Comissão sobre o Endividamento Rural

Estava há alguns minutos atrás lendo noticias de um portal de agronegócio que envia um clipping de noticias diariamente aos cadastrados na lista de e-mail.

Um titulo que chamou atenção devido a inocuidade diz respeito a comissão do governo federal que trata do endividamento dos produtores rurais.

Esse assuntos e outros do gênero como o caos da infraestrutura nacional são debatidos constantemente pelos representantes políticos sem resultados práticos, visto que o governo socialista tem interesse em manter na rédea curta o único setor no Brasil que é realmente autônomo da dependência de “favores políticos” como vemos ocorrer com empreiteiras, montadoras, mineradoras, o monopólio estatal da PeTrosauro, e outras X empresas que vivem do “Bolsa BNDES”.

Continuam atacando o efeito e não a causa dos problemas, com medidas paliativas e inócuas que só tendem a onerar ainda mais o setor.

Um grande exemplo, o Governo Federal cobrou indevidamente dos produtores rurais 2,1% de Funrural sobre as vendas de cereais (soja, milho, trigo, etc) e de animais (aves, suínos, bovinos) durante vários anos. Essa ação esta no STF, pois o Estado já perdeu nas instancias inferiores, só com isso já desafogaria boa parte dos produtores rurais, pois o governo deve devolver o que foi cobrado indevidamente a partir de 2005.

Essa comissão deveria fazer pressão para o STF ter mais celeridade em julgar essa ação. Se querem fazer algo realmente útil a esses problemas de endividamento rural que o setor vive. Já que essa divida é frutos dos altos tributos que pagamos sobre insumos, maquinas, equipamentos, serviços e mão de obra, das péssimas condições logísticas que aumentam os custos com manutenção e depreciação de caminhões, maquinas e veículos afetando direta (maquinas e veículos próprios) e indiretamente (frete ate o mercado consumidor) os produtores, fora os outros componentes do Custo Brasil que são amplamente conhecidos. Fora que grande parte das dividas se deve a cobranças indevidas de impostos, juros abusivos e planos estatais de muitos anos atrás.

Claro que os partidos socialistas não tem interesse em produtores rurais prósperos, pois com isso os mesmos teriam mais tempo e recursos para se dedicar a atacar as mazelas e problemas causados por esses políticos em questão. Nos tratam a “pão e água”, na base de “migalhas”, soltando a corda de nosso pescoço de maneira “homeopática” para continuarmos “respirando”, mas na “coleira”, sob controle, sem meios de oferecer resistência aos ataques contra o estado de direito e o populismo estatista. O conhecido método de “quebrar as pernas para depois dar muletas e ainda cobrar o “favor””.

O problema do endividamento não é causado por problemas climáticos ou pelas leis de mercado. A causa é o alto custo de produção, péssima infra estrutura, burocracia e falta de livre mercado que temos em função do Custo Brasil que causado pelo estado inchado e centralizador.

Sem o peso dos impostos absurdos e inúteis o custo de produção seria muito menor fazendo com que o produtor rural por si mesmo se assegurasse gerindo e lidando com tais riscos de maneira eficiente.

O que nos falta é livre mercado, redução de impostos, estado mínimo, seguro agrícola privado, o resto tiramos de letra.

Como disse Ronald Reagan, “o governo não é a solução para os nossos problemas, o governo é o problema”.

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Ignorância abusiva

Artigo escrito por Pedro Saboya

Há uma nova onda de ignorância rolando no facebook, como se não bastassem as críticas sobre o capitalismo-imperialista-yankee-neoliberal, agora vêm as críticas sobre montadoras de automóveis, alegando que essas impõem um lucro abusivo e quem sofre é o povo.

Logo de cara podemos perceber que essas pessoas não têm o mínimo conhecimento de economia e mercado. Não entendem que quem manda no mercado são os consumidores e as empresas precisam servi-los de qualquer modo.

O principal objetivo de uma empresa é obter lucros, isso é fato. Para isso, ela tem de oferecer o melhor serviço pelo menor preço para assim atrair consumidores. É fácil constatar que quanto menor o preço e melhor o serviço, mais lucro aquela empresa terá. Então qual a lógica de uma montadora em colocar seus produtos a um preço extremamente alto? Reduzir seu mercado consumidor? Diminuir seus lucros? Afinal, a quantidade de pessoas que pagam um preço X é infinitamente menor do que a quantidade de pessoas que pagam pela metade desse preço X.

Então vêm a pergunta: “Por que um Camaro aqui no Brasil custa em média R$ 200.000 e nos EUA custa menos de R$ 40.000?”. Por acaso as montadoras querem lucrar aqui e não querem lucrar nos EUA? Lógico que não. Elas querem lucrar em qualquer lugar do mundo. Porém, no Brasil, o preço é abusivo pois as montadoras têm que garantir seu sustento de alguma forma, já que grande parte de seu lucro é tomado a força pelo Estado.

Tomado à força através dos Impostos que aumentam os gastos da montadora, forçando-a a elevar os preços de seus produtos. Isso leva o Brasil a ter um nível de liberdade econômica muito baixo e podemos atribuir esse nível ao subdesenvolvimento que enfrentamos desde sempre e para sempre. Brasil, o país do futuro… há 50 anos.

Antes de criarem páginas com argumentos baseados em nada, leiam mais sobre o real problema que o Brasil enfrenta, sobre a causa da pobreza e pelos preços absurdos que pagamos por produtos que pagaríamos muito menos em outros países. Países com liberdade de mercado. Países capitalistas.

A teoria do valor e o mito da mais-valia

por  João Luiz Mauad

O preço de venda de qualquer bem depende da avaliação subjetiva que tanto compradores quanto vendedores fazem dele, e não apenas do custo de produção nele embutido e, muito menos, do tal “valor-trabalho”.

Adam Smith e David Ricardo lançaram, nas suas investigações econômicas, os fundamentos da teoria do valor-trabalho. Marx continuou sua obra. Fundamentou com toda precisão e desenvolveu de forma conseqüente aquela teoria. Mostrou que o valor de qualquer mercadoria é determinado pela quantidade de tempo de trabalho socialmente necessário investido na sua produção.

Vladímir Ilitch Ulianov, dito Lênin

É quase impossível acreditar que dois dos maiores gênios que a ciência econômica já conheceu estiveram na raiz de toda essa baboseira teórica chamada “mais-valia”. Por mais inverossímil que pareça, no entanto, quanto a isso não há em que desmentir o maestro do bolchevismo, autor da epígrafe. Marx realmente apoiou a sua tese fundamental sobre as teorias dos dois economistas clássicos, torcendo e contorcendo argumentos à exaustão, evidentemente, como era do seu feitio.

Naquela época, a maioria dos economistas acreditava que os bens valiam o quanto custava para produzi-los, ou seja, tinham um valor intrínseco. Muito embora Adam Smith tenha partido de um “insight” perfeito, quando inferiu que o trabalho é o meio que tem todo indivíduo para alcançar o verdadeiro fim, ou seja, o consumo das coisas que lhe garantirão o bem-estar, sua dedução sobre o “valor real” dos bens como função exclusiva do “valor-trabalho” neles embutido estava obviamente equivocada, dentre outras coisas, por desconsiderar fatores como as diferenças de produtividade do trabalho ou as preferências individuais.

(Aliás, se o estimado leitor me permite uma rápida digressão, o erro de Smith e Ricardo só vem comprovar aquilo que muitos já sabem, mas que outros tantos ainda insistem em recusar: nenhum homem, por mais sábio que seja, estará certo 100% do tempo. Nem mesmo os maiores filósofos e os melhores cientistas estão imunes ao erro. Alguns acertaram mais do que erraram e outros estiveram equivocados quase o tempo todo. A ciência é uma obra em permanente construção, em que a dúvida e a investigação têm papel decisivo, cabendo aos estudiosos que se debruçam sobre ela separar o joio do trigo e fazê-la evoluir. Nesse contexto, não se pode, por exemplo, considerar a obra de Marx uma completa “nulidade”, malgrado ela carregue em seu bojo uma imensidão de equívocos. “O Capital”, principalmente, traz algumas contribuições ao pensamento econômico, notadamente em relação à história do capitalismo ainda em seus primórdios. O que não dá é para transformar uma obra que já se provou ultrapassada em Bíblia de economia, como é feito amiúde nas nossas universidades.)

Segundo a Teoria do Valor-Trabalho, os objetos possuem valores intrínsecos relacionados com o seu esforço de produção. Assim, o valor de um carro é o de seu custo de produção, e o valor do metal e da borracha empregados na produção do carro é o de seu custo de produção, e assim sucessivamente numa relação de causa-efeito infindável que nos remete aos tempos da pedra lascada.

Mas, voltando à mais-valia, mais incrível ainda do que o erro dos economistas clássicos é constatar que há, em pleno século XXI, certos “intelequituais” que nunca ouviram falar da teoria marginalista ou em valoração subjetiva, e continuam apostando todas as fichas numa extemporânea luta de classes, apoiada no suposto antagonismo entre capital e trabalho, burguesia e proletariado, cuja gênese está justamente na tese espúria da “mais-valia” e sua idiota interpretação de que o lucro não é outra coisa senão a exploração do trabalho, quando na verdade ele é fruto da satisfação do consumidor e da eficiência empresarial.

Foram os liberais austríacos que derrubaram a teoria do valor-trabalho de Smith e Ricardo, demonstrando, por tabela, que a base sobre a qual Marx ergueu a tese da mais-valia e tudo que dela deriva, inclusive – e principalmente – a existência de um conflito de classes inexorável (que povoa ainda hoje os sonhos revolucionários de um monte de gente), é uma tremenda furada. A “revolução” austríaca está, basicamente, no “insight” de que a pedra angular da teoria econômica é a avaliação (individual) subjetiva. Fiquemos com uma síntese de Murray Rothbard:

A ciência econômica não trata das coisas ou dos objetos materiais. Ela analisa os atributos lógicos e as conseqüências da valoração individual. Evidentemente, as “coisas” fazem parte do problema, já que não pode haver valoração sem que existam objetos a serem valorados. Entretanto, a essência e a força propulsora da ação humana – e, portanto, do mercado – são as avaliações dos indivíduos. A ação humana é resultado de escolhas entre alternativas, que refletem valores, ou seja, preferências individuais.

Resumidamente, o que os austríacos fizeram foi demonstrar que o valor de troca dos bens é função de parâmetros outros, que não apenas os custos diretos dos mesmos e, muito menos, a quantidade de trabalho neles embutida, como inferiu equivocadamente Adam Smith. Dentre outras coisas, mostraram que, se o valor dos bens dependesse exclusivamente do seu custo, circunstâncias como escassez, abundância, utilidade ou preferências subjetivas não teriam qualquer relevância na formação do valor de troca e, conseqüentemente, nos preços dos bens. Um diamante bruto, achado ao acaso, por exemplo, jamais poderia valer mais do que, digamos, um par de sapatos ou uma bisnaga de pão.

O valor subjetivo que atribuímos às coisas varia em função de diversas circunstâncias, como clima (invernos amenos costumam fazer encalhar coleções inteiras), estado psicológico do consumidor (euforia ou depressão), etc. Quem nunca notou, por exemplo, que é muito mais difícil resistir àqueles lindos salgados da vitrine de qualquer boa padaria antes do almoço do que depois dele? Por conta desse detalhe simples, famílias precavidas e econômicas estabelecem como norma que as compras do supermercado sejam feitas somente de barriga cheia, a fim de evitar que as guloseimas expostas nas prateleiras se transformem em tentações irresistíveis.

Ademais, se a satisfação do comprador ou a escassez de determinado produto não tivessem qualquer interferência na formação do valor de troca, como desejava Marx, nenhuma empresa jamais teria problemas para vender seus produtos, bastando ofertá-los no mercado a preço de custo, mais uma módica margem de lucro e os clientes fariam fila na sua porta. Até mesmo a venda de geladeiras para esquimós seria possível e lucrativa, já que as necessidades e preferências do consumidor não teriam qualquer peso.

Partindo da premissa de que havia um componente subjetivo na formação de valor de todos os bens, os economistas austríacos desenvolveram também o que se convencionou chamar de “teoria marginalista”, ou “lei da utilidade marginal decrescente”, a qual, resumidamente, estabelece que “cada unidade extra de um determinado bem proporciona menor benefício subjetivo que a unidade anterior”. Imagine um homem perdido no meio do deserto, sedento e cansado. Ele provavelmente seria capaz de pagar uma fortuna ao primeiro “capitalista” que aparecesse em seu caminho para vender-lhe uma simples garrafa de água gelada, mas não pagaria o mesmo valor por uma segunda e assim sucessivamente.

“Os Marginais” Jevons, Menger e Walras, economistas que defenderam a teoria da utilidade marginal e lideraram a “Revolução Marginalista” da Economia.

Em resumo, o preço de venda de qualquer bem depende da avaliação subjetiva que tanto compradores quanto vendedores fazem dele, e não apenas do custo de produção nele embutido e, muito menos, do tal “valor-trabalho”. Se entro numa loja e compro um par de sapatos é porque valorizo mais o produto do que o dinheiro pago por ele, enquanto o comerciante valoriza mais o dinheiro do que a mercadoria. Quem quer que já tenha precisado vender com urgência um bem de menor liquidez (imóvel, veículo, etc.) sabe que o valor que atribuímos a ele se reduz à medida que o tempo se esgota.

De tão óbvias e elementares que são as evidências acima, a impressão que se tem é que os acadêmicos marxistas e sua profusão de acólitos são viajantes do tempo. É como se eles não fossem do presente, mas seres do passado. Em matéria de economia, estão ainda na pré-história. Comparando com a astronomia, por exemplo, eles seriam de uma era anterior a Galileu.

Artigo publicado originalmente no site Mídia Sem Máscara. Para ler o artigo original, clique aqui.