Indicação de leitura: “Mentiram para mim sobre o desarmamento”

Mentiram para mim

Prezados leitores, queremos indicar nesse post a leitura da obra “Mentiram para mim sobre o desarmamento”, de Flávio Quintela e Bene Barbosa. O livro é, sobre todos os aspectos, espetacular. Conta com argumentos lógicos e dados estatísticos sólidos baseados em fontes seguras e fáceis de consultar. Além disso, a linguagem é muito leve e simples, os capítulos são curtos e o tema é exposto de modo muito objetivo.

Mesmo que você seja a favor do desarmamento da população, leia esse livro. É importante você saber o que o outro lado diz, da boca das próprias pessoas que o defendem. Garanto que, no mínimo, você terá uma visão bem diferente da importância desse debate após a leitura. E como eu disse, não é leitura enfadonha. A obra é bem gostosa de ler e até quem lê devagar e não tem tempo, consegue terminá-la em cinco dias.

Para quem já é a favor do direito de o cidadão honesto portar armas, leia e divulgue amplamente essa obra. Por que isso é tão importante? Porque não estamos falando aqui apenas de uma mera questão de opinião. Há dados estatísticos sólidos demonstrando que o armamento do cidadão honesto é um importante fator na redução da criminalidade violenta e na proteção do povo contra governos com intenções escusas. E o Brasil hoje necessita muito dessas duas coisas.

Então, leiam, divulguem e até comprem para presentear outras pessoas. As informações desse livro precisam ser conhecidas pela galera. É importante. Até para que tenhamos um debate legítimo de ideias.

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Quem Controlará as Armas?

Por Jack Donovan. Traduzido e adaptado para o português do Brasil por Renan Felipe dos Santos. Conteúdo retirado do site do autor. Para ler o artigo original, em inglês, clique aqui.

Quando as pessoas falam sobre armas em consequência de uma tragédia como os massacres em escolas, elas discutem sobre o que “nós” deveríamos fazer sobre as armas na América.

“Nós deveríamos limitar a capacidade das lojas. Ninguém precisa disparar centenas de balas.”

“Deveríamos banir rifles de assalto. Ninguém precisa deste tipo de arma. Ela foi desenvolvida para uso militar.”

“Deveríamos impedir as pessoas de comprar coletes a prova de balas. Ninguém precisa deste tipo de proteção.”

“Deveríamos impedir pessoas “mentalmente instáveis” de ter acesso a armas.”

Se você diz coisas como estas, você deve estar fora da casinha.

Quem é este “nós”? Você e o seu voto? É você e seus representantes eleitos no Congresso – aqueles morais bem-feitores que tem uma taxa de aprovação beirando os 20%? É você e eles? Os seus trutas?

Quando você diz “nós” devemos controlar as armas, você está efetivamente dizendo que “eles” deveriam controlar as armas. Afinal, a menos que você seja um legislador ou oficial da justiça, você não vai escrever ou aplicar leis, ou mesmo controlar as armas. Outra pessoa vai estar fazendo isso. E esta pessoa terá uma arma, ou estará na frente de alguém que tenha.

Quem vai decidir quem é mentalmente instável? Você é que não.

Quem vai decidir quanta munição você precisa ou quanto de proteção você precisa? Você é que não.

Eles cuidarão disso para você. Você não terá poder de parar eles. Você não terá poder para fazer qualquer outra coisa a não ser gritar, chorar e “protestar”. E tome cuidado, porque se você gritar demais, eles podem te declarar mentamente instável. Quem vai pará-los? Quem poderia? Você é que não.

Recentemente, o documentarista Michael Moore fez um emocionado discurso na televisão sobre a necessidade de mais leis para controlar as armas. Moore se especializou em filmes sobre a corrupção do Estado e de grandes empresas. Se os americanos concordarem amanhã em entregar pacificamente as suas armas para o Estado, esta corrupção acabaria? As corporações globais, os interesses estrangeiros e os extremamente ricos parariam de influenciar as políticas públicas?

É claro que não.

Moore também foi um dos apoiadores do movimento “Occupy Wall Street” que criticava o “um porcento” dos americanos que controlavam praticamente a metade da riqueza da nação. O “um porcento” sem dúvidas é responsável por boa parte da injustiça e , obviamente, desempenha um grande papel na corrupção estatal. Se o “um porcento” controla o Estado, também controla a maioria das armas por procuração. Afinal – se Moore e outros devem ser acreditados – a América não vai à guerra principalmente para proteger os interesses financeiros do “um porcento”?

As pessoas dizem que querem “igualdade”. Bem, armas são ótimos equalizadores.

Não é importante para os cidadãos ter armas para caçar ou praticar tiro esportivo. Auto-defesa é uma boa razão para ter uma arma, mas não é a mais importante. A mais importante razão para cidadãos terem armas é como uma forma de impedimento contra a corrupção e a tirania do Estado. O Estado não luta com espadas ou varinhas mágicas. Ele luta com armas. Americanos precisam de rifles de assalto precisamente porque foram desenhados para uso militar. Americanos precisam de armas porque sem elas americanos nunca poderão fazer o que os seus Founding Fathers fizeram. Sem armas, americanos nunca mais serão capazes de dizer CHEGA de um modo que importa. Claro, poderão gritar, chorar e protestar. Mas, o que acontece com protestantes quando são confrontados com poder de fogo superior? Eventualmente eles vão para  casa ou para a cadeia. O que mais poderiam fazer? Não obtém nada, porque não tem o poder que importa. O “um porcento” permanece no comando. As armas mudam as coisas a favor dos “noventa e nove porcento”.

Mao Zedong escreveu uma citação famosa: “o poder político nasce do cano de uma arma.” Ele estava certo. Violência é ouro. Dar ao Estado o completo controle sobre tal poder significa dar cem porcento do poder ao “um porcento” que controla o Estado corrupto.

Homens sem armas estão à mercê dos homens que tem armas. Se o Estado controla todas as armas, as pessoas estão à mercê do Estado. Tudo que elas podem fazer é implorar. Homens que não tem permissão e acesso aos meios de combater a tirania não são mais homens livres. Eles são súditos, possivelmente até escravos. Um país onde o povo não tem o poder que importa não pode mais se chamar um país livre. Um Estado onde o povo precisa confiar na benevolência de uma pequena classe toda-poderosa que mantém completo controle e monopólio da violência é um Estado Policial.

O Estado Policial controla as armas, e usa as armas para controlar você.

Defensores do controle de armas estão, efetivamente, exigindo um Estado Policial.

Acho que deveríamos chamá-los assim. Deveríamos começar a referir-nos a eles como “defensores do Estado Policial”, porque um Estado Policial é essencialmente o que eles estão pedindo.

Os americanos hoje estão distraídos por idéias superficiais do que a liberdade significa. Para muitos, “liberdade” significa legalizar a maconha e o casamento gay. Nenhuma destas “liberdades” ameaça o Estado Policial.

De qualquer formas — nossos manipuladores dirão — fique chapado e case com seu namorado gay se isto te faz sentir “livre”. Só não se oponha a nossa autoridade crescente e intrusiva, nem ameace nossos interesses financeiros. Dê-nos suas armas, e nunca mais diga CHEGA de um modo que importe.

É para o seu próprio bem, vejam. Não queremos que vocês se machuquem ou machuquem uns aos outros.


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Porte de armas: defesa, um direito humano.

Não amo a espada pelo seu fio, nem a flecha pela sua rapidez, nem o guerreiro pela sua glória. Eu amo somente aquilo que eles defendem.
J. R. Tolkien, em As Duas Torres

A primeira pergunta que muitas pessoas fazem é: “Por que armas?” Alguns perguntam mais genericamente, “por que defender o porte de armas?” A resposta não é simples, mas é lógica. Vejamos.

Nós, humanos, temos uma invejável posição no topo da cadeia alimentar. Ainda que alguns indivíduos ocasionalmente sejam predados por animais, estamos seguros enquanto espécie, exceto de nós mesmos. Sendo um onívoro de bom tamanho, chegamos à esta posição através do nosso uso de ferramentas. Ferramentas não se limitam às armas: como espécie, nós somos definidos como feitores e utilizadores de ferramentas.

Também, felizmente, a maioria dos humanos está disposta a cooperar com os outros. Entretanto, as exceções à esta maioria são suficientes para fazer o porte de armas uma necessidade para o resto. A agressão humana ocorre em dois níveis: individual e organizada. Vamos considerá-las separadamente.

Tornar-se adulto envolve aprender a respeitar os outros e assumir a responsabilidade por nossas próprias ações. A maioria das pessoas aprende essas habilidades e aprecia os valores em que a coexistência pacífica é um princípio. Infelizmente, uma minoria de pessoas, menos de 2%, nega-se a se comportar de maneira civilizada. Comportamento civilizado, no propósito de nossa discussão, poderia ser descrito como agir com humanidade para com os outros, mesmo que nenhuma punição seja aplicada quando se está agindo de maneira mesquinha.

Alguns seres humanos vis não se detém em prejudicar os outros por qualquer consideração. Tais pessoas são, felizmente, muito raras e eventualmente aparecem nas notícias policiais. No entanto, a maioria destes indivíduos, inclusive os que consideramos loucos, se comportam racionalmente, mesmo na busca de objetivos irracionais. Tais pessoas pesam os custos e benefícios de suas ações e assim tentar escolher as vítimas que não podem revidar ou resistir.

Aqui chegamos ao primeiro benefício da posse de armas. Você pode não estar armado, mas aquele que quer prejudicá-lo, seja por prazer ou por fins lucrativos não têm nenhuma maneira de saber isso. Com o tempo, correm um risco real de atacar acidentalmente uma pessoa armada. Dessa forma, a tradição geral de ser capaz de resistir ao mal lhe proporciona alguma proteção por mimetismo de proteção. Na natureza, um animal inofensivo poderia imitar uma espécie mais agressiva e, assim, coibir os supostos predadores.

Da mesma forma, os predadores que selecionam as vítimas com base na incapacidade para resistir, muitas vezes desistem quando até mesmo um pequeno número das marcas de periculosidade (ex.: cores fortes, espinhos) são visíveis. Por exemplo, onde se sabe que algumas mulheres andam armadas, todas as mulheres se beneficiam da redução no número de tentativas de estupro e outros crimes violentos. O fato de não haver diferenças externas que indicam se pessoa está indefesa ou não deixa a todos nós mais seguros.

Ninguém no seu perfeito juízo, seja um humano pacífico ou um predador, gostaria de um tiroteio. A segurança dos seres humanos melhora muito quando predadores têm de entrar em combate para conseguir o que querem, sem garantia de vitória, e com um grave risco para a sua pele. O conceito de paz através da capacidade de vencer uma guerra pode parecer insolente, mas o sentimento é baseada na razão.

Assim como um predador individual age em seu interesse próprio, também o fazem organizações e Estados. Historicamente, as ações do governo contra grupos minoritários têm sido motivadas pela ganância, a intolerância religiosa ou étnica, a necessidade de encontrar bodes expiatórios e muitas outras razões igualmente desagradáveis. As consequências para os civis que não puderam se proteger, como os huguenotes parisienses em 1572 ou os judeus poloneses em 1939 ou a intelligencia do Camboja em 1975, foram invariavelmente catastróficas. Considerando a freqüência e a eficiência cada vez maior de genocídios, contar o número de vítimas é impraticável.

Alguns dizem que pela simples capacidade de resistir ao mal nos tornamos o mesmo mal que combatemos. Essa visão iguala a iniciação de agressão com a defesa de si e da família. Na minha humilde opinião, os dois não são iguais. Proteção de inocentes é uma causa nobre. Falhar em planejar ou omissão, quando necessário, não é nobre mas simplesmente irresponsável. Isto leva à extinção e incentiva os predadores a vitimar outros além de nós.

Estar seguro não significa que todos nós devemos colocar arame farpado em volta de nossas casas, colocar minas no gramado da frente e sentar-se atrás de janelas e sacos de areia para antecipar-se às tropas hostis. Levar vidas direitas, pacíficas, ser bom para os outros, trabalhar para melhorar a nós mesmos e o mundo faria muito para melhorar nossa segurança. No entanto, assim como a boa saúde não depende só da abundância de excercício ou de uma boa dieta, a segurança não depende apenas de estar armado ou ser um humano decente. Cada um é um componente essencial do todo.

Estar armado não significa que temos medo do nosso ambiente. Simplificando, estar preparado reduz a predação criminal a um problema resolvido. Afinal, ter sabonete no banheiro não indica um medo paranóico de germes, apenas o reconhecimento de um problema e uma solução pronta para ele. Da mesma forma, carregar uma arma para evitar problemas é razoável. Rebocar um canhão atrás de seu carro seria esforço excessivo em relação aos riscos moderados que enfrentamos.

Na cabeça de alguns, as armas estão ligadas a assassinato e outras utilizações ilegais. No entanto, as pessoas raramente veem gasolina, fósforos, arame, ou facas de cozinha como instrumentos de violência. As pessoas estão familiarizadas com os objetos do cotidiano e sabem que eles não são máquinas de matar. A vontade de matar é o ingrediente primordial no número de homicídios. Sem isto, nenhuma arma iria levantar-se para prejudicar um ser humano.

Condicionamento pela televisão ou jornais é o que faz com que alguns vejam cada arma como uma tragédia. O noticiário da noite muitas vezes mostra uma foto de uma arma, mesmo quando se fala de uma surra que envolveu os socos e pontapés. Sem uma base real para comparação, é fácil supor que armas de fogo são dotadas de poderes sobrenaturais. Afinal, se o nosso entendimento de computadores fosse baseado em Hollywood, não viveríamos com medo de robôs assassinos e grandes conspirações?

O uso criterioso de ferramentas complexas separa os seres humanos de todas as outras espécies. Jogar fora uma dos nossos principais realizações evolutivas por medo equivocado é como querer um cérebro menos desenvolvido para facilitar o parto. A perda de funcionalidade para nós como seres humanos seria muito maior do que qualquer ganho potencial com esta troca.

Um verdadeiro soldado não luta porque odeia o que tem na sua frente, mas porque ama o que tem atrás de si.
G. K. Chesterton

Tradução e adaptação do artigo “Fight, Flight or Surrender?” do blog A Human Right por Renan Felipe dos Santos. Para ler o artigo original em inglês, clique aqui.