A Violência Política é um jogo que Direita não pode ganhar

Por David Hines, publicado originalmente na revista Jacobite. Traduzido, resumido e adaptado para o português por Renan Felipe dos Santos. Para ler o artigo original em inglês, clique aqui.


Se há uma coisa na qual os direitistas acreditam, é que eles podem ganhar dos esquerdistas em uma briga.

PSTU
Só nesta foto você está vendo a coordenação de protestos de um partido político, dois sindicatos e uma associação de estudantes. Qual foi a última vez que você viu algo assim na direita?

Esta atitude se reflete a com tanta frequência que provavelmente já está arraigada na mente da direita. Virjões otakus morando na garagem dos pais contra a máquina mortífera da estratégia? Pfff, eles não tem a menor chance. Vejam, os direitistas tem as armas, a polícia e o exército do seu lado. Se algum dia a chapa esquentar, os direitistas simplesmente se organizarão por trás de uma liderança militar, coordenarão suas ações com os militares da ativa, atirarão todos os esquerdistas de helicópteros e viverão felizes para sempre, correto?

Era isso aí que os russos pensavam dos bolcheviques, e olha só no que deu.

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Sua responsabilidade não é com o sistema

Uma coisa que sempre me deixou estupefato nos meus compatriotas é a sua crença em algo que eles chamam de “sistema”. É uma espécie de ser metafísico, intangível e invisível, que parece agir em nosso favor se fizermos os sacrifícios corretos e cumprirmos com os ritos estabelecidos, de quatro em quatro anos. A esperança na onipotência e onibenevolência do sistema oscila conforme a situação política, as vezes aumentando e as vezes diminuindo, mas parece não ter qualquer conexão com a vida real dos brasileiros, dado o fato de que nenhuma das esperanças depositadas na divindade jamais se cumprem. A sede do culto fica em Brasília.

Epiteto-senhor de si mesmo

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