Gab.ai lança Dissenter: uma ferramenta para burlar a censura nas redes sociais

A censura nas redes sociais está em todo lugar. O Facebook e o Twitter tem total controle sobre o que pode ou não ser dito dentro das suas plataformas, e você pode ter certeza de que eles usam este poder para censurar ou simplesmente “capar” o alcance das mensagens de cujo conteúdo eles discordam.

Há dois anos, Andrew Torba lançou sua rede social focada em liberdade de expressão, Gab.ai. Todo discurso que é considerado legal nos Estados Unidos pode ser postado na plataforma Gab. Ou seja, não existe um conjunto separado de discursos proibidos definidos pela plataforma e imposto aos seus usuários. Isto desencadeou retaliações das redes sociais tradicionais, que acusaram o Gab de promover “discurso de ódio”.

Agora o Gab quer dar aos seus usuários ainda mais poder para expressar suas opiniões livres de censura: ele acaba de lançar Dissenter, ou “a seção de comentários da internet”, como os seus criadores a apelidaram. Este serviço permite aos usuários comentar e ler comentários sobre cada URL a partir de um plugin externo, sem necessidade de logar ou sequer ter uma conta no site em questão. Isto significa que você pode burlar completamente a censura privada de plataformas como Facebook, Twitter ou o próprio WordPress.

Caso queira testar, visite dissenter.com

Cartilha Politicamente Correta: Um atentado contra a Liberdade de Expressão

O patrulhamento ideológico brasileiro me espanta mais a cada dia. Inicialmente proveniente do governo, hoje também é praticado pelas escolas fundamentais e de ensino médio. A onda esquerdista que começou a invadir o ensino nos anos de ditadura está longe de minguar: torna-se cada vez mais forte, alienando e aprisionando as mentes de cada vez mais jovens que passam a ter sua capacidade de pensar limitada e enferrujada. Dizer verdades, hoje, é grosseria. Ainda mais quando se posicionam contra o poder estabelecido, contra a ditadura politicamente correta.

Muito se fala que o discurso politicamente incorreto é necessariamente um discurso preconceituoso, que busca legitimar o discurso de ódio. E muito se repete essa mentira sem que se pense à respeito. Mas é fácil reprovar o politicamente incorreto: ele incomoda, provoca o pensar. Se desvincula de interesses momentâneos e dispara verdades que machucam os ouvidos frágeis dos despreparados. Quantos pararam para pensar na origem desse termo? Eu explico.

A ideia de politicamente incorreto nasceu com a Igreja Católica, durante a Idade Média. Esse era um dos critérios para se proibir livros, que se posicionassem contra a política estabelecida. E isso não se atém à origem do termo: estende-se até hoje, mas sob outras roupagens. O termo politicamente incorreto nada mais é do que uma desculpa para censurar discursos indesejados.

Acredito na existência da verdade. Duvido de relativistas como Foucault, mas este disse algo que é de grande pertinência nos dias atuais: a verdade depende do contexto histórico. A verdade, hoje em dia, nada mais é do que a versão do poder. Pouco importam os fatos, se a narrativa mirabolante esquerdista trilhar caminho distinto do ocorrido. E quando se tenta combater esse discurso hipócrita, a resposta é rápida: A pessoa é rapidamente taxada de preconceituosa, e a repressão à opinião é tamanha que as pessoas passam a ter medo de expressar o que pensam. O povo teme se posicionar contra as cotas raciais por medo de ser taxado de racista; assim esse se torna um discurso politicamente incorreto. O povo teme se posicionar contra o assistencialismo por medo de ser taxado de elitista; assim esse se torna um discurso politicamente incorreto. E quando o medo toma conta da população, agora temerosa de expor o que pensa, o resultado é claro: censura velada sob o nome da boa educação, do politicamente correto.