O BBB importa ?

Mais um começo de ano e como de praxe os assuntos mais comentados em janeiro e nos meses que sucedem  é o Big Brother Brasil, reality show que está na sua décima segunda edição e divide opiniões. Há quem gosta e não perde nenhum ‘episódio’ e também quem condena. Geralmente quem não gosta, são pessoas que se julgam ‘cultas’ e na visão delas, quem assiste o BBB é uma pessoa alienado. Mas quem critica não deixa de ser um alienado também, pois temos outros assuntos mais importantes a ser questionados, comentados e até criticados no Brasil.

BBB: O grande alvo de críticas da “intelligentsia progressista” do Brasil. E os 50.000 homicídios por ano, vão bem?

Isso que me irrita, ver as pessoas gastando tempo criticando um programa enquanto gente morre no Sudeste devido a desastres naturais causados pela chuva, que poderiam ser prevenidos pelo governo. Ou a seca no Sul, que está devastando plantações. Os inúmeros casos de corrupção, abuso de poder, nepotismo e outros crimes de colarinho branco sendo cometido por políticos, entre eles ministros (sim, ministros. Na falta de um, foram 7 e contando …) também temos os gastos exagerados da Presidência da Republica e seus afins com coisas desnecessárias, como por exemplo os notebooks que a secretária-geral da presidência comprou, sendo 122 máquinas e cada uma custando R$3.980.

Para finalizar, antes que digam que eu estou defendendo o BBB, já falo: não gosto do programa, mas não me julgo no direito de criticar quem assiste, uma vez que somos livres para assistir, pensar e agir como desejamos (desde que não prejudiquemos terceiros). Além do mais que o programa é de entretenimento, tal qual novela, seriados, filmes e outros programas o são. Mas se você está afim de criticar algo, critique o que realmente importa pois quem ganha ou sai do programa dificilmente irá influenciar sua vida. Já o Governo…

Em defesa do Marxismo!

Para provar que não é golpista e reacionária, a equipe do Direitas Já! resolveu abrir espaço para oposição aqui no blog. Através de um sistema de cotas que visa atender a uma minoria política histericamente oprimida, será permitida a postagem de conteúdo revolucionário, progressista e groucho-marxista. Kamaradas solidários com a causa podem contribuir para o blog enviando textos revolucionários imparciais, independentes e isentos de verdade.

O primeiro artigo é sobre os princípios do Groucho-Marxismo:

Groucho-Marx: deus e fundador do groucho-marxismo.

I. Groucho-marxismo, a teoria da revolução cômica, é muito mais do que a mera luta de crassos: é como uma luz vermelha na janela, iluminando o destino inevitável da humanidade: a sociedade desclassificada.

II. O groucho marxismo é dialético. Comediantes que falham em sintetizar a teoria e a prática (para não falar daqueles que falham em pecar, para começar) são inmarxistas. Os comediantes posteriores, não entendendo que a separação é uma alienação discreta promovida pela burguesia, acabaram por falar idiotices por um lado e fazer idiotices pelo outro em vez de falar idiotices e fazer idiotices concomitantemente em um único lado.

Bandeira do movimento.

III. Os groucho-marxistas devem denunciar o plagiário “marxismo vulgar” dOs Três Patetas, Monty Python e Pernalonga. Em vez do marxismo vulgar, devemos retornar para a autêntica vulgaridade marxista.

IV. O marxista com consciência de classe (ou seja, o marxista que sabe que não possui classe alguma) deve rejeitar a “comédia” anêmica, tendenciosa e narcisista de comediantes revisionistas como Woody Allen. A revolução cômica já superou a mera neurose – ela é lúdica e não púdica, libertina mas não liberal, militante mas não militar, prolífica mas não prolixa.

V. Ainda que não falte alguns vislumbres do insight groucho-marxista, o surrealismo socialista é distinto do groucho-marxismo.

Salvador Dalí: comprado pelo Grande Capetal, traiu o movimento.

VI. Antes de tudo é essencial renunciar a todo sectarismo cômico, como o que infecta todas as outras vertentes do comedianismo. Como é bem-sabido, Groucho repetidas vezes propôs sexo, mas sempre se opôs à idéia de secto.

VII. Guiadas pelos dogmas groucho-marxistas do malcomportamentalismo (ou misbehaviorismo) e do materialismo histérico, as massas abraçarão não só o groucho-marxismo, mas umas às outras.

Michael Crichton e o Ambientalismo como uma Religião

Crianças, o Capitão Planeta precisa de vocês!

O autor, produtor e antropologista Michael Crichton referia-se ao ambientalismo como “uma das mais poderosas religiões do Mundo Ocidental”, chamando-o “a religião preferida dos ateístas urbanos.” Explicava:

Se você olhar atentamente, verá que o ambientalismo é na verdade um remapeamento dos mitos e crenças tradicionais judaico-cristãos para o século XXI.

Há um Éden inicial, um paraíso, um estado de graça e unidade com a natureza, há a queda da graça a um estado de poluição por comer da árvore do conhecimento, e como resultado de nossas ações haverá um dia do julgamento para nós. Somos todos pecadores energéticos, fadados à maldição da morte, a não ser que busquemos a salvação, que é chamada hoje de sustentabilidade. A sustentabilidade é a salvação na igreja do meio-ambiente. Tal qual a comida orgânica é a comunhão, a hóstia sem pesticidas que as pessoas certas, com as crenças certas, poem à boca.

Éden, a decadência do homem, a perda da graça, o juízo final — estas são profundas estruturas míticas. São crenças profundamente conservadoras. Elas podem estar bem sedimentadas na cabeça das pessoas, eu sei disso. Eu certamente não quero que as pessoas largem mão delas, do mesmo modo que não quero que elas desacreditem que Jesus Cristo é o filho de Deus que ressuscitou.  Mas a razão pela qual eu não quero dizer para que elas desistam destas crenças é que eu sei que não se pode dizer isto. Não são fatos que podem ser discutidos. São uma questão de fé.

Assim é, infelizmente, com o ambientalismo. Por mais incrível que pareça os fatos não são necessários, porque os princípios do ambientalismo são uma questão de fé. É tudo uma questão de ser um pecador ou de ser salvo, de estar do lado da salvação ou do lado da danação. É uma questão de se você será um de nós, ou um deles.

Crichton dissertou mais sobre estes temas no “Remarks to the Commonwealth Club” de 2003, em São Francisco.

Michael Crichton palestrando em Harvard.

Traduzido e adaptado para o português do Brasil por Renan Felipe dos Santos. Para ler o artigo original em inglês (“Environmentalism as Religion”) no Discover The Networks, clique aqui.

Para ler na íntegra esta e outras duas palestras de Michael Crichton, clique aqui.