Confirmado: o Twitter está nos está censurando

Repórteres do Projeto Veritas se infiltram em gigantes da tecnologia para expor a censura em massa e a corrupção. Graças à James O’Keefe e sua equipe, agora dispomos de prova inegável de que os empregados do Twitter admitem que há censura e imparcialidade na aplicação de regras na plataforma.

People holding mobile phones are silhouetted against a backdrop projected with the Twitter logo  in Warsaw

Olinda Hassam é a Gerente de Políticas da Equipe de Confiança e Segurança do Twitter. Sua equipe é responsável pela aplicação das regras do Twitter e decidir quem ou o quê é permitido na plataforma. O Projeto Veritas a gravou dizendo o seguinte:

Jornalista do PV: “Mas como você mantém, digamos, minha linha do tempo… como você mantém certas coisas fora dela? As pessoas sempre retuitam.”

Olinda: “Estamos tentando baixar a visibilidade, mas você também deve ter controle sobre sua linha do tempo.”

Jornalista do PV: “Já tentei, tipo, bloquear pessoas como Cernovich e coisas assim, bloquear e tal, mas ainda assim aparecem, tipo, o tempo todo.”

Olinda: “É. É algo que ainda estamos trabalhando. Estamos tentando fazer com que as pessoas mais merdas não apareçam. É um tema de produto que estamos trabalhando.”

Outras confissões capturadas pelo Projeto Veritas são impressionantes e confirmam que gigantes do Vale do Silício estão censurando apoiadores de Trump, conservadores e qualquer um de quem discordem politicamente.

Se você é conservador, liberal ou libertário, dê valor à sua liberdade de expressão: saia já do Twitter e migre para o Gab.ai, o Steemit ou o Minds.  Estas três redes sociais tem encabeçado o ativismo pela liberdade de expressão na rede e merecem o nosso apoio.

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A face ditatorial, cruel e sanguinária do progressismo

Esse texto foi originalmente publicado no blog Reação Adventista. Para ler o original, clique aqui.

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A França é, notavelmente, um dos países mais progressistas do mundo. Por progressismo entendemos uma postura política e cultural que se opõe a muitos valores religiosos e tradicionais, pretendendo superá-los. A esquerda quase inteira bebe dessa fonte, sendo o progressismo muitas vezes um sinônimo de esquerdismo. Mas também na direita há vertentes que se nutrem dessa postura, ainda que de maneiras diferentes. E a França sofre desse mal há mais de dois séculos.

Duas notícias recentes advindas justamente desse país demonstram o quanto o progressismo é uma postura frequentemente ditatorial, cruel e sanguinária. A primeira diz respeito ao vídeo “Dear Future Mom” (“Querida Futura Mamãe”). Esse vídeo foi criado pela CoorDown, uma organização italiana que defende pessoas com Síndrome de Down e é uma resposta à carta de uma grávida que descobriu que seu filho nasceria com a síndrome. O belo vídeo, que incentiva as pessoas a amarem filhos que nasçam com a síndrome, teve sua veiculação proibida na TV francesa pelo Estado. A razão? O conteúdo do vídeo foi considerado ofensivo pelo “Conselho de Estado da França” (France’s Counseil d’Etat), que o julgou inconveniente por “causar distúrbios à consciência das mulheres que abortaram”.

Ora, pesquisas revelam que na França, 92% dos bebês diagnosticados com Síndrome de Down durante a gestação são abortados. Esses números demonstram que boa parte da sociedade francesa se tornou adepta de uma espécie de eugenia e que o Estado pretende proteger essa postura imoral através de uma atitude imoral: a censura. Em resposta a essa afronta, a Lejeune Foundation levará o caso à Comissão Europeia para os Direitos Humanos.

A segunda notícia também tem a ver com aborto. Recentemente, o Parlamento francês aprovou uma nova lei criminalizando páginas de internet que procuram incentivar mulheres a não abortar. A chamada “lei de interferência digital” pretende impedir o funcionamento de sites que “deliberadamente enganem, intimidam e/ou exerçam pressão psicológica ou moral para desencorajar o recurso ao aborto”. Os que passarem por cima da lei provavelmente pagarão uma multa de até 30 mil euros.

Os partidos franceses de esquerda apoiaram a lei em peso, enquanto os de direita se opuseram. Bruno Retailleau, do Partido Republicano, afirmou que a lei se posiciona “totalmente contrária à liberdade de expressão”. Ele ainda enfatizou que a legislação que liberou o aborto na França em 1975 previa que as mulheres deveriam ser informadas das demais opções.

Jean-Frédéric Poisson, do Partido Democrata Cristão, também pontuou algo muito relevante: o governo francês está lutando contra sites pró-vida, mas se recusa terminantemente a fazer o mesmo com páginas de internet que promovem o islamismo radical. E essa proteção aos adeptos do islamismo radical é a grande responsável pelos problemas que a França vem passando com o terrorismo.

Como podemos ver, o progressismo possui uma face ditatorial, cruel e sanguinária. Em uma busca desenfreada pela remodelação da sociedade sob uma base secular e anticristã, o progressismo não mede esforços e não mantém escrúpulos para destruir aquilo que julga ser resquícios de cristianismo e conservadorismo. A intenção é colocar o homem no centro de tudo e fazer um mundo conforme a sua imagem e semelhança. Esse embate cultural, nas mãos da esquerda, se torna uma ferramenta poderosa para aumentar o poder do Estado, culminando em limitação da liberdade de expressão e censura. É o que a França está presenciando. À pretexto de proteger determinadas mulheres, o Estado francês coloca uma mordaça na parcela não progressista da população. Assassinato de bebês, preconceito contra portadores da Síndrome de Down, eugenia, censura, conivência com o terrorismo islâmico. O que mais virá?

Clique aqui para ver o vídeo que foi censurado pela TV francesa.

Indicação de leitura: “Mentiram para mim sobre o desarmamento”

Mentiram para mim

Prezados leitores, queremos indicar nesse post a leitura da obra “Mentiram para mim sobre o desarmamento”, de Flávio Quintela e Bene Barbosa. O livro é, sobre todos os aspectos, espetacular. Conta com argumentos lógicos e dados estatísticos sólidos baseados em fontes seguras e fáceis de consultar. Além disso, a linguagem é muito leve e simples, os capítulos são curtos e o tema é exposto de modo muito objetivo.

Mesmo que você seja a favor do desarmamento da população, leia esse livro. É importante você saber o que o outro lado diz, da boca das próprias pessoas que o defendem. Garanto que, no mínimo, você terá uma visão bem diferente da importância desse debate após a leitura. E como eu disse, não é leitura enfadonha. A obra é bem gostosa de ler e até quem lê devagar e não tem tempo, consegue terminá-la em cinco dias.

Para quem já é a favor do direito de o cidadão honesto portar armas, leia e divulgue amplamente essa obra. Por que isso é tão importante? Porque não estamos falando aqui apenas de uma mera questão de opinião. Há dados estatísticos sólidos demonstrando que o armamento do cidadão honesto é um importante fator na redução da criminalidade violenta e na proteção do povo contra governos com intenções escusas. E o Brasil hoje necessita muito dessas duas coisas.

Então, leiam, divulguem e até comprem para presentear outras pessoas. As informações desse livro precisam ser conhecidas pela galera. É importante. Até para que tenhamos um debate legítimo de ideias.

Do desenvolvimento histórico da corrupção brasileira e o seu remédio

Este texto foi publicado originalmente no blog “Mundo analista“. Para ler o texto original, clique aqui.

Corrupção no Brasil

Por que o Brasil é tão corrupto e como podemos reduzir isso? Segue uma breve análise sobre a questão.

Para começar, devemos entender que a corrupção está no ser humano. Por isso, todas as sociedades do mundo são corruptas (e sempre serão). Entretanto, algumas sociedades são mais corruptas que outras? Por que? Porque o nível de corrupção em uma sociedade depende de alguns fatores externos.

Dito isso, podemos agora mencionar brevemente alguns fatores que levaram a sociedade brasileira a se tornar muito corrupta. O problema começa quando o Brasil era ainda colônia de Portugal. Em suas primeiras décadas, estas terras serviram como uma espécie de lixão humano. Para aqui Portugal enviava gente da pior espécie, criminosos, exploradores corruptos e etc. Essa galera fincou o pé aqui e deu inicio à cultura da malandragem, da exploração, da baixeza e do crime.

Falando em exploração, ressalta-se que não fomos uma colônia de ocupação, como foi o caso dos EUA. Os que para cá vieram, não queriam formar um novo país, com ideais de justiça e liberdade. Antes, queriam explorar sem qualquer intenção de fazer destas terras um país.

Some-se aos fatos já citados o nosso clima predominantemente quente. O calor altera os ânimos, destrói formalidades, tira-nos de casa, põe-nos mais em contato com a rua, diminui as roupas, atiça à sexualidade, impele à explosão, intensifica os gestos, aumenta o tom de voz, reduz o contato com a leitura. Tais fatores gerados criam um ambiente mais propenso ao desenvolvimento de malandragens, pequenos desvios de ética, ultrapassagem de limites, gradual quebra de valores e etc. O frio, ao contrário, tende a desenvolver maior formalidade, o que acaba por fortalecer a educação e os limites. O frio também tende a manter as pessoas mais dentro de casa, fortalecendo hábitos mais calmos e cultos (como o da leitura), dificultando a intimidade com estranhos e desenvolvendo os laços familiares.

Os fatores que intensificaram a corrupção no Brasil não acabam por aí. O Brasil não só foi uma colônia de exploração, como posteriormente passaria a ser alvo de disputas entre exploradores estrangeiros, o que só fez aumentar o número de gente de mal caráter por essas bandas e a cultura da disputa.

Sem um sentimento de nação, mas sendo apenas um enorme pedaço de terra sendo explorado e disputado, o Brasil continuou sem direção e com o povo totalmente alheio ao governo. Nossa independência foi conquistada por um português, sem qualquer iniciativa popular. E posteriormente nosso império seria derrubado por um golpe, também sem que o povo tomasse parte.

Voltamos à cultura para ressaltar que o Brasil desde sempre não se guiou por fortes princípios religiosos. Sofrendo um forte sincretismo, bem como um desleixo formado pela reunião de fatores já citados como a informalidade, a malandragem, a ganância dos exploradores, a sensualidade, o pouco valor dado à leitura, o desembaraço em ultrapassar limites, cometer pequenos desvios de ética e etc., deram à religiosidade brasileira uma superficialidade preocupante. Isso só fez prejudicar mais os valores, o que, por sua vez, fortaleceu os fatores anteriores.

Embora todos esses fatores tenham colaborado para fomentar uma sociedade injusta e corrupta, desde as camadas mais pobres às mais ricas, esta sociedade poderia ter sido amplamente regenerada se nossos políticos e intelectuais tivessem se prontificado a criar um Estado enxuto, de poder limitado, que permitisse uma economia mais livre, incentivasse a iniciativa privada e a industrialização, e se preocupasse em fazer cumprir leis rígidas que protegessem o cidadão honesto.

Isto levaria a sociedade brasileira a entrar nos eixos gradualmente, pois o autoritarismo e os golpes deixariam de fazer parte da cultura, o empreendedorismo traria desenvolvimento, o desenvolvimento traria instrução, as leis rígidas trariam ordem, a ordem e a instrução criariam certos limites sociais, os limites sociais reformulariam o respeito, que passaria a ser melhor ensinado dentro das casas e inverteria o processo, levando os próprios cidadãos a moralizarem a sociedade e serem juiz de seus políticos. Obviamente, é um processo que levaria décadas, mas ocorreria.

Mas, para infelicidade geral da nação, desde sempre tivemos políticos e intelectuais defensores de um Estado forte e centralizado, e sem visão alguma no que diz respeito à industrialização e a economia liberal.

Nossa Odisseia, então, continuou com dois impérios que pouco fizeram pela economia e pela indústria, deixando-nos à mercê de um sistema econômico quase feudal. Como se já não fosse pouco, nossa escravidão durou séculos, ajudando a consolidar esse modelo econômico baseado em fazendas e grandes fazendeiros, não deixando espaço para a indústria e arrancando da vida econômica uma parcela enorme da sociedade (os escravos).

A escravidão posteriormente ajudaria a criar um grande número de pessoas pobres e ressentidas, que ao deixarem seu estado de escravidão, não tinham instrução, moradia, dinheiro e tampouco uma sociedade economicamente saudável. Tal fato teria também seu peso na formação de alguns indivíduos que justificariam pequenos crimes em função de sua condição (e embora não se possa dizer jamais que estes seriam maioria, o mal requer muito menos pessoas para disseminá-lo do que o bem).

Então, chegamos à nossa república, que se inicia, como já dito, sem qualquer participação popular e sem qualquer consulta. Ela se inicia já com proto-ditadores militares que se guiavam pelo positivismo. Com isto, nossos primeiros republicanos estabeleceram como cláusula pétrea de nossa cultura política, ideias como o Estado forte, o autoritarismo governamental, os “jeitinhos” e os golpes.

A monarquia caiu, mas nada mudou economicamente. Continuamos sem industrialização e fortemente controlados por fazendeiros. Estes se tornaram poderosos na política, não apenas localmente, mas a nível nacional. Como a concorrência entre fazendeiros conta com bem menos gente que a concorrência entre empresários, e um sistema baseado em fazendeiros não oferece praticamente nenhuma chance de indivíduos pobres se tornarem grandes, a república se fixou como propriedade de algumas poucas famílias.

Isso nos levou a consolidar um sistema “republicano” porco, de cartas marcadas, no qual, mais uma vez, o povo não tinha qualquer participação. Este republicanismo barato e corrupto, obviamente não conseguiria servir de exemplo para o seu povo, tampouco ter alguma influencia em sua moralização. E assim o povo se acostumou a ser corrupto também.

Então, apareceu no cenário político nacional o grane Getúlio Vargas. Ele era grande porque sabia tirar proveito de nossa cultura corrupta e autoritária para estender o seu poder. E o fez de modo magistral, aproximando-se do povo, usando de carisma e, sobretudo, usando o Estado para industrializar o Brasil. Este último ponto foi, de fato, a jogada mais perfeita que um ditador poderia ter feito. Ele fez algo que deveria ter sido feito (a industrialização), mas da maneira que não deveria ter sido feita (através do Estado). Mas fez. E assim centralizou também o poder econômico, trazendo para si, como um ímã faz com o metal, todo o autoritarismo de que precisava para estender o seu governo.

Vargas personalizou o autoritarismo brasileiro e deu ao Estado o gosto de controlar de modo mais intenso a economia. O Brasil, com um histórico de governo e população altamente corruptos, agora começava dar largos passos para os ideais de Estado-empresário e da justiça social feita através da forte intervenção governamental. Isso significava mais impostos cobrados dos cidadãos, mais dinheiro nas mãos do governo e mais setores estatais, o que, sabemos, queria dizer: mais corrupção, mais desvio de verbas, mais autoritarismo e expansão da máquina estatal.

Nossa república falsa e nossa economia capenga alimentam os ideias comunistas. E como já tínhamos desde sempre também a cultura do golpe, logo o cenário político nacional se enche de diversos grupos golpistas, uns comunistas, outros fascistas, outros integralistas, mas todos com uma proposta comum: manter o Estado gigante, interventor e autoritário. A diferença estava só no grupo beneficiado.

A cultura do golpe e do governo interventor e autoritário tornou cada vez mais raro qualquer pensamento de Estado limitado. O povo, os políticos e os intelectuais se acostumaram aos fatores que só faziam concretizar a corrupção e o autoritarismo.

Em meio a essa babilônia intervencionista, o perigo de que o Brasil desse mais um passo, dessa vez sem volta, para o comunismo, levou a uma intervenção militar. Mas o que era para ser apenas uma intervenção, tornou-se um regime. E como era de se esperar, esse regime continuou a conservar o autoritarismo e o Estado gigante. Não só conservou, mas aumentou. O estado criou estatais e mais estatais, aumentou a inflação e sufocou as esperanças de um país mais saudável economicamente.

O regime militar termina e finalmente criamos uma república democrática. Poderes divididos, presidente limitado, golpes desvalorizados. Mas a Odisseia brasileira continua, porque a esquerda inicia um combate intenso para conservar nessa nova república as antigas culturas políticas do Estado gigantesco, do intervencionismo estatal e da economia engessada. Seu maquiavélico plano não para no nível econômico, mas se espalha para o nível civil/penal, tornando as leis frágeis e tornando a conduta criminosa ainda mais fácil de se manter. E como se isso já não fosse pouco, ela dá prosseguimento a seu ideal de destruir os pouco de valores culturais, espirituais, morais e éticos que o Brasil tem, incentivando a libertinagem, o menosprezo à religião, o preconceito entre classes sociais, gêneros, etnias e cores.

Quase todos os fatores que foram (e são) a base para que a corrupção brasileira se tornasse tão grave, tem sido apregoados, estimulados e intensificados pela esquerda.

Como mudar isso?

Votando em pessoas que irão atacar esses fatores, limitando o Estado, tornando-o menor, liberalizando a economia e intensificando as leis civis/penais, de modo a proteger o cidadão honesto e valorizar o respeito às leis.

Agora que vocês já sabem, a mudança está em suas mãos.

61 Países que um Déspota poderia Desconectar da Internet

Por Robert McMillan. Traduzido e adaptado para o português do Brasil por Renan Felipe dos SantosArtigo publicado originalmente na Wired. Para ler o artigo original, em inglês, clique aqui.

Está se tornando algo típico de regimes decadentes: silencie seus críticos e acabe com sua comunicação cortando a internet. A Líbia fez. O Egito também. E na última semana, a Síria puxou o plugue do seu próprio sistema de internet.

De acordo com uma nova pesquisa da empresa de monitoramento de redes Renesys, isto poderia acontecer facilmente em muitos outros países também, incluindo Groenlândia, Iêmen e Etiópia. Sessenta e um dos países do mundo tem somente um ou dois provedores de serviço conectando-os ao resto da internet.

“Se é um lugar suficientemente pequeno é quase inescapável que haverá uma internet tão pequena que será quase trivial desligá-la”, diz James Cowie, chief technology officer da Renesys.

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No outro extremo, mais de 30 países — incluindo EUA, Canadá e a Holanda — tem mais de 40 provedores de rede cada um em suas fronteiras eletrônicas. Estes são quase impossíveis de desplugar.

Renesys veio com seu mapa sobre os países mais facilmente desconectáveis através de um estudo das tabelas de Border Gateway Protocol (BGP) armazenadas na memória de grandes roteadores usados por centenas de provedores de internet. Estas tabelas  GBP dizem aos roteadores como transmitir as mensagens de uma rede à outra, e uma vez que você começa a juntar quatro ou cinco centenas destas tabelas, você tem uma imagem clara de como a internet é conectada.

O que torna um país fácil de desconectar? “Um alto grau de centralização e um baixo grau de diversidade”, diz Cowie. “Eles tendem a ser lugares onde naturalmente ou organicamente através da história ou da regulamentação, o número de provedores que trafegam dados com suas contrapartes estrangeiras é muito, muito baixo.”

A Groenlândia encaixa no molde. “A Groenlândia provavelmente desejaria mais diversidade, mas a natureza da Groenlândia e a despesa para obter conectividade na Groenlândia significa que eles estão limitados a um pequeno — aparentemente muito pequeno — grupo de provedores”, diz Cowie.

Curiosamente, no entanto, o Afeganistão não.

De acordo com Cowie, o Afeganistão já teve uma rede ao longo de todo o país. Não era muito boa, mas quando foi destruída na guerra uma nova rede se formou como uma ferida cicatrizada sobre o país, conectando diferentes regiões a Irã, Paquistão, Uzbequistão e Turcomenistão.

“O Afeganistão, no meio deles, compra conectividade a internet de todos estes países”, diz Cowie. “Então o governo em Kabul não é mais capaz de desligar a internet do que seria para construir uma internet em primeiro lugar.”

8N abalando a Argentina

No último dia 8 de novembro, milhares de pessoas na Argentina se reuniram para protestar contra o governo de Cristina Kirchner. O movimento, batizado de 8N, realizou um enorme panelaço na capital do país, Buenos Aires.

700 mil pessoas lotam Buenos Aires para protestar contra o governo autoritário de Kirchner.

O protesto foi realizado também em frente à residência presidencial de Olivos, onde a presidente mora. Manifestantes argentinos fizeram protestos no exterior – em Sydney, Londres, Roma, Madri e Nova York – e no interior – em cidades como La Plata, Mendoza, Tucumán, Rosário e Salta, entre outras.

Eles exibiam cartazes com as frases: ‘Liberdade’, ‘Imprensa livre’, ‘Chega de inflação’, ‘Basta de corrupção’ e ‘Não à reforma da constituição para terceiro mandado da presidente’. ‘Não tenham medo, isso, sim, é democracia’, dizia um cartaz em Córdoba. ‘Chega de mentiras’, dizia outro cartaz em Tucumán. Muitos também cantavam o hino nacional do país.

O movimento 8N ou Argentindos Indignados

São quatro os males que o movimento quer combater: insegurança, corrupção, liberdades civis e as mentiras oficiais do governo. Também se posicionam contra a reforma constitucional e ao controle de mídia que o governo quer impor.

Outras de suas reclamações são:

  • Enviam nossos filhos a “La Cámpora”[1] para doutriná-los. ” Doutrinação é o mesmo que abuso de menores”; e a Presidente apoiou isto abertamente.
  • Não somos livres para sair do país, pois é preciso pedir permissão para que te deem alguns poucos dólares como se fossemos criminosos.
  • O governo concedeu a si próprio o poder de reescrever a História.
  • Te dizem em que economizar dinheiro, mas o converteram em papeizinhos coloridos sem reconhecimento no mundo e que se desvalorizam diariamente.
  • Liberam assassinos e outros criminosos para assistir seus atos políticos.
  • A pobreza segue igual, as vilas crescem e se gastam milhões em propaganda política como “futebol para todos”.
  • Não se pode negociar sua habitação da maneira que queira, pois eles é que ditam em que moeda você deve fazê-lo.
  • Para trabalhar no Estado ou em uma de suas empresas, nada melhor que ser membro da “Cámpora”.
  • A liberdade de expressão está se convertendo de pouco em nada.
  • Os amigos do poder vem monopolizando a informação.
  • Utilizam o “proyecto X”[2] para perseguir seus opositores.
  • O único válido para eles é o “pensamento único”.
  • A Presidente abusa da Cadeia Nacional, tal e qual num Estado totalitário
  • Desde o Governo Nacional se promove a desestabilização de todo governo provincial que não esteja alinhado.
  • Seus aliados estrangeiros são o pior que existe na comunidade internacional. A Argentina está cada dia mais excluída do mundo.
  • A rua é dos delinquente, e os terroristas são amigos privilegiados do governo.
  • Quem pensa diferente é um inimigo.
  • Seus seguidores tem um grau de fanatismo capaz de justificar tudo, até a doutrinação infantil e a corrupção.
  • Os comerciantes que não estão de acordo com eles enviam à AFIP[3] para perseguí-los.
  • O nível de corrupção de seus funcionários é o mais alto de que se tem notícia.

O governo autoritário de Kirchner tem restringido as liberdades sociais e econômicas dos argentinos o quanto pode. Está impedindo as pessoas de obter moeda estrangeira (o peso está desvalorizado pela alta inflação), de sair do país, etc. Além de tentar controlar a mídia, esmagar opositores políticos com o auxílio de espiões e sindicatos cooptados, Kirchner pretende garantir um terceiro mandato através de uma reforma constitucional.

Mais em: www.argentinosindignados.com (em espanhol).


NOTAS:
[1] La Cámpora é um agrupamento político militante fundado em 2006 para defender as idéias governo kirchnerista em ações no meio político e estudantil.
[2] Projeto X, escândalo político argentino, consiste no uso da Gendarmería Nacional Argentina (GNA) para fins de espionagem política.
[3] A Receita Federal da Argentina, é usada como ferramenta de repressão política pelo governo Kirchner. Um caso típico foi o do Clarín, que após denunciar irregularidades no governo recebeu a amigável visita de 200 agentes tributários que revistaram todo o jornal.