Homossexualidade e Política

O político e teórico fundador do conservadorismo inglês, Edmund Burke, ficou conhecido em sua época por vários fatores. O mais importante deles foi a sua crítica à Revolução Francesa e apoio à monarquia (o que lhe rendeu uma discussão com Thomas Paine). Outro deles é a sua lei dos salários que determinava que os altos escalões do serviço público só deveriam receber depois de pagos os salários dos escalões inferiores, uma vez que o pagamento destes salários era parte do seu trabalho e seria injusto que os altos escalões recebessem sem concluí-lo. Mas um outro ponto em particular causou certo escândalo: Burke era contra a pena de morte por suplício no pelourinho, então vigente. E mais, era contra a aplicação desta pena a dois grupos perseguidos na Inglaterra do seu tempo: os católicos e os “sodomitas” (homossexuais). Isso mesmo, o pai do conservadorismo inglês defendia os homossexuais da tirania do governo. Especula-se sobre qual seria o posicionamento de Burke em questões referentes aos homossexuais na política contemporânea.

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A condição do homossexual
A homossexualidade nos custou muito tempo para ser compreendida. Até poucas décadas atrás, ela ainda era tratada como uma disfunção sexual e psicológica a ser curada com tratamentos hormonais. Sabemos, hoje, que nenhum tratamento hormonal na fase adulta irá mudar um desequilíbrio hormonal inculcado já na fase embrionária, caso dos transsexuais. Discute-se muito ainda se a homossexualidade é determinada geneticamente ou socialmente construída. Eu sinceramente acredito mais na primeira hipótese.

A irrelevância da “cura gay”
Um tópico sensível que foi debatido no Brasil foi o projeto de lei, proposto por um político evangélico, que pretendia liberar psicólogos para “curar” pessoas da homossexualidade. O projeto não foi visto com bons olhos e logo foi rechaçado, mas nada se pensou seriamente sobre ele. Independente da homossexualidade ter “cura” ou não, a busca por tratamento da mesma diz respeito aos interessados e não ao poder público: não havendo caráter compulsório para qualquer tratamento médico, não há problema algum em permitir que interessados na “cura” busquem por ela. Há quem busque afrodisíacos e tratamento cromoterápico e nem por isso ficamos escandalizados.

Homossexualidade e sua relação com o poder público
Mas vamos ao que interessa, que é a política. A primeira coisa na qual os homossexuais sempre estiveram interessados no âmbito político é a anulação ou revogação de leis que criminalizam ou punem sua orientação sexual e a sua expressão em espaços públicos (ex.: o direito de beijar em público). Neste ponto creio que não há muita discordância sobre o fato de que a sexualidade, sendo um âmbito íntimo e privado da vida do indivíduo adulto, não pode ser matéria de lei e muito menos de punição e repressão. Quanto às demonstrações públicas de afeto, já parece comum o entendimento da sua licitude, respeitados os limites impostos pelo pudor e que valem para qualquer casal, hétero ou homo.

O casamento gay
O segundo ponto é o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, onde há mais discordância. Os opositores creem que a legalização do casamento homossexual comprometeria a instituição familiar. Eu não vejo como, já que o simples casamento não constitui uma família: um casal é composto por indivíduos sem relação de parentesco, e uma família é definida pela relação generacional entre seus membros (pai e filho, avô e neto, sobrinho e tio). Tampouco há o risco de aumento da população homossexual, uma vez que estes não geram filhos ou preferem adotar a recorrer a procedimentos caros de fertilização in vitro e barriga de aluguel. É razoável a legalização da união civil, especialmente para questões de partilha de bens e herança. Quanto ao casamento religioso, cabe a cada instituição decidir ou não sobre o assunto.

Políticas afirmativas
O terceiro e mais polêmico ponto é o das açõee afirmativas, que é onde há maior discordância e oposição mesmo entre os homossexuais. A maior parte da militância e lobby em prol dos direitos da população LGBT não é simplesmente homo (ou bi, ou trans, etc), é parte de uma subcultura chamada queer ou gay. O próprio termo gay é parte do vocabulário desta subcultura. A Parada Gay, em qualquer lugar do mundo, é o exemplo mais expressivo desta subcultura. O problema é que, obviamente, esta subcultura não representa todos os homos como os motoqueiros e punks não poderiam representar todos os héteros. Homossexuais mais conservadores tendem a rejeitar a subcultura queer ou gay e por isso são hostilizados pela “militância gay” que supostamente deveria defendê-los. Um exemplo clássico foi Clodovil Hernandez, estilista brasileiro e homossexual abertamente contra a Parada Gay.
O financiamento público de uma subcultura, qualquer que seja, é antiético e isso independe se a crítica vem de um homossexual ou de um pastor evangélico. Políticas de ação afirmativa, como cotas, também tendem a ser rechaçadas mesmo por homossexuais.

Conclusão
Podemos distinguir portanto três âmbitos a analisar: o privado, o público e o político. No âmbito privado, não há o que discutir: a liberdade de ir para a cama com quem você ama deve estar fora do alcance dos políticos. A união civil entra neste primeiro âmbito. No âmbito público, onde a pressão social exerce seu poder, deve-se primar pelo bom senso: a expressão pública de afeto é sempre lícita enquanto não atente contra o pudor. No âmbito político, no entanto, a atuação de grupos de interesse é sempre errada quando suas propostas excluem os demais ou demandam para um grupo particular recursos que são públicos: políticas de numerus clausus (cotas afirmativas ou negativas) são exclusivas, e o financiamento público de eventos privados (seja a Parada Gay, a Copa do Mundo ou a Marcha Mundial da Juventude) é imoral por forçar milhões de pessoas a financiar coisas que vão contra seus interesses, princípios e valores.

No fim das contas, a discussão nunca é sobre a sexualidade alheia, mas sobre até onde vai o poder público. E certamente a sua cama é um lugar ao qual os políticos não devem ter acesso.

Mario Vargas Llosa apoia a união civil homossexual no Peru

Notícia reproduzida do portal In Out Post. Tradução e adaptação para o português do Brasil por Renan Felipe dos Santos. Para ler a notícia original, em espanhol, clique aqui.

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O escritor liberal e Premio Nobel de Literatura, Mario Vargas Llosa, apoia a luta pela consecução de uniões civis entre homossexuais, apresentada pelo parlamentar peruano Carlos Bruce.

Vargas Llosa assinou o manifesto que circula entre os peruanos e que reclama o “Sim à igualdade”: “A favor da igualdade de direitos para todas e todos os peruanos, da inclusão de todos os setores que conformam a sociedade e da não discriminação por orientação sexual nem de nenhuma outra índole”.

“Consideramos que o Estado deve reconhecer a realidade e o valor de todos os casais. Por um Peru livre de discriminação e injustiças. Por isto nos pronunciamos a favor do projeto de Lei de União Civil Não Matrimonial para Pessoas do Mesmo Sexo”, demandam os assinantes.

O certo é que a iniciativa apresentada no Parlamento peruano tem firme oposição da Igreja Católica e da maioria dos parlamentares que consideram que tal projeto de lei não é mais que um ‘matrimônio encoberto’.

Tampouco ajuda muito a sociedade peruana, que se opõe à medida em 65%, e aprovam somente 26% da população.

Apesar disto a iniciativa seguirá adiante arrecadando apoios, como o de Mario Vargas Llosa e outras personalidades importantes do país como o pintor Fernando de Szyszlo e os escritores Santiago Roncagliolo, Fernando Iwasaki e Jorge Eduardo Benavides, o fotógrafo Mario Testino, a cantora Susana Baca, os jornalistas César Hildebrandt e Julio Villanueva, a campeã mundial de boxe Kina Malpartida e o presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Diego Garcia Sayán.


Leia também:

Fascismo sustentável

Contribuição de Rodrigo Viana ao blog.

No dia 26 de Abril foi publicado uma matéria no site da BBC sobre um relatório feito por um grupo de cientistas ingleses no qual a ênfase dada é no controle de consumo e população. É um assunto que será bem discutido no encontro ambientalista Rio+20 que acontecerá em Junho desse ano.
Pare por um momento, por favor. Antes de continuar a ler esse artigo, sugiro que leia antes a reportagem do link abaixo pois este artigo baseia-se exclusivamente nesta reportagem.

Planeta não é sustentável sem controle do consumo e população , diz relatório:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/04/120426_population_report_mv.shtml

Continuando. Pra quem acompanha tais assuntos apenas pela mídia convencional não sabe o que realmente há por trás de todas essas propostas. O texto mostra uma esperança pro leitor comum perante as mazelas existentes no planeta. Mas fica apenas aí. Já quem realmente está informado sobre toda essa lavagem cerebral sabe exatamente o que significada cada medida dessa descrita.
Vou expor algumas:

Consumo excessivo
Na linguagem ambientalista/ esquerdista consumo excessivo significa o controle do modo de vida do indivíduo por terceiros. Por consequência resulta em menos liberdade. E os métodos oficiais são sempre os mesmos: aumento de impostos, regulamentações e proibições de fato.
O aumento dos ônus gera mais despesas encarecendo o serviço/ produto final para o consumidor. Quer dizer, isso gerará maior dificuldade em adquirir e produzir produtos ou serviços de modo mais barato e eficiente, afetando principalmente os mais pobres. Não tenha a menor dúvida, o que eles realmente querem é diminuir sua qualidade de vida por uma hipotética “melhoria sustentável”[1][2].
Então prepare-se para mais políticas em “comitês centrais” impondo-lhe sobre quais produtos ou serviços você pode ou não obter, segundo esses “seres iluminados”[3][4]. Seja comida, automóveis ou qualquer coisa do tipo do qual é ou não é “válido uma família ter em casa”, por exemplo. Ou então a espoliação, o roubo propriamente dito de alguma propriedade sua através de coerções
governamentais.

Controle populacional/ planejamento familiar
O controle populacional e o tal planejamento familiar é bem claro: intervenção estatal no âmbito individual e familiar e a perda das autonomias. É isso mesmo que você está pensando: as perdas das suas, das nossas liberdades civis. É algo muito, muito sério. Diferente de algumas décadas atrás, o controle estatal do indivíduo e da família muito provavelmente não será encorajado a ser feito de modo bruto, no centro. Não. Ele já é feito hoje pelas periferias, de modo que se chegue ao centro sem alardear a população. Por isso, não pense que haverá agentes do governo roubando um familiar seu pelo simples fato de não se adequar
no “projeto oficial”.
As práticas são outras. Hoje em dia o que está em voga são políticas abortistas, “gayzistas”[5][6] e a eutanásia pra citar algumas. Todas com influências diretas no indivíduo e na família. Esse é o verdadeiro planejamento deles. Se for preciso diminuir a influência desse grupo ou daquela crença que destoa do projeto oficial, mesmo que isso signifique a perda das liberdades individuais ou então, defender algum tipo de política imoral que rebaixe o ser humano[7] perante uma planta ou
animal, pode ter certeza, haverá coerção pra isso.

Deixar de utilizar o PIB como referência econômica
O PIB (Produto Interno Bruto) realmente não diz muita coisa e é imperfeito por si só[8][9]. Causa distorções e é impreciso. Seria ótimo que o PIB não fosse usado por fontes estatais, já que dificultaria ainda mais que “iluminados” fizessem suas políticas de planejamento. Na verdade sequer deveria existir comitês de planejamento econômico estatal.
A questão é que, não que os planejadores econômicos deixarão de usar o PIB. Claro que não. Até porque para todo o planejamento deles é necessário algum tipo de indicador econômico. A alternativa? O cálculo estatístico conhecido como PPR (Produto Privado Remanescente)[10].
Agora perceba que eles não propõem que o PIB seja abandonado de modo que o mercado possa agir livremente. Pelo contrário, seus argumentos fortalecem a falácia do “gerenciamento econômico”. A liberdade econômica, necessária para qualquer prosperidade social, não passa na cabeças desses grupos. É tudo ignorado para impor a política do “mais do mesmo” com coerção e limitação das liberdades no âmbito comercial.

Mudanças na saúde humana e natureza
Note que o termo aquecimento global[11] não é mais tanto utilizado pelos ambientalistas. A moda agora é sustentabilidade. E uma das causas é graças aos vários debates ocorridos pelo mundo (isso raramente é pauta da mídia mainstream brasileira) com questionamentos pertinentes e estudos sérios combatendo o mito “aquecimentista”. Com a perda do combate cada vez mais evidente dos alarmistas climáticos[12][13], foi necessário traçar novos rumos estratégicos e isso inclui também mudar nomenclaturas. Nada é por acaso.
Só que para esses “gurus” não basta apenas mudar o modo como o ser humano se relaciona com o ambiente. É necessário também mudar o modo como o ser humano age a si próprio. Não basta apenas um “culto” exagerado a uma vida saudável mas se preciso for, proibir até dentro da sua propriedade se você deve ou não fumar. Ou até mesmo estipular aquilo que você deve ou não comer.
Vamos ser claros. O nacional-socialista Hitler, ferrenho defensor do “autoritarismo saudável”, sentiria orgulho de toda essa política.

Educação universal
Uma das principais metas dos planejadores é tornar indivíduos com pensamentos direcionados apenas aos interesses de seus planejadores, com pensamento único. E isso já começa cedo, com as crianças, sem capacidade de discernir um julgamento verdadeiramente correto de um falso.
É certo que cada vez mais o governo vem impondo nas agendas disciplinares programas escolares dos mais absurdos. A liberdade de escolha dos pais não é levada em conta. E a mudança de escola não faz a menor diferença, seja ela estatal ou privada, já que o currículo escolar é único.
Os pais são obrigados a aceitarem conteúdos que vão contra as suas opiniões, crenças ou costumes[14]. Tudo em nome da “democratização” do ensino.
O governo diz que é preciso essa ordenação para o melhor convívio entre a sociedade.
Falácia. Muitos instrumentos que existem na sociedade sequer existiram através de um planejamento central. Um exemplo, os idiomas. Eles foram criados através de uma ordem espontânea na sociedade, sem planejadores. Bastando haver apenas a liberdade da sociedade se auto-organizar em relações de cooperação mútua.
O governo, tanto como interventor social como econômico (inclui-se aí a esfera educacional) não é apenas dispensável mas temerário também.

Enfim
O mais importante é deixar claro que sim, há correntes de pensamentos que vão em total discordância com o que a mídia convencional propõe. O que vale, caro leitor, é questionar tais assuntos. Não soa estranho ver sempre os mesmo discursos nas TVs, nos jornais, nas revistas e etc. sempre martelando na mesma tecla? Será mesmo que isso é uma verdade inconveniente?
Por que não se vê debates, discussões de ideias entre ambas as partes, apenas tendo um lado do assunto[15]?
É bom mencionar que não está sendo dito que todas as pessoas que desejam a conservação da fauna ou flora são pessoas com intenções obscuras. Muito menos que seja necessário o total extermínio de animais e vegetais para um melhor conforto do ser humano. Na verdade grande parte dessas pessoas possuem sim boas intenções, porém são levadas a defender argumentos incabíveis ou políticas suicidas de gente com propósitos que vão além de “salvar” esse ou aquele animal.
Não caia no pensamento binário de que “um conservacionista é bom e o contrário é mal”. Esse julgamento além de não ser justo, possui um caráter autoritário pois leva a querer suprimir a opinião alheia a todo custo.

E sim, há alternativas de preservação da flora e fauna que vão por um caminho completamente diferente no que diz ao autoritário ‘status quo’. Por isso, seguem alguns links interessantes, divididos por assuntos, para um melhor esclarecimento.

Vídeos interessantes:

Entrevista com o climatologista Ricardo Augusto Felício pelo Programa do Jô, da TV Globo, desvendando o mito do “Aquecimento Global”: aqui.

Entrevista com o climatologista Luiz Carlos Molion pelo programa Canal Livre, da TV
Bandeirantes, que fala sobre a crença do “Aquecimento Global”: aqui.

O economista Rodrigo Constantino comenta a “ditadura dos eco-chatos”: aqui.

O economista Rodrigo Constantino comenta a escassez da água: aqui.

Trailer do documentário “Not evil just wrong”, que desafia o filme “Uma verdade inconveniente”: aqui.

O sistema de educação pública: aqui.

Links interessantes:

Pensamento Anti-humanitário:

  • As raízes anti-humanas do movimento ambientalista: aqui.
  • A incontrolável sanha anti-humana dos ambientalistas: aqui.

Controle educacional e populacional:

  • Educação em poder do Estado, por Rosely Sayão: aqui.
  • A Educação Livre, por Bernardo Santoro: aqui.
  • Educação e liberdade: aqui.

A Quarta Fronteira – série de artigos produzidos pelo médico, psicanalista e jornalista Heitor de Paola sobre estratégias de manobra de massa usadas para impor o controle educacional, populacional e, dentre elas, a agenda ambiental:

A quarta fronteira: aqui.

  • Os exterminadores do futuro: aqui.
  • Os exterminadores do futuro 2: aqui.
  • Os exterminadores do futuro 3: aqui.
  • Os exterminadores do futuro 4 (parte 1): aqui.
  • Os exterminadores do futuro 4 (parte 2): aqui.
  • Os exterminadores do futuro 4 (parte3): aqui.
  • Os exterminadores do futuro 4 (parte 4): aqui.

Sustentabilidade e aquecimento Global:

  • Sustentabilidade – um assalto à ciência econômica: aqui.
  • O aquecimento global é uma religião: aqui.
  • BBC – O que aconteceu com o aquecimento global?: tradução aqui e original em inglês aqui.
  • O sol define o clima – estudo científico do cientista Habibullo Abdussamatov: original aqui e versão condensada pelo IMB aqui.
  • Catastrofismo aquecimentista e comportamento humano – entrevista com o climatologista Ricardo Augusto Felício: aqui.
  • Relatório do Senado americano que diz que mais 700 cientistas discordam da tese do “Aquecimento Global causado pelo homem”: aqui.
  • Estudo afunda mito do “aquecimento global de origem humano”[sic] – Notícias Agrícolas: aqui.
  • O Aquecimento Global é uma fraude: aqui.
  • Alternativas ambientais viáveis: O manifesto ambiental libertário – IMB: aqui.
  • Uma nova defesa da sustentabilidade – IMB: aqui.
  • Carbon Discredit (medidas ambientais simples e de baixo custo) – Popular Science: aqui.

Sites interessantes:

Notas:
[1]The Cap and Tax Fiction – The Wall Street Journal: http://online.wsj.com/article/SB124588837560750781.html

[2]Food Recycling Law A Hit In San Francisco – NPR: http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=113969321&ft=1&f=1007

[3]Ajuste em preços de alimentos pode tornar dieta mais saudável – Agência USP de notícias: http://www.usp.br/agen/?p=43577

[4]Contra obesidade, grupo quer taxar gordura – G1: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL68558-5603,00-CONTRA+OBESIDADE+GRUPO+QUER+TAXAR+GORDURA.html

[5]Entenda, leitor, que o que está sendo colocado não é uma crítica aos homossexuais mas aos movimentos homossexuais que defendem “direitos” (leia-se privilégios) perante o resto dos indivíduos. Bem se sabe que direito é inato
a indivíduos. Quer dizer, direito não depende de etnia, nacionalidade, sexo, classe social, opção sexual ou qualquer outro tipo grupo. Direito é comum, e somente, a seres humanos sem distinção.

[6]Sindicalismo, sem-terrismo, com-terrismo, gayzismo, machismo… Toda essa bobajada agride os valores universais da democracia, por Reinaldo Azevedo: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/sindicalismo-sem-terrismo-com-
terrismo-gayzismo-machismo-toda-essa-bobajada-agride-os-valores-universais-da-democracia/

[7]Esvaziamento da “lei Muwaji”: triunfo da “religião verde” anti-humana: http://www.midiasemmascara.org/artigos/ambientalismo/12362-esvaziamento-da-lei-muwaji-triunfo-da-religiao-verde-anti-humana.html

[8]Por que o PIB é uma ficção: http://mises.org.br/Article.aspx?id=203

[9]A falácia do PIB – um pequeno adendo: http://mises.org.br/Article.aspx?id=960

[10]Produto Privado Remanescente – Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Produto_Privado_Remanescente

[11]Uma tacada mortal nos modelos climáticos: novos dados da NASA dão um duro golpe no alarmismo do aquecimento global – Mídia a Mais: http://www.midiaamais.com.br/artigo/detalhes/849/Uma+tacada+mortal+nos+modelos+clim%C3%A1ticos:+novos+dados+da+NASA+d%C3%A3o+um+duro+golpe+no+alarmismo+do+aquecimento+global+

[12]Climategate: the final nail in the coffin of ‘Anthropogenic Global Warming’?, por James Delingpole: http://blogs.telegraph.co.uk/news/jamesdelingpole/100017393/climategate-the-final-nail-in-the-coffin-of-anthropogenic-global-warming/

[13]Mais uma farsa “aquecimentista”: o escândalo do Dr. Peter Gleick – Alerta em rede: http://www.alerta.inf.br/mais-uma-farsa-aquecimentista-o-escandalo-do-dr-peter-gleick/

[14]Presidente Dilma derruba ‘kit gay’ do MEC – Jornal do Brasil: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/05/25/presidente-dilma-derruba-kit-gay-do-mec/

[15]Céticos do clima sem voz na imprensa brasileira – BBC Brasil: http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/planeta_clima/2011/11/

A homossexualidade, o direito de associação e a privatização do casamento

Muito se tem discutido sobre o casamento gay. O assunto é polêmico, e as opiniões divergem muito. Mas, quase sempre, o maniqueísmo prático divide as pessoas em dois grupos antagônicos: os que apoiam o direito gay de casar (“os do bem”) e os que negam o direito gay de casar (“os do mal”).

Mas a questão não é tão simples, e as posições sobre isso vão além daquilo que a mídia mostra. Sou da opinião, por exemplo, que o Estado não tem o direito de determinar quem pode ou não pode casar – considerando somente que estamos falando de adultos, com pleno exercício de suas capacidades mentais.

A posição é estranha, e espanta muitos que se deparam com ela pela primeira vez. Os que são a favor do casamento gay me tratam imediatamente como alguém que é contra os gays. Os que são contra me tratam como um subversivo que defende o casamento gay. A verdade é que sou, a um só tempo, ambos e nenhum. Já explico.

Acredito que o Estado não tenha nem o direito e nem o dever de instituir um modelo de família oficial. Quando o Estado impõe um modelo de família oficial ele está causando problemas para uma série de pessoas que adotam diferentes modelos familiares – seja por questões religiosas, seja por questões culturais ou individuais. Vejamos os mormons, por exemplo, que são bígamos. Ou os muçulmanos, que são polígamos. Na tribo amazônica Zo’é, uma mulher pode casar com diversos homens (poliandria). Isto porque ela não pede autorização do Estado para fazê-lo: ela não precisa da autorização do Estado para isso. Do mesmo modo, gays não precisam da autorização do Estado para casar. Ninguém precisa.

Tribo Zo’é. O casamento poliândrico das índias é teoricamente ilegal no Brasil. Mas ninguém sai por aí militando para oficializá-lo ou impedí-lo.

O Estado não tem o direito de negar uma instituição que é civil ou religiosa. Isto seria uma violação do direito natural e individual de associação, e também a violação da laicidade ao impor a pessoas de todas as crenças um modelo familiar que não é comum a todas elas. O casamento é responsabilidade da sociedade civil e da religião, não do Estado.

Entendo que para questões de herança e partilha de bens, bastaria um contrato discriminando as partes envolvidas e como se dará o processo. Isso resolveria o problema que se pretende hoje solucionar com uma reforma da definição constitucional de família e com a instituição da “oficialidade” da relação homoafetiva. E ainda evitaria maiores dores de cabeça com modelos familiares de outras religiões e culturas no Brasil. A instituição do casamento civil para gays, longe de solucionar o problema, é uma medida ilusória e eleitoreira que só serve para partidos e políticos disputarem no tapa a imagem de gay-friendly. Pedir benção do governo para casar é o cúmulo do ridículo, e penso que aqueles que pretendem lutar em favor das  liberdades individuais e do direito das pessoas de associarem-se devam rever a sua posição e militar, isso sim, pela desestatização da família.

Brasileiro é de direita, mas gosta de uma ” mãozinha” estatal

O PSD, partido do Kassab, fez uma pesquisa para ver as preferências e opiniões da população, os resultados são interessantes:

Mais de 30% dos brasileiros são de centro-direita, mais de 80% é contra legalização de drogas e mais de 60% é contra o aborto, mas no caso das relações homossexuais e adoção de crianças por casais gays, a população é mais progressista e acha pessoas do mesmo sexo podem ser casar e ter filhos. No aspecto judicial maioria da população defende a pena de morte e maioridade penal para jovens de 16 ou 14 anos idade e os projetos sociais são vistos com bons olhos por uma grande parcela da população, mas essa mesma parcela se diz contra o Bolsa Família.

No aspecto econômico fica interessante e incoerente. Maioria acha que o melhor é ter seu próprio negocio, é contra a alta carga tributária e acredita que o setor privado é melhor gestor que o estado, mas mesmo assim são contra a privatização de empresas estatais.

Fica claro nessa pesquisa que o brasileiro tem uma noção bem fraca ou ausente de ideologia e correntes políticas, não consegue manter uma coerência com o que afirma. Exemplo, no area economica onde maioria acredita que o setor privado é melhor gestor, mas ao mesmo tempo demoniza a privatização de estatais. Logo podemos concluir que temos uma população que é de direita no aspecto social e muitas vezes conservadora, mas na economia fica um misto de liberal com social democrata.

Pesquisa com resultados e outros detalhes

http://www.psd.org.br/pesquisas/