A Teoria Materialista da História

Texto “A Teoria Materialista da História”, de Gilbert Keith Chesterton:

A teoria materialista da história – que afirma que toda a política e a ética são expressões da economia – é uma falácia, de fato, muito simples. Ela consiste, simplesmente, em confundir as necessárias condições de vida com as normais preocupações da vida, que são coisas muito diferentes. É como dizer que porque o homem pode andar somente sobre duas pernas, então, ele só pode caminhar se for para comprar meias e sapatos. O homem não pode viver sem os amparos da comida e da bebida, que os suporta sobre duas pernas; mas, sugerir que esses têm sido os motivos para todos os seus movimentos na história é como dizer que o objetivo de todas as suas marchas militares ou peregrinações religiosas deve ter sido a Perna Dourada da Senhora Kilmansegg ou a perfeita e ideal perna do Senhor Willoughby Patterne. Mas, são esses movimentos que constituem a história da espécie humana e sem eles não haveria praticamente história. Vacas podem ser puramente econômicas, no sentido de que não podemos ver que elas façam muito mais do que pastar e procurar o melhor lugar para isso; e essa é a razão pela qual a história das vacas em doze volumes não seria uma leitura estimulante. Ovelhas e cabras podem ser economistas em suas ações externas, pelo menos; mas, essa é a razão das ovelhas dificilmente serem heróis de guerras épicas e impérios, importantes suficientes para merecerem uma narração detalhada; e mesmo o mais ativo quadrúpede não inspirou um livro para crianças intitulado Os Feitos Maravilhosos das Cabras Galantes.

Mas, com relação a serem econômicos os movimentos que fazem a historia do homem, podemos dizer que a história somente começa quando os motivos das ovelhas e das cabras deixam a cena. Será difícil afirmar que os Cruzados saíram de suas casas em direção a uma horrível selvageria da mesma forma que as vacas tendem a ir das selvas para pastagens mais confortáveis. É difícil afirmar que os exploradores do Ártico foram em direção ao norte imbuídos dos mesmos motivos materiais que fizeram as andorinhas ir para o sul. E se deixarmos, de fora da história humana, coisas tais como todas as guerras religiosas e todas a aventuras exploratórias audaciosas, ela não só deixará de ser humana, mas deixará de ser história. O esboço da história é feito dessas curvas e ângulos decisivos, determinados pela vontade do homem. A história econômica não seria sequer história

Mas há uma falácia mais profunda além deste fato óbvio; os homens não precisam viver por comida meramente porque eles não podem viver sem comida. A verdade é que a coisa mais presente na mente do homem não é a engrenagem econômica necessária a sua existência, mas a própria existência; o mundo que ele vê quando acorda toda manhã e a natureza de sua posição geral nesse mundo. Há algo que está mais próximo dele que a sobrevivência e esse algo é a vida. Pois, tão logo ele se lembre qual trabalho produz exatamente seu salário e qual salário produz exatamente sua refeição, ele reflete dez vezes que hoje é um dia lindo, ou que este é um mundo estranho, ou se pergunta se a vida vale a pena ser vivida, ou se seu casamento é um fracasso, ou se ele está satisfeito ou confuso com seus filhos, ou se lembra de sua própria juventude, ou ele, de alguma forma, vagamente revê o destino misterioso do homem.

Isso é verdade para a maioria dos homens, mesmo para os escravos assalariados de nosso mórbido industrialismo moderno, que pelo seu caráter hediondo e sua desumanidade tem, realmente, posto a questão econômica em primeiro plano. É muito mais verdade para os numerosos camponeses, caçadores e pescadores que constituem a massa real da humanidade. Mesmo aqueles áridos pedantes, que pensam que a ética depende da economia, devem admitir que a economia depende da existência. E nossos devaneios e dúvidas cotidianos são sobre a existência; não sobre como podemos viver, mas sobre porque vivemos. E a prova disso é simples; tão simples quanto o suicídio. Vire o universo de cabeça para baixo em sua mente e você virará todos os economistas de cabeça para baixo. Suponha que um homem deseje morrer e que o professor de economia se torne um tédio com sua elaborada explicação de como ele deve viver. E todas as iniciativas e decisões que fazem do nosso passado humano uma história têm esse caráter de desviar o curso direto da pura economia. Tal como o economista deve ser desculpado por calcular o salário de um suicida, ele deve também ser desculpado por prover uma pensão de aposentadoria para um mártir. Tal como ele não precisa se preocupar com a pensão de um mártir, ele não deve se preocupar com a família de um monge. O plano do economista é modificado por insignificantes e variados detalhes como no caso de um homem ser um soldado e morrer pelo seu próprio país, de um homem ser um camponês e amar especialmente sua terra, de um homem ser mais ou menos influenciado por qualquer religião que proíba ou permita isso ou aquilo. Mas tudo isso se resume não a um cálculo econômico sobre despesas, mas a uma elementar consideração sobre a vida. Tudo isso se resume ao que o homem fundamentalmente sente, quando ele contempla, dessas janelas estranhas que ele chama os olhos, essa estranha visão que ele chama o mundo.

Gilbert Keith Chesterton

Quer conhecer mais da vida e obra de G. K. Chesterton?
Acesse: http://www.chestertonbrasil.org/ 

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Mensagem ao homem do povo…

Mensagem ao homem do povo e aos homens que dirigem o povo, para se viver numa grande nação:

Abraham Lincoln, abolicionista e décimo sexto presidente dos Estados Unidos.

Não criarás a prosperidade, se desestimulares a poupança.
Não fortalecerás os fracos, por enfraqueceres os fortes.
Não ajudarás o assalariado, se arruinares aquele que o paga.
Não estimularás a fraternidade humana, se alimentares o ódio de classes.
Não ajudarás os pobres, se eliminares os ricos.
Não poderás criar estabilidade permanente, baseado em dinheiro emprestado.
Não evitarás dificuldades, se gastares mais do que ganhas.
Não fortalecerás a dignidade e o ânimo, se subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade.
Não poderás ajudar aos homens de maneira permanente, se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios.

– Abraham Lincoln

Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.

Adrian Rogers

É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.
Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

– Adrian Rogers, 1931

Impostos em cascata penalizam o setor produtivo e o consumidor.

Diversos tributos no país tem efeito cascata, reincidindo varias vezes sobre o mesmo produto nas diversas etapas entre ser produzido e chegar ao consumidor.

O imposto sobre o óleo diesel é um deles, imposto que hoje beira 43% do litros desse combustível.

Já que o diesel no Brasil, por lei só pode ser usado em utilitários, maquinas agrícolas, industriais e transporte pesado (caminhões, trens e navios) que se zere esse imposto.

Isso vai reduzir o custo direta e indiretamente, pois incide em varias etapas da produção, aumentando o custo do produto em cada uma delas.

Um exemplo claro são produtos agrícolas. O uso desse combustível vai desde as operações agrícolas diretas no campo, depois no fretes da produção ate o armazém ou indústria de transformação e no transporte do mesmo ate o mercado consumidor. Ainda sendo usado na produção e transporte de insumos agrícolas necessários para produzir alimentos e bio combustíveis e influenciando na construção da infra estrutura do país (estradas, ferrovias e portos) que se eficientes reduzirão significativamente os custos de produção no país.

Nos EUA  o diesel para agropecuaria é isento de tributo, lá vendido com um corante diferente para evitar fraudes, ja que carros de passeio por la tem motores diesel tambem. E a fiscalização é rigorosa aliada a educação e respeito da maioria da população

Alem do imposto estratosférico sobre o diesel no Brasil, o mesmo é de péssima qualidade.

Na Europa, por lei, o indice permitido de enxofre no diesel, é de 50 partes por milhão (ou 50 miligramas por quilograma). Porem a média que se encontra por lá, é algo em torno das 65 e nos piores casos 80 partes por milhão, o que é “tecnicamente aceitável.
Na Argentina, o índice sobe bastante. A melhor média ficou na casa das 130 partes por milhão, e os piores casos chegando a 180 partes por milhão! Diferença gigantesca se comparados aos niveis europeus. Mas, e no Brasil? Pais onde tudo termina em pizza, onde até no futebol tem corrupção.. Alguem ai arrisca um palpite? Dificil é identificar melhores e piores níveis, dentro de uma media ABSURDA de enxofre no diesel brasileiro: 1800 (mil e oitocentas) partes por milhão.
É necessário tornar a alíquota dos impostos de acordo com a realidade da destinação dos mesmo.

Ja que estão torrando o dinheiro dos impostos com corrupção e crimes e não com obras de infra estrutura, educação e saúde é imperativo zerar esses impostos!

Com isso a economia iria crescer muito e de maneira verdadeiramente sustentável, que é alicerçada nos pilares do livre mercado e do estado de direito.

Os preços minimos estatais estão matando o livre mercado no país.

O sistema de preço mínimo só serve para desregular e manipular as leis de mercado e o livre mercado que é base de toda economia saudável, piorando a situação da agropecuária nacional a médio e longo prazo.

O governo o usa a política de preços mínimos para manipular e ter poder de controlar os produtores rurais, inocentes úteis, mantendo o preço da comida barata para agradar a seus eleitores, a massa de manobra. Isso é populismo socialista e nós arcamos com isso.

Assim vamos sobrevivendo sempre do mínimo, sendo mantidos reféns do governo sempre, pois acatamos suas “ordens” indiretas e continuamos a produzir apenas com falsas palavras de apoio na hora do plantio. E na hora da colheita ficamos com o mínimo apenas para sobreviver enquanto os lideres socialistas se esbaldam com nossos impostos e com a garantia de votos de suas massas de manobra. Assim o governo alimenta suas hienas e mantêm as pessoas de bem no cabresto, na rédea curta, traçando um caminho sem volta, pois ao produzirmos algo indiscriminadamente, sem olhar para leis de oferta e procura, acabamos por minar outros produtos pela falta de concorrência, criando um círculo vicioso onde tudo ficará inviável em algum momento, e nessa hora o governo nos “executará”.

Um exemplo é o milho. Anos e anos acreditando nas promessas e manipulações do governo e produzindo mesmo com estoques hiper inflados e manipulados pela CONAB, mais uma estatal socialista, safra e safrinha… Produzir, produzir e produzir sem se preocupar com as leis de mercado (oferta e demanda) e com a infra estrutura disponível. Agora na safra de verão a soja vai sentir a conseqüência do milho devido à falta de concorrência entre as culturas e assim inflando seus estoques. Devido há inviabilidade do milho, há uma migração em massa para soja por parte da maioria dos produtores.

Logo essa endemia encontrará uma terceira, quarta ou quinta cultura, sucessivamente, formando um ciclo vicioso, inviabilizando-as devido a perda de competitividade das mesmas, safra à safra. Com isso vamos cavando nossa cova, acreditando nas medidas keynesianas, no socialismo esquerdopata e nas promessas repetitivas dos governos estalinistas.

Sem profissionalismo nos negócios, sem planejamento, gestão e conhecimento das leis de mercado e da realidade política, o livre mercado vai se deteriorar cada vez mais para alegria dos projetos de Fidel Castro e para falência total da nação e da democracia.

Sem planejamento continuaremos operando como numa montanha russa (soviética, para usar o termo correto), hora com o governo “implorando” para que se plante milho neste país com suas falsas promessas e hora com o produtor rezando para encontrar uma forma de sobreviver com uma receita que sequer cobre seus custos, ficando refém de “favores” estatais que custam caro tanto financeiramente como legalmente.

Precisamos rever conceitos, práticas e principalmente a falta de ideologia política de direita no Brasil. Não existe democracia e Estado de Direito sem duas correntes ideológicas disputando as eleições. Aliás, correntes ideológicas que respeitem a democracia e o Estado de Direito, e não um bando de abutres comunistas tiranos que só querem usar a democracia para chegar ao poder de forma escusa e destruir a mesma.

Governo petista: pior do que praga.

(Artigo referente aos problemas vividos na safra de grãos de 2010, porem o foco mensagem continua atual, avisto que o problema prossegue ano após ano.)

Na Carne

Há mais ou menos um ano atrás a propaganda eleitoral da então candidata a presidência da república, Dilma Rousseff, dizia que o brasileiro estava ganhando mais, comendo melhor e até carne no prato tinha. Todas essas coisas eram graças ao governo Lula, do qual Dilma era ministra. Passado um ano, a inflação é de 13% e o PIB cresceu apenas 3,4%. Logo vamos ter aumento nos preços, que cedo ou tarde vai ser repassado ao consumidor e o consumidor que mais vai sentir isso na carne é o da neo-classe média ou da velha classe média.

A reportagem exibida no programa da Rede Globo  Bom Dia Brasil, do dia 08 de dezembro de 2011, mostra que o preço da carne bovina em São Paulo subiu 10% e o filé mignon está quase 30% mais caro. E aí, Senhora Presidente? O povo tá comendo carne mesmo? Porque a equação é simples: aumento no preço, diminuição no prato.

Link da matéria: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/12/preco-da-carne-sobe-muito-no-final-do-ano-e-assusta-consumidores.html

Veja mais em:
http://noticias.r7.com/videos/inflacao-alta-afeta-preco-da-carne-bovina/idmedia/4ee140ee92bb67c0a103976d.html

http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1204179

Voto Obrigatório

Pagar impostos me dá o direito de utilizar o SUS, mas não me obriga. O mesmo vale para a educação pública, para a biblioteca pública, para os bancos do governo. E por aí vai. Mas existe no Brasil um “direito” curioso, que é o direito ao voto. Diferente dos primeiros citados, que criam uma obrigação por parte do Estado de fornecer um serviço, o “direito” ao voto cria também uma obrigação ao cidadão de se tornar eleitor. Deixa de ser um direito, torna-se uma imposição. Uma agressão à liberdade, um dos mais caros direitos civis. Um dos mais importantes institutos da civilização ocidental.

Por conta dessa intromissão do Estado em nossa liberdade, surgiu um fenômeno lamentável: o suposto “voto de protesto”. Palhaçada. Piada contada por centenas de milhares de palhaços que contribuiram à eleição de Tiririca, Popó, et caterva. Afinal de contas, “Pior que tá, não fica”, não é mesmo?

A obrigatoriedade do voto, a meu ver, busca criar certa consciência cívica na população. Besteira. Essa consciência deve ser construída sobre o respeito que a instituição eleitoral deve conquistar, através da idoneidade e alinhamento ideológico claro dos partidos políticos. Na prática, impor o voto apenas obriga a população a escolher o menos pior. Ou perder tempo indo às urnas para votar em branco e ser excluído do processo, já que esses não são incluídos na contagem, então é como se a pessoa não tivesse votado.

Infelizmente o brasileiro não se importa com seus direitos civis. Tendo comida na mesa e um futebol no fim de semana, a liberdade passa a ser apenas uma questão banal, um instituto piegas, um substantivo bonito para preencher discursos. Prova disso são os constantes projetos de censura por parte do PT: Poucos conhecem, e desses alguns apoiam. Liberdade de expressão para que? Aliás, liberdade para que? Se nenhum dos políticos te agrada, vote mesmo assim!

Já passou da hora de o Brasil amadurecer nesse sentido. A população é tratada como uma criança que não sabe fazer escolhas, por isso deve ser obrigada a certas coisas. Mas na hora de legitimar essa corja que está no poder, logo a opinião dessa criança vale muito. Não ao voto obrigatório. Palhaçada, a partir de hoje, apenas no picadeiro. Nunca nas urnas.