A Lógica Esquerdista (Diálogo)

Texto meu (Davi Caldas), originalmente publicado no blog “Mundo Analista“. Para ler o original, clique aqui

Direitista: O que você faria para melhorar a sociedade se virasse presidente e tivesse a maioria dos parlamentares a seu favor?

Esquerdista: Eu começaria aumentando os impostos das empresas.

Direitista: Por quê?

Esquerdista: Porque assim eu atacaria o lucro das empresas e redistribuiria esse dinheiro para a população em forma de programas sociais.

Direitista: Mas aí as empresas iriam aumentar os valores dos produtos e a situação seria a mesma.

Esquerdista: Bem, então,eu iria controlar preços, proibindo o aumento.

Direitista: Aí as empresas iriam despedir funcionários e o desemprego aumentaria e a situação seria a mesma.

Esquerdista: Não se eu proibisse também as demissões.

Direitista: Mas isso é fascismo, não é?

Esquerdista: Não é. Eu só quero o melhor para as pessoas.

Direitista: Tá… Mas você sabe que a vida empresarial é feita de investimentos e riscos. Se você controlar as empresas dessa maneira, elas terão dificuldades de crescimento e estarão expostas à crises e falências. Como você resolve isso?

Esquerdista: Quando uma empresa estiver mal das pernas, o meu governo irá supri-la com dinheiro.

Direitista: Uhn… Mas essa parceria público-privada não aumenta os riscos de gastos inúteis, desvios de verbas e corrupção? E mais: Será que o governo realmente vai redistribuir bem o dinheiro para a população?

Esquerdista: Mas o homem é bom por natureza. O que o corrompe é a sociedade. Se tivermos um governo com as pessoas certas, é possível mudar. Um governo com bons esquerdistas é capaz de transformar a sociedade.

Direitista: Ok… [diz o direitista, se esforçando para não soltar uma gargalhada]. Mas de onde você vai tirar o dinheiro para suprir as empresas?

Esquerdista: Ora, dos impostos ué…

Direitista: E quem pagará esses impostos? Não podem ser as próprias empresas, que já pagarão altos impostos, né…?

Esquerdista: Os impostos são pagos por todo o povo…

Direitista: Então, se as empresas vão mal das pernas por causa do próprio governo, quem arcará com a conta é o povo? Isso não vai fazer a situação ficar igual a de antes?

Esquerdista: Ah, cale a boca, seu fascista, reacionário, capitalista, burguês, filho de uma égua! Não tem como conversar com você…

Marxistas de mercado

É notório que para nós, direitistas, a guerra de classes não passa de conto de fadas. Os escritos de Marx são por nós rejeitados já a muito, desde que nasceram, e combatidos por diversos autores liberais e conservadores. Mas é inegável que seu pensamento influenciou muitos, infelizmente. E não digo muitos socialistas, ou neutros politicamente. Não, bom fosse apenas isso. O seu pensamento, após décadas de subversão, enraizou-se na civilização ocidental e passou a corroê-la por dentro, corromper aqueles dentre os que mais a defendem.

Um dos pensamentos essenciais para a formação do pensamento ocidental foi o liberal. A quebra para com as tradições absolutistas e arbitrárias dos Ancien Régime europeus elevou a status quo um paradigma até então inteiramente novo: o individualismo. Esse individualismo fez com que se fragilizasse uma noção até então persistente de hierarquia baseada em castas, de mobilidade social quase nula, para uma nova hierarquia baseada em uma ordem espontânea, algo como uma aristocracia natural. A casta agora pouco importava: ergueu-se o império do indivíduo. Este era o fim último. A proteção das prerrogativas básicas daquela que era agora a célula essencial da sociedade fazia-se imperativa. A legitimação do poder através de Deus deu lugar à restrição do poder pelos direitos naturais e inalienáveis do homem. Estes eram a vida, a liberdade e a propriedade privada.

O problema é que entre supostos liberais mais radicais de hoje em dia esse império do indivíduo ruiu. Pouco se fala em liberdades civis e econômicas, proteção dos direitos básicos, e aspectos do gênero. O indivíduo, lentamente, deu lugar a uma classe que supostamente o representa: o mercado. E “o mercado”, agora, está em uma constante guerra contra o Estado, outra classe. A relação entre Estado e indivíduos não é tratada como uma relação entre indivíduos, mas como uma guerra de classes, em que o Estado supostamente tenta a qualquer custo destruir o mercado. Em uma lógica maniqueísta, o mercado, representante dos indivíduos, deve ser defendido a qualquer custo.

Esquece-se, então, que o mesmo Estado é formado por indivíduos. Longe daquela velha mentira contada pelo Estado, de que nós somos o governo. Ingenuidade demais seria acreditar em um absurdo como esse. Mas nunca podemos perder de vista que o governo, representante do Estado, é composto por indivíduos. Não é uma entidade mágica má por natureza. É justamente a deformidade e a corruptibilidade da natureza humana que o faz falível, corrupto e abusivo.

Digo que o acima exposto é um problema pois assim os liberais analisam a sociedade da exata mesma maneira que o fazem os marxistas, apenas alterando os sujeitos dessa suposta guerra eterna que seria a locomotiva da história.  Esse pensamento os transformaria em, simplesmente, marxistas de mercado.

A mente de um socialista

Esse texto circula pela web já faz um tempinho, mas achei interessante posta-lo.

Perfil de um esquerdista

Pra começo de conversa, muitos não gostam de estudar. Foram péssimos estudantes, a maioria com várias repetições de ano. Mas são de família de classe média, onde sempre sofreram pressão pra ‘ser alguém na vida’. Como são preguiçosos, sem disciplina, e folgados, precisam arrumar um jeitinho pra se dar bem, e se fazerem passar por coisas que não são.

Fingir que é culto, ‘engajado’, e ‘crítico’ rende pontos. Assim prestam vestibular sem concorrência, de preferência em um curso de Geografia, Ciências Sociais e História, e começam sua carreira de charlatanismo.

Ali na universidade encontram todas as ferramentas: professores barbudinhos, livros de esquerda, palestras com ‘doutores’ no assunto, e até o assédio de políticos ‘guerreiros’ do PT e do PC do B.

É claro que não estudam nada. Vivem o tempo todo no DCE, deitados no chão, passeando no campus com aquelas mochilas velhas, calças cargo, sandálias de couro, e cabelos ensebados. Alguns começam a se infiltrar nos sindicatos e nas reuniões dos sem-terra. Já começam a se achar revolucionários, e reserva intelectual das massas proletárias exploradas, e da causa revolucionárias.

Assim, se passam por intelectuais, cultos, moderninhos, e diferentes. Sentem-se mais seguros para atacar as mulheres, achando que elas são doidas por esse tipo de gente.

Começa a ver os amigos que estão trabalhando ou cursando Engenharia e Medicina como pobres coitados que não tiveram a chance da ‘iluminação’. Como não trabalham e vivem apenas da mesada, estão sempre lisos.
Aí começa a brotar o ódio de quem se veste um pouco melhor ou tem um carrinho popular. São os chamados ‘porcos capitalistas’ , ou ‘burgueses reacionários’ .

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O antes de depois de um esquerdista

Começam uma fase mais aloprada da vida quando passam a ouvir Chico Buarque e músicas andinas. Nessa fase já começam a pensar em se tornar terroristas, lutar ao lado dos norte-coreanos, etc. Não usam mais desodorante, e a cada 5 minutos aparece nas suas mentes a imagem de um McDonald’s totalmente destruído.

Mas é claro que o que querem não é a revolução, isso é apenas uma desculpa. Como são incompetentes para quase tudo, até mesmo para bater um prego na parede, e sentem vergonha de fazer trabalhos mais simples, e são arrogantes o suficiente para não começar por baixo, querem saltar etapas. Querem no fundo a coisa que todo esquerdista mais deseja, mesmo que de forma subliminar: um emprego público!

Mas aí surge um outro problema: é a coisa mais difícil passar em um concurso. É preciso estudar (argh!).

Assim, sonham com a ‘revolução’ proletária, com a tomada do poder por uma elite da esquerda, nas quais eles estão incluídos, obviamente, afinal são da mesma tribo.

Logo, ocupará, por indicação, um cargo comissionado em alguma repartição qualquer, onde ganhará um bom salário para poder aplicar seus vastos e necessários conhecimentos adquiridos durante anos na luta pela derrubada do sistema capitalista imundo.

Nessa fase cortará o cabelo, usará terno, passará a apreciar bons vinhos e restaurantes, e dependendo do cargo, terá até motorista particular. E enfiará a mão sem dó no dinheiro dos cofres do estado ou usará cartão corporativo sem limite. Claro que pela nobre causa socialista e para o bem dos trabalhadores.

O autor é desconhecido.