A Inutilidade dos Sindicatos

A sindicação, saída da liberdade como o monopólio espontâneo, é igualmente inimiga dela, e sobretudo das vantagens dela; é-o com menos brutalidade e evidência e, por isso mesmo, com mais segurança. Um sindicato ou associação de classe — comercial, industrial, ou de outra qualquer espécie — nasce aparentemente de uma congregação livre dos indivíduos que compõem essa classe; como, porém, quem não entrar para esse sindicato fica sujeito a desvantagens de diversa ordem, a sindicação é realmente obrigatória. Uma vez constituído o sindicato, passam a dominar nele — parte mínima que se substitui ao todo — não os profissionais (comerciantes, industriais, ou o que quer que sejam), mais hábeis e representativos, mas os indivíduos simplesmente mais aptos e competentes para a vida sindical, isto é, para a política eleitoral dessas agremiações. Todo o sindicato é, social e profissionalmente, um mito.

Operários, de Tarsila do Amaral.

Mais incisivamente ainda: nenhuma associação de classe é uma associação de classe. No caso especial da sindicação na indústria e no comércio, o resultado é desaparecerem todas as vantagens da concorrência livre, sem se adquirir qualquer espécie de coordenação útil ou benéfica. O caráter natural do regímen livre atenua-se, porque surge em meio dele este elemento estranho e essencialmente oposto à liberdade. A vantagem pública da não elevação desnecessária de preços desaparece por completo, pois por haver sindicato, é fácil a combinação e a “frente-única” contra o público e, por esse sindicato ser tirânico, é fácil compelir à aceitação de novas tabelas os profissionais pouco dispostos a aceitá-las.
Quanto ao aperfeiçoamento dos serviços comerciais ou industriais, que a concorrência estimula, o sindicato diminui-o na própria proporção em que diminui o espírito de concorrência e, como nunca é dirigido por grandes profissionais, mas por políticos de dentro da profissão, pouco pode animar diretamente a técnica da indústria ou do comércio que representa. Nem resulta da acção do sindicato qualquer coordenação útil que compense estas desvantagens todas. Não tendo uma verdadadeira base de liberdade, o sindicato não coordena a classe como indivíduos; não tendo nunca uma direção profissionalmente superior, o sindicato não coordena a classe como profissionais; não tendo outro fim senão o profissional e o económico, o sindicato não coordena a classe como cidadãos.

Fernando Pessoa, trecho de ‘Régie, Monopólio, Liberdade’, publicado na Revista de Comércio e Contabilidade, nº2 e 3. Lisboa: 25-2-1926 e 25-3-1926.

O Espírito Revolucionário

São tantos os vícios da mentalidade revolucionária que me é difícil imaginar como começar a discorrer sobre o assunto. Não acredito que tenha existido um grande movimento genuinamente revolucionário que se ateve a seus princípios até o fim. E de nada adianta citar a Revolução Americana, que de revolução só tem o nome. É comum que as revoluções percam totalmente seu rumo, algumas vezes tomando não um rumo diferente, mas rumo nenhum.

1. O Movimento Revolucionário se perde daquilo a que se propôs

O caos é o resultado único possível de uma revolução. Movida por idealismos abstratos comove facilmente a massa por tocar, em tempos de crise, o povo emocionalmente. Não dotado de planos institucionais, convence o povo de qualquer coisa: socialistas convencem os cooptados de que pode existir democracia do outro lado da revolta; fascistas invocam um nacionalismo exacerbado que faz exalar todo o ódio reprimido existente na população. O ser humano é imperfeito, como é qualquer organização social pretendida pelo mesmo. A sociedade nunca será ideal. Progresso nada mais é que uma grande ilusão num mundo em que o movimento histórico é pendular, e não contínuo. Mesmo assim a massa segue um grande líder em sua empreitada rumo à Utopia (como o próprio Thomas More batizou sua ilha; um dos precursores do socialismo). O nome diz: Utopia. E no pináculo do sentimento revoltoso nasce o perigo. O sentimento de paranoia toma conta dos líderes, que passam a atacar ou eliminar qualquer um que se coloque contra a revolução, mesmo os críticos que se encontrem dentro do meio revolucionário. Os ideais que primeiramente moveram a revolução são esquecidos e postos em segundo plano, e o grande guia da perigosa manada revolucionária é a revolução: esta se torna um bem em si. Isso é notado facilmente nas revoluções Francesa e Cubana. A Revolução Francesa criou um tribunal revolucionário que eliminava sistematicamente opositores. Diz a lenda que em Paris o sangue dos decapitados atingia as canelas de quem andasse pelo palco de terror e morte que virou a cidade. Já a Revolução Cubana segue um roteiro cômico, para não dizer trágico: Alegando que lutavam pela democracia, angariando recursos nos Estados Unidos, lutaram contra a ditadura de Batista. Após derrubá-lo, Fidel foi aclamado pela população, para logo em seguida traí-la e instaurar outra ditadura, a do proletariado com apoio soviético. E àqueles que lhe deram apoio e facilidade para angariar recurso, destinou ódio e repúdio. Os Estados Unidos eram, automaticamente, os culpados por toda a desgraça cubana (que nada tinha a ver com as políticas desastradas do pulha chamado Che Guevara).

Revolução Francesa
A sutileza revolucionária: Àqueles que não gostarem, guilhotina.

2. A Revolução não é a maior expressão da democracia

Dizem, alguns, que a revolução é a maior expressão da democracia. É belo o cenário em que o povo, revoltado, faz valer sua vontade contra o Estado, dizem eles. Esquecem-se, porém, que existem pessoas que não apoiam a revolução. Grande parcela da revolução, normalmente. Esquecem-se também que esses revolucionários impões através da força sua vontade sobre todos. Inclusive sobre aqueles que não desejavam a revolução, em primeiro lugar. Aliás, normalmente pouco importa a vontade dos contra-revolucionários, já que estes são sumariamente eliminados. A maior sorte que aguarda aqueles que não compactuam com os ideais revolucionários é a morte rápida. Sem falar que, muitas vezes, a revolução não é um movimento das massas, mas sim de um pequeno grupo de revolucionários profissionais. A revolução bolchevique, diferente do que se acredita, não foi uma grande revolta popular que clamava pela coletivização de todos os meios de produção. A população, num geral, apenas queria a paz (saída da primeira guerra mundial) e, sim, a redistribuição das terras, mas em forma de propriedade. Os bolcheviques eram intelectuais da elite que, habilidosamente, aproveitaram-se da revolta dos pequenos e cooptaram-os contra os grandes. Lenin, por exemplo, não era um proletário oprimido: sua família possuía título de nobreza. Não será este apenas um golpe pelo poder? Não é possível afirmar com certeza, mas Lenin tornou-se líder da URSS, mantendo tal status mesmo após a morte, até a queda do muro de Berlim. E para, democraticamente, afirmar a revolução, instaurou o Terror Vermelho: “Devemos colocar para baixo toda a resistência com tal brutalidade que não vai esquecer por várias décadas … Quanto maior o número de representantes do clero reacionário e da burguesia reacionária conseguirmos executar … melhor”. Mais democracia, impossível.

Lênin
O regime vermelho era mais democrático que os ocidentais, eles diziam…

3. A Revolução legitima crimes

Costumeiramente, quando chamamos Che de criminoso esquerdistas rebatem dizendo que ele foi um revolucionário, um romântico, e que em sua luta por uma sociedade mais justa seus crimes eram releváveis. Como resultado da paranoia já anteriormente citada, matava colegas de revolução pela simples desconfiança de que existisse traição. Depois tomava os bens do executado. Nada como uma justiça distributiva bem realizada. O saldo de terror e morte legado pelo socialismo é legitimado por seu caráter revolucionário. O nazismo foi justamente proibido após suas barbáries. O comunismo vive até hoje. Não existe símbolo que represente tão bem o comunismo como o martelo e a foice. As vidas ceifadas nada representam, a não ser a manutenção de um sistema justo e igualitário, em que todos devem se espelhar.

Che
Nunca pediu nada para lutar pela liberdade dos povos latino-americanos: Apenas um cargo de alta influência em que pudesse satisfazer seus desejos sádicos

4. A Revolução ignora fatos

Marcada por seu caráter romântico, idealista e emocional, ignora experiências anteriores que geraram nada além de morte e profunda tristeza. Inclusive diz-se que, por exemplo, o comunismo nunca foi antes implantado corretamente, e que hoje talvez tenhamos tecnologia para tal. Realmente, a sociedade é apenas um laboratório para os intelectuais testarem suas teorias mirabolantes. Para que nos basearmos em erros do passado para evitá-los se podemos repeti-los? Trazendo essa imensa sabedoria temos os revolucionários contemporâneos que, de acordo com alguns lutam por uma bela causa de maneira errada. A bela causa de nos trazer o sofrimento que outros já antes sentiram. A bela causa de fazer que aqueles que morreram nas mãos de revolucionários tenham morrido em vão.

Holodomor
Será que precisamos voltar a viver cenas como essa? De acordo com os revolucionários é apenas a receita para uma sociedade livre e justa.

Brasileiro é de direita, mas gosta de uma ” mãozinha” estatal

O PSD, partido do Kassab, fez uma pesquisa para ver as preferências e opiniões da população, os resultados são interessantes:

Mais de 30% dos brasileiros são de centro-direita, mais de 80% é contra legalização de drogas e mais de 60% é contra o aborto, mas no caso das relações homossexuais e adoção de crianças por casais gays, a população é mais progressista e acha pessoas do mesmo sexo podem ser casar e ter filhos. No aspecto judicial maioria da população defende a pena de morte e maioridade penal para jovens de 16 ou 14 anos idade e os projetos sociais são vistos com bons olhos por uma grande parcela da população, mas essa mesma parcela se diz contra o Bolsa Família.

No aspecto econômico fica interessante e incoerente. Maioria acha que o melhor é ter seu próprio negocio, é contra a alta carga tributária e acredita que o setor privado é melhor gestor que o estado, mas mesmo assim são contra a privatização de empresas estatais.

Fica claro nessa pesquisa que o brasileiro tem uma noção bem fraca ou ausente de ideologia e correntes políticas, não consegue manter uma coerência com o que afirma. Exemplo, no area economica onde maioria acredita que o setor privado é melhor gestor, mas ao mesmo tempo demoniza a privatização de estatais. Logo podemos concluir que temos uma população que é de direita no aspecto social e muitas vezes conservadora, mas na economia fica um misto de liberal com social democrata.

Pesquisa com resultados e outros detalhes

http://www.psd.org.br/pesquisas/

A presunção da esquerda

Já dizia Bastiat que eram presunçosos os socialistas de seu tempo. Impossível negar tal afirmação. O progresso está nas mãos dos arautos da igualdade, dizem. Não é possível saída alternativa ao progresso forçado e artificial e à igualdade imposta à força. Em “A Lei” Bastiat dá um exemplo que considero genial: Os socialistas criam duas categorias de seres humanos, sendo o próprio autor (a primeira e superior categoria) incumbido de guiar o resto dos seres humanos (segunda categoria, considerada matéria inerte) no tortuoso caminho em direção à prosperidade; para isso age como o jardineiro em seu jardim, moldando a sociedade a seu bel prazer, dando vida aos inanimados seres humanos através do Estado. É incrível como consideram o corpo social um laboratório para suas experiências variadas. E esse pensamento não se restringe aos socialistas da época de Bastiat: ele se reproduziu através dos tempos, culminando na Revolução Russa, mantendo-se vivo mesmo após a queda da URSS, demonstrando a alienação gerada pelas ideologias de esquerda (que por ironia do destino foi denunciada como meio de alienação pelo próprio Marx). Acredito ser necessário deixar claro que não considero que todas as ideologias são necessariamente meios de alienação, mas podem ser aspirações reais dos seres humanos.

Frederic Bastiat
Frederic Bastiat – Denunciou a soberba da esquerda de sua época, que não estranhamente estendeu-se até os dias de hoje.

O senso de superioridade esquerdista não se limita a isso, sua presunção vai além: Encontram em si o poder de alterar um fluxo coletivo que naturalmente cria uma hierarquia. A natureza trás consigo equilíbrio, e isso não se limita aos ecossistemas, mas também à sociedade. Devemos através de nossa razão regular excessos egoísticos que levem um indivíduo a ferir direitos alheios, mas não brigar contra a ação humana como ser coletivo. Os que desejam a total igualdade entre os seres humanos não apenas são desarrazoados (pela impossibilidade de tal feito) como pregam um grande dano à comunidade como um todo. Para que exista coesão é necessário que todos os postos estejam supridos, desde o operariado até os homens de Estado. Dessa maneira o corpo social se beneficia da ganância humana rumo ao desenvolvimento. Isso não significa que é legítima a exploração ou o trabalho semi-escravo (deixando claro que essa exploração passa longe do conceito furado de Marx; novamente trazendo à tona nossa razão e, dessa vez, a moral que não nos permite assistir inertes a um outro ser humano morrer de fome): Todos devem ser providos de um mínimo necessário (traduzindo à política, os serviços básicos), e a todos deve ser dado brigar por uma elevação social. Para isso existiram importantes conceitos iluministas como a igualdade formal, a liberdade e o direito à propriedade.

Robespierre
Maximillien de Robespierre – Um exemplo da superioridade e humanidade da esquerda

A liberdade é um bem caro a nós ocidentais. Um bem conquistado à custa de muitas vidas e sangue, um bem de valor inestimável que não pode ser entregue em troca de devaneios alucinados que já se provaram fracassados. Mas essa liberdade não deve ser predatória, como parecem gostar os anarquistas (e anarco-capitalistas), bradando ao vento a extinção do Estado. Mesmo que autoritário, Hobbes trouxe um conceito bastante preciso do estado de natureza humano: guerra de todos contra todos, o mais forte manda e o prudente obedece. Mas para evitar os vícios do filósofo absolutista, temos o conceito liberal de Estado: aquele que se ausenta da vida privada. Essa ausência não pode ser total, mas deve seguir aquele velho preceito que diz que as pessoas devem ser felizes e prósperas apesar do Estado. O ser humano pode ser nobre de alma, mas também pode ser o maior dos carrascos do próprio homem, e não é diferente o estadista. Os governantes e legisladores não são seres supremos capazes de promover a igualdade e o bem-estar geral, mas sim pessoas ocupando cargos públicos para legislar e governar em causa própria. Por isso o povo sempre deve desconfiar de seus “representantes”. Mas para a esquerda a liberdade conquistada através de tanta luta nada representa frente ao colossal escudo da igualdade que carregam. Não é de praxe que eu desconfie das intenções daqueles que proferem um discurso de diferentes ideais, mas os adeptos ao igualitarismo parecem por muitas vezes usar dessas ideias apenas para conduzir cordeiros que o apoiem quando puder sugar os cofres públicos, frutos da violação do resultado do trabalho da população.

Stalin
Josef Stalin – Um dos nobres comunistas que habilmente perpetrou a distribuição de renda, e também de sangue e corpos

À respeito da propriedade a soberba se torna mais escancarada. O Estado deve controlar todos os meios de produção, cabendo a si fazer a distribuição dos frutos do trabalho. Tudo isso por causa do egoísmo humano. Sempre fico a pensar se aqueles da esquerda são de uma natureza distinta, altruísta e idônea. Se martelam um discurso de que o ser humano é necessariamente mal, porque ao invés de dividir o poder concentrá-lo todo na mão de um só lobo? Pois a nobreza de coração encontra-se apenas na política canhota, parece.

Locke
John Locke – Vida, Liberdade e Propriedade

A liberdade unida à propriedade e à igualdade de direitos cria um mecanismo de seleção dos melhores de uma comunidade. E daí nasce, dos direitos naturais do homem, uma hierarquia natural. O pavor de todos aqueles que simpatizam com a esquerda, o pavor de depender de si próprio. Pois nada mais é o socialismo do que a possibilidade de viver às custas dos outros, como antes fez seu maior ícone: Marx.

A mentira da democracia vermelha

Após a renúncia de Jânio Quadros o Brasil viveu um momento conturbado. A posse de João Goulart, primeiramente barrada, foi garantida por Leonel Brizola e seus comparsas. Eram desacreditados todos os que denunciavam o caráter socialista do novo Presidente da República. Depois de anunciar seus planos reformistas até mesmo alguns “legalistas” criaram suas dúvidas, afinal de contas, o comunismo era uma ameaça iminente. Os setores conservadores da população não aceitaram essas políticas, e enquanto demonstravam insatisfação os militares iniciavam seu movimento. Foi aplicado o golpe militar, e o Brasil encarou anos de censura e repressão. Não se pode negar que foi um regime maléfico para a nação.

Durante o regime autoritário promovido pelos militares surgiram diversos grupos contrários ao governo, além de outros que já operavam no Brasil antes da subida ao poder dos militares. Grupos de extrema esquerda, que hoje são conhecidos como grupos que lutaram pela liberdade e democracia. Não poderia ser mais imprecisa essa descrição.

Analisemos alguns desses grupos:

Vanguarda Popular Revolucionária: Grupo de alinhamento marxista-leninista (acredito que não preciso explicar as consequências da “democracia” de Lenin), lutou contra a ditadura militar visando a instauração de um regime nos moldes socialistas. Enquanto a URSS reprimia fortemente seus cidadãos, principalmente dissidentes, o grupo assaltava cidadãos e roubava bancos para financiar seu caminho rumo à maravilha de Lenin. Esse era o grupo do qual participou nossa atual “presidentA”, sendo acusada de roubar um cofre na importância de 2,5 milhões de reais.

Movimento Revolucionário 8 de Outubro, ou simplesmente MR8: Semelhante ao anterior, lutou contra a ditadura com o objetivo de instaurar um regime comunista. Especializado em guerrilha urbana (isso mesmo!), foi praticamente desmantelado através da repressão (e não venha me dizer que guerrilha se combate com carinho). Famoso pelo sequestro de Charles Burke Elbrick, embaixador dos EUA no Brasil, continua atuando até hoje no meio político, sob o nome de Partido Pátria Livre (ou seria Pátria Soviete?). Criticava o caráter “democrático-burguês” ou de “libertação nacional” de outros grupos e pregava que a revolução deveria ser exclusivamente de caráter socialista. Com certeza era um grupo que brigava pela “liberdade” e pela “democracia”.

Ação Libertadora Nacional: Esse era o grupo de nosso grande “herói” Carlos Marighella. Mais um grupo de tendência comunista, também participou no sequestro do embaixador anteriormente citado. Ficou famoso também por um grande ato em favor da “democracia”, quando assassinou o marinheiro inglês David Cuthbert, que estava no Brasil com a marinha inglesa na comemoração dos 150 anos de independência (como pode-se perceber seus atos eram de grande utilidade pública). Em vez de desaparecer sem deixar vestígios, pariu o Molipo e a Tendência Leninista. Pelo menos essa última não chegou a se estruturar decentemente.

Quando do seqüestro do embaixador Charles Burke Elbrick, os terroristas da ALN e do MR8 lançaram o seguinte “manifesto”: http://www.marxists.org/portugues/tematica/1969/09/04.htm

(download disponível aqui)

Seguem os dois primeiros parágrafos do documento:

Grupos revolucionários detiveram hoje o Sr. Charles Burke Elbrick, embaixador dos Estados Unidos, levando-o para algum lugar do país, onde o mantêm preso. Este ato não é um episódio isolado. Ele se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a cabo: assaltos a bancos, nos quais se arrecadam fundos para a revolução, tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; ocupação de quartéis e delegacias, onde se conseguem armas e munições para a luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários, para devolvê-los à luta do povo; explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrascos e torturadores.

Na verdade, o rapto do embaixador é apenas mais um ato da guerra revolucionária, que avança a cada dia e que ainda este ano iniciará sua etapa de guerrilha rural.

Não só confessam que o sequestro não era um ato isolado como marcava também o início de uma campanha de guerrilha que se espalharia também pelo meio rural. Que tipo de regime trataria bandidos desse naipe com mimos?

O governo militar cometeu diversos crimes. Isso não deve ser negado. Mas chega a ser cômico grupos que cometeram diversos crimes estarem clamando pela punição dos militares. Existe um movimento (correto, se me perguntar) ao redor do globo que procura punir ditadores do passado. Mas não vejo essa mesma euforia para punir os maloqueiros, arruaceiros e criminosos de esquerda, que se esconderam atrás da máscara democrata buscando instaurar seu inferno sonho socialista.

Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática.

– Daniel Aarão Reis, ex-militante do MR-8, professor da UFF

Alguns países até hoje têm pesadelos quando lembrados de seus passados comunistas. Não podemos nos deixar levar por devaneios de estudantes que nada mais desejam do que serem sustentados pelo dinheiro alheio. O comunismo é o maior instrumento de poder já criado pelo homem. A Coréia do Norte é o exemplo mais visível disso; a população passa fome e idolatra o grande líder, que inventou o arco-íris e controla o tempo (Além de ser CEO da Nike , é claro). Não existe socialismo democrático. A igualdade total se estabelece através da força. Da ditadura.

Exemplos de democracias que nossos amados bandidos defendem até hoje como modelo para o Brasil:

Kim Jong-Il e seus chacais na República “Democrática” da Coréia
Trabalhadores alemães desfrutando da liberdade na República “Democrática” Alemã…
Fidel Castro, ícone da “democracia” socialista cubana

É essa a “democracia socialista”… transformar nações inteiras em feudos gigantes onde a população é propriedade do Partido e não tem direito sequer de sair do “paraíso”.

Acredito que muitos já ouviram falar que quem faz a coisa certa pelos motivos errados está fazendo errado. Lutar contra uma ditadura é legítimo. Em favor de outra, não. Então não se deixem enganar por esses “heróis da democracia”. A única coisa que queriam era o poder na mão deles. Não preciso falar que hoje eles nos governam, não é mesmo?