Está OK socar nazistas?

Cada vez mais, temos visto invadir as redes sociais a propaganda de grupos de extrema-esquerda como o Antifa. Cada vez mais, parentes e amigos que antes eram apenas pessoas normais com ideias de esquerda estão “curtindo” a ideia de que socar nazistas está OK, é legal, etc. A premissa embutida neste raciocínio é a de que os nacional-socialistas são uma ameaça premente à democracia e à vida dos seus cidadãos, e que portanto a agressão física contra eles se justifica como legítima defesa. A outra premissa embutida, admitida pelos esquerdistas com muito menos frequência, é a de que a extrema-esquerda tem o direito de rotular de nazista quem ela bem entender, incluindo aí todo mundo de quem ela discorda. Ou seja, estendendo o raciocínio até as suas últimas consequências, está OK socar eleitores do Trump, apoiadores do Bolsonaro, católicos, evangélicos, ativistas pró-vida, ativistas anti-desarmamento civil, conservadores e liberais com gravata-borboleta. Ou seja, está OK agredir fisicamente todo mundo de quem eu discordo.

Antifa
Grupos extremistas como o “Antifa” se orgulham de exibir as armas com as quais praticam a violência política nas ruas. E o pior: justificam suas agressões com ideologia barata.

Não é preciso pensar muito para ver o quanto esta ideia, totalitária já na concepção, está errada: ela legitima o uso da violência política contra opositores em geral. Este tem sido o raciocínio padrão da esquerda marxista-leninista desde sempre, razão pela qual episódios históricos de politicídio fratricida são frequentes nos países onde estas ideias proliferam: Lenin terminou à bala o experimento anarquista de Nestor Makhno na Ucrânia, Stalin mandou executar trotskistas dentro e fora da URSS, social-democratas e comunistas se matavam pelo apoio proletário nas ruas da Berlim do entreguerras, Maduro persegue e assassina opositores da esquerda moderada venezuelana, e assim por diante.

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Por que eu votaria no Bolsonaro se as eleições presidenciais fossem hoje?

Bolsonaro 1

Se as eleições de presidenciais de 2018 fossem hoje eu votaria em Jair Bolsonaro para presidente. Quero elencar abaixo oito razões. O texto é grande, mas importante.

1) Embora muitos critiquem Bolsonaro por, aparentemente, não entender muito de economia, devo lembrar que Lula não entende nada de nada. Seguramente foi o mais ignorante dos presidentes que tivemos. Aliás, num vídeo recente ele afirmou o disparate de que se você está com uma dívida, pega um empréstimo, paga a dívida e segue a sua vida. É um “ótimo” conselho econômico, não? Mesmo assim, sem qualquer habilidade em economia ele conseguiu fazer uma boa gestão econômica no seu primeiro mandato como presidente (2002-2006). Como isso foi possível? Convocando uma boa equipe para o seu ministério.

Lula, embora seja um completo imbecil em quase qualquer área do saber humano, é um exímio estrategista político. Quando subiu ao poder tratou de montar uma equipe razoavelmente liberal para dar segurança aos investidores, angariar a simpatia de empresários, criar um terreno econômico estável e, a partir daí, iniciar um processo de expansão de crédito, agigantamento do Estado e aparelhamento das instituições. Esses três últimos fatores foram, obviamente, o objetivo principal de Lula e do PT desde sempre. E foram os fatores que plantaram as sementes da atual crise pela qual passamos.

Em outras palavras, Lula soube usar de um capitalismo razoavelmente liberal para criar alianças, fazer muito dinheiro para o PT e desenvolver mais plenamente um Estado corporativista que FHC já havia iniciado. Lembre-se que um Estado corporativista (também chamado de capitalismo monopolista de Estado) é o estágio anterior ao Estado socialista (era o próprio comunista Lênin que afirmava isso em seus escritos).

Podemos buscar outro exemplo em Itamar Franco e seu sucessor na presidência, FHC. O primeiro era engenheiro civil. O segundo era sociólogo. Foi no final do governo do primeiro com o segundo como ministro da fazenda que o Plano Real foi formulado. E apesar de suas falhas, o plano cumpriu o que prometeu, acabando com a hiperinflação e estabilizando a moeda. O sucesso foi resultado do entendimento deles de economia? Não.

O sucesso foi resultado da equipe econômica escolhida para o ministério.
Em suma, o presidente não governa sozinho e as áreas que ele não domina podem ser perfeitamente geridas por boas equipes. Se até Lula conseguiu, não há motivo para crer que Bolsonaro não conseguiria. Claro que tudo é uma aposta. Contudo, usar apenas esse argumento para não votar em Bolsonaro é algo frágil.

2) O maior problema do Brasil hoje não é de ordem econômica, mas sim moral/cultural. Precisamos hoje de um nome que tenha ética e pulso firme para se opor à pautas culturais como desarmamento da população, centralização das polícias, financiamento público de passeatas gay, kit gay nas escolas, banheiro unissex também nas escolas, leis pró imigração, leis pró aborto, leis pró drogas, um MEC enviesado para o marxismo, obstruções à Operação Lava-Jato, e etc.

Essas pautas são de importância maior que as econômicas. Quem estudou um pouco das ideias de Antônio Gramsci (esse foi o tema do meu TCC¹, aliás) sabe que a guerra cultural se tornou primordial para a esquerda e que, a longo prazo, vitórias no campo cultural possibilitam hegemonia política. Se não houver quem combata firmemente essas pautas, a sociedade será engolida por problemas muito piores que os econômicos.

Aqui cabe uma reflexão sobre o prefeito de São Paulo, João Dória. Sem dúvida, ele está fazendo uma ótima gestão e, como prefeito, é um nome excelente. Talvez ele fizesse uma boa gestão como presidente. Mas pouco adiantaria ter uma sociedade bem gerida economicamente, porém homens-bomba explodindo pessoas, um povo desarmado contra traficantes e milicianos, um MEC financiando pornografia e ativismo gay nas escolas, um Estatuto da Criança e do Adolescente engessado criando jovens sem limites, a ONU nos empurrando em direção às suas pautas culturalmente destrutivas e, claro, um PSDB mais forte. Pensar só na economia é ignorar que um bom gestor pode deixar uma sociedade economicamente organizada e culturalmente destruída, o que é perfeito para um sucessor socialista fazer a festa e destruir tudo.

Essa é a grande diferença entre quem é só liberal em economia e quem é conservador. O conservador quer uma economia livre e uma boa gestão, mas entende que a guerra cultural/moral não pode ser deixada de lado. O liberal pensa que resolvendo a economia tudo o mais se resolve. Ignora que a guerra cultural é a arma mais poderosa do socialismo atual e que o capitalismo pode ser usado pela esquerda para ganhar dinheiro e agigantar o Estado.

Dória pode fazer um ótimo trabalho à curto prazo (como até o esquerdista FHC conseguiu no que diz respeito à estabilização da moeda). Mas se ela for limitada à parte econômica, Dória estará plantando as sementes para um terrível domínio esquerdista da sociedade, que poderá vir pelas mãos do próprio PSDB ou de algum partido pior (que foi exatamente o que FHC fez, ajudando a criar caminho para o PT de Lula e Dilma).

3) Bolsonaro não passa por cima de princípios por conta de partidos. Ele não se prende aos interesses de uma cúpula partidária. Daí temos mais uma diferença entre Dória e Bolsonaro. O prefeito de São Paulo tem forte amizade com Geraldo Alckmin e tem demonstrado grande fidelidade ao PSDB. Suas críticas ao PT são duras (o que é bom), mas parece estar bem comprometido com o PSDB. Isso não é bom. É um indício de que comprar Dória como presidente é comprar também FHC, Alckmin, Serra e Aécio. Já Bolsonaro é um político independente que pode construir alianças com quem possui princípios semelhantes e recusar alianças com quem é corrupto ou possui um projeto destrutivo de sociedade.

4) As opiniões mais radicais e reprováveis de Bolsonaro não possuem a mínima chance de serem aprovadas como lei e muitas não figuram como pretensão do candidato. Por exemplo, Bolsonaro é só elogios ao período do regime militar. Eu, embora reconheça que o regime não foi uma ditadura (foi um regime híbrido com características autoritárias e democráticas) e que possui méritos, não endosso o regime, creio que ele foi desnecessário e que cometeu muitas falhas.

Contudo, a opinião de Bolsonaro nesse aspecto é irrelevante para  um possível governo dele, já que ele não pretende instaurar um regime militar, tampouco teria apoio se pretendesse. Sua opinião refere-se ao passado, não ao presente. Ao contrário de comunistas, que possuem o mesmo projeto comunista de sociedade do passado, Bolsonaro não tem como meta uma ditadura.

5) Os projetos de lei já protocolados por Bolsonaro durante seu tempo de deputado até hoje são realmente muito bons. Você já viu? Cito onze aqui:

– PL 6944/2017: impede a limitação dos dados de internet proposta pela Anatel e as empresas concessionárias que prestam serviços de banda larga
– PL-4730/2016: torna hediondos os crimes de homicídio doloso praticados com arma de fogo;
– PL-1281/2015: permite bloquear celulares e radiotransmissores em presídios;
– PL-1824/2015: impõe pena mínima de dez anos de prisão para quem praticar três crimes;
– PL-2832/2015: permite não caracterizar como crime atos de defesa ao patrimônio
– PL-860/2015: obriga a revista pessoal aos visitantes de presídios
– PL-7421/2014: agrava a pena para crimes de pichação
– PL-5398/2013: aumenta a pena para crimes de estupro
– PL-367/2011: suspende o direito de dirigir de quem atingir quarenta pontos na CNH num período de doze meses
– PEC-5107/2007: concede imunidade tributária à produção e comercialização de programas de computador
– PL-6163/2005: autoriza órgãos de segurança pública a reaproveitarem armas e munições apreendidas ou encontradas

Além desses e de outros projetos de lei interessantes, Bolsonaro também é autor original do projeto de acoplar à urna eletrônica um sistema de voto impresso, a fim de que elas sejam auditáveis. Concorde-se ou não com tais propostas, elas sem dúvida versam sobre assuntos de grande interesse da população. E não é exagero afirmar que a maior parte da população dá apoio a todas essas ideias. Seria Bolsonaro tão inepto, então?

6) Há uma tendência nas pessoas de querer para a presidência ou um político ideal ou então ninguém. Ou tudo ou nada. Isso não faz muito sentido. Apoiar o Bolsonaro para a presidência não significa achar que ele é ideal ou colocar a mão no fogo por ele. É apenas reconhecer que ele pode ser a opção mais viável para o momento (ou a menos ruim, como preferir). Adotar a postura de “tudo ou nada” não é racional, pois a vaga de presidente não vai ficar sem ninguém. Alguém estará lá goste você ou não. Então, se não há político ideal (e eu questiono se em alguma parte do mundo existe um “político ideal”) você deve escolher o melhorzinho ou o menos ruim. Isso é óbvio.

Circulou por um tempo um meme de um carro numa estrada. Em dado momento do trajeto, a estrada se dividia em duas. Um caminho tinha uma placa escrito Bolsonaro e outro caminho tinha uma placa escrito Lula. O carro continuou direto e caiu no precipício por se recusar a escolher um dos dois. O sentido do meme é claro: igualar Bolsonaro a Lula. A piada é engraçada, mas não deve ser encarada como mais que isso: uma piada, um meme, jamais uma argumentação factual. Por quê? Porque ela falha totalmente no senso das proporções.

Bolsonaro pode ser considerado um político ruim se focarmos em suas falhas retóricas, em alguns de seus posicionamentos mais radicais e em alguns de seus discursos ambíguos em relação à economia. Mas ele não é (até onde sabemos) um bandido, nem o líder de uma facção criminosa gigantesca (o PT) que pretendeu instaurar um totalitarismo no Brasil, nem o homem que apoiou e financiou (com dinheiro público) grupos guerrilheiros, narcotraficantes e ditadores por toda a América Latina. Ele não é responsável pela miséria e a opressão que a Venezuela sofre hoje nas mãos de Nicolás Maduro, nem pelo quase desarmamento do povo brasileiro, nem pelo sucateamento da polícia, nem pela utilização das faculdades, sindicatos e movimentos em braços militantes de partidos marxistas e socialistas.

Comparar Bolsonaro e Lula é comparar um político limitado em alguns pontos com um bandido de dimensões continentais. A verdade é que não há comparação entre Bolsonaro e Lula, Dilma, FHC, Aécio, Serra, Alckimin, Temer, Renan ou Cunha. Jair Bolsonaro é, no máximo, um político mal preparado. Jogar todos no mesmo saco é comparar crimes com inabilidade política e concluir que não faz diferença colocar um inábil na presidência ou um bandido. Falta senso aqui.

Perceba que estou trabalhando com a narrativa de inabilidade de Bolsonaro, que é uma narrativa midiática. A grande mídia o vende como radical nos costumes/cultura e inábil em administração e economia. Mas devemos aceitar acriticamente o que a mídia nos vende como verdade? Não seria Bolsonaro capaz de se cercar de uma boa equipe e gerir bem as contas públicas? Não existem conselheiros para isso? Ele não conta com o apoio de seus filhos, que possuem um conhecimento econômico mais atualizado? Alguém com honestidade não pode acertar na condução do dinheiro público, cortando aquilo que é supérfluo e desnecessário? Será que outros presidentes eram tão gabaritados em economia e administração a ponto de Bolsonaro ser considerado um inepto?

É curioso, mas nas eleições de 2014, Aécio Neves foi visto por muita gente como uma opção razoável ou menos pior que Dilma. Não vi ninguém criticando Aécio por uma possível inabilidade econômica. Mas quem dos que votaram em Aécio se lembra das suas propostas econômicas? Quem possui conhecimento básico em economia para distinguir uma boa proposta de uma proposta ruim? Acho que conheço as respostas.

Aécio Neves foi muito bem votado e todos sabemos hoje o quão bandido ele é. Há alguma razão para considerá-lo melhor que Bolsonaro? Por que então o ceticismo em relação a Bolsonaro parece ser maior que o ceticismo em relação a Aécio em 2014? Creio que a razão é midiática. Aécio é bandido, mas tem uma aparência e um discurso mais moderados, mais mansos. Bolsonaro é honesto (até onde se sabe), mas tem uma aparência e um discurso mais brutos, mais radicais. Então, estamos nos deixando influenciar em alto grau por aparências.

7) Puxando um gancho nessa questão das aparências, devo lembrar que atos valem mais do que palavras. Bolsonaro fala besteiras por conta de seu comportamento explosivo. Mas vale lembrar que quem cuspiu em sua cara foi o socialista Jean Willis. Vale lembrar que o ator global José de Abreu, petista até os ossos, cuspiu em uma mulher por divergências políticas. Uma professora socialista e feminista defecou e urinou na foto de Bolsonaro, na rua, em um protesto outro dia. O MST e sindicatos tacam fogo em pneus, os Black Blocks depredam patrimônios públicos e privados, universitários de esquerda impedem rotineiramente palestrantes de direita de falarem em palestras. Devemos julgar mais pelas palavras ou pelos atos?

Talvez fosse interessante deixar a hipocrisia de lado e perceber que diariamente nós falamos besteiras horríveis que jamais faríamos de verdade. Todo mundo já disse algo como: “Eu vou matar aquele menino!”, ou “Se você fizer isso, acabo com você”. Quantos não disseram, em momentos de raiva, que determinado político ou determinado bandido deveria receber uma surra ou sofrer algo grave? Pessoas comuns do povo falam em fuzilar deputados, tacar uma bomba no congresso, espancar estupradores até a morte. Isso é algo rotineiro. E boa parte dessas pessoas não teria coragem de fazer 1% do que falam.

A sabedoria popular também diz rotineiramente que maus comportamentos são falta de cinto. Pessoas mais velhas geralmente dizem que apanharam muito na infância e hoje são pessoas honestas e felizes. Muita gente mais velha (muita gente mesmo, já ouvi o discurso dezenas de vezes) afirma que o período do regime foi tranquilo e que se caminhava na rua à noite sem medo.

Essas pessoas muitas vezes são duras em seus discursos e podem fazer parecer às vezes que defendem espancamento de crianças e a ditadura. Mas na maioria dos casos essas pessoas são bastante moderadas, honestas e bondosas. Suas falas estão repletas de hipérboles e exageros retóricos que expressam apenas posicionamentos favoráveis a um pouco mais de ordem e respeito, e um saudosismo de quando existia isso no passado. A maioria delas não quer realmente uma ditadura, não criou seus filhos com sessões de espancamento e nunca fizeram mal a ninguém.

Bolsonaro peca por falar diante das câmeras o que a maioria da população brasileira fala no cotidiano e que, quase sempre, não passa de exagero retórico e força de expressão. O deputado fala o que lhe vem à cabeça. Não necessariamente é o que faria. E se atos falam mais que palavras é digno de nota que o tão radical Jair Bolsonaro não revidou a cusparada que recebeu de Willis, nem mesmo se interessou em processá-lo. Para quem possui uma imagem de ser tão radical, bruto e violento não é estranho? Parece que Bolsonaro é mais louco nas falas do que nos atos.

O que a mídia faz com Bolsonaro aqui no Brasil, fez com Donald Trump nos EUA. Os jornalistas fizeram a sua caveira. Homofóbico, islamofóbico, contraditório nas propostas econômicas, radical, ditador, xenofóbico, bruto, misógino, psicologicamente instável, despreparado, etc. O homem se tornou presidente, escolheu uma boa equipe econômica, cortou financiamentos à ONGs abortistas, reduziu financiamento à ONU, fez frente ao governo da Síria, renovou os laços com Israel, intensificou a luta contra a pedofilia, o desemprego tem caído nos EUA… O mundo não acabou, a economia americana não entrou em colapso… E então? Cadê o Apocalipse? Percebe? Isso não é uma defesa do governo Trump, mas uma defesa contra a imagem radical que a mídia montou de Trump.

Aliás, a mídia, repleta de jornalistas de esquerda e progressistas, tem colado a pecha de radical em qualquer político que seja minimamente conservador. Desse modo, políticos de centro e de direita se transformam, para a mídia, em extrema-direita. Curiosamente, a mídia nunca aponta a existência de uma extrema-esquerda. Cria-se, então, uma áurea de radicalismo em quem é mais nacionalista, enérgico contra o crime e conservador.

Ademais, a mídia faz questão de explorar essa imagem radical das mais diversas maneiras possíveis, o que inclui a criação de entrevistas apenas com perguntas secundárias e que envolvam alguma potencial polêmica. Isso é interessante de se enfatizar. Em todas as entrevistas feitas ao Bolsonaro, sempre os temas referentes à homofobia, cotas, o suposto racismo contra Preta Gil (já explicado dezenas de vezes), o suposto machismo e etc. são evocados como as questões centrais. Questões econômicas, de gestão e educacionais não são enfatizadas. Isso não é só com Bolsonaro, nem só aqui no Brasil. Um dos candidatos republicanos à presidência nos EUA, em 2016, reclamou em uma entrevista da fixação dos jornalistas pelo tema “homossexualidade”. Ora, essa fixação é proposital. O jornalista vai sempre focar nos temas polêmicos que possam ajudar a criar uma imagem radical do candidato.

Assim, um candidato conservador se torna homofóbico, autoritário, fascista e xenófobo só porque ataca financiamento público de passeatas gay, kit gay nas escolas, doutrinação marxista, aceitação irrestrita de imigrantes; e defende porte de armas para o povo, redução da maioridade penal e leis penais mais rígidas. Basta defender essas pautas e elas serão distorcidas e pintadas com cores de radicalismo. É contra kit gay? Quer que os gays sejam espancados. É à favor do porte de armas? Quer que todos saiam se matando por aí. Se já é assim com um candidato que tenha bom domínio retórico, imagina o que a mídia não consegue fazer com alguém que fala como se estivesse numa roda pessoal de amigos e familiares? Pois é.

8) Finalmente, Jair Bolsonaro é um candidato que, até o momento, demonstra não estar envolvido em esquemas de corrupção, é independente dos partidos mais criminosos do Brasil (PT, PMDB e PSDB) e possui princípios rígidos. Em um país com tão elevados índices de corrupção, ter alguém limpo e com princípios sólidos deve ser levado em alta conta. Comparar Bolsonaro com corruptos ou, pior, preferir corruptos, faz cair todo o discurso de ser anticorrupção. Ele pode estar longe de ser um político ideal e ter pontos bastante negativos, mas não há como compará-lo com os vários bandidos que temos hoje como possíveis candidatos à presidência. Reconhecer isso não implica dizer que Jair, se eleito, fará um bom governo. Talvez não. É uma aposta. Mas é uma aposta muito melhor do que confiar o cargo a um Aécio Neves da vida ou a figuras como Marina e Ciro Gomes, que sempre apoiaram partidos marxistas e o próprio PT.

A exposição dessas razões não pretende ser, primordialmente, uma defesa de Bolsonaro, mas sim uma defesa da ideia de votar nele como uma opção racional e viável. Muitos tem enxergado a ideia como idiota, desprovida de senso e tão louca como a ideia de votar no Lula. E é isso que quero combater aqui. Você pode não gostar de Jair Bolsonaro e não querer votar nele. Mas deve repensar a ideia de que votar nele é algo absurdo. Talvez fosse se o Brasil estivesse muito bem. Na atual conjuntura, contudo, ele é uma opção muito viável e, possivelmente, a melhor que temos.

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  1. O TCC foi defendido no dia 18 de Maio de 2017. O título da obra é “A influência de gramscismo no pensamento e na atividade de jornalistas de esquerda no período do regime militar (1964-1985)”. Obra produzida para a obtenção do título de bacharel em jornalismo pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Porque Trump e Bolsonaro se tornaram tão populares

“Não consigo entender como as pessoas podem apoiar o Bolsonaro!”, “Tenho nojo deste cara e de quem votou nele!”, “Se você apoia este cara, por favor me exclua do Facebook!”, “Você não sabia que ele era torturador do Regime Militar e arrancava a unha de gatinhos de rua?”[1]

Estas são as queixas que mais tenho lido no Facebook. Entendo, meus amigos de esquerda estão realmente abalados com a aprovação da abertura do processo de impeachment da Dilma. Mas afinal, porque políticos como Trump e Bolsonaro são tão populares?

Trump Bolsonaro

Eis o motivo:

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Como a Espiral do Silêncio pode ser aplicada

Como vender uma ideia? Como fazer as pessoas aceitarem algo de livre e espontânea vontade? Simples, faça com que elas acreditem que aquilo é o correto, que todos apoiam tal ideia e se ela se posicionar contra, ela será isolada socialmente.

A cientista política alemã Elisabeth Noelle-Neumann propôs uma teoria de ciência política e comunicação de massa chamada de Espiral do Silêncio. Essa teoria consiste na hipótese científica de que há uma ideia de espiral que explicita a dimensão cíclica e progressiva de uma tendência ao silêncio.

Quanto mais minoritária a opinião dentro de um universo social, maior será a tendência de que ela não seja manifestada, pois a pessoa terá medo do isolamento social que ao expor sua opinião ela pode vir a sofrer.

Hoje no mundo ocidental essa teoria é fortemente aplicada e tem tido grande sucesso. No Brasil há vários exemplos dessa prática, a começar pelo lobby dos grupos GLBT e pró-aborto na mídia. A maioria das novelas busca colocar personagens gays e mostrá-los como pessoas acima de criticas e totalmente corretas, sem nenhum defeito. Mas, se homossexuais são pessoas como qualquer outra, eles são passiveis de erros e podem ser ‘maus'(OBS: não tenho nada contra homossexuais). Quando o assunto é aborto o lobby continua. Geralmente é uma personagem jovem, que ou resolve abortar porque o parceiro a abandonou ou porque não quer “estragar” a vida dela. A trama segue com esse dilema e muitas vezes ela acaba abortando, aí ou ela morre, ou acaba arrependida, ou ela segue sua vida. Mas durante esse processo acaba acontecendo um debate entre os personagens mais conservadores e os progressistas: os conservadores são retratados como pessoas ruins, de baixa intelectualidade e atrasadas, já os progressistas são sempre uma galera descolada, culta e boa.

Logo, quem assiste a essas novelas acaba copiando essas tendências e associam as opiniões aos personagens: caso alguém seja contra o aborto ou as práticas da militância GLBT (que são: lutar por cotas para gays, criticar e hostilizar pessoas que são contrárias a tais políticas e ao mesmo tempo condená-las por ‘homofobia’, etc.), acaba preferindo ocultar sua opinião, pois sabe que será associado ao personagem ‘reacionário’, além de ser criticada pela maioria.

O deputado federal Jair Bolsonaro é uma ‘vitima’ dessa espiral do silêncio, pois muitos que tendem a pensar igual ele, mesmo que em intensidade diferentes, se calam por ver como ele é tratado pela mídia e em especial pelo programa CQC (Custe o Que Custar), que em duas oportunidades acabou induzindo a opinião pública a uma direção em relação ao Bolsonaro (mas essa prática de induzir as pessoas ao um lado da questão é de praxe do CQC) e tentou mostrá-lo como uma pessoa racista, não dando a ele um direito de resposta digno. Mais idiota foi o Bolsonaro de ir num programa desse nível que é o CQC.

Mas vale a pena colocar a explicação do Bolsonaro se defendendo:

Mais uma prova de como a mídia pode fabricar uma opinião contra algo e ao mesmo tempo coagir quem é opositor dela

Se você for uma pessoa de direita pode ter receio de ser chamado de preconceituoso, homofobico e afins. Se for uma pessoa indecisa politicamente, pode achar que a direita faz realmente o que o ‘apresentador’ Marcelo Tas diz, mas o comentário dele só mostra a parcialidade e a ignorância contida em sua mente, pois são os regimes de esquerda que tem histórico de violência em relação a homossexuais (Cuba, URSS, China, Coreia do Norte e outros países comunistas) e não os governos de direita (liberais)

Por que Bolsonaro incomoda tanto?

Hoje venho por meio deste artigo falar de uma figura bastante polêmica: o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Odiado por muitos declaradamente, amado por muitos secretamente, o suficiente para estar no sexto mandato de Deputado Federal, cada fala do deputado é motivo de polêmica na certa.
Mas vamos tocar direto na ferida: porque Bolsonaro é tão odiado ? Por um simples motivo: a cultura esquerdista, enraizada no país desde a “redemocratização”, não admite uma coisa: o debate de idéias. Para eles, a dialética de Sócrates, que consistia em formular perguntas e esboçar respostas para que daí surgisse o debate natural de idéias, é como um crime de Estado. Para eles, sobrevive a dialética de Lênin: vocês fazem e pensam o que eu mando.

Outro motivo pelo qual Bolsonaro é odiado: Bolsonaro destrói o “sonho dourado” das pessoas, desmitifica “ídolos” de nosso país como Carlos Lamarca e Carlos Marighela. As pessoas hão de convir que, para quem foi treinado para obedecer e não contestar a “pseudo-verdade” apresentada na escola, a verdade apresentada por ele dói na alma de quem escuta seus discursos. Porque Bolsonaro discute, Bolsonaro reflete. Mas, para a maioria dos brasileiros hoje, é mais fácil acreditar em seus delírios de adolescente do que se render à verdade. Escute uma asneira, leve como verdade e leve a vida achando que Marighela e Lamarca lutaram pela democracia com dinheiro de Cuba, China e União Soviética. Você será um sujeito medíocre, mas feliz.

Cuba é uma democracia ? Só um idiota para achar isso. Pois é: foi esse país, onde uma garota de 12 anos vende seu corpo em troca de um sabonete, tamanha a miséria, que forneceu armas, treinamento e logística para a corja de Marighela. Imaginem que lindo: nossas crianças transando com os turistas na porta do Copacabana Palace em troca de um sabonete. Sim, pois Cuba hoje é uma versão caribenha do Nordeste brasileiro: um paraíso para quem vem de fora, mas a miséria absoluta para quem está dentro. Era com esse país que Marighela sonhava que o Brasil se tornasse. Cara bom esse, não? Sei que muitos virão a chorar quando lerem isso, porque desmascarei seu herói de infância e adolescência, mas a vida é assim mesmo, de alegrias e tristezas. Pois é, acreditar que alguém queria democracia com o dinheiro da maior ditadura da História acho que nem meu cachorro acreditaria… Para quem cresceu achando que Che Guevara é um mito, ficar sabendo que o mesmo assassinou pessoas na frente de seus filhos, mães e pais, que o mesmo assassinou friamente e sem motivo um menino de 17anos que tinha 1 mês de Exército, é um baque muito grande…

Bolsonaro é odiado porque não deixou seus filhos serem criados na estupidez esquerdista, na ditadura do “politicamente correto”, do “bonitinho”, do “legal”, da imbecilidade que domina o imaginário brasileiro. Bolsonaro deve ser péssimo mesmo… 6 mandatos, nenhuma acusação de corrupção em sua ficha, cujos filhos nunca pisaram em uma delegacia por serem pegos com cocaína, uma pessoa que vive estritamente do seu soldo de Capitão da reserva do Exército e do seu salário de Deputado Federal, o único deputado que é encontrado a semana inteira em Brasília , enfim, como disse a “nobre” senadora-biônica-sem-voto Marinor Brito (PSOL-PA), “ele não é digno de estar no Congresso”. Se ele não é digno minha senhora então quem é? Os mensaleiros ? Os sanguessugas ? Os oligarcas nordestinos que construíram seu poder às custas da miséria do povo? Os amigos íntimos de Carlinhos Cachoeira? Digna não é ela, que foi senadora contra a vontade do povo graças à Lei da Ficha Limpa, pois foi a 4ª colocada na eleição para Senador pelo Pará. Ou seja, senadora, se todos os políticos deste país fossem como o Bolsonaro, a senhora nunca teria pisado dentro do Senado Federal. Enfim, mas Bolsonaro é péssimo…

Pois eu discordo: votei e sempre voto não só no senhor mas como também em seus filhos, pois o senhor para mim é exemplo de caráter e de dignidade. Sempre honraram o meu voto. E sei que sempre continuarão honrando. Agradeça por ser odiado Deputado: em um país onde um analfabeto já foi Presidente depois de ter se aposentado aos 35 anos por causa da perda de um dedo mindinho, onde outro é presidente da Comissão de Educação da Câmara, ser odiado não é só motivo de orgulho, mas questão de sobrevivência, é questão de vida ou morte.

Pois como diria o falecido Roberto Campos: “É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês; trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola…”. É assim no Brasil. É Cuba por um lado e Japão pelo outro. Adora o liberalismo japonês no cotidiano, podendo comprar iPod, iPhone, iPad, celular de R$ 2.000,00, carro de R$ 50.000,00, frutos do liberalismo japonês, onde a regra do livre mercado e da liberdade individual nos oferece produtos cada vez mais modernos, mas nas urnas votam a favor de quem vai contra isso tudo: O PT, que votou contra as privatizações que modernizaram e desincharam a máquina pública brasileira, privatizações essas que nos permitiram sair da era do orelhão para a era dos celulares modernos. Os esquerdistas brasileiros são como todo adolescente: querem ser livres como os japoneses, mas sem perder o “colinho da mamãe estatal” brasileira, ou seja, quer bancar o independente com o dinheiro dos outros. É a cultura do paternalismo estatal enraizada, a cultura do “concurso público para garantir a vida“. Com tanto concurso público, um dia a bolha vai explodir. Beira a esquizofrenia, mas é o que o PT fez com a cabeça dos brasileiros…


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