Sobre o Coletivismo e outras Idiotices

Artigo escrito por Gustavo Miquelin Fernandes. Para ler o texto original clique aqui.

O universalismo e o coletivismo não podem aceitar a solução democrática para o problema do poder. Na sua opinião, o indivíduo, ao sujeitar-se ao código ético vigente, não o faz em benefício direto de seus interesses particulares; ao contrário, ele está abstendo-se de realizar seus próprios objetivos em benefício dos desígnios da Divindade ou da comunidade – Mises.

Toda forma de coletivismo é precária, primária, e pra mim, desprezível. E sempre tende à corrupção de costumes e de meios de ação. Isso é de uma simplicidade gritante e pode ser entendido até por elementos do reino mineral.

Sindicatos, ONGs, OAB, clubes, e toda sorte de agremiação corporativista que surgem todo dia, sem cessar são sempre desnecessárias. Precisamos de mais compreensão de como funciona esse processo e suas conseqüências para o tecido social.

O coletivismo faz que aos poucos as pessoas, unidade mínima existencial, esqueçam-se do fim mesmo da existência, que é a promoção, a evolução e aprimoramento do “eu”. Aquela doutrina nefasta exige que isso se torne aspecto secundário, em nome de um ente virtual e abstrato, que é a comunidade, a sociedade, o coletivo, etc.

Responda com sinceridade. Quem é o protagonista da vida? A comunidade ou o ser humano? Quem merece colher o que plantou? A coletividade ou a pessoa?

A resposta me parece óbvia.

Bem certo que egoísmo e o egocentrismo são abjetos e hediondos, devem ser combatidos (odeio esse termo) com todas as forças. A caridade (particular), o respeito ao próximo, a solidariedade, noções maximizadas de ética, devem ser amplamente fomentadas.

O coletivismo, doutrina que agrega “idiotas úteis”, já mostrou sua cara ao mundo e disse ao que veio – saldo: mais de 100 milhões de mortos, ditaduras ainda existentes, um povo cego e ignorante e outras benesses gerais. Essa teoria faz a patrulha, vítimas aos magotes, diariamente, e pode-se dizer que hoje se constitui no mainstream.

Vejo tristemente muitos amigos próximos falando em proteção ao meio-ambiente, ativismo, associação à partidos políticos socialistas como PSDB, PT, PSOL, PV e outras barbaridades.

Amigos esses, estudados, bem intencionados, e de moralidade nada questionável, apenas foram patrulhados e absorvidos por essas correntes medíocres de pensamento.

Os ideólogos patrulheiros, sempre de plantão, vão chiar com esse paper; evidentemente, eles não suportam ver suas esferas de ação contestadas ou postas em xeque.

Essa doutrina que faz desprezo à individualidade (o eu) para homenagear um ser imaginário (o nós) é de uma inépcia superior, sem razão de ser. Não se sustenta à mínima especulação filosófica. Poderia levar tal raciocínio a frente, mas não caberia aqui pela sutileza com que teríamos que abordar a questão e pela exigüidade do propósito deste pequeno artigo.

Aos poucos as pessoas absorvidas pela tendência coletivista vão incorporando seus “ensinamentos”, e pondo isso em prática. O esquecimento das ações individuais, a meritocracia, as diferenças das pessoas, sempre positivas, vão deixando-se minguar. Instala-se o preconceito de toda ordem, o estatismo, as guildas, corporações, sindicatos e a burocracia da corrupção.

Resultado: imobiliárias guia uma sociedade corrupta, nivelada, belicosa e hostil. Isso que eles pregam é de um autoritarismo gigantesco e que tem galgado admiradores e propagadores, os idiotas úteis.

Algo pouco falado e falsamente atrelado ao capitalismo, e que se constitui na pior forma que se tem de coletivismo são os monopólios, pesadamente estimulados pelo Governo.

É o coletivismo com o dinheiro do povo, com parque de produção que deveria ser democrático e plural e que o Estado faz questão de proteger para seus poucos aliados desfrutarem sem óbices. Aliados públicos ou privados, diga-se de passagem; aqueles burocratas acomodados, estes, financiadores de campanhas políticas.

Sindicatos financiam “mensalão”, ao colocarem dinheiro em campanhas eleitorais desse pessoal de baixa moralidade, pública ou privada.

Por fim o coletivismo gera o preconceito, ao nivelar pessoas diferentes como iguais e exigindo tratamento idêntico. Sabemos que ninguém é igual, temos defeitos e somos melhores do que outras pessoas em certas coisas e piores em outras. Vem a ideologia coletivista e dispõe todos no mesmo patamar e, autoritariamente, exige tratamento idêntico. Isso resulta em tragédia.  As diferenças têm de ser detectadas e respeitadas por todos, para uma boa convivência.

Coletivismo é a falsa ideologia que se traveste de “boazinha”, escondendo sua face terrível, que é a demonização do ser humano, considerado em si mesmo; a manutenção de privilégios; a canalização de dinheiro público para setores questionáveis do ponto de vista da eficiência; o asseguramento do Estado, como provedor dessa segurança coletiva igualitária.

Não caiam nessas bobagens, propagadas por partidos políticos; falsos intelectuais, professores universitários, ongueiros, e ativistas em geral.

São os verdadeiros geradores de atraso e corrupção. Precisam de muito dinheiro para se manterem. Aí começa o problema, dinheiro nas mãos de “bem-intencionados”. Nem preciso concluir esse raciocínio…

O mundo pede pensadores, alguma reflexão e análise; esse pessoal nem de longe não sabe fazer isso.

Ele (o coletivismo) também cria falsas expectativas sobre as pessoas. Já se disse que as pessoas são, por natureza, diferentes, e por isso, agem diferentemente. Não podemos esperar um “comportamento de manada” da sociedade. Nem depositar nenhum tipo de expectativa sobre elas. Aí começa o respeito às diferenças, à tolerância, ao bom-conviver.

Essa gente é tolerante desde que não sejam contestados ou desmascarados. Observe a falsa tolerância deles; é assim que funciona a máquina da ideologia e emburrecimento geral dos povos.

Assim, podemos constatar que antes de mais corporações, instituições, departamentos, órgãos, Estados, partidos políticos, organizações sociais; precisamos de pessoas, boas pessoas, bons profissionais, bons quadros.

Assim, a sociedade funciona melhor.

Valorizar o indivíduo, a unidade mínima da existência, protagonista da vida, esta deve ser a meta.

Quando Chomsky se torna útil…

Noam Chomsky é um linguista reconhecido também pelo seu ferrenho socialismo anárquico. Um de seus textos mais conhecidos e mais usados na web é o que descreve  as “dez estratégias de manipulação” supostamente usadas pela mídia para manter as pessoas na ignorância.

Porém, este texto é realmente muito mais útil para a perspectiva antiestatal do que antimidíatica (ou anticapitalista, antiliberal, antimercado, como queiram). E isto precisamente porque, ao contrário do que passa com a mídia independente, podemos fazer a ligação entre estas estratégias e casos reais do seu uso por políticos e governos. Vejamos:

1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes.

Comentário: Do esporte à música passando pelo cinema, toda forma de distração é financiada e incentivada pelo Estado, que com isso ganha duas coisas: o fornecimento do “circo” que complementa o “pão” do populismo, e a criação de uma rede de artistas dependentes e defensores do financiamento de seu trabalho com o dinheiro público. Outra forma possível é o uso de veículos de mídia oficiais ou alinhados com o governo para propagar desinformação.

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade.

Comentário: O Estado emprega esta estratégia quando explora casos de homicídio – decorrentes de um desleixo com a segurança pública – para empurrar à população uma campanha de desarmamento, por exemplo. Um caso econômico real é sustentar empresas com verba pública, para então propor o salvamento das mesmas quando estão à beira da falência (claro, com superfaturamento e desvios inclusos no pacote). Outro é desvalorizar a moeda com inflação para depois propor congelamento de preços e juros. Um terceiro é deixar que disputas sobre terras fiquem cada vez mais sangrentas para então intervir com a força policial e expropriar os legítimos donos.

3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos.

Comentário: O Estado a emprega para aumentar o seu controle sobre a Economia como um todo e sobre a vida das pessoas, em particular. Por exemplo: primeiro ele cria agências reguladoras das empresas privadas, depois ele impõe parcerias público-privadas, depois ele estatiza as empresas privadas. Outro exemplo: primeiro ele proíbe armas “de uso restrito militar”, depois ele proíbe “carregadores com mais de dez tiros”, depois ele proíbe “o porte de arma em via pública” e por fim ele proíbe a posse de qualquer arma de fogo.

4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

Comentário: Esta é a mais típica do governo. Nenhuma empresa privada quer sacrifícios, elas querem dinheiro. Quem pede sacrifícios é o governo: ele pede sacrifícios quando aumenta os impostos “provisoriamente” (em governês: por prazo indeterminado, talvez para sempre), ele pede sacrifícios quando proíbe ou restringe importações, ele pede sacrifícios quando desperdiça verba pública em prol de serviços públicos que nunca funcionam, ele pede sacrifícios quando obriga os homens a prestar serviço militar, ele pede sacrifícios em prol da segurança, em prol das finanças do Estado, em prol da igualdade material, em prol da ideologia vigente, etc.

5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “A alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.

Comentário: Esta é a linguagem padrão do governo quando quer fazer entender os objetivos alegados dos seus projetos. Ele nunca explicará a complexidade da economia de mercado ou da construção civil, ele simplesmente dirá “construiremos mais de X habitações populares”. Ele não explicará princípios jurídicos ou abordará a história do racismo institucional, ele simplesmente apelará à emoção quando estiver fazendo propaganda das cotas raciais. Tudo será muito simples: construiremos mais casas, escolas, hospitais, baixaremos preços e juros, basta que todos colaborem.

6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…

Comentário: Toda e qualquer campanha do governo emprega esta estratégia. Seja para o desarmamento, seja para controlar preços e juros, seja para criar mais benefícios trabalhistas, campanhas antidrogas ou programas assistencialistas. Não se apela jamais aos efeitos da proibição das drogas sobre o aumento da criminalidade, mas à triste doença que é o uso das drogas e seus efeitos sobre os viciados. Não se apresenta a relação entre porte de armas e segurança, apenas se mostram os casos esporádicos de massacres ou acidentes com armas.

7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

Comentário: O governo emprega esta estratégia ao ocultar os princípios subjacentes aos programas de redistribuição de renda, por exemplo. Parte-se do princípio que tirar de um para dar a outro é sempre justo, e que a desigualdade por si configura uma forma de injustiça, que são premissas falsas. O mesmo se aplica ao imposto, ao serviço militar compulsório, às cotas raciais, aos privilégios políticos, ao protecionismo, etc.

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

Comentário: Utilizada pelo Estado e pelas estruturas partidárias, através da impunidade, da popularização do “rouba mas faz”, da difusão da crença de que todos são igualmente corruptos e de que isso é normal e faz parte da vida política, que o que importa é usar isso a seu favor para obter “benefícios” aos mais necessitados. É reforçado pela “consciência de classe”: deve-se votar em alguém porque é pobre, porque é analfabeto, porque é “de origem humilde”, porque “não é doutor”.

9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se auto-invalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

Comentário: O Estado complementa suas campanhas anti-drogas fomentando a culpa entre usuários, familiares e claro, traficantes. O mesmo se aplica ao desarmamento quando se imputa ao “portador de arma” a culpa pela criminalidade, e não ao criminoso em si. Outros casos clássicos: negar a corrupção sistêmica na política e jogar a culpa no cidadão que “não vota consciente”, negar a falência do sistema público de educação jogando a culpa no colo dos pais dos alunos, negar a tirania do serviço militar compulsório jogando a culpa na “covardia” e “falta de patriotismo” da juventude.

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência geraram uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

Comentário: Quem quer saber onde você nasceu, quem são seus pais, onde você mora, quanto você ganha? Quem quer você registrado, rotulado, carimbado e numerado andando por aí com mil e um pedaços de papéis para “provar que você existe”? O Estado, é claro. É ele quem tem registrada cada compra que você faz, cada lugar em que você mora ou viaja, cada doença que você teve, cada vacina que você tomou, todas as suas notas na escola. Não bastasse isso, ele sabe o tipo de reação que certos estímulos provocam e é por isso mesmo que usa e abusa do populismo, do paternalismo, do assistencialismo, etc.

Concluindo, percebe-se facilmente que a acusação de Chomsky a empresas privadas, sobretudo nos setores de mídia e publicidade, é muito mais coerentemente aplicada a quem tem, de fato, o monopólio sobre o poder regulador que é aplicado aos meios de comunicação de massa.

Ao longo da História, políticos e partidos se apropriaram do poder monopolizador do Estado para, através da regulamentação, moldar as ferramentas de comunicação de massa ao seu próprio gosto, transformando-as em instrumento de propaganda personalista, ideológica ou partidária. Os meios incluem a doutrinação na Escola Pública, veiculação de propaganda oficial do Governo, censura da mídia de oposição, financiamento público de mídia alinhada com o governo, etc.

Ocidente Inerte: Parte II – Alteridade

Um dos maiores corruptores da civilização ocidental durante o século XX foi o pensamento da Escola de Frankfurt. Apesar de se mostrarem como “socialistas moderados”, pessoas em busca de uma “terceira via”, seu modelo não apenas sedimentou-se como bastante pendente a um dos extremos (socialismo), mas adotou uma economia semelhante à fascista (que tanto diziam repudiar) e caminha cada vez mais no sentido de restringir as liberdades individuais e submeter totalmente o cidadão ao Estado. Essa escola de pensamento introduziu no Ocidente, com bastante sucesso, a ética da alteridade.

Parece nobre, em um primeiro momento. Uma ética que busca olhar para o outro, colocar-se em seu lugar para entender sua situação. Ajudá-lo. Fosse apenas isso, mostraria-se algo que fortaleceria nossa sociedade e formaria uma coletividade ainda mais forte, com o máximo respeito não apenas pela individualidade própria, mas por toda expressão da individualidade. Todos os indivíduos e todas as culturas seriam respeitados. Mas não é isso o que ocorre.

“Conhece-te a ti mesmo”, é o que estaria escrito no Oráculo de Delfos. Não há como conhecer o outro sem conhecer, primeiramente, a si. O conhecimento do exterior passa, sempre, primeiramente pela individualidade. Mas não há esse compromisso dos intelectuais em conhecer de forma sincera o Ocidente, quando usam-se da alteridade para justificar e tomar como modelo práticas de outras culturas. Isso porque já partem de um pressuposto negativo à respeito de sua própria civilização, a vilã do Planeta Terra. Já acreditam saber, de antemão o que são as instituições e o que cada uma delas supostamente mascara. Não buscam uma análise fria e racional.

O resultado disso é que sua alteridade não é desinteressada. O que querem não é o bem do outro, mas a destruição de si. Deve existir respeito a toda manifestação cultural, menos àquela que é tradicional. Deve existir respeito a todas as civilizações, menos à ocidental. Acusa de etnocentrismo o Ocidente, mas ignora que essa é uma característica inerente a todos os agrupamentos humanos: ver o mundo e as outras culturas com os próprios olhos. Afinal de contas, julgar ser capaz de, mesmo estando fora, ver o mundo com os olhos do outro, seria de uma extrema presunção. Essa alteridade já possui como pressuposto um opressor e um oprimido e, ao invés de buscar ver a situação de um “excluído” e incluí-lo, busca incitar o ódio entre dois polos de uma opressão inventada.

Existem conceitos interessantes de alteridade. Inclusive, a uma sociedade fundada em preceitos judaico-cristãos, a alteridade não é estranha. Apenas o que ocorre é que aquele que ajuda, que se coloca na situação do “outro”, não precisa se ver como vilão, pois não é responsável pela situação do “outro”. Não é um opressor. O ódio entre as supostas classes não é natural, é criado e incitado. Não há porque rechaçar a noção de alteridade, de que o ser humano interage e interdepende de outros seres humanos, de que existe uma coletividade e que ela é saudável para o indivíduo. Apenas essa nova alteridade que julga que “o outro é sempre bonitinho” (Como disse Pondé, não com essas exatas palavras).

A Esquerda e o Roubo

É oficial. A esquerda apoia o roubo. Essa é a conclusão a que cheguei não apenas após o mensalão e seu acobertamento, mas também após o recente artigo do doutor Sakamoto e os comentários de alguns que compactuam com o absurdo escrito por um dos responsáveis pela educação brasileira. Infelizmente esses são alguns dos professores de hoje. Um breve hiato para retornar ao assunto.

Sakamoto
Sakamoto, OSTENTANDO um troféu

A marcha das vadias, apoiada de forma maciça pela esquerda, nasceu no Canadá após um absurdo: Um policial culpou a mulher pelo estupro, culpou as roupas que ela usava. A versão tupiniquim fugiu um pouco desses propósitos, mas o recado das canadenses é claro: É absurdo culpar uma mulher por ser estuprada. Tendo isso em vista, fica fácil de localizar a incoerência.

Marcha
Marcha das Vadias – A mulher não é responsável por ser estuprada

Um recente artigo de Sakamoto faz a mesma inversão de valores que fazem os que culpam a mulher por ser estuprada: culpa o dono de algo por ser roubado. Diz que a causa do roubo não é a moral falha do criminoso, mas sim a desigualdade. E que a vítima do roubo não é o roubado, mas sim o ladrão. Afinal de contas, diz ele, ostentação é pior que bullying e devia ser criminalizada, com pena prevista no Código Penal. Absurdo. É sempre bom lembrar que a moralidade não está relacionada com a riqueza, pobres também fazem escolhas morais. Mas esse absurdo é facilmente notado por qualquer um. Acredito que mesmo alguns esquerdistas tenham a sensatez necessária para perceber o absurdo que diz o professor.

O maior problema do artigo não é exatamente essa inversão de valores que o suposto comunista faz. O grande problema está na expressão da cultura derrotista brasileira que o artigo não apenas deixa claro: transborda. No Brasil é errado ser bem sucedido. No Brasil a culpa é sempre dos outros. Nós, por exemplo, não somos ricos por causa do imperialismo dos países desenvolvidos. Nada tem a ver com a corrupção, com os fracos investimentos na educação e com a precária saúde pública. Nada também tem a ver com a nossa cultura de esperar que alguém resolva os nossos problemas. E nada tem a ver com a cultura de que o estudioso e o trabalhador é um otário. Nada tem a ver com o governo que sufoca o empreendedorismo e mantém um protecionismo exagerado. Não, a culpa é dos outros.

De um professor universitário não esperamos que exalte o derrotismo (na verdade, hoje, infelizmente esperamos). Dele esperamos que forneça o conhecimento para que os acadêmicos tenham as ferramentas necessárias para competir no mercado de trabalho ou realizar bons trabalhos acadêmicos. Mas eles fazem o contrário: escrevem artigos passando a mão na cabeça de criminosos, glorificando a cultura da derrota e legitimando a síndrome de Robin Hood esquerdista. Afinal de contas, se os ricos estão errados, porque devemos garantir que todos o sejam? Porque devemos, então, ser um país desenvolvido?

Sinceramente, espero que não sejam muitos os alunos que passem pelas mãos desse professor. Seria trágico o Brasil nas mãos de uma geração que glorifica o crime e o derrotismo. Quem sabe ele não venha também a nos culpar pela corrupção dos governantes, afinal de contas, somos nós quem colocamos o dinheiro na mão dos políticos. E isso, ao despertar a ganância dentro da pessoa que administra a nação, é ostentação.

Cartilha Politicamente Correta: Um atentado contra a Liberdade de Expressão

O patrulhamento ideológico brasileiro me espanta mais a cada dia. Inicialmente proveniente do governo, hoje também é praticado pelas escolas fundamentais e de ensino médio. A onda esquerdista que começou a invadir o ensino nos anos de ditadura está longe de minguar: torna-se cada vez mais forte, alienando e aprisionando as mentes de cada vez mais jovens que passam a ter sua capacidade de pensar limitada e enferrujada. Dizer verdades, hoje, é grosseria. Ainda mais quando se posicionam contra o poder estabelecido, contra a ditadura politicamente correta.

Muito se fala que o discurso politicamente incorreto é necessariamente um discurso preconceituoso, que busca legitimar o discurso de ódio. E muito se repete essa mentira sem que se pense à respeito. Mas é fácil reprovar o politicamente incorreto: ele incomoda, provoca o pensar. Se desvincula de interesses momentâneos e dispara verdades que machucam os ouvidos frágeis dos despreparados. Quantos pararam para pensar na origem desse termo? Eu explico.

A ideia de politicamente incorreto nasceu com a Igreja Católica, durante a Idade Média. Esse era um dos critérios para se proibir livros, que se posicionassem contra a política estabelecida. E isso não se atém à origem do termo: estende-se até hoje, mas sob outras roupagens. O termo politicamente incorreto nada mais é do que uma desculpa para censurar discursos indesejados.

Acredito na existência da verdade. Duvido de relativistas como Foucault, mas este disse algo que é de grande pertinência nos dias atuais: a verdade depende do contexto histórico. A verdade, hoje em dia, nada mais é do que a versão do poder. Pouco importam os fatos, se a narrativa mirabolante esquerdista trilhar caminho distinto do ocorrido. E quando se tenta combater esse discurso hipócrita, a resposta é rápida: A pessoa é rapidamente taxada de preconceituosa, e a repressão à opinião é tamanha que as pessoas passam a ter medo de expressar o que pensam. O povo teme se posicionar contra as cotas raciais por medo de ser taxado de racista; assim esse se torna um discurso politicamente incorreto. O povo teme se posicionar contra o assistencialismo por medo de ser taxado de elitista; assim esse se torna um discurso politicamente incorreto. E quando o medo toma conta da população, agora temerosa de expor o que pensa, o resultado é claro: censura velada sob o nome da boa educação, do politicamente correto.

A Teologia da Libertinagem e a Igreja Universal do Relativismo Moral

Linhas Gerais

De acordo com as decisões populares e democráticas tomadas na reunião da Última Internacional, durante o Foro de São Paulo, abrimos mais uma frente revolucionária para destruir o pensamento porco-burguês ocidental que persiste em suas atividades contrarrevolucionárias na América do Sul, sobretudo nos setores reacionários, fascistas e elitistas como a bancada evangélica, a bancada ruralista, os oposicionistas, os entreguistas, os denuncistas, os espiões polacos, os petlyuras, os trotskystas, o Capital Internacional, os peemedebistas e demotucanos em geral.

Panfleto de divulgação.

Esta nova frente de atuação revolucionária tem por objetivo desconstruir as concepções preconceituosas das pessoas com relação ao genocídio humanitário do processo revolucionário e a ditadura do proletariado, e abrir o coração das pessoas para o comunismo. Para isto, é necessário que acabemos com religiões burguesas como o catolicismo, o protestantismo e o espiritismo. É necessário abrir os olhos das pessoas para religiões mais progressistas como o budismo, o rastafari, o hinduísmo, a cientologia e o socialismo utópico.

Mais do que isso, é essencial que ofereçamos um substituto progressista às religiões retrógradas, homofóbicas e fascistas que ameaçam a Revolução. Para isto, baseando-nos nos ideais da filosofia pós-moderna, do desistencialismo, e dos pensadores da Escola de Fuckfurt, o Partido modelou uma religião progressista e popular para angariar o apoio das massas e minar a confiança do proletariado na burguesia clerical que o oprime com seus mandamentos opressores (criminalização da pobreza), pecados estigmatizantes (criminalização das diferenças), etc. Apresentamos para vocês a Teologia da Libertinagem.

A TL e suas figuras principais
A figura central da TL é o Partido. O Partido é representado, simbolicamente, pela palavra “Deus”, enquanto as massas não estiverem devidamente preparadas para a Revelação. A segunda figura mais importante é Chesus, personagem histórica revolucionária e populista que despertará o amor das massas pela nossa causa da expropriação e redistribuição dos meios de produção.

Chesus: Viva La Ressurrección!

Os sete pecados burgueses


1. Individualismo –
não pensar no próximo camarada. Não defender os oprimidos narcotraficantes das favelas, não defender os guerrilheiros das FARC e do EZLN (meros produtos de um sistema opressor capitalista), não defender a expropriação e a submissão da classe burguesa ao domínio da ditadura do proletariado.

2. Capitalismo – fazer comércio, explorar a mais-valia, cobrar por serviços, não distribuir drogas recreativas para os camaradas a preço de custo.

3 . Machismo – namorar, noivar, casar, não socializar os meios de reprodução com camaradas e camarados, heteronormatividade, não estar aberto para relacionamentos alternativos, revolucionários e progressistas como a pedofilia e o incesto, etc.

4 . Eurocentrismo – não ter vergonha de ser um branco descendente de escravocratas, latifundiários, banqueiros e invasores europeus. Vestir-se como um burguês, não usar dreads, camisa do Che, chinelo de dedo, não se preocupar com a fome na África, etc.

5. Denuncismo – denunciar os camaradas que, durante o processo revolucionário, venham a atentar contra as leis capitalistas opressoras do Estado Burguês.

6. Entreguismo – não defender a total expropriação dos meios de produção e sua centralização nas mãos do Estado Proletário.

7. Reacionarismo – discordar com as diretrizes do Partido e não adaptar-se às necessidades dinâmicas do processo revolucionário.

Os desmandamentos

1 – Amar o Partido (“Deus”) sobre todas as coisas
2 – Não usar o nome de Partido (“Deus”) em vão
3 – Guardarás os dias de greve
4 – Honrarás a Revolução
5 – Não matarás (outro camarada, sem um tribunal revolucionário)
6 – Não negarás aos camaradas livre acesso aos teus meios de reprodução
7 – Não explorarás a mais-valia
8 – Não levantarás testemunho contra outro camarada (delação)
9 – Não terás pensamentos pecaminosos e neoliberais
10 – Não cobiçarás a droga recreativa do próximo

O BBB importa ?

Mais um começo de ano e como de praxe os assuntos mais comentados em janeiro e nos meses que sucedem  é o Big Brother Brasil, reality show que está na sua décima segunda edição e divide opiniões. Há quem gosta e não perde nenhum ‘episódio’ e também quem condena. Geralmente quem não gosta, são pessoas que se julgam ‘cultas’ e na visão delas, quem assiste o BBB é uma pessoa alienado. Mas quem critica não deixa de ser um alienado também, pois temos outros assuntos mais importantes a ser questionados, comentados e até criticados no Brasil.

BBB: O grande alvo de críticas da “intelligentsia progressista” do Brasil. E os 50.000 homicídios por ano, vão bem?

Isso que me irrita, ver as pessoas gastando tempo criticando um programa enquanto gente morre no Sudeste devido a desastres naturais causados pela chuva, que poderiam ser prevenidos pelo governo. Ou a seca no Sul, que está devastando plantações. Os inúmeros casos de corrupção, abuso de poder, nepotismo e outros crimes de colarinho branco sendo cometido por políticos, entre eles ministros (sim, ministros. Na falta de um, foram 7 e contando …) também temos os gastos exagerados da Presidência da Republica e seus afins com coisas desnecessárias, como por exemplo os notebooks que a secretária-geral da presidência comprou, sendo 122 máquinas e cada uma custando R$3.980.

Para finalizar, antes que digam que eu estou defendendo o BBB, já falo: não gosto do programa, mas não me julgo no direito de criticar quem assiste, uma vez que somos livres para assistir, pensar e agir como desejamos (desde que não prejudiquemos terceiros). Além do mais que o programa é de entretenimento, tal qual novela, seriados, filmes e outros programas o são. Mas se você está afim de criticar algo, critique o que realmente importa pois quem ganha ou sai do programa dificilmente irá influenciar sua vida. Já o Governo…