E se você fosse rei?

Já imaginou se você pudesse mudar o mundo? Se tivesse o poder de torná-lo mais justo, igualitário, etc? Assista a animação “Se você fosse rei”, disponível no YouTube:

Muito instrutiva!

O Caminho para a Liberdade na África

Por Adewale R. Bankole. Publicado originalmente em inglês no AfricanLiberty.org. Traduzido e adaptado para o português do Brasil por Renan Felipe dos SantosPara ler o artigo original, clique aqui.

Liberdade é a habilidade de viver a própria vida como se quer respeitando a vida dos outros, “você é o dono da sua vida”.
Para viver, é preciso produzir o que sustenta a vida. O que você é capaz de produzir ou inventar é seu produto, ou “os frutos do seu trabalho”.

Seu produto é sua propriedade, que é o resultado do seu pensamento criativo, do seu tempo e energia para inovar e trazer idéias inimagináveis para a realidade, e que são valiosas e podem ser trocadas através de um mútuo acordo.

Por sua vez, um bom governo existirá apenas para proteger esta liberdade, “sua liberdade”, não para redistribuir riqueza, nem para garantir privilégios especiais, nem para interferir na vida dos indivíduos. O governo de um país livre, propriamente falando, reside não nos seus oficiais eleitos mas em suas leis.

Isto é normalmente conhecido como “governo das leis, não dos homens”.

Partindo desta premissa, a África mais do que qualquer outro continente sofreu da quase ausência de liberdade. A distorção da liberdade da África é mais antiga que o período do comércio de escravos e a era colonial.
O período colonial já passou e há muito foi esquecido; ainda assim muitas nações africanas passaram sua era pós-colonial tentando várias formas falhas de governo, incluindo o marxismo e o regime militar.

Dos muitos efeitos da escravidão, dos quais a África sofre a maioria, a escravidão mental é o maior e o pior. Escravos não tem direitos nem para pensar por si mesmos ou experimentar novas idéias; escravos não possuem nada; escravos não investem ou compram porque eles foram comprados. Este é o único método efetivo que senhores de escravo usam para manter o senhorio sobre seus súditos. Consequentemente, a tirania nos governos modernos é até certo ponto uma transição da era colonial que já acabou há muito tempo mas legou um efeito aparentemente permanente.

Tiranos e ditadores proliferaram, especialmente na África pós-colonial, não tanto por causa de sua ingenuidade mas porque operavam uma estrutura política hierárquica e repressora que herdaram, e a usaram para oprimir as pessoas, limitar as empresas, violar a liberdade e a independência individual.
A maioria dos governos africanos não entende a liberdade e a dinâmica do mercado. Em vez disso acreditam, ou fingem acreditar, em mitos associados a eles. Para os poucos que entendem, o que eles promovem é “crony capitalism”[1] – um sistema no qual o capital nacional é pouco mais do que uma gigantesca colméia pulsante de lobistas, burocratas, consultores, especuladores buscando renda fácil, e no qual empresas públicas foram vendidas in leilões corruptos fechados para “amigos do governo” em nome da liberalização.

Para as pessoas da África, globalização significou pouco mais do que seus “líderes” indo para conferências – às custas delas – em outros países. Enquanto escrevo este artigo, há uma notícia anunciando que um novo país, “Azawad”, acabou de separar-se do Mali; Mugabe do Zimbábue está com um novo modelo de nacionalização, expropriando negócios privados apesar do espantoso crescimento negativo e da inflação bilionária que o país registrou nos últimos anos; Boko Haram – uma seita islâmica radical – está ameaçando a unidade da Nigéria com bombas explodindo quase que semanalmente na parte norte da Nigéria; O norte e o sul do Sudão estiveram brigando pelo Heiglig, uma região rica em petróleo. Estas são realidades decepcionantes que ameaçam a liberdade na África.

Por todo o continente africano praticamente não há um país sem problemas de violação da liberdade individual, dos direitos de propriedade e da liberdade econômica, como resultado de governos despóticos.

Hoje, o despotismo se tornou a gangrena do continente africano. George Ayittey em seu mais recente livro entitulado Defeating Dictators: Fighting Tyranny in Africa and around the World (2011)[2], ele observa que “ditadores modernos vem em diferentes matizes; raças, cores de pele e religiões, e eles professam várias ideologias”. Não obstante, déspotas tem muito em comum: eles são líderes que não são escolhidos pelo seu povo e, portanto, não representam as suas aspirações. Conforme a oposição se levanta contra eles, eles refinam suas táticas e aprendem novos truques numa tentativa de deter a maré de forças pró-democracia.

Os homens deveriam buscar sua liberdade, lembrando que qualquer coisa menor do que isso coloca sua sobrevivência debaixo dos sentimentos emocionais de homens que nunca se permitiram conhecer a essência da liberdade. Por isso para vencer a batalha pela liberdade na África, devemos começar por liberdade intelectual. O intelecto começa com o conhecimento da Verdade. A Liberdade do invidíduo é um pré-requisito da Liberdade do Estado.

[1]Nota do Tradutor: capitalismo de compadrio, capitalismo estatal, coronelismo, corporativismo. O termo crony capitalism descreve um sistema pretensamente capitalista, mas onde não há real liberdade de mercado porque o governo interfere privilegiando certas empresas, cartéis e oligopólios. Mais ou menos como o que acontece aqui no Brasil com a tal da ‘parceria público-privado’ e o capitalismo estatal.

[2] Nota do Tradutor: Defendendo Ditadores: Combatendo a Tirania na África e no Mundo.

A Teologia da Libertinagem e a Igreja Universal do Relativismo Moral

Linhas Gerais

De acordo com as decisões populares e democráticas tomadas na reunião da Última Internacional, durante o Foro de São Paulo, abrimos mais uma frente revolucionária para destruir o pensamento porco-burguês ocidental que persiste em suas atividades contrarrevolucionárias na América do Sul, sobretudo nos setores reacionários, fascistas e elitistas como a bancada evangélica, a bancada ruralista, os oposicionistas, os entreguistas, os denuncistas, os espiões polacos, os petlyuras, os trotskystas, o Capital Internacional, os peemedebistas e demotucanos em geral.

Panfleto de divulgação.

Esta nova frente de atuação revolucionária tem por objetivo desconstruir as concepções preconceituosas das pessoas com relação ao genocídio humanitário do processo revolucionário e a ditadura do proletariado, e abrir o coração das pessoas para o comunismo. Para isto, é necessário que acabemos com religiões burguesas como o catolicismo, o protestantismo e o espiritismo. É necessário abrir os olhos das pessoas para religiões mais progressistas como o budismo, o rastafari, o hinduísmo, a cientologia e o socialismo utópico.

Mais do que isso, é essencial que ofereçamos um substituto progressista às religiões retrógradas, homofóbicas e fascistas que ameaçam a Revolução. Para isto, baseando-nos nos ideais da filosofia pós-moderna, do desistencialismo, e dos pensadores da Escola de Fuckfurt, o Partido modelou uma religião progressista e popular para angariar o apoio das massas e minar a confiança do proletariado na burguesia clerical que o oprime com seus mandamentos opressores (criminalização da pobreza), pecados estigmatizantes (criminalização das diferenças), etc. Apresentamos para vocês a Teologia da Libertinagem.

A TL e suas figuras principais
A figura central da TL é o Partido. O Partido é representado, simbolicamente, pela palavra “Deus”, enquanto as massas não estiverem devidamente preparadas para a Revelação. A segunda figura mais importante é Chesus, personagem histórica revolucionária e populista que despertará o amor das massas pela nossa causa da expropriação e redistribuição dos meios de produção.

Chesus: Viva La Ressurrección!

Os sete pecados burgueses


1. Individualismo –
não pensar no próximo camarada. Não defender os oprimidos narcotraficantes das favelas, não defender os guerrilheiros das FARC e do EZLN (meros produtos de um sistema opressor capitalista), não defender a expropriação e a submissão da classe burguesa ao domínio da ditadura do proletariado.

2. Capitalismo – fazer comércio, explorar a mais-valia, cobrar por serviços, não distribuir drogas recreativas para os camaradas a preço de custo.

3 . Machismo – namorar, noivar, casar, não socializar os meios de reprodução com camaradas e camarados, heteronormatividade, não estar aberto para relacionamentos alternativos, revolucionários e progressistas como a pedofilia e o incesto, etc.

4 . Eurocentrismo – não ter vergonha de ser um branco descendente de escravocratas, latifundiários, banqueiros e invasores europeus. Vestir-se como um burguês, não usar dreads, camisa do Che, chinelo de dedo, não se preocupar com a fome na África, etc.

5. Denuncismo – denunciar os camaradas que, durante o processo revolucionário, venham a atentar contra as leis capitalistas opressoras do Estado Burguês.

6. Entreguismo – não defender a total expropriação dos meios de produção e sua centralização nas mãos do Estado Proletário.

7. Reacionarismo – discordar com as diretrizes do Partido e não adaptar-se às necessidades dinâmicas do processo revolucionário.

Os desmandamentos

1 – Amar o Partido (“Deus”) sobre todas as coisas
2 – Não usar o nome de Partido (“Deus”) em vão
3 – Guardarás os dias de greve
4 – Honrarás a Revolução
5 – Não matarás (outro camarada, sem um tribunal revolucionário)
6 – Não negarás aos camaradas livre acesso aos teus meios de reprodução
7 – Não explorarás a mais-valia
8 – Não levantarás testemunho contra outro camarada (delação)
9 – Não terás pensamentos pecaminosos e neoliberais
10 – Não cobiçarás a droga recreativa do próximo

Inveja, um fio para manipulação

Inveja. Eis um sentimento humano tão comum e presente na vida das pessoas. Mas o que de fato desperta esse sentimento? Por que algumas pessoas conseguem usá-lo de uma forma boa e outras acabam canalizando a inveja de forma ruim? Ludwig von Mises, no seu livro A Mentalidade anticapitalista cita a inveja como um dos principais motivos que levam uma pessoa a ser contra o capitalismo, pois ao ver o sucesso do outro ela sabe que fracassou e que todos em sua volta  sabem que ela fracassou também.

Mas a questão principal desse texto é como a inveja pode ser utilizada para manipular as pessoas e fazer com elas sejam marionetes, e demonstrar que os fios que ligam ela aos seus manipuladores são apenas sentimentos infantis. Um exemplo recente, talvez, seja a eliminação do Barcelona na UEFA Champions League: a equipe catalã é tida como uma das melhores, senão a melhor do mundo. Havia certa bajulação “forçada” das pessoas com o time, mas essa bajulação na verdade era inveja: o que as pessoas queriam era ver o Barcelona perder. Com a derrota para o Chelsea, as redes sociais ficaram inundadas de comentários contra a equipe de Messi e o próprio jogador. E o pior: muitos dos que zoaram hoje, há 3 semanas atrás  elogiavam o argentino e a sua equipe.

Você leitor deve estar se perguntando o que raios têm a ver futebol com a proposta do blog. Bom, não tem muito haver mesmo. Nesse caso é mais para ilustrar. Os fãs de futebol sentem inveja do Barcelona, gostariam que o time deles tivessem o mesmo nível técnico e o brasileiro por si só não suporta saber que o melhor jogador do mundo, hoje, é Lionel Messi, um argentino. Prova disso é que a nossa mídia busca compará-lo com Neymar, mas esquece que o resto do mundo compara Cristiano Ronaldo com o argentino. Percebeu como uma coisa fútil pode ser distorcida pela inveja? Agora imagine na economia, na política, na saúde, nos costumes e valores morais, etc.

A inveja é um poderoso instrumento de manipulação, e parte da new-left junto com a antiga esquerda percebeu isso. Eles sempre buscam descobrir onde há essas fendas, direcionam e ampliam o tamanho dessa fenda de acordo com seu interesse. Lula e o PT fazem isso de forma espetacular, quando jogam pobres contra ricos, fazendo assim os pobres pensarem que os ricos são os culpados pela sua situação sócio-econômica. Mas quem é de fato o culpado é ela mesma, ou o governo que a impossibilita de evoluir. Barack Obama é outro “master of puppets”: ele usa o seu health care ou planos de taxar os mais ricos para atrair apoio das massas. É claro que ideias assim vão ter apoio da maioria, uma vez que são  poucos os que tem competência e foco para atingir seus objetivos. Como Milton Friedman dizia: nada é de graça. O instinto de inveja faz com que as pessoas se sintam de alguma forma realizadas ao ver aqueles que elas gostariam de igualar sendo prejudicados ou fracassando. Assim, o invejado e o invejoso são colocados no mesmo patamar por um agente externo (que pode ser o governo, a mídia, etc.), um manipulador.

Se você tem inveja de algo, use para seu bem. É simples: se você sente inveja é porque gostaria de igualar ou superar. Seu dever é criar mecanismos e meios de chegar ao mesmo nível do invejado ou – porque não? – superá-lo.

Dica de leitura:
A mentalidade anticapitalista

Uma distribuição desigual… de capitalismo

por Johan Norberg. Traduzido e adaptado para o português do Brasil por Renan Felipe dos Santos a partir da versão em espanhol disponível no site da ODLV (Organización por la Democracia Liberal en Venezuela).

Vinte porcento (20%) da população do mundo (ouvimos muito isso) consome mais de oitenta porcento (80%) dos recursos do planeta, enquanto que os outros 80% consomem menos de 20%. Os críticos da globalização nunca se cansam de nos lembrar esta injustiça. Mas pouquíssimas vezes escutamos uma análise adequado da razão desta situação.

Os críticos a colocam como “os pobres são pobres porque os ricos são ricos”, como se os 20% mais ricos houvessem roubado de alguma forma estes recursos dos outros 80%. Isso está errado. Os países ricos cresceram mais rápido desde que perderam as suas colônias. E as regiões que as nações imperialistas subjugaram cresceram mais rápido assim que se converteram em colônias do que haviam feito antes. Muitas das nações mais ricas do mundo — como a Suiça e os países escandinavos — nunca tiveram colônias de grande importância. Outros, como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Hong Kong, e Singapura, foram colônias. Por outro lado, muitos dos países menos desenvolvidos – Afeganistão e Nepal, por exemplo — nunca foram colônias.

E financiando todos os outros -ismos, desde 4000 a.C.

A principal razão para que estes 20% consumam 80% dos recursos é que eles produzem 80% dos recursos. Os 80% consomem somente 20% porque eles produzem só 20% dos recursos. É este último problema que devemos enfrentar. O problema é que há muitos pobres, não que há alguns ricos.

Os críticos do capitalismo afirmam que o PIB per capita é 30 vezes maior nos 20 países mais ricos do mundo que nos 20 mais pobres. Os críticos tem razão que esta desigualdade se deve ao capitalismo — mas não pelas razões que eles creem. A diferença se deve a que certos países tomaram a senda do capitalismo, o que lhes resultou em uma fantástica prosperidade para seus habitantes, enquanto que aqueles que escolheram impedir a propriedade privada, o comércio, e a produção permaneceram atrasados. Os fatores como o clima e os desastres naturais não carecem de importância, mas a maior parte deste atraso pode ser atribuída a que certos países optaram pela liberalização enquanto outros optaram pelo controle.

Os 20 países economicamente mais livres do mundo têm um PIB per capita aproximadamente 29 vezes maior do que as 20 nações menos livres economicamente. Então, se falamos sério sobre eliminar o atraso com relação do Sul ao Norte, deveríamos esperar com todos os nossos corações que o Sul também ganhe acesso a uma economia livre e a mercados abertos. Os países em desenvolvimento que tem feito aberturas em décadas recentes não só tem crescido mais rápido que os outros países em desenvolvido – tem crescido mais rápido que os países ricos também.

A desigualdade do mundo se deve ao capitalismo. Não ao capitalismo empobrecendo a certos grupos, mas sim enriquecendo os seus praticantes. A distribuição desigual da riqueza do mundo se deve à distribuição desigual de capitalismo.

Capitalismo desigual: países capitalistas enriquecem. Países não capitalistas, não enriquecem. Problem?

Um quarto do investimento internacional direto entre 1988 e 1998 foi para os países em desenvolvimento. Desde començos dos anos oitenta, os fluxos de investimento aos países em desenvolvimento aumentaram de $10 bilhões a $200 bilhões ao ano. Se olhamos unicamente para os fluxos de capital ao mundo em desenvolvimento, descobrimos que 85% do investimento direto vai a tão somente 10 países, frequentemente os mais liberalizados. Mas devido ao fato que tais investimentos cresceram a uma taxa anual de 12% nas últimas três décadas, os países que não se encontram nestes 10 primeiros lugares também experimentaram crescimentos estupendos.

Os países ricos representaram 80% do PIB mundial em 1975, uma cota que caiu a 70% hoje em dia. Como já foi mencionado, os países pobres que optaram pela liberalização econômica e o livre comércio tiveram um crescimento mais rápido que os países ricos em décadas recentes. O livre comércio e o liberalismo econômico são uma forma para que os países em desenvolvimento não só enriqueçam, mas que também possivelmente alcancem os países mais prósperos.

Como disse o secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan, em uma conferência levada a cabo em fevereiro de 2000, pouco depois das demostrações contra a Organização Mundial do Comércio: “Os maiores perdedores neste mundo tão desigual de hoje em dia não são aqueles que estão expostos demais à globalização. São aqueles que ficaram fora dela”.

Jorge deve ajudar

Interessante vídeo que ilustra bem como o Estado se sustenta através da violência física e da ameaça, desde a perspectiva do indivíduo.