexual. Você nasce assim”, dirá a esquerda. A ideia deste discurso é impedir que homossexualismo possa ser tão criticável como é qualquer escolha (como a de ser cristão, de ser budista, de fazer tricô, ou de jogar bola aos domingos). Ao colocar o homossexualismo como uma inerência biológica de um ser, qualquer um que o critique será comparado a alguém que critica um negro por ser negro, ou um cego por ter nascido cego.

O leitor percebe a contradição? Para defender reformas sociais, a esquerda interpreta o homem como fruto do meio, o que o possibilita mudar o destino do mundo. Mas para transformar o homossexualismo em algo incriticável, ela interpreta o homem como escravo de sua natureza, o que o impossibilita de mudar a si próprio. Uma ideia refuta a outra. Se o homem é fruto do meio, o homossexualismo é uma escolha influenciada por fatores externos e que pode ser mudada mediante uma reforma na sociedade. Se o homem é escravo de sua natureza, então não é possível reformar a sociedade, pois sempre haverá homens maus.

Vamos ver outra contradição. Recentemente uma onda de protestos feministas se iniciou na internet por conta de uma pesquisa feita pelo IPEA. A pesquisa “revelou” que a maioria dos brasileiros acredita que uma mulher que se veste indecentemente merece ser estuprada. A pesquisa foi uma verdadeira vergonha por conter grotescos erros metodológicos (como a formulação de perguntas ambíguas e tendenciosas) e por ter confundido os gráficos, errando as porcentagens da pesquisa. No entanto, ela serviu mesmo assim para levar as feministas a postarem fotos nas redes sociais (muitas vezes seminuas) com as palavras “Eu não mereço ser estuprada” e bradando que a culpa do estupro não é da roupa que a mulher usa, mas do estuprador.

Eu concordo perfeitamente que a culpa do estupro é do estuprador. Mas perceba que esse discurso, que é um discurso de esquerda (que pretende fortalecer o feminismo e apontar para os conservadores e religiosos como os defensores da ideia de que “a mulher indecente merece ser estuprada”, a fim de minar o conservadorismo, a religião e a família tradicional), contradiz o discurso esquerdista de que um homem e, sobretudo, um menor de idade, se torna marginal por causa das mazelas sociais. Esse discurso surge diretamente da ideia do homem bom por natureza, mas corrompido pelo meio. Se o homem é bom por natureza, mas corrompido pelo meio, a culpa de ter se tornado marginal é do meio e não dele. Isso inclui principalmente o menor de idade, que ainda está se desenvolvendo.

É por isso que a esquerda não defende a prisão de menores que cometem crimes (mesmo crimes hediondos) e deseja o abrandamento máximo das punições para criminosos já maiores de idade. Em outras palavras, quando você é assaltado ou agredido por um marginal que nasceu em lugar pobre e repleto de crimes, a culpa do assalto não é dele; tampouco é culpa dele o fato de ele ter se tornado criminoso. Logo, proteger o cidadão desse criminoso (o que, na prática, significa puni-lo com o isolamento da sociedade) é algo desnecessário e ultrajante. Não é o cidadão que precisa ser protegido. É o criminoso que precisa ser reeducado, amado, tratado, recuperado. A prioridade é o criminoso, pois ele não é o culpado, mas sim a sociedade, o meio em que ele cresceu. E se a vítima se opõe a este pensamento de priorizar o criminoso, ela automaticamente se torna culpada pelo crime que sofreu, pois ela é uma das pessoas que não prioriza a reeducação do criminoso e que ainda coloca em suas costas a culpa de um crime que, na verdade, é da sociedade.

O leitor percebeu a contradição? Em um discurso, o estuprador é o culpado pelo crime que cometeu e não a vítima. Em outro discurso, o criminoso que nasceu pobre e em lugar violento, não é culpado pelos crimes que cometeu – a culpa é da sociedade, o que inclui todas as vítimas que discordam disso. Um discurso anula o outro. Se a culpa é individual, então tanto o estuprador quanto qualquer criminoso que nasceu em lugar ruim são igualmente culpados por seus crimes. Se a culpa é da sociedade, então tanto o estuprador quanto o criminoso que nasceu em lugar ruim são inocentes. Neste segundo caso, as vítimas podem ter sua parcela de culpa no crime por contribuírem, de alguma forma, para chamar a atenção do “criminoso” ou para moldar o pensamento do meio em que ele nasceu.

Ainda falando sobre estupro, outra contradição: Foi até o programa “Altas Horas”, do apresentador Serginho Grosman, uma das líderes do movimento nas redes sociais “Eu não mereço ser estuprada”. Em dado momento ela disse que, por causa do movimento que iniciou, tem recebido várias ameaças de estupro. Ela disse ainda que achava impressionante que a maioria dos que faziam ameaças eram adolescentes. Em suas palavras: “Eles acham o estupro algo engraçado e ficam brincando com isso. Mas isso não é engraçado”.

Aqui, mais uma vez, há uma contradição de discursos esquerdistas. Porque a mesma esquerda que dá uma de moralista, dizendo que o assunto estupro não deve ser tratado com irreverência, displicência e leviandade (como se fosse algo normal e engraçado) incentiva os adolescentes a encararem o sexo como irreverência, displicência e leviandade, fazendo a relação sexual se tornar mero passatempo de criança, que pode ser feito com quem quiser, em qualquer lugar, e que não há problema em se fazer piadas pesadas e sujas com o assunto.

A mesma esquerda quer que a educação sexual seja ensinada nas escolas para crianças pequenas. A mesma esquerda não vê problema algum em que crianças vejam pornografia e sejam estimuladas a pensar, falar e fazer sexo desde a mais tenra idade. É ela que fala sobre revolução sexual, sobre quebrar todos os tabus (o que significa, na prática, “dar pra todo mundo” e incentivar isso) e quer destruir a ideia de sexo como o selo de um matrimônio, como a união mais intensa entre o homem e uma mulher e que, por isso, precisa estar acompanhada de uma união igualmente intensa nas áreas mental, emocional e espiritual. É ela que faz do sexo algo tão corriqueiro como apertar a mão de um conhecido, por exemplo. É ela que vê com bons olhos os chamados “funks proibidões”, que são funks que exaltam a imoralidade sexual (o adultério, a poligamia, o bacanal, a sedução de menores, volubilidade) e tratam o assunto como algo engraçado. Para a esquerda, isso é expressão cultural. É a expressão da realidade do morro e das periferias. É bom. É bonito. É saudável.

Eu me pergunto: como é que essa esquerda imoral, que quer criar uma cultura de perversão sexual, pode reclamar que os adolescentes tratam a questão do estupro como algo engraçado e normal? Isso contraditório! É contraditório incentivar imoralidade e depois vir com um discurso moralista desses.

Mais uma contradição envolvendo a questão do estupro: se a culpa do estupro é do estuprador, por que não se pune esses desgraçados com rigor? Por que a esquerda não cria leis que inviabilizem a vida de estupradores e pedófilos? É por que a mesma esquerda que coloca a culpa no estuprador, não quer tornar as leis mais rígidas. E não quer fazer isso porque considera que o criminoso comete crimes por causa do meio. Mas se o criminoso comete crimes por culpa do meio, como o estuprador pode ser culpado pelo estupro? E se ele é culpado pelo estupro, como se pode defender leis brandas para criminosos?

As contradições não param por aí. Vamos falar sobre filhos. A esquerda gosta de acusar a direita de dar aos seus filhos uma educação bruta, sem amor, retrógrada. Por isso, gosta de enfatizar que nunca, jamais, devemos bater em nossos filhos quando eles nos desobedecem, mas apenas conversar com eles. Para a esquerda, isso é educar com amor. No entanto, a mesma esquerda discursa a favor do aborto, argumentando que “a mulher é dona do seu próprio corpo” (mais uma vez o maldito feminismo). Em outras palavras, ela não leva em consideração que existe um ser vivo dentro do corpo da mulher grávida, um ser humano, uma criança, um filho. A vida da criança não interessa, mas apenas a vontade da mãe de abortar. É esse o amor que os esquerdistas pregam?

Liberdades individuais. A esquerda gosta de se colocar como a verdadeira defensora das liberdades individuais. Por isso, é favorável a ideias como a liberalização das drogas e a liberalização do aborto. Essas ideias trazem, evidentemente, prejuízos diretos para terceiros, mas a esquerda vê como direitos individuais. No entanto, a mesma esquerda não acha que um homem tenha o direito de ter suas terras (a defesa das invasões do MST e da reforma agrária nada mais é do que dizer: “Você não tem direito a essas terras e nós vamos tomá-las contra sua vontade), de comprar uma arma para se defender, de abrir e gerir uma empresa sem imensas dificuldades burocráticas ou de não financiar, com seus impostos, empresas e serviços públicos ineficientes. Aliás, para a esquerda, um homem também não tem direito de educar seu filho como deseja. Ele precisa rezar a cartilha do politicamente correto.

Corrupção cristã. A esquerda brada contra corrupções no cristianismo. Ela deseja ensinar que o cristianismo é um comércio e que os pastores são ladrões, e faz pressão para que as igrejas paguem impostos. O roubo de dízimos e ofertas é um ultraje para a esquerda e precisa ser evitado. No entanto, dízimos e ofertas dão quem quer. Nenhum esquerdista é obrigado a dizimar ou ofertar. Na verdade, dentro da lei civil, ninguém é obrigado a dar dízimo ou oferta a igrejas. Isso é uma prática que se restringe a quem quer seguir a religião. Então, a esquerda não tem absolutamente nada a ver com isso.

Agora, todos os cidadãos são obrigados a pagar impostos. Altos impostos. Muitos impostos. E impostos que não são bem utilizados pelo governo. Isso sim é um problema que afeta a todos. Mas a mesma esquerda que brada contra o roubo de dízimos e ofertas que ela nem sequer tem obrigação de dar, apóia o aumento de impostos sobre todos os cidadãos para financiar mais empresas e serviços ineficientes do governo e permitir que mais verbas sejam roubadas por governantes. Isso não só é contraditório como desonesto. Aliás, o imposto que a esquerda quer que a igreja pague também será roubado por governantes. Em outras palavras, a esquerda não está interessada em ajudar os cristãos a não serem roubados. Ela está interessada em passar a riqueza dos pastores ladrões para os políticos ladrões.

Opressão cristã. A esquerda adora falar sobre a opressão cristã. Ela afirma que o cristianismo é uma religião que cria preconceitos contra a mulher e o homossexual, que nos reprime sexualmente, que cria uma moral burguesa hipócrita e etc. É claro que o esquerdista que é cristão ameniza essa ideia para poder conciliar sua religião e sua posição política. Mas a esquerda surgiu do pensamento iluminista anticristão e sempre se destacou por criticar o cristianismo. Por isso, os países de maioria cristã são severamente criticados pela esquerda, por seu moralismo, sua defesa das tradições e sua “opressão” religiosa. Curiosamente, a mesma esquerda costuma a adotar um discurso favorável aos países de maioria islâmica ou, no mínimo, um discurso com críticas muito brandas e raras. A impressão que fica é que o cristianismo e os países de maioria cristã são mais opressores que o islamismo e os países de maioria islâmica. Mas são justamente nos países islâmicos que mais vemos abuso dos direitos humanos. Agressões físicas a mulheres e homossexuais não só fazem parte da normalidade como recebem autorização legal. Aliás, o homossexualismo é considerado crime punido com a morte em muitos desses países.

Guerras. A esquerda adora posar de defensora da paz. Ela brada contra as guerras feitas a países islâmicos e países comunistas, ao longo da história. Também não gosto de guerras. E acho que muitas delas poderiam ter sido evitadas. Mas a mesma esquerda que condena as guerras contra os países que ela defende, não vê problema algum em guerras, violência e assassinatos contra aqueles que ela entende como inimigos. No Brasil, por exemplo, algumas dezenas de pessoas foram mortas por ataques de terroristas de extrema-esquerda na época do regime militar. Em todos os países comunistas somados, milhões de pessoas morreram por inanição forçada e por repressão do regime. Milhares de pessoas morrem todos os anos em países islâmicos também por causa do autoritarismo dos mesmos. As FARC, da Colômbia (que é criação da esquerda), e todas as facções criminosas do Brasil, como CV, ADA e PCC (cujos integrantes não tem culpa de seus crimes, mas são vítimas da sociedade, segundo a esquerda) matam centenas de pessoas todos os anos. Esses assassinatos, porém, não são considerados nos discursos da esquerda.

O leitor pode estar pensando que eu sou um daqueles idealistas que joga a culpa de todo o mal do mundo na esquerda e que acha que a direita é perfeita. Mas não é verdade. Eu reconheço que a direita cometeu muitos erros ao longo da história e que continuará cometendo. Também não acho que a esquerda deve ser retirada do jogo democrático. Uma democracia, para funcionar, precisa ter tanto esquerda como direita. E eu sou capaz de dizer que ambas podem contribuir para a melhora de problemas sociais. Agora, que a esquerda tem discursos contraditórios, isso é fato incontestável. Um esquerdista não é obrigado a comprar essas contradições. Ele pode escolher apenas os discursos de esquerda que se complementam, a fim de ter coerência. Mas isso dificilmente acontece. E esse mais um dos motivos que me fazem não querer ser um esquerdista.

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Observação: Esta é página de direita que preza pela pluralidade de ideias direitistas e que é escrito por diferentes articulistas. Em outras palavras, aqui você encontrará textos mais liberais e textos mais conservadores. Este texto é obra de um articulista que se identifica mais com o conservadorismo. Se você discorda de algumas das ideias aqui descritas, não deixe de seguir a página por isso. Há direitistas mais liberais, que flertam, inclusive, com o libertarianismo.

Da série: coisas que nunca escutarei um esquerdista dizer

 

Mal posso esperar para acontecer a revolução bolchevista! Assim posso ser um dos operários obedientes que trabalhará sem descanso para o bem comum e sem perspectiva nenhuma de crescimento pessoal! Caso eu não dê muito certo, o pior que pode acontecer é trabalho forçado!

Disse militante comunista nenhum na história. Não sei porque, mas eles sempre se imaginam como o Querido Líder.

Obrigado Militares

Dia 19 de abril, se comemorou o Dia do Exército Brasileiro. E, a esse grupo de bravos homens, que deu a vida por esse país e não tem o reconhecimento devido , só tenho uma coisa a dizer: OBRIGADO. Abaixo exporei os motivos desse meu agradecimento:

1. Obrigado por ter resguardado aos brasileiros o direito mais sagrado de todos os brasileiros: o direito de ir e vir. O direito de ser feliz, o direito de escolher o melhor rumo para a sua vida, o direito de progredir na vida, de viajar para onde quiser e quando quiser, de escolher o que vestir, o que comer, o que assistir na TV.

2. Obrigado por ter me deixado estudar. Sim, estudar. Pode parecer pouco, mas pergunte a qualquer cidadão do Leste Europeu o que isso significa. É muito. Pergunte para aqueles bravos cidadãos que, durante mais de 50 anos, estiveram nas mãos de governos totalitários que tinham poder de escolher não só o que eles poderiam estudar, mas uma coisa ainda pior: se eles poderiam estudar, se eles poderiam ter um curso superior, de acordo com a “fidelidade ” à causa. Direito esse que vocês não negaram nem aos seus adversários.

3. Obrigado pelas seguintes realizações deixadas como legado:

  • Embratel
  • Telebrás
  • Usina de Angra I
  • Usina de Angra II
  • INPS
  • LBA
  • Funabem
  • Mobral
  • Funrural
  • Usina Hidrelétrica de Tucuruí
  • Usina Hidrelétrica de Itaipu
  • Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira
  • Programa Nacional do Álcool
  • Zona Franca de Manaus
  • Ponte Rio-Niterói
  • Nuclebrás
  • Banco Central do Brasil
  • Polícia Federal
  • Conselho Monetário Nacional
  • A Petrobrás aumenta a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo.
  • Crescimento do PIB de 14% ao ano
  • Fortalecimento da Eletrobrás com muitas obras de ampliação do sistema elétrico brasileiro e a encampação de várias usinas, subestações e linhas de transmissão.
  • Construção de 4 portos e recuperação de outros 20
  • Exportações crescem de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões
  • Rede rodoviária asfaltada de 3 mil km para 45 mil km
  • Redução da inflação de 100% ªª para 12% ªª,
  • Fomento e financiamento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES
  • Programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador
  • Criação do FGTS, do PIS e do PASEP
  • Criação da EMBRAPA
  • Duplicação da rodovia Rio-Juiz de Fora e da Rodovia Presidente Dutra
  • Criação da EBTU
  • Implementação do Metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza
  • Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (Galeão, Guarulhos, Brasília, Confins, Campinas, Viracopos, Salvador e Manaus)
  • Implementação dos pólos petroquímicos em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari)
  • Prospecção de Petróleo em grandes profundidades na bacia de Campos
  • Código Tributário Nacional
  • Código de Mineração
  • IBDF – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal
  • BNH – Banco Nacional da Habitação
  • Construção de 4 milhões de moradias
  • Regulamentação do 13º salário
  • Banco da Amazônia
  • SUDAM
  • Reforma Administrativa pelo decreto-lei 200
  • Projeto Rondon

Muito, não ? Parece muito, para quem está acostumado a viver sob a batuta de um governo que, em 10 anos, não executou nem 3% do que prometeu. Mas é fácil, é só seguir o exemplo do Presidente Medici: político é para servir ao povo, não para se servir do povo. Fazer o povo crescer, e não crescer às custas do povo. É fácil conseguir. É só não roubar. É só não fazer negócio com a Delta. É só aplicar o dinheiro em prol do povo, em vez de aplicar o dinheiro em proveito próprio. Aliás, o General Médici, tido como o “mais tirano de todos”, morreu com uma vida humilde, ao contrário de seus adversários “heróis” de outrora, que hoje se borram nas calças se alguém sussurrar em seus ouvidos a palavra “Cachoeira”. Será mera coincidência que mais uma vez muitos dos envolvidos são os que se diziam “exilados políticos”, “perseguidos pela ditadura militar”. Pode descansar em paz, Presidente Médici, o senhor deu a essa corja o tratamento que eles merecem: banimento do país. Errado, embora que bem intencionado, foi o General Figueiredo, que deixou voltar.

4. Obrigado por ter dado ao povo brasileiro o direito de escolher o seu destino, e não deixar que o destino de nossa pátria fosse decidido por Leonid Brejenev, Fidel Castro, Mao Tse Tsung ou quer quem que seja de corja de tiranos loucos que assombrou o mundo no Século XX, deixando um rastro de fome, mortes, desespero e sofrimento por onde passaram. Aqui, graças a pessoas como o Coronel Brilhante Ustra e o Coronel Lício Maciel, eles não criaram asas e se Deus quiser nunca irão criar.

5- Obrigado por ter sido a melhor tropa da Segunda Guerra Mundial. Ter a FEB como parte de nossa história é um motivo de orgulho, história essa que os petistas apagaram dos livros escolares brasileiros.

Quero terminar aqui minha homenagem ao Exército louvando a memória de dois grandes brasileiros: Mário Kozel Filho e Alberto Mendes Júnior. Quero dizer o seguinte a vocês: descansem em paz. Tenente Alberto, o seu sangue não foi derramado em vão: foi o sangue da liberdade. As coronhadas e pauladas que o senhor levou na cabeça antes de morrer, da forma mais covarde possível, não foram só na sua cabeça: foram na cabeça da democracia, na cabeça do povo brasileiro, foram as coronhadas e pauladas da tirania, as mesmas coronhadas e pauladas que o povo brasileiro leva todo o dia dos seus governantes, que ignoram os anseios populares da mesma forma que seus assassinos a ignoraram, ignorando a vontade do povo, que queria o comunismo bem longe daqui, que não os apoiou em nada, que esteve ao lado dos militares o tempo inteiro. Alguma vez eles perguntaram ao povo se queriam uma Revolução Comunista ? Mas isso para eles não importa. Não importa a vontade do povo, e sim a vontade deles, o que eles acham que o povo deve fazer.

Mais uma vez obrigado

O Espírito Revolucionário

São tantos os vícios da mentalidade revolucionária que me é difícil imaginar como começar a discorrer sobre o assunto. Não acredito que tenha existido um grande movimento genuinamente revolucionário que se ateve a seus princípios até o fim. E de nada adianta citar a Revolução Americana, que de revolução só tem o nome. É comum que as revoluções percam totalmente seu rumo, algumas vezes tomando não um rumo diferente, mas rumo nenhum.

1. O Movimento Revolucionário se perde daquilo a que se propôs

O caos é o resultado único possível de uma revolução. Movida por idealismos abstratos comove facilmente a massa por tocar, em tempos de crise, o povo emocionalmente. Não dotado de planos institucionais, convence o povo de qualquer coisa: socialistas convencem os cooptados de que pode existir democracia do outro lado da revolta; fascistas invocam um nacionalismo exacerbado que faz exalar todo o ódio reprimido existente na população. O ser humano é imperfeito, como é qualquer organização social pretendida pelo mesmo. A sociedade nunca será ideal. Progresso nada mais é que uma grande ilusão num mundo em que o movimento histórico é pendular, e não contínuo. Mesmo assim a massa segue um grande líder em sua empreitada rumo à Utopia (como o próprio Thomas More batizou sua ilha; um dos precursores do socialismo). O nome diz: Utopia. E no pináculo do sentimento revoltoso nasce o perigo. O sentimento de paranoia toma conta dos líderes, que passam a atacar ou eliminar qualquer um que se coloque contra a revolução, mesmo os críticos que se encontrem dentro do meio revolucionário. Os ideais que primeiramente moveram a revolução são esquecidos e postos em segundo plano, e o grande guia da perigosa manada revolucionária é a revolução: esta se torna um bem em si. Isso é notado facilmente nas revoluções Francesa e Cubana. A Revolução Francesa criou um tribunal revolucionário que eliminava sistematicamente opositores. Diz a lenda que em Paris o sangue dos decapitados atingia as canelas de quem andasse pelo palco de terror e morte que virou a cidade. Já a Revolução Cubana segue um roteiro cômico, para não dizer trágico: Alegando que lutavam pela democracia, angariando recursos nos Estados Unidos, lutaram contra a ditadura de Batista. Após derrubá-lo, Fidel foi aclamado pela população, para logo em seguida traí-la e instaurar outra ditadura, a do proletariado com apoio soviético. E àqueles que lhe deram apoio e facilidade para angariar recurso, destinou ódio e repúdio. Os Estados Unidos eram, automaticamente, os culpados por toda a desgraça cubana (que nada tinha a ver com as políticas desastradas do pulha chamado Che Guevara).

Revolução Francesa
A sutileza revolucionária: Àqueles que não gostarem, guilhotina.

2. A Revolução não é a maior expressão da democracia

Dizem, alguns, que a revolução é a maior expressão da democracia. É belo o cenário em que o povo, revoltado, faz valer sua vontade contra o Estado, dizem eles. Esquecem-se, porém, que existem pessoas que não apoiam a revolução. Grande parcela da revolução, normalmente. Esquecem-se também que esses revolucionários impões através da força sua vontade sobre todos. Inclusive sobre aqueles que não desejavam a revolução, em primeiro lugar. Aliás, normalmente pouco importa a vontade dos contra-revolucionários, já que estes são sumariamente eliminados. A maior sorte que aguarda aqueles que não compactuam com os ideais revolucionários é a morte rápida. Sem falar que, muitas vezes, a revolução não é um movimento das massas, mas sim de um pequeno grupo de revolucionários profissionais. A revolução bolchevique, diferente do que se acredita, não foi uma grande revolta popular que clamava pela coletivização de todos os meios de produção. A população, num geral, apenas queria a paz (saída da primeira guerra mundial) e, sim, a redistribuição das terras, mas em forma de propriedade. Os bolcheviques eram intelectuais da elite que, habilidosamente, aproveitaram-se da revolta dos pequenos e cooptaram-os contra os grandes. Lenin, por exemplo, não era um proletário oprimido: sua família possuía título de nobreza. Não será este apenas um golpe pelo poder? Não é possível afirmar com certeza, mas Lenin tornou-se líder da URSS, mantendo tal status mesmo após a morte, até a queda do muro de Berlim. E para, democraticamente, afirmar a revolução, instaurou o Terror Vermelho: “Devemos colocar para baixo toda a resistência com tal brutalidade que não vai esquecer por várias décadas … Quanto maior o número de representantes do clero reacionário e da burguesia reacionária conseguirmos executar … melhor”. Mais democracia, impossível.

Lênin
O regime vermelho era mais democrático que os ocidentais, eles diziam…

3. A Revolução legitima crimes

Costumeiramente, quando chamamos Che de criminoso esquerdistas rebatem dizendo que ele foi um revolucionário, um romântico, e que em sua luta por uma sociedade mais justa seus crimes eram releváveis. Como resultado da paranoia já anteriormente citada, matava colegas de revolução pela simples desconfiança de que existisse traição. Depois tomava os bens do executado. Nada como uma justiça distributiva bem realizada. O saldo de terror e morte legado pelo socialismo é legitimado por seu caráter revolucionário. O nazismo foi justamente proibido após suas barbáries. O comunismo vive até hoje. Não existe símbolo que represente tão bem o comunismo como o martelo e a foice. As vidas ceifadas nada representam, a não ser a manutenção de um sistema justo e igualitário, em que todos devem se espelhar.

Che
Nunca pediu nada para lutar pela liberdade dos povos latino-americanos: Apenas um cargo de alta influência em que pudesse satisfazer seus desejos sádicos

4. A Revolução ignora fatos

Marcada por seu caráter romântico, idealista e emocional, ignora experiências anteriores que geraram nada além de morte e profunda tristeza. Inclusive diz-se que, por exemplo, o comunismo nunca foi antes implantado corretamente, e que hoje talvez tenhamos tecnologia para tal. Realmente, a sociedade é apenas um laboratório para os intelectuais testarem suas teorias mirabolantes. Para que nos basearmos em erros do passado para evitá-los se podemos repeti-los? Trazendo essa imensa sabedoria temos os revolucionários contemporâneos que, de acordo com alguns lutam por uma bela causa de maneira errada. A bela causa de nos trazer o sofrimento que outros já antes sentiram. A bela causa de fazer que aqueles que morreram nas mãos de revolucionários tenham morrido em vão.

Holodomor
Será que precisamos voltar a viver cenas como essa? De acordo com os revolucionários é apenas a receita para uma sociedade livre e justa.