Lançamento Expresso Liberdade

O Expresso Liberdade é uma organização apartidária dedicada a promover uma sociedade livre, baseada nos valores da propriedade privada, vida e liberdade, através de estudos econômicos, culturais e da formação de líderes. Tal iniciativa é oportuna, num momento em que, pelo Brasil, afloram iniciativas liberais. 12 grandes institutos realizam com frequência eventos e lançam publicações. Um exemplo bem sucedido desse movimento é o Fórum da Liberdade, realizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (RS), consolidou-se como o maior espaço de debate político, econômico e social da América Latina.

Seu surgimento é motivado necessidade de dar uma resposta aos constantes ataques sofridos pela Liberdade nas esferas civil e econômica. Para se ter uma noção da dimensão da ação destrutiva dos  “inimigos da liberdade”, segundo o índice de liberdade econômica da Heritage Foudation, o Brasil amarga o 99º lugar dentre os 179 pesquisados. Da mesma maneira e com o mesmo número de países consultados, o Brasil ocupa também a 99º lugar no índice de liberdade de imprensa do Repórteres Without Borders. Diante de tal panorama, formou-se o Expresso Liberdade para propor alternativas a políticas intervencionistas brasileiras em vários campos.

O lançamento do Expresso Liberdade acontecerá no em São Luís – Maranhão no Grand São Luis Hotel, no dia 8 de setembro, e está sendo encarado pelos organizadores como um marco para o movimento liberal e conservador do Maranhão. Na oportunidade, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, príncipe da família real brasileira, fará a palestra de abertura com o tema “Liberdade, Propriedade e Vida no Brasil” .

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. “Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de caráter socialista.”

Membros fundadores do Expresso Liberdade

  1. Bruno Tupinambá
  2. Fábio Barbosa Pereira
  3. Gustavo Coelho
  4. José Lorêdo Filho
  5. Lourival Filho
  6. Maxwell Alcobaça
  7. Paulo Le Chevalier
  8. Rafael Gomes
  9. Rafaela Santos Jacintho

Saiba mais sobre o Expresso Liberdade no site www.expressoliberdade.com.br

Mesmo com bônus demográfico o Brasil não cresce

Muito se questiona por que o Brasil não cresce mais? O que emperra o nosso crescimento e como outros países da America latina consegue melhores números?

O Brasil hoje vive um momento único na sua história, o bônus demográfico, posição onde se tem mais gente em idade produtiva (mão de obra), do que criança e idosos. É no bônus demográfico que um país atinge o melhor momento para crescer e se tornar desenvolvido, mas o Brasil não está sabendo aproveitar essa situação e nem se preparando para o período pôs bônus demográfico, onde se terá mais idoso e menos mão de obra (problemas previdenciários).

Image
Tabela ilustrando o bônus demográfico

Os países que crescem estão investindo na educação, produção industrial e exportando mais do que consomem. No Brasil é diferente, com o fácil acesso ao crédito, o brasileiro passou a comprar mais e se endividar também, para piorar a maioria dos produtos que compramos não são produzidos aqui, nossa indústria vive uma crise e acumula quedas mês a mês. Hoje o país tem mais investidores na área de serviços do que na área industrial, é um país de demanda e não oferta, sem ter se desenvolvido e com uma população que pouco economiza.

Esses problemas acontecem devido às distorções no mercado feitas pelo governo, eles não souberam diagnosticar o problema e aplicaram tratamentos errados, exemplo, são os cortes de IPI em carros e eletrodomésticos, isso só faz aumentar as vendas nas lojas (serviços) e não acaba ajudando a indústria. A GM do Brasil está adotando programas de demissões voluntárias em suas fábricas e sindicatos afirmam que é questão de tempo para que haja demissões em massa, mesmo com o aumento das vendas a indústria não se beneficiou disso como era esperado pelo governo.

O controle estatal na economia é muito forte e eles manipulam de acordo seus interesses e “necessidades”, isso deixa o investidor com receio, pois ele não tem como projetar o futuro do mercado e acaba optando por investimentos mais seguros, exemplo a área de serviços. Abrem-se mais shoppings do que fábricas.

Hoje poucas famílias conseguem guardar dinheiro, maiorias estão endividadas, efeito colateral crédito fácil, outro fator que também agrava é os impostos (alta carga tributária). Mais de 35% do nosso PIB é imposto isso dificulta tanto para a pessoa física, que deseja guardar parte de seu ganho e também prejudica quem deseja ter um negócio próprio (jurídica). Muitas pessoas até chegam a ter dinheiro para abrir uma empresa ou até uma pequena indústria, mas os riscos e alta carga tributária acabam desanimando a pessoa.

É preciso mudar a situação, pois se o Brasil não se desenvolver até o fim do período do bônus demográfico, nós estamos condenados a ser país subdesenvolvido para sempre (não haverá como se consolar falando que o Brasil é o país do futuro). As soluções de extrema urgência seria cortar expressivamente a carga tributária, incentivar a iniciativa privada a investir no setor industrial e o mais importante, que é investir na educação formar mão de obra especializada (isso não significa aumentar a porcentagem do PIB destinada a educação, mas como gerenciar). Existem outras medidas a se tomar, mas não funcionariam sem que essas citadas fossem tomadas previamente.