O Espírito Revolucionário

São tantos os vícios da mentalidade revolucionária que me é difícil imaginar como começar a discorrer sobre o assunto. Não acredito que tenha existido um grande movimento genuinamente revolucionário que se ateve a seus princípios até o fim. E de nada adianta citar a Revolução Americana, que de revolução só tem o nome. É comum que as revoluções percam totalmente seu rumo, algumas vezes tomando não um rumo diferente, mas rumo nenhum.

1. O Movimento Revolucionário se perde daquilo a que se propôs

O caos é o resultado único possível de uma revolução. Movida por idealismos abstratos comove facilmente a massa por tocar, em tempos de crise, o povo emocionalmente. Não dotado de planos institucionais, convence o povo de qualquer coisa: socialistas convencem os cooptados de que pode existir democracia do outro lado da revolta; fascistas invocam um nacionalismo exacerbado que faz exalar todo o ódio reprimido existente na população. O ser humano é imperfeito, como é qualquer organização social pretendida pelo mesmo. A sociedade nunca será ideal. Progresso nada mais é que uma grande ilusão num mundo em que o movimento histórico é pendular, e não contínuo. Mesmo assim a massa segue um grande líder em sua empreitada rumo à Utopia (como o próprio Thomas More batizou sua ilha; um dos precursores do socialismo). O nome diz: Utopia. E no pináculo do sentimento revoltoso nasce o perigo. O sentimento de paranoia toma conta dos líderes, que passam a atacar ou eliminar qualquer um que se coloque contra a revolução, mesmo os críticos que se encontrem dentro do meio revolucionário. Os ideais que primeiramente moveram a revolução são esquecidos e postos em segundo plano, e o grande guia da perigosa manada revolucionária é a revolução: esta se torna um bem em si. Isso é notado facilmente nas revoluções Francesa e Cubana. A Revolução Francesa criou um tribunal revolucionário que eliminava sistematicamente opositores. Diz a lenda que em Paris o sangue dos decapitados atingia as canelas de quem andasse pelo palco de terror e morte que virou a cidade. Já a Revolução Cubana segue um roteiro cômico, para não dizer trágico: Alegando que lutavam pela democracia, angariando recursos nos Estados Unidos, lutaram contra a ditadura de Batista. Após derrubá-lo, Fidel foi aclamado pela população, para logo em seguida traí-la e instaurar outra ditadura, a do proletariado com apoio soviético. E àqueles que lhe deram apoio e facilidade para angariar recurso, destinou ódio e repúdio. Os Estados Unidos eram, automaticamente, os culpados por toda a desgraça cubana (que nada tinha a ver com as políticas desastradas do pulha chamado Che Guevara).

Revolução Francesa
A sutileza revolucionária: Àqueles que não gostarem, guilhotina.

2. A Revolução não é a maior expressão da democracia

Dizem, alguns, que a revolução é a maior expressão da democracia. É belo o cenário em que o povo, revoltado, faz valer sua vontade contra o Estado, dizem eles. Esquecem-se, porém, que existem pessoas que não apoiam a revolução. Grande parcela da revolução, normalmente. Esquecem-se também que esses revolucionários impões através da força sua vontade sobre todos. Inclusive sobre aqueles que não desejavam a revolução, em primeiro lugar. Aliás, normalmente pouco importa a vontade dos contra-revolucionários, já que estes são sumariamente eliminados. A maior sorte que aguarda aqueles que não compactuam com os ideais revolucionários é a morte rápida. Sem falar que, muitas vezes, a revolução não é um movimento das massas, mas sim de um pequeno grupo de revolucionários profissionais. A revolução bolchevique, diferente do que se acredita, não foi uma grande revolta popular que clamava pela coletivização de todos os meios de produção. A população, num geral, apenas queria a paz (saída da primeira guerra mundial) e, sim, a redistribuição das terras, mas em forma de propriedade. Os bolcheviques eram intelectuais da elite que, habilidosamente, aproveitaram-se da revolta dos pequenos e cooptaram-os contra os grandes. Lenin, por exemplo, não era um proletário oprimido: sua família possuía título de nobreza. Não será este apenas um golpe pelo poder? Não é possível afirmar com certeza, mas Lenin tornou-se líder da URSS, mantendo tal status mesmo após a morte, até a queda do muro de Berlim. E para, democraticamente, afirmar a revolução, instaurou o Terror Vermelho: “Devemos colocar para baixo toda a resistência com tal brutalidade que não vai esquecer por várias décadas … Quanto maior o número de representantes do clero reacionário e da burguesia reacionária conseguirmos executar … melhor”. Mais democracia, impossível.

Lênin
O regime vermelho era mais democrático que os ocidentais, eles diziam…

3. A Revolução legitima crimes

Costumeiramente, quando chamamos Che de criminoso esquerdistas rebatem dizendo que ele foi um revolucionário, um romântico, e que em sua luta por uma sociedade mais justa seus crimes eram releváveis. Como resultado da paranoia já anteriormente citada, matava colegas de revolução pela simples desconfiança de que existisse traição. Depois tomava os bens do executado. Nada como uma justiça distributiva bem realizada. O saldo de terror e morte legado pelo socialismo é legitimado por seu caráter revolucionário. O nazismo foi justamente proibido após suas barbáries. O comunismo vive até hoje. Não existe símbolo que represente tão bem o comunismo como o martelo e a foice. As vidas ceifadas nada representam, a não ser a manutenção de um sistema justo e igualitário, em que todos devem se espelhar.

Che
Nunca pediu nada para lutar pela liberdade dos povos latino-americanos: Apenas um cargo de alta influência em que pudesse satisfazer seus desejos sádicos

4. A Revolução ignora fatos

Marcada por seu caráter romântico, idealista e emocional, ignora experiências anteriores que geraram nada além de morte e profunda tristeza. Inclusive diz-se que, por exemplo, o comunismo nunca foi antes implantado corretamente, e que hoje talvez tenhamos tecnologia para tal. Realmente, a sociedade é apenas um laboratório para os intelectuais testarem suas teorias mirabolantes. Para que nos basearmos em erros do passado para evitá-los se podemos repeti-los? Trazendo essa imensa sabedoria temos os revolucionários contemporâneos que, de acordo com alguns lutam por uma bela causa de maneira errada. A bela causa de nos trazer o sofrimento que outros já antes sentiram. A bela causa de fazer que aqueles que morreram nas mãos de revolucionários tenham morrido em vão.

Holodomor
Será que precisamos voltar a viver cenas como essa? De acordo com os revolucionários é apenas a receita para uma sociedade livre e justa.

As cinco mentalidades políticas

Quando falamos de ideologias, mesmo que não especifiquemos qual, tendemos a usar alguns atributos para descrevê-las. “Revolucionário”, “conservador”, “reacionário”, “radical”, “moderado”, etc. Estas características inerentes de certas ideologias políticas antecedem-nas, e portanto podem ser usadas para traçar relações entre elas e entender como as ideologias se agrupam.  Primeiramente eu gostaria de esclarecer que não reconheço que o espectro político seja estanque, como uma linha reta: creio que há uma mobilidade grande dentro de um conjunto de matizes, mas que ainda assim tem suas limitações. Considero, por exemplo, que ideologias radicais e totalitárias não estão em extremos opostos mas sim compartilham características que permitem que agrupemos as mesmas num mesmo grupo, ou em grupos próximos.

Entender as diferentes mentalidades políticas é um passo para entender a base comum que compartilham certas ideologias. As cinco mentalidades que cito aqui são as mais básicas e mais facilmente identificáveis: reacionária, restauradora, conservadora, reformista, revolucionária. Eu poderia citar outras, mas como as outras duas que identifico (niilista e despótica) fogem dos esquemas ideológicos da política, optei por excluí-las deste artigo.

I. O reacionário ou passadista.
O que define um reacionário é a sua defesa de uma volta ao passado. Contudo, não é de um passado histórico registrado, documentado e compreensível que ele fala. O passado para um reacionário é uma coisa idealizada, uma golden age. O reacionário prega uma ruptura radical com o mundo moderno para implantar um novo modelo de sociedade baseado numa idealização do que foi uma civilização passada.

Por exemplo, os nacional-socialistas queriam estabelecer uma civilização germânica baseada naquilo que os socialistas alemães acreditavam ser o espírito do povo (Volk) alemão, como a organização da sociedade nos moldes militares do socialismo prussiano, as tradições germânicas e a religião pagã. No entanto, é uma falha típica do reacionário desconsiderar a cadeia de eventos que se sucedeu desde o fim da civilização que ele almeja restituir. Os nacional-socialistas, por exemplo, precisaram abrir mão do paganismo porque ele jamais poderia ser restituído entre os alemães. É simplesmente impossível reverter todos os eventos da história.

Dado o seu caráter de rompimento com o modelo de sociedade vigente, o reacionário é sempre, também, um revolucionário. O que difere o revolucionário de um reacionário é que o último pretende estabelecer, após a revolução, um modelo de sociedade que busca imitar (em grande parte) uma sociedade anterior, à qual ele credita uma aura de pureza e perfeição.

Exemplos de ideologias que decorrem da mentalidade reacionária são o nacional-socialismo, o anarco-primitivismo e ideologias teocráticas em geral.

II. O restaurador ou regressista.
O regressista, tal qual o reacionário, tem uma visão idealizada do passado, o qual ele pretende restaurar. Porém, o regressista não prega uma ruptura radical com a sociedade moderna, nem pretende retornar a esta golden age através da imposição violenta. O regressista acredita que é possível fazer isso por etapas, com um jogo político progressivo (aliás, regressivo) e que pode ser conduzido sem violência ou grandes choques para a população.

O regressista, diferente do reacionário, consegue estabelecer objetivos mais realistas porque pauta o seu programa político num passado histórico que pode ser conhecido quase que na totalidade pelos registros disponíveis. As suas fundações não estão perdidas em tempos longínquos ou reinterpretações do passado: ele consegue estabelecer um caminho de volta através do estudo de leis, políticas e tradições que foram outrora estabelecidas, revogando as leis modernas que vão na direção contrária das mesmas.

Exemplos de ideologias regressistas são o tradicionalismo, e, no Brasil, o monarquismo.

III. O conservador ou moderador.
O conservador defende que a sociedade em que vivemos deve ser conservada, preservada e protegida. Ele não acredita numa ruptura radical com o presente para arriscar um futuro utópico ou uma tentativa de restabelecer uma sociedade já extinta. O conservador acredita que as mudanças da sociedade devem ser feitas de maneira natural, lenta e gradual. Ele acredita que instituições lôngevas e que resistiram ao teste do tempo devem ser mantidas, pois tornam-se essenciais para a manutenção da sociedade. Por exemplo a moral religiosa, a família, a defesa dos mais necessitados. Toda e qualquer mudança que um conservador proponha tem o propósito único de corrigir aquilo que ele considera um desvio de rota, algo que possa destruir a sociedade vigente. 

O conservador nutre um profundo respeito pelo passado, pela história e pela tradição, mas não as idealiza ao ponto de querer parar ou retroceder as formas de governo. O conservador não despreza as inovações técnicas e científicas, mas também não acredita que exista uma medida exata do progresso, nem que uma melhoria material deva antepor-se à conservação de uma ordem moral duradoura. O conservador não acredita que a novidade seja uma qualidade em si, que o novo seja necessariamente melhor que o velho. Pelo contrário, acredita que o que já está estabelecido é certo e o que é novo é duvidoso, tendo o inovador portanto o ônus da prova de que sua proposta é melhor que a vigente. O conservador é sobretudo um cético.

Exemplos de ideologias conservadoras são o conservadorismo burkeano e o conservadorismo latino (ou continental).

IV. O reformador ou progressista.
O progressista, assim como o revolucionário, tem uma visão idealizada de um futuro que ele pretende tornar real. Porém, o progressista não prega uma ruptura radical com a sociedade moderna e não pretende instaurar esta nova sociedade pela violência. O progressista acredita que se deve construí-la em etapas, com avanços políticos progressivos e que podem ser conduzido sem grandes choques para a população.

O progressista, diferente do revolucionário, consegue estabelecer objetivos mais realistas porque pauta o seu programa político numa evolução histórica que pode ser inferida logicamente. Os seus objetivos não estão perdidos num futuro hipotético e surreal: ele consegue estabelecer um caminho através da implantação de leis, políticas e costumes que serão estabelecidas, atacando as leis e costumes que possam impedir este suposto progresso ou que ele julgue “reacionárias” (neste caso, regressistas ou conservadoras).

Exemplos de ideologias progressistas são o socialismo fabiano, o positivismo e a social-democracia.

V. O revolucionário ou futurista.
O que define um revolucionário é a sua defesa de uma ruptura com o passado e a instauração de um novo modelo de sociedade mais moderno, futurístico. Contudo, não é de um futuro previsível e realista que ele fala. O futuro para um revolucionário é uma coisa idealizada. O revolucionário prega uma ruptura radical com o mundo atual (“passadismo”) para implantar um novo modelo de sociedade baseado numa idealização do que a civilização deve ser.

Os comunistas, por exemplo, tentaram estabelecer uma sociedade socialista baseada naquilo que os bolcheviques acreditavam ser a melhor representação do socialismo marxista, com a organização da sociedade em moldes militares – formando verdadeiros exércitos de operários e camponeses, com a centralização de toda a Economia nas mãos do Estado, extinção da propriedade privada e abolição da religião. Porém, o erro típico do revolucionário é desconsiderar que muito daquilo que ele pretende destruir não só era um pilar da sociedade anterior como é também um princípio básico sobre o qual toda sociedade se sustenta. Ao extinguir a propriedade privada e tentar abolir a religião, os comunistas enfrentaram não só uma forte resistência como também desastrosas consequências econômicas que acabaram obrigando os comunistas não só a alinhar-se posteriormente com a Igreja Ortodoxa, como a implantar o NEP e, posteriormente, tentar emular o sistema de preços de mercados livres dentro de uma Economia planificada. Era simplesmente impossível manter o sistema econômico sem o sistema de precificação de mercado e simplesmente impossível planejar toda a Economia, e isto levou a sérios problemas que culminaram com a morte de dezenas de milhões de pessoas na URSS não só de fome, como também nos campos de trabalho escravo, agora necessários numa Economia planificada.

O que difere o revolucionário de um reacionário é que o primeiro pretende estabelecer, após a revolução, um modelo de sociedade completamente novo, planejado milimetricamente por seus proponentes, mas nunca antes testado.

Exemplos de ideologias revolucionárias são o socialismo (“marxismo”, “comunismo”) e o fascismo.

A presunção da esquerda

Já dizia Bastiat que eram presunçosos os socialistas de seu tempo. Impossível negar tal afirmação. O progresso está nas mãos dos arautos da igualdade, dizem. Não é possível saída alternativa ao progresso forçado e artificial e à igualdade imposta à força. Em “A Lei” Bastiat dá um exemplo que considero genial: Os socialistas criam duas categorias de seres humanos, sendo o próprio autor (a primeira e superior categoria) incumbido de guiar o resto dos seres humanos (segunda categoria, considerada matéria inerte) no tortuoso caminho em direção à prosperidade; para isso age como o jardineiro em seu jardim, moldando a sociedade a seu bel prazer, dando vida aos inanimados seres humanos através do Estado. É incrível como consideram o corpo social um laboratório para suas experiências variadas. E esse pensamento não se restringe aos socialistas da época de Bastiat: ele se reproduziu através dos tempos, culminando na Revolução Russa, mantendo-se vivo mesmo após a queda da URSS, demonstrando a alienação gerada pelas ideologias de esquerda (que por ironia do destino foi denunciada como meio de alienação pelo próprio Marx). Acredito ser necessário deixar claro que não considero que todas as ideologias são necessariamente meios de alienação, mas podem ser aspirações reais dos seres humanos.

Frederic Bastiat
Frederic Bastiat – Denunciou a soberba da esquerda de sua época, que não estranhamente estendeu-se até os dias de hoje.

O senso de superioridade esquerdista não se limita a isso, sua presunção vai além: Encontram em si o poder de alterar um fluxo coletivo que naturalmente cria uma hierarquia. A natureza trás consigo equilíbrio, e isso não se limita aos ecossistemas, mas também à sociedade. Devemos através de nossa razão regular excessos egoísticos que levem um indivíduo a ferir direitos alheios, mas não brigar contra a ação humana como ser coletivo. Os que desejam a total igualdade entre os seres humanos não apenas são desarrazoados (pela impossibilidade de tal feito) como pregam um grande dano à comunidade como um todo. Para que exista coesão é necessário que todos os postos estejam supridos, desde o operariado até os homens de Estado. Dessa maneira o corpo social se beneficia da ganância humana rumo ao desenvolvimento. Isso não significa que é legítima a exploração ou o trabalho semi-escravo (deixando claro que essa exploração passa longe do conceito furado de Marx; novamente trazendo à tona nossa razão e, dessa vez, a moral que não nos permite assistir inertes a um outro ser humano morrer de fome): Todos devem ser providos de um mínimo necessário (traduzindo à política, os serviços básicos), e a todos deve ser dado brigar por uma elevação social. Para isso existiram importantes conceitos iluministas como a igualdade formal, a liberdade e o direito à propriedade.

Robespierre
Maximillien de Robespierre – Um exemplo da superioridade e humanidade da esquerda

A liberdade é um bem caro a nós ocidentais. Um bem conquistado à custa de muitas vidas e sangue, um bem de valor inestimável que não pode ser entregue em troca de devaneios alucinados que já se provaram fracassados. Mas essa liberdade não deve ser predatória, como parecem gostar os anarquistas (e anarco-capitalistas), bradando ao vento a extinção do Estado. Mesmo que autoritário, Hobbes trouxe um conceito bastante preciso do estado de natureza humano: guerra de todos contra todos, o mais forte manda e o prudente obedece. Mas para evitar os vícios do filósofo absolutista, temos o conceito liberal de Estado: aquele que se ausenta da vida privada. Essa ausência não pode ser total, mas deve seguir aquele velho preceito que diz que as pessoas devem ser felizes e prósperas apesar do Estado. O ser humano pode ser nobre de alma, mas também pode ser o maior dos carrascos do próprio homem, e não é diferente o estadista. Os governantes e legisladores não são seres supremos capazes de promover a igualdade e o bem-estar geral, mas sim pessoas ocupando cargos públicos para legislar e governar em causa própria. Por isso o povo sempre deve desconfiar de seus “representantes”. Mas para a esquerda a liberdade conquistada através de tanta luta nada representa frente ao colossal escudo da igualdade que carregam. Não é de praxe que eu desconfie das intenções daqueles que proferem um discurso de diferentes ideais, mas os adeptos ao igualitarismo parecem por muitas vezes usar dessas ideias apenas para conduzir cordeiros que o apoiem quando puder sugar os cofres públicos, frutos da violação do resultado do trabalho da população.

Stalin
Josef Stalin – Um dos nobres comunistas que habilmente perpetrou a distribuição de renda, e também de sangue e corpos

À respeito da propriedade a soberba se torna mais escancarada. O Estado deve controlar todos os meios de produção, cabendo a si fazer a distribuição dos frutos do trabalho. Tudo isso por causa do egoísmo humano. Sempre fico a pensar se aqueles da esquerda são de uma natureza distinta, altruísta e idônea. Se martelam um discurso de que o ser humano é necessariamente mal, porque ao invés de dividir o poder concentrá-lo todo na mão de um só lobo? Pois a nobreza de coração encontra-se apenas na política canhota, parece.

Locke
John Locke – Vida, Liberdade e Propriedade

A liberdade unida à propriedade e à igualdade de direitos cria um mecanismo de seleção dos melhores de uma comunidade. E daí nasce, dos direitos naturais do homem, uma hierarquia natural. O pavor de todos aqueles que simpatizam com a esquerda, o pavor de depender de si próprio. Pois nada mais é o socialismo do que a possibilidade de viver às custas dos outros, como antes fez seu maior ícone: Marx.