Mesmo com bônus demográfico o Brasil não cresce

Muito se questiona por que o Brasil não cresce mais? O que emperra o nosso crescimento e como outros países da America latina consegue melhores números?

O Brasil hoje vive um momento único na sua história, o bônus demográfico, posição onde se tem mais gente em idade produtiva (mão de obra), do que criança e idosos. É no bônus demográfico que um país atinge o melhor momento para crescer e se tornar desenvolvido, mas o Brasil não está sabendo aproveitar essa situação e nem se preparando para o período pôs bônus demográfico, onde se terá mais idoso e menos mão de obra (problemas previdenciários).

Image
Tabela ilustrando o bônus demográfico

Os países que crescem estão investindo na educação, produção industrial e exportando mais do que consomem. No Brasil é diferente, com o fácil acesso ao crédito, o brasileiro passou a comprar mais e se endividar também, para piorar a maioria dos produtos que compramos não são produzidos aqui, nossa indústria vive uma crise e acumula quedas mês a mês. Hoje o país tem mais investidores na área de serviços do que na área industrial, é um país de demanda e não oferta, sem ter se desenvolvido e com uma população que pouco economiza.

Esses problemas acontecem devido às distorções no mercado feitas pelo governo, eles não souberam diagnosticar o problema e aplicaram tratamentos errados, exemplo, são os cortes de IPI em carros e eletrodomésticos, isso só faz aumentar as vendas nas lojas (serviços) e não acaba ajudando a indústria. A GM do Brasil está adotando programas de demissões voluntárias em suas fábricas e sindicatos afirmam que é questão de tempo para que haja demissões em massa, mesmo com o aumento das vendas a indústria não se beneficiou disso como era esperado pelo governo.

O controle estatal na economia é muito forte e eles manipulam de acordo seus interesses e “necessidades”, isso deixa o investidor com receio, pois ele não tem como projetar o futuro do mercado e acaba optando por investimentos mais seguros, exemplo a área de serviços. Abrem-se mais shoppings do que fábricas.

Hoje poucas famílias conseguem guardar dinheiro, maiorias estão endividadas, efeito colateral crédito fácil, outro fator que também agrava é os impostos (alta carga tributária). Mais de 35% do nosso PIB é imposto isso dificulta tanto para a pessoa física, que deseja guardar parte de seu ganho e também prejudica quem deseja ter um negócio próprio (jurídica). Muitas pessoas até chegam a ter dinheiro para abrir uma empresa ou até uma pequena indústria, mas os riscos e alta carga tributária acabam desanimando a pessoa.

É preciso mudar a situação, pois se o Brasil não se desenvolver até o fim do período do bônus demográfico, nós estamos condenados a ser país subdesenvolvido para sempre (não haverá como se consolar falando que o Brasil é o país do futuro). As soluções de extrema urgência seria cortar expressivamente a carga tributária, incentivar a iniciativa privada a investir no setor industrial e o mais importante, que é investir na educação formar mão de obra especializada (isso não significa aumentar a porcentagem do PIB destinada a educação, mas como gerenciar). Existem outras medidas a se tomar, mas não funcionariam sem que essas citadas fossem tomadas previamente.

O “segredo” chinês

Para aumentar o PIB (produto interno bruto) de um país, alguns setores são estratégicos, sendo a construção civil  um deles. A China que nos últimos anos teve um aumento significativo do seu PIB vem utilizando esse “fermento” que é a construção civil. Porém, é o Estado que está financiando essas construções. E o que a história nos ensina, junto com a Escola Austríaca, é que quando o Estado toma o lugar da iniciativa privada e financia um setor, este está fadado à crise, pois cresceu através de estímulos artificiais e não de forma natural e gradual. Exemplificando, isso é o mesmo que uma pessoa usar anabolizantes para ganhar massa muscular: no curto prazo ela terá sucesso, porém com os anos ela irá sofrer os efeitos colaterais.

O canal australiano SBS (Special Broadcasting Service) foi à China e mostrou o que podem ser os primeiros efeitos colaterais das medidas intervencionistas do governo chinês. Dos prédios construídos na China, poucos são ocupados. E o pior, já existem “cidades fantasmas”:

Créditos para SBS (Special Broadcasting Service)

Pró-vida – uma escolha lógica (parte II)

Dando seguimento à nossa série de artigos em defesa da vida humana, vamos continuar denunciando o tipo de mentira que se usa para defender o assassinato de humanos in utero. Segue a segunda mentira:

II. A mentira do “bebê-zumbi”

Conceitos-chave:

Vida – Enquanto conceito biológico, a manutenção dos processos biológicos que sustentam um sistema vivo. Dentre outras características podemos citar a homeostase, organização biológica, crescimento, adaptação e resposta a estímulos. Podemos resumir como a geração da entropia negativa (ou: antientropia), se concordarmos com o conceito de Schrödinger.

Processo entrópico (entropia) – De acordo com a segunda lei da termodinâmica, “A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo”. Mais sensivelmente, quando uma parte de um sistema fechado interage com outra parte, a energia tende a dividir-se por igual, até que o sistema alcance um equilíbrio térmico. Em resumo, os sistemas tendem a dissipar a própria energia para manter um equilíbrio térmico.

No nosso caso, podemos assumir que é o processo pelo qual as estruturas físicas decompõem-se sempre em estruturas cada vez mais simples enquanto dissipam energia. É o que acontece com todas as coisas inanimadas como rochas, ou de tecido orgânico morto. Neste artigo, chamaremos “entropia” o processo entrópico segundo o qual todas as coisas se decompõem.

Processo anti-entrópico (entropia negativa) – É o processo pelo qual estruturas físicas desenvolvem-se em estruturas mais complexas enquanto consomem, transformam e geram saídas de energia.  É o que acontece com todos os seres vivos: crescimento celular e reprodução. Neste artigo, chamaremos “entropia negativa” o processo antientrópico segundo o qual todos os seres vivos mantém o equilíbrio interno de seus sistemas, retardando a morte.

Entropia negativa residual – É o quantum de energia residual em partes de sistemas vivos. No caso do ser humano, partes de seu sistema vivo não podem sobreviver muito tempo se não estiverem integradas ao sistema. O período – quase sempre muito curto – pelo qual podem manter-se se dá por esta energia residual armazenada nas células ainda vivas.

Morte – A interrupção da entropia negativa, que culmina com a interrupção de todas as funções e processos biológicos de um sistema vivo. A morte é um processo irreversível: a partir do mesmo, o sistema segue o processo entrópico universal e se decompõe.

O argumento:
O embrião mantém o próprio processo antientrópico característico de todos os sistemas vivos. Mas, segundo alguns defensores do aborto, só devemos considerar como vivo aquilo que já tem atividade cerebral (o que, obviamente, coloca ouriços-do-mar e todo o reino vegetal na categoria de coisas “não-vivas”, além de invalidar o pseudo-argumento da propriedade da mãe sobre o próprio corpo, o que independe do embrião estar vivo ou não).

O tal argumento, no entanto, desconsidera fatos óbvios e verificáveis pela ciência. O primeiro é que a presença ou não de atividade cerebral nunca foi conceito para determinar se um ser é vivo ou não. O segundo é que a atividade cerebral evolui juntamente com a neurogênese e portanto desde a formação do primeiro neurônio (lá pelo 31º dia de fertilização). Não existe um marco inicial para dizer “a partir deste momento, fulano de tal está vivo” levando em consideração o grau de desenvolvimento de qualquer órgão que seja. Um ser vivo está vivo desde o exato momento que passa a existir. No caso de nós vertebrados com reprodução sexuada, quando da fusão das duas cargas genéticas que cria um indivíduo novo, com identidade própria e mantenedor do próprio processo antientrópico.

Portanto, se seguissemos a lógica da argumentação de certos abortistas, decorreria que num primeiro momento o ser humano está literalmente morto, depois passa a viver (assim, do nada) e depois volta a estar morto. Qualquer semelhança com animismo, shamanismo e golems judaicos é mero charlatanismo.

O ciclo da vida para os defensores do aborto: morto, vivo, morto?
Parte I aqui.