Indicação de leitura: “Mentiram para mim sobre o desarmamento”

Mentiram para mim

Prezados leitores, queremos indicar nesse post a leitura da obra “Mentiram para mim sobre o desarmamento”, de Flávio Quintela e Bene Barbosa. O livro é, sobre todos os aspectos, espetacular. Conta com argumentos lógicos e dados estatísticos sólidos baseados em fontes seguras e fáceis de consultar. Além disso, a linguagem é muito leve e simples, os capítulos são curtos e o tema é exposto de modo muito objetivo.

Mesmo que você seja a favor do desarmamento da população, leia esse livro. É importante você saber o que o outro lado diz, da boca das próprias pessoas que o defendem. Garanto que, no mínimo, você terá uma visão bem diferente da importância desse debate após a leitura. E como eu disse, não é leitura enfadonha. A obra é bem gostosa de ler e até quem lê devagar e não tem tempo, consegue terminá-la em cinco dias.

Para quem já é a favor do direito de o cidadão honesto portar armas, leia e divulgue amplamente essa obra. Por que isso é tão importante? Porque não estamos falando aqui apenas de uma mera questão de opinião. Há dados estatísticos sólidos demonstrando que o armamento do cidadão honesto é um importante fator na redução da criminalidade violenta e na proteção do povo contra governos com intenções escusas. E o Brasil hoje necessita muito dessas duas coisas.

Então, leiam, divulguem e até comprem para presentear outras pessoas. As informações desse livro precisam ser conhecidas pela galera. É importante. Até para que tenhamos um debate legítimo de ideias.

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A arma é civilização

Maj. L Caudill USMC (Ret)

 

Manifestação do Major L. Caudill – Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA – USMC

As pessoas só possuem duas maneiras de lidar umas com as outras: pela razão e pela força. Se você quer que eu faça algo para você, você tem a opção de me convencer via argumentos ou me obrigar a me submeter à sua vontade pela força. Todas as interações humanas recaem em uma dessas duas categorias, sem exceções. Razão ou força, só isso. Em uma sociedade realmente moral e civilizada, as pessoas somente interagem pela persuasão.
A força não tem lugar como método válido de interação social e a única coisa que remove a força da equação é uma arma de fogo (de uso pessoal), por mais paradoxal que isso possa parecer.
Quando eu porto uma arma, você não pode lidar comigo pela Força. Você precisa usar a Razão para tentar me persuadir, porque eu possuo uma maneira de anular suas ameaças ou uso da Força.
A arma de fogo é o único instrumento que coloca em pé de igualdade uma mulher de 50 Kg e um assaltante de 105 Kg; um aposentado de 75 anos e um marginal de 19, e um único indivíduo contra um carro cheio de bêbados com bastões de baseball.
A arma de fogo remove a disparidade de força física, tamanho ou número entre atacantes em potencial e alguém se defendendo.

Há muitas pessoas que consideram a arma de fogo como a causa do desequilíbrio de forças. São essas pessoas que pensam que seríamos mais civilizados se todas as armas de fogo fossem removidas da sociedade, porque uma arma de fogo deixaria o trabalho de um assaltante (armado) mais fácil. Isso, obviamente, somente é verdade se a maioria das vítimas em potencial do assaltante estiver desarmada, seja por opção, seja em virtude de leis – isso não tem validade alguma se a maioria das potenciais vítimas estiver armada.
Quem advoga pelo banimento das armas de fogo opta automaticamente pelo governo do jovem, do forte e dos em maior número, e isso é o exato oposto de uma sociedade civilizada. Um marginal, mesmo armado, só consegue ser bem sucedido em uma sociedade onde o Estado lhe garantiu o monopólio da força.
Há também o argumento de que as armas de fogo transformam em letais confrontos os que de outra maneira apenas resultariam em ferimentos. Esse argumento é falacioso sob diversos aspectos. Sem armas envolvidas, os confrontos são sempre vencidos pelos fisicamente superiores, infligindo ferimentos seríssimos sobre os vencidos.
Quem pensa que os punhos, bastões, porretes e pedras não constituem força letal, estão assistindo muita TV, onde as pessoas são espancadas e sofrem no máximo um pequeno corte no lábio. O fato de que as armas aumentam a letalidade dos confrontos só funciona em favor do defensor mais fraco, não do atacante mais forte. Se ambos estão armados, o campo está nivelado. A arma de fogo é o único instrumento que é igualmente letal nas mãos de um octogenário quanto de um halterofilista.

Elas simplesmente não funcionariam como equalizador de Forças se não fossem igualmente letais e facilmente empregáveis.
Quando eu porto uma arma, eu não o faço porque estou procurando encrenca, mas por que espero ser deixado em paz. A arma na minha cintura significa que eu não posso ser forçado, somente persuadido. Eu não porto arma porque tenho medo, mas porque ela me permite não ter medo. Ela não limita as ações daqueles que iriam interagir comigo pela razão, somente daqueles que pretenderiam fazê-lo pela força. Ela remove a força da equação. E é por isso que portar uma arma é um ato civilizado.
Então, a maior civilização é onde todos os cidadãos estão igualmente armados e só podem ser persuadidos, nunca forçados.

Rolezinho, elitismo e oportunismo

Muito se tem discutido sobre o tal “rolezinho”. Pra variar, tudo conspira para que só dois lados sejam ouvidos como se resumissem tudo que pode ser dito sobre o assunto.

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De um lado temos aquela galera “progressista” que prefere simplesmente ignorar o que o tal do rolezinho é e focar na “guerra de classes”: da classe média para baixo estão os certos, os oprimidos representantes da cultura popular e democrática, da classe média pra cima estão os errados, os fascistas reaças e coxinhas, etc. Para estes, a segurança dos shoppings quer barrar o rolezinho porque o “templo do capitalismo” não admite que os ricos percam privilégios e os pobres entrem nos shoppings (como se já não fizessem isso há décadas).

Do outro lado, aqueles que confundem atos infracionais com o gosto musical dos seus praticantes. Se o batedor de carteira ouve funk, então quem ouve funk bate carteira. Imputam ao funk toda a decadência de batedores de carteira, tecem toda uma análise sobre o que configura música de bandido, roupa de bandido, etc. Enfim, fazem uma generalização absurda para equivaler um estilo de vida a atos infracionais. Tratam todo um coletivo como problema, exatamente como os “progressistas” fazem e querem que seus opositores façam. Tudo gira em torno das abstrações que os progressistam postulam como o centro de gravidade da discussão: classe social, cor da pele, estilo de vida. Tudo que divide entre rico e pobre, branco e preto, mauricinho e favelado. Ponto para os progressistas, que mais uma vez conseguem o monopólio do discurso.

A discussão deveria estar girando em torno de outro centro de gravidade: o direito de propriedade. Se o shopping é uma propriedade privada, suas regras de ingresso e uso são as estipuladas pela casa. Não pode correr, não pode som alto, não pode fumar, não pode entrar em grandes grupos, etc. Não importa se quem vai entrar pretende consumir ou não, o que importa é que as regras de convivência, tácitas ou explicitadas em regulamento do shopping, devem ser respeitadas.

Desviar a discussão disso para criar discurso panfletário da “guerra de classes”, ou criticar o estilo de vida dos jovens que organizam e participam do tal rolê é fugir de toda a resolução da questão e transformá-la em conflito insolúvel. Nossos esforços devem ser na direção de dissipar o clima de violência que a extrema-esquerda tenta oportunamente incutir em toda manifestação social, não o de representar o papel que ela quer que representemos no seu teatro maniqueísta. Se deixamos a extrema esquerda capitalizar em cima destas questões estamos sendo piores que os espantalhos que ela cria: estamos sendo fantoches.

Mais uma farsa sendo exposta, a preservação da “cultura” indígena

Outra mentira dos ambientaloides politicamente correto vem abaixo, o principal argumento deles para expropriar propriedades rurais e passá-las ao índios, mais falsos que nota de 3 reais diga-se de passagem, é que esses necessitam das mesmas para preservar sua “cultura”, seus costumes e tradições.

Desde quando ter smartphone, internet, notebook faz parte da cultura indígena? Muito menos plantar soja comercialmente.

Eram para estar vivendo da coleta, caça e pesca, no meio do mato, de acordo com suas tradições originais.

Funai financia plantio de lavoura em propriedade invadida por índios no Mato Grosso do Sul

Mitos sobre “protecionismo” agrícola nos EUA

Muito se repete no Brasil que a agricultura nos EUA é eficiente em função de de subsídios estatais, o que é completamente ilógico, ou se é eficiente ou dependente de protecionismo estatal, são como água e óleo. O protecionismo estatal fomenta a ineficiência de determinado setor onde é aplicada impedindo a livre concorrência, a competição que resulta em mais qualidade e menores preços. O Brasil sim é campeão em protecionismo como podemos ver no Ranking da Heritage Foundation (Acessem o link para analisar o ranking completo, ajuda a compreender melhor a realidade):

Estive entre os meses de agosto e setembro (2013) em tour de negócios na principal região produtora de grãos dos EUA (Corn Belt), visitei 4 fazendas, a sede da Dow Agroscience, a Bolsa de Chicago, a Feira Agrícola Farm Progress Show e uma associação de produtores, sendo que em todas ocasiões as informações e lições foram de valor inestimável.

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Focando na questão da intervenção estatal no agronegócio o que se tem basicamente nos Estado Unidos é unicamente o subsidio ao premio de seguro rural, onde o produtor contrata a seguradora privada de sua preferencia pagando em torno de 70% do valor do premio da apólice e o governo repassa o restante diretamente a companhia de seguros em questão. No restante do processo não há mais nenhuma interferência estatal, o volume de produção a ser coberto pela apólice e feita com base na produtividade media nas ultimas safras da fazenda e o preço do produto é fixado com base no vencimento de dezembro do contrato vigente na Bolsa de Chicago. O produtor escolhe o nível de proteção da sua apólice  de acordo com tecnologia que pretende aplicar e fecha o contrato com a companhia de seguros, tendo sua produção e renda garantidas.

No Brasil o Estado interfere em tudo, desde o setor de seguros em geral, ate no valor do produto e produtividade a ser segurada. O volume de produtividade máxima por hectare coberta no Brasil é determinado com base em índices Nacionais/Regionais e não na media da propriedade em questão. O Brasil também paga o subsidio ao seguro agrícola, de acordo com a apólice que tenho em mãos  em torno de 70% é subsidiado pelo estado.

Um exemplo, uma propriedade onde produtividade media de soja dos últimos anos 3850 kg/ha tem o teto de cobertura de no máximo 2787 kg/ha e o preço base de 48,09 R$ por saca de 60 Kg, que tem um deságio de 10% indo para 43,28 R$ por saca segurados, detalhe para o preço de mercado para o contrato futuro de soja na época estar em 63,00 R$ por saca. Isso tudo em função dos preços mínimos estatais para soja e outros produtos agropecuários.

Os EUA não tem politica de preços mínimos para produtos agrícolas, quem determina o valor é o mercado através das regras de oferta e demanda refletidas nas Bolsas de mercadorias e futuros.

Mesmo o Estado subsidiando 70% do premio, o seguro agrícola Brasileiro é ineficiente e ineficaz, sendo inviável ao produtor do Brasil, mesmo este pagando 30% do premio da apólice, pois em caso de sinistro o seguro sequer cobre custos os custos básicos de produção em função das distorções causadas pelo intervencionismo estatal. A cereja do bolo é que o produtor que fizer financiamento agrícola em Bancos Públicos é obrigado a contratar o seguro, lembrando que nada que é bom ou útil precisa ser compulsório, obrigatório. E como bancos públicos detêm monopólio direto e ou indireto de algumas linhas de credito para o setor…

No final subsídios e controle estatal de preços (politicas de preço mínimo) só servem para piorar a situação do setor, pois essas dão margem para burocracia, aumento de impostos, manipulação estatal de preços e casos como esse do seguro agrícola onde o preço mínimo acaba sendo o teto de cobertura da apólice com deságio ainda por cima. Serve para fomentar esse calculo confuso e ilógico além de distorcer as leis mercadológicas (oferta e demanda) criando problemas sérios a médio e longo prazo. Fica provado que a interferência estatal na forma de subsídios só serve para fomentar a ineficiência e manter os produtores reféns do governo, assim como ocorre com programas assistencialistas de transferência de renda e seus assistidos. Com o tempo os “beneficiários” acabam dependentes e  acomodados, sem sequer conseguindo enxergar os malefícios gerados por essas politicas, e pior ainda acreditando que sem elas estariam em pior situação sem esses programas assistencialistas.

Por exemplo, uma comparação rápida:

1) A mesma Fazenda de acordo com o modelo de seguros dos EUA teria garantido pela apólice baseado no livre mercado 64,17 sacas de soja (60 kg) por hectare ao preço de 63,00 R$ por saca gerando uma receita segurada de 4042,71 R$ por hectare de receita, sendo que vier abaixo desse valor é coberto pelo seguro.

2) De acordo com o modelo Brasileiro a Fazenda teria garantido 46,45 sacas/ha a 43,28 R$/saca gerando receita de 2010,35 R$ por ha, como existe uma clausula que o nível de cobertura 60% a receita na apólice garantida é de 1355,00 R$ por hectare, sendo que somente os custos diretos de produção com insumos (sementes, defensivos, fertilizantes e corretivos) já atinge esse valor, ficando descoberto mão de obra, custos fixos, despesas, depreciação, etc. A apólice é confusa, os números realmente não batem aritmeticamente, cheia de índices e deságios, mas no final o valor garantido é esse, 1355,00 R$, que daria 21,5 sacas por hectare seguradas com base no preço de mercado (63,00R$). Para o produtor colher algo abaixo disso nos dias de hoje sera necessária uma catástrofe muito grande, esse seguro dificilmente cobrira algo mesmo em caso de seca severa, chuva de granizo ou afins. A pior produtividade media que tive nos últimos 14 anos foi de 37 sacas de soja por hectare em um ano completamente adverso e atípico. Pagar um seguro desse é rasgar dinheiro a toa e creio que se houver um problema que gere uma quebra de safra abaixo desse numero o produtor não estará nem vivo para receber a misera indenização.

O setor de seguro agropecuário no Brasil é esse caos ineficiente em função do excesso de estado, de “monopólios estatais” que impedem a livre concorrência entre empresas de seguros e resseguros.

O ponto que da margem para os papagaios de pirata alardearem o “protecionismo Yankee” é o pagamento por serviços ambientais que os produtores prestam a nação. La reservas legais/áreas de preservação ambiental não são compulsórias e retroativas como aqui, afinal viola o direito de propriedade.

Resumidamente, la o produtor faz reservas ambientais em sua propriedade voluntariamente, se registrando no órgão federal competente, vai ter a área certificada e recebera do estado uma valor com base no valor de mercado que teria de lucro se explorasse comercialmente com sua atividade naquela parte de suas terras, podendo reincidir o contrato com o estado e voltar a explorá-la normalmente se tiver interesse e achar mais viável, deixando de receber pelos serviços ambientais prestados. Por lá também os proprietários além de receber por serviços ambientais prestados podem explorar suas reservas ambientais para o turismo vendendo licenças de caça e pesca durante as temporadas legais para essas atividades, bastando registrar essa atividade no órgão competente.

Pagar por serviços prestados que a população “demanda” não é subsidio, afinal o produtor comprou aquela terra e pagou por ela em sua totalidade, para ter retorno financeiro, nada mais justo.

Outro ponto é que não existem empresas estatais de extensão rural e congeneres como aqui, por lá a extensão rural é basicamente privada e a pesquisa se dá no ambiente privado e nas universidades (publicas e particulares), porem o conceito de universidade publica por lá não é como o daqui. As universidades publicas tem bem mais autonomia e não são aparelhadas pelo governante de turno.

Rodrigo Constantino sintetiza bem o que quero dizer:

É preciso combater a impunidade e reduzir o tamanho do estado.

Quem chega ao poder hoje controla 40% do PIB, sabendo que os desvios ou “malfeitos” não serão punidos de verdade. Essa combinação é explosiva, o maior convite ao crime que existe. O grupo terá acesso a gastos bilionários, e sabe de antemão que não corre sérios riscos de acabar na prisão com seus infindáveis esquemas. Sem atacar essas causas do problema, ele jamais irá diminuir muito (desaparecer é impossível).

É esse prêmio de meter a mão em um estado inchado, obeso, gastador, centralizador, que deve mudar. O escopo do estado deve ser bem menor, ele não deve ser empresário, não deve ter estatais à sua disposição, não deve ter tantos programas sociais e cuidar de tantas obras. Deve ser enxuto, voltado para poucas áreas básicas, sob maior fiscalização. E com severa punição para quem, ainda assim, aproveitar a deixa para desvio de recursos.

Estado menor e punição maior: eis o caminho para combater a corrupção.

É no mínimo curioso que representantes do agronegócio e muito agropecuaristas acreditem que os problemas que temos serão resolvidos com mais intervenção estatal, como exemplo essa entrevista onde o diagnostico quanto aos problemas é preciso, citando que a produção de soja tem crescido em função do crescimento da área de plantio sobre outras culturas como milho que vem perdendo competitividade anos apos em função de maiores exigências com fertilizantes principalmente o que torna o custo de produção impraticável, mas a produtividade do setor não. O diagnostico é obvio, problemas de infra estrutura, burocrática, intervencionismo estatal, insegurança jurídica, resumindo os componentes do famigerado Custo Brasil, mas o remédio sugerido é mais presença estatal? O Estado nos quebra as pernas para depois nos oferecer muletas e ainda acreditamos na bondade do mesmo?!

Eu fico intrigado com a logica que descrevi acima, neste artigo em que o autor trata dos problemas inerentes a ineficiência estatal, que também é obvia e clara, fruto unicamente do sistema socialista que a criou e em todos os casos acabaram em fracasso, como esperar um resultado diferente repetindo o mesmo método? Procurar uma “reforma” dos mesmo órgãos estatais que nos colocaram nessa situação não é uma abordagem diferente para o problema que vivemos, é nos colocar apenas no circulo vicioso do problema. O economista Rodrigo Constantino escreveu dois artigos que refletem bem essa situação, a logica é a mesma, só de muda o setor, O livreiro social. Ou: Deve o governo ajudar as livrarias menores a sobreviver? e Ainda o caso dos livros: muita ajuda quem não atrapalha.

E muitos ainda acreditam que sem as pesquisas de órgãos estatais estaríamos sem tecnologias que hoje temos a disposição. Mas isso é ilusório, é o que a propaganda ufanista estatal nos induz a pensar, pois nos EUA existem um numero infinitamente maior de empresas privadas fazendo pesquisa e desenvolvimento com resultados muitos mais efetivo e com uma gama muito maior de opções para o produtor, graças ao livre mercado. Justamente as únicas duas culturas de grãos que lideram a economia agrícola são as que menos estão sujeitas a interferência estatal, soja e milho nessa ordem, em função dos preços balizados de acordo com as leis de oferta e demanda, são as que o setor privado mais pesquisa e desenvolve, gerando grande quantidade de cultivares e híbridos para diferentes condições tecnológicas e edafoclimáticas. A cultura da soja, basicamente, por ser o único grão exportável quase em sua totalidade, ele acaba por ser de menor custo e, consequentemente, de maior renda e menor risco, seguido pelo milho que sofre mais com intervenções estatais que a soja em função de boa parte da produção se destinar ao mercado interno, estando mais exposto as consequências causadas por essas ingerências internas.

Outras como o trigo praticamente parou no tempo há 20 anos atrás no Brasil quanto ao desenvolvimento de genética de cultivares e diversidade das mesma em função das constantes manipulações estatais que impediram que as regras livre mercado imperassem para esse cultivo. Hoje o Brasil é um dos maiores importadores do mundo de trigo, em minha região, outrora grande produtora do cereal, são raras as cerealistas e armazenadoras de grãos que recebem trigo do produtor que não possui estrutura de armazenagem própria, a grande maioria, assim ninguém mais planta a cultura. Formou-se o ciclo vicioso, não existe desenvolvimento de cultivares e técnicas novas, não existe comercialização eficiente, fazendo com que as empresas e produtores percam o interesse pela atividade.

O resumo de um diálogo do livro “As aventuras de Jonas, o ingênuo” de Ken Schoolland esclarece bem como funciona o patrimônio publico em países socialistas onde o estado controla praticamente tudo e todos:

– Eu não beberia essa água se fosse você.

Jonas ‘O ingênuo’, olhou ao redor e viu um homem ajoelhado na margem do rio limpando alguns pequenos peixes. “- a pesca foi boa?” perguntou Jonas educadamente.

– Não, essas pequenas criaturas foi tudo o que consegui hoje.

Jonas, que se considerava um talentoso pescador perguntou: – O que o senhor usou como isca?

Ao que o velho homem respondeu: – Não há nada de errado com as minhas iscas garoto. Eu peguei o melhor que foi deixado aqui nesse lago. E o homem continuou: – Anos atrás tínhamos peixes realmente grandes aqui. Mas pescaram todos. Agora só restaram esses peixinhos.

Jonas respondeu: – Mas esses pequenos crescerão, certo?

– Não. As pessoas pegam todos os peixes, inclusive os pequenos. Não apenas isso, as pessoas jogam lixo na beira do lago. Vê essa espuma ao longo da margem?

Jonas perplexo, pergunta: – Por que as pessoas pegam seus peixes e jogam lixo no seu lago?

“Oh não”, disse o pescador, – Esse lago não é meu. Ele pertence a todo mundo, assim como as florestas e os rios.

” – Esses peixes são meus também?” perguntou Jonas, ‘O ingênuo’.

– Não exatamente. O que pertence a todos, na verdade não pertence a ninguém, isto é, até o meu anzol ser mordido. Aí ele é meu.

– Mas você faz alguma coisa pra cuidar dos peixes ou ajudá-los a crescer?

– Claro que não. . . Porque eu deveria cuidar dos peixes, se alguém pode vir aqui e pescá-los? Se alguém pegar os peixes ou poluir o rio, meu trabalho seria em vão.

Marina Silva, os índios e a função social da propriedade

Republico o artigo de Rodrigo Constantino em seu blog na Veja sobre o ovo da serpente que são os partidários de Marina Silva:

 

16/08/2013

às 11:41 \ Cultura, Instituições

Marina Silva, os índios e a função social da propriedade

Fonte: Estadão

Em artigo na Folha hoje, Marina Silva demonstra porque é perigosa do ponto de vista dos liberais. Logo de cara ela defende a tal “função social” da propriedade, algo que ninguém sabe explicar direito o que seja, mas que serve como poder arbitrário na mão do governo para expropriar terras. Ela diz:

Suponha que um dia, por negociação dos líderes partidários, fosse aprovada uma lei determinando que todos os títulos de propriedade de terras, das menores fazendas às grandes “plantations” do agronegócio, só seriam válidos depois de analisados, um a um, pelo Congresso Nacional.

Veríamos os donos da terra brasileira invocando o direito humano e divino de que seriam beneficiários desde os primórdios da civilização. Muitos deles já o fazem, com grande alarde, sempre que uma porção de terra é destinada a atender uma demanda social ou tem sua exploração subordinada a um critério ambiental. Para eles, o direito à propriedade privada é ancestral, sagrado, e se sobrepõe aos direitos e funções sociais, considerados menores e periféricos.

Quem determina as tais funções sociais da propriedade? Quais terras devem se submeter a esse vago critério? Alguns, não custa lembrar, querem estende-lo às propriedades urbanas também, como o caso daquela líder do Movimento Passe Livre, que falou em “latifúndios urbanos”.

Quando a terra é “improdutiva”, ela deixa de exercer sua função social? E qual patamar de produtividade deve ser alcançado para ser classificada como produtiva? Vale para os assentamentos do próprio MST, verdadeiras favelas rurais?

Enfim, quando o direito de propriedade, valor dos mais importantes no liberalismo, começa a ser relativizado dessa forma, abre-se um precedente muito perigoso. Marina parece endossar esse relativismo, e vai além, citando Eduardo Galeano e a “bíblia” das esquerdas latino-americanas:

A abertura da terra indígena à exploração mineral, cuja promoção prática se tenta legitimar mudando a lei, é típica da sangria de um continente definido por Galeano com as “veias abertas”. Os mitos do progresso na sociedade do consumo uniram-se a uma espécie de nacionalismo torto, anti-indígena, para gerar um espantalho em que o povo brasileiro não se reconhece.

Ao que me parece, são as esquerdas multiculturalistas que não consideram os índios brasileiros. Ao criarem “zoológicos humanos” que preservam suas culturas, ainda que algumas possam incluir até infanticídio, essas pessoas não só impedem o progresso dos índios rumo à civilização mais avançada, como os tratam feito seres inferiores, inimputáveis, mascotes da visão arrogante e elitista de uma gente culpada.

Índio é brasileiro! E por isso mesmo, devemos lutar pela igualdade deles perante as leis, em vez de ceder 13% do território nacional (é pouco?) que acaba servindo para abusos e corrupção de líderes indígenas e funcionários da própria Funai, enquanto os demais vivem na total miséria. Mas Marina prefere apelar para o sensacionalismo barato que seduz as elites no Facebook:

Quantas vezes os guaranis-kaiowás de todas as aldeias e cidades precisarão dizer e assinar de próprio punho que o Brasil verdadeiro ama os índios e se reconhece neles?

Eles amam os “índios”, enquanto abstração, enquanto mascote para sua própria sensação de superioridade moral, de regozijo por serem almas sensíveis e abnegadas. Curtem uma matéria no jornal, trocam o sobrenome no “Face”, votam na Marina Silva, são lindos!

E depois seguem com suas vidas confortáveis na civilização, com ar condicionado e remédios de laboratórios capitalistas, com suas propriedades bem protegidas, enquanto os “índios” continuam abandonados na miséria e barbárie.

Por outro lado, outros índios, seguros da impunidade, matam pequenos agricultores, como no vídeo abaixo (imagens fortes):

Video do youtube (removido/censurado)

Aos ilustres membros dessa esquerda caviar, da qual Marina Silva parece um ícone perfeito, pergunto: amam também os índios que fizeram isso?

Lógica elementar: “Indenizar” proprietários de áreas invadidas é incentivar novas invasões

Já falei em artigos anteriores o tamanho da estupidez que é concordar que indenizar proprietários que tiveram suas propriedades invadidas por terroristas tratados como movimentos sociais de qualquer espécie é a resposta errada para um grave problema.

No afã de minorar essas barbaridades estamos aceitando respostas fáceis para problema sérios. Esse tipo de solução só incentiva novas invasões, ate que o estado tenha gasto todo dinheiro dos contribuintes para premiar os invasores terroristas com propriedades privadas legais.

Vejamos:

– Um grupo terrorista invade uma propriedade privada legal.

– O governo trata esse grupo como coitadinhos oprimidos pela “burguesia malvada”.

– A lei nacional não se aplica a eles.

– Eles não produzem nada e dependem diretamente do dinheiro dos contribuintes que estão sujeitos à lei e aos crimes cometidos por esses “movimentos sociais”.

– Para dirimir o problema o governo vai “pegar o dinheiro do proprietário da área e de seus “vizinhos” (outros contribuintes)” e “comprar a propriedade” para entregar aos invasores.

– Reforçando: Um bandido invade sua casa, o estado não age contra o criminoso. Então você da o seu dinheiro ao estado para que ele compre sua casa de você mesmo e entregue ao bandido. Isso é extorsão.

– Cria-se uma indústria terrorista de invasões paga pelos proprietários legais.

– Só que isso tem alcance limitado, como qualquer projeto comunista, após as primeiras indenizações o dinheiro vai acabar e o caos se instalara.

– Teremos uma nova Cuba.

Como disse Margaret Thatcher: “O socialismo dura ate acabar o dinheiro dos outros”.