A demência espacial e as ditaduras de esquerda

Fidel Castro, ex-senhor feudal da “democracia” cubana.

São várias as explicações que se dá à demência espacial. Uma delas é a de que o ser humano, na imensidão do espaço sideral, sente-se insignificante perto da grandiosidade daquilo que o rodeia, caso deixado muito tempo no espaço. Os sintomas podem variar, sendo um deles um impulso suicida. A existência dessa doença é questionada, mas é presente na ficção científica. E esse é apenas o primeiro ponto em comum com os delírios esquerdistas, a ficção. Mais sobre isso depois.

A implantação de qualquer regime autoritário de esquerda segue um roteiro curioso, quase sempre comum. Normalmente são insurgências contra regimes autoritários. Pode parecer bom em um primeiro momento, mas é aí que mora o maior perigo. “Em nome da democracia” a população é convocada. E ao desejo por democracia, a população responde. E em torno do ideal democrático o ideal revolucionário ganha corpo. A partir desse momento a democracia torna-se apenas um detalhe. A revolução ganha um corpo tão grande que tudo passa a ser sacrificado em seu nome: inclusive a democracia. Pode-se inferir do pensamento de Edmund Burke que o ideal democrático, se não convertido em instituições e ações sociais concretas, seria apenas uma palavra que levaria a população em direção ao caos¹. E exatamente isso acontece. Mesmo após a implantação de uma ditadura Lenin dizia que a URSS era “muito mais democrática” que qualquer nação ocidental. Fica claro que o significado da palavra se perdeu, mas mesmo assim continua sendo usado para manipular a população ao caos que se desejar.

Junto com a revolução crescem outras figuras: O Estado, o líder da revolução, os mártires da revolução. O Estado passa a interferir em cada aspecto da vida do “cidadão”, evitando assim colocar em risco a revolução. Qualquer coisa que não cheirar a revolução é duramente reprimida. Então aqueles que primeiro a trouxeram à tona passam a ser obrigatoriamente glorificados: ganham porte de gigantes. Não fosse o inconveniente, provavelmente teriam verdadeiros colossos em sua homenagem.

Mas isso não basta. Para a submissão total do indivíduo ao coletivo é necessário que o Estado demonstre poder. Marchas militares são comuns para que fique clara a força que paira sobre o cidadão. A violência do Estado, em nome da revolução, passa a ser banal, afinal de contas, o indivíduo é agora insignificante.

E, assim como o homem que por muito tempo é esquecido no espaço, o indivíduo é agora minúsculo quando comparado com as grandes estrelas da revolução e do Estado. A imensidão da coletividade o engole e, ciente de sua insignificância, ele agora está pronto para oferecer tudo em nome de seu melancólico ideal: sua vida, sua família, seus amigos. Tudo ocorrendo numa verdadeira demência coletiva, impregnada pelo medo, com apenas um destino possível: o caos.

¹ Pires Ferreira, Lier; Guanabara, Ricardo; Lombardo jorge, Vladimyr: Curso de Ciência Política – Grandes autores do pensamento político moderno e contemporâneo; 2ª edição;

Anúncios

Dilma e a ‘faxina’…


A presidente Dilma Rousseff vai completar um ano de mandato em janeiro e goza de uma boa popularidade. Mas pelo jeito não tem a mesma sorte com seus ministros, pois 7 ministros já pediram demissão, após denúncias de corrupção ou desentendimento com o Planalto. Já a mídia por sua vez acabou dando os louros para a presidente, até falaram  que ela fez uma ¨faxina¨ nos ministérios. Mas o que de fato aconteceu, os outros ministros saíram por medo das investigações e não por vontade de Dilma Rousseff.

Para tentar contornar a situação, o planalto promete uma reforma ministerial para 2012. Não se sabe ao certo quando e como ela irá acontecer, mas que um dos objetivos é enxugar a máquina pública, cortando gastos e unificando algumas pastas.

As críticas que ficam são as seguintes: a presidente não poderia ter escolhido melhor seus ministros no começo do ano? Por que colocou gente que já tinha tido problemas com corrupção e outras atividades ilegais e antiéticas?As investigações a respeito das denúncias vão prosseguir? Caso culpados,eles vão pagar pelos crimes? Não adianta apenas tirar o ministro,mas sim investigar,ir até as ultimas conseqüências,mas caso contrário vamos ver mais denúncias e outros ministros caindo em outras pastas e poucas respostas

Vamos relembrar os que se foram:

O primeiro ministro a cair foi Antonio Palocci, que já havia sido obrigado a deixar o Ministério da Fazenda em 2006 (governo Lula), depois que foi acusado de quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo. Em 2010 foi chamado pela presidente Dilma para comandar o Ministério da Casa Civil, porém foi obrigado novamente a deixar o governo, pois não soube explicar como aumentou seu patrimônio em 20 vezes durante os 4 anos que esteve na Câmara e acabou entregando sua carta de demissão no dia 7 de Junho.

Alfredo Nascimento foi o segundo ministro a pedir demissão, após a Revista Veja publicar denúncias que ligavam a sua pasta em um esquema de propina. Alfredo pediu demissão no dia 6 de julho e já estava no cargo desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula.

Com uma série de declarações polêmicas, Nelson Jobim deixou o Ministério da Defesa no dia 4 de agosto. Entre as declarações polêmicas, Jobim disse que achava a Ministra Ideli Salvati ¨fraquinha¨ e que Gleisi Hoffman, substituta de Palocci na Casa Civil e casada com o Ministro Paulo Bernardo, não conhecia Brasília.

Denúncias de corrupção no Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), entre elas o pagamento de propina em troca de contratos e favorecimentos em dinheiro para  financiar campanhas eleitorais, fizeram com que o então Ministro da Agricultura Wagner Rossi deixasse o cargo no dia 17 de agosto.

A denúncia feita pela Folha do Estado de S.Paulo dizia que o Ministro do Turismo, Pedro Novais, teria usado o dinheiro da Câmara para pagar o salário da governanta do seu apartamento em Brasília e depois em agosto ele teve seu nome envolvido com outra polêmica: o secretario de seu ministério foi preso na operação Voucher, da PF, suspeito da liberação irregular de verba para a ONG Ibrasi. No dia  14 de setembro, Pedro Novais, assim como os outros ex-ministros de Dilma, entregou sua carta de demissão e já tinha passado por outro imbróglio quando pediu o ressarcimento da Câmara de R$2.156  por despesas em um Motel de São Luis (MA).

Conhecido na mídia pela sua pasta desde o governo Lula e problemas relacionado com uso de cartão coorporativo para comprar tapiocas, Orlando Silva começou a balançar no governo Dilma, logo após denúncias públicas pelo Estadão, que apontavam irregularidades no Programa Segundo Tempo, que teria sido convertido em um esquema para financiar o PCdoB, partido de Orlando. Em outubro novas denúncias surgiram, dessa vez colando Orlando como responsável num suposto esquema de desvio de dinheiro e cobrança de propina, o ministro negou as acusações e prestou esclarecimentos por três vezes ao Congresso, mas sua situação se tornou instável e assim como os outros ministros de Dilma pediu demissão no dia 26 de Outubro.

Carlos Lupi talvez o seja o mais polêmico de todos a cair. Assim como Orlando, Lupi era um veterano no seu ministério, o ministério do trabalho, posto que também ocupava desde o governo Lula. Mas, novamente as denúncias foram a respeito de cobranças de propina. O então ministro não soube explicá-las ao Congresso. Mesmo dizendo que só deixaria o ministério à bala e depois declarar seu amor a Dilma, Lupi entregou sua carta de demissão no dia 4 de Dezembro, num domingo, mesmo domingo que coincidiu com a rodada final do Campeonato Brasileiro de futebol. Talvez tenha sido uma data estratégica, pois boa parte da população não deu destaque ao fato.

 Entre mortos e feridos, o Brasil sofre

Em apenas um ano 7 ministros pediram demissão, com exceção de Nelson Jobim que saiu por fazer criticas ao governo e ter algumas opiniões contrárias. Os outros 6 caíram por denúncias de CORRUPÇÃO. Muitas delas vinham desde o governo Lula,pior são nomes como o de Antonio Palocci, que já havia tido problemas no antigo governo e foi chamado para compor esse novo. Pelo visto temos um “novo” governo com velhos problemas.

Já as denúncias dificilmente vão ser investigadas ou explicadas. Até agora Palocci não disse como aumentou seu patrimônio, muito menos Orlando, Lupi e companhia explicaram as denúncias de cobrança de propina e desvios de dinheiro público.
Que Deus ilumine a cabeça de Dilma Rousseff nas próximas escolhas dela, pois já demonstrou não ter sorte ou competência para cravar boas decisões.

Custo Brasil, Preço dos Grãos e o custo de produção.

Novamente o agro negocio vive uma ótima fase com preços das commodities aquecidos devido a fatores mercadológicos mundiais.  Seria motivo de muita comemoração no Brasil se não fosse por alguns percalços ocorridos no nosso país.

Convivemos com sérios problemas de infra-estrutura, causados pela má administração publica que age com descaso e nos faz perder muito dinheiro, com isso surgiu o fator Custo Brasil.

O Custo Brasil é um termo genérico, usado para descrever o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, ideológicas e econômicas que encarecem o investimento no Brasil, dificultando o desenvolvimento nacional, aumentam o desemprego e o trabalho informal e a sonegação de impostos e a evasão de divisas. Alguns exemplos de como se constitui o Custo Brasil são:

  • Corrupção administrativa elevada.
  • Monopólios estatais na economia, eliminando a concorrência.
  • Déficit público elevado.
  • Legislação ambiental restritiva e inibidora do desenvolvimento.
  • Constituição e leis cerceadoras da livre-iniciativa.
  • Impossibilidade e dificuldades de entrada de capitais externos em diversos setores.
  • Burocracia excessiva para criação de uma empresa.
  • Um dos piores sistemas educacionais do mundo.
  • Incerteza política e ideológica crônica.
  • Manutenção de taxas de juros reais elevadas.
  • Spread bancário exagerado (um dos maiores do mundo).
  • Baixa eficiência portuária, com taxas elevadas e tempos de carga e descarga excessivos.
  • Burocracia excessiva para importação e exportação, dificultando o comércio exterior.
  • Carga tributária excessiva.
  • Custos trabalhistas excessivos, devido a uma legislação trabalhista obsoleta.
  • Altos custos do sistema previdenciário.
  • Legislação fiscal complexa, dando margem a subterfúgios que tornam as operações desnecessariamente complexas e arriscadas.

Apesar da prevalência do termo, não há um indicador específico associado ao conceito. O termo é usado geralmente de forma qualitativa, sendo impossível quantificar de forma exata quando representa o Custo Brasil.

O custo Brasil é real e pesa consideravelmente nos custos de insumos e produtos afetando os preços de forma significativa e prejudicial.

Contudo, o problema em questão é que o Custo Brasil se tornou um forte argumento de fornecedores de insumos agrícolas para justificarem altas “absurdas” e de forma rotineira em tempos de alta das commodities, isso ocorre, pois o custo Brasil se da de forma indireta, não tendo uma forma concreta de mensuração ou calculo para ser controlado ou mensurado de forma exata, servindo assim como argumento de validação para “reajustes mal explicados”. Um exemplo claro ocorreu essa semana, um fertilizante NPK na formula 08-18-18 estava 820 reais a tonelada, essa semana sofreu reajuste de 28%, saltando para 1050 reais a tonelada.

O que deixa os produtores indignados é que eles sempre têm algum “bom” argumento para justificar essas altas. Quando o dólar sobe, os insumos são reajustados pela alta do dólar, mas quando o dólar cai esses mesmo insumos não sofrem reajustes proporcionais à queda ou nem mesmo tem alteração nos seus preços, isso quando não tem alta, que no caso é justificado da seguinte forma: – “o dólar caiu, mas o custo Brasil subiu e por isso o insumo X teve alta ou impediu a baixa do preço”.

Eu não estou dizendo que o custo Brasil não incida sobre os produtos, pelo contrario, tenho plena certeza do tamanho da incidência dele sobre esses fornecedores gerando problemas e prejuízos aos mesmos e a todos nós, porem, eles tem usado isso de forma abusiva, pois o custo Brasil que conhecemos não oscilou nas proporções da variação cambial ou da alta doa commodities para justificar esses aumentos.

Vou dar mais alguns exemplos práticos aqui para fundamentar e abrir um debate sobre o tema buscando esclarecer e corrigir essas “discrepâncias”. Há alguns anos, no exato dia em que o dólar chegou a 4,01 reais eu fiz uma compra de herbicida Roundup Original em uma revenda tradicional da minha região, o qual paguei 5,80 reais por litro. Hoje esse mesmo produto esta acima de 13 reais na mesma revenda, alta de mais de 125% e nessa época a soja estava beirando os 50 reais, hoje mesmo com a saca a 45 reais, que é um ótimo preço, ainda sim 10% abaixo do preço da época em que comprei o produto, e o dólar 56% mais baixo, na casa de 1,70 R$. Mesmo assim o preço desses insumos veio subindo constantemente, mesmo com a queda do dólar e quando a soja, milho e trigo chegaram a preços absurdamente abaixo do custo de produção, Milho a 9 R$, Soja a 18 R$ e trigo a 15 R$ sendo esses preços na minha região. Para se ter uma idéia, em países vizinhos encontramos produtos similares ao roundup por 2 $ o litro, que hoje não custaria 4 R$, o mesmo acontece com outros insumos e maquinas.

Nesse intervalo de tempo, em algumas ocasiões, para “disfarçar” as altas absurdas constantes os produtos tinham queda nos preços, desproporcionais a realidade cambial e aos fatores mercadológicos, apenas para conter e acalmar os “ânimos” dos produtores e entidades afins, geralmente após uma alta considerável, por exemplo, de 50%, após um relativo curto período de tempo, ocorria um reajuste negativo de 15%, desproporcional a realidade econômica vivida no momento em questão, deixando uma falsa impressão de alivio em muitos, sendo que na realidade o produto tinha encarecido 35% sem reais motivos explícitos a todos. Muitas vezes também usam a alta dos commodities como argumento, mas o aumento de preços dos insumos geralmente não tem proporcionalidade nesse aspecto também.

Devemos nos conscientizar, informar e participarmos ativamente junto de entidades do setor que estão ai para nos apoiar e cobrarmos de nossos representantes políticos atitudes  em relação a esse câncer chamado Custo Brasil que da margem para tantos problemas a todos nós, muitos dos quais verídicos que afetam verdadeiramente a empresas e produtores, mas também que dão margem para justificar alguns abusos e irregularidades.

Para encerrar com outro exemplo que reforça a situação, vai uma comparação que foi usada em panfletos distribuídos durante o protesto Grito do Ipiranga:

Alerta do Campo

Confira as variações de preços em reais de alguns produtos que proporcionaram a crise na agricultura Brasileira!!!

Produto/Moeda

2002

2006

Variação

Dólar

3,02 R$

2,05 R$

-47%

Diesel

0,83 R$

1,98 R$

+138%

Adubo

498,50 R$

700,00R$

+40%

Soja

43,00 R$

19,00 R$

-126%

1000 SACAS DE SOJA EM 2002 COMPRAVAM:

DIESEL

51.807 LITROS

ADUBO

86 TONELADAS

1000 SACAS DE SOJA EM 2006 COMPRAM:

DIESEL

9.600 LITROS

ADUBO

27 TONELADAS

O panfleto distribuído nas estradas pelos produtores durante o protesto encerrava com a mensagem “E ainda Vamos continuar Plantando??? Não, não vamos!! Quem votou no Lula que morra de fome!”.

O BRASIL VIVE UMA DITADURA BRANCA, POR OMISSÃO DA MAIORIA. O POVO ANESTESIADO PELA POLÍTICA DE PÃO E CIRCO NÃO SE MOBILIZA E DEIXA TUDO NAS MÃOS DE POPULISTAS PILANTRAS. ESSA SITUAÇÃO É INSUSTENTÁVEL COMO UM CÂNCER, EM ALGUM MOMENTO ELE VAI SE CONSUMIR E MATAR O PAÍS.

Liberdade Econômica x Corrupção

Contribuição de Lucas Amaro para o blog Direitas Já!:

É evidente que existem dezenas de fatores sociais, culturais e políticos que podem tornar um país mais ou menos corrupto. Porém, algo que é possível perceber é a relação entre a falta da liberdade econômica e a corrupção.

Índice de Liberdade Econômica, 2010.

O gráfico acima representa o Índice de Liberdade Econômica de 2010, criado pela Heritage Foundation.  Quanto mais azulada for a imagem do país, mais livre é sua economia. O índice não tem dados sobre os países com tonalidade cinza.O índice faz uma média entre a liberdade de negócios, liberdade de comércio, liberdade fiscal, gastos governamentais, liberdade monetária, liberdade de investimento, liberdade financeira, direitos de propriedade, corrupção e liberdade de trabalho.Os dez melhores colocados são, respectivamente, Hong Kong, Singapura, Austrália, Nova Zelândia, Irlanda, Suíça, Canadá, Estados Unidos, Dinamarca e Chile.Índice de Percepção de Corrupção, 2010.

Índice de Percepção de Corrupção

Este outro gráfico representa o Índice de Percepção de Corrupção de 2010, criado pela Transparency International. Quanto mais azulada for a imagem do país, menos corrupto ele é, segundo os dados.

Os dez melhores colocados são, respectivamente, Nova Zelândia, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Singapura, Noruega, Holanda, Austrália, Suíça e Canadá.

É possível ver semelhanças nos dois índices. Por exemplo, nos dois top 10 encontramos Singapura, Austrália, Nova Zelândia, Suíça, Canadá e Dinamarca.

Pode ser considerado coincidência esse fato? Como eu disse anteriormente, inúmeros fatores sociais, culturais e políticos podem influenciar para aumentar ou não a corrupção. Porém, é evidente a semelhança entre os dois índices.

Mas porque será que isso acontece?

É possível encontrar países escandinavos bem colocados nessa lista, que são (equivocadamente) considerados socialistas. Porém, como a Heritage demonstra, a iniciativa privada e os princípios liberais podem sim ser encontrados nesses países, muito mais do que no Brasil e vários outros países ao redor do globo.

No geral, pecam com a carga tributária e com os gastos governamentais, porém, o setor privado tem uma admirável liberdade para trabalhar.

O Estado, quando precisa de dinheiro, pode tributar ou providenciar a impressão de ainda mais. Quem acaba por ter pagar a conta é a iniciativa privada: desde donos de pequenos mercadinhos até empresas gigantescas e seus funcionários… ou seja, você.

Então, o que podemos concluir com isso? O Estado muito presente em muitas áreas da sociedade leva à corrupção, pois muito dinheiro público irá passar por suas mãos, em diversas áreas diferentes. Quando o Estado cuida de poucas áreas e o setor privado passa a desenvolver as outras é dinheiro privado que está sendo utilizado. Geralmente, as pessoas administram mais seriamente recursos quando eles são seus, pois seus erros trarão prejuízos a si mesmo.

Sem contar que com o Estado intervindo na Economia frequentemente surge o protecionismo, o monopólio e o cartel, protegendo imoralmente determinadas empresas em detrimento de outras.

Portanto, aumentar a liberdade econômica é um importante passo para diminuir a corrupção, pois assim aloca-se mais eficientemente os recursos (com um sistema de lucro ou prejuízo), evitando assim desperdícios, o que inclui gastos desnecessários e dinheiro desviado que terá que ser reposto pelas empresas e pelos contribuintes.

A Teoria Materialista da História

Texto “A Teoria Materialista da História”, de Gilbert Keith Chesterton:

A teoria materialista da história – que afirma que toda a política e a ética são expressões da economia – é uma falácia, de fato, muito simples. Ela consiste, simplesmente, em confundir as necessárias condições de vida com as normais preocupações da vida, que são coisas muito diferentes. É como dizer que porque o homem pode andar somente sobre duas pernas, então, ele só pode caminhar se for para comprar meias e sapatos. O homem não pode viver sem os amparos da comida e da bebida, que os suporta sobre duas pernas; mas, sugerir que esses têm sido os motivos para todos os seus movimentos na história é como dizer que o objetivo de todas as suas marchas militares ou peregrinações religiosas deve ter sido a Perna Dourada da Senhora Kilmansegg ou a perfeita e ideal perna do Senhor Willoughby Patterne. Mas, são esses movimentos que constituem a história da espécie humana e sem eles não haveria praticamente história. Vacas podem ser puramente econômicas, no sentido de que não podemos ver que elas façam muito mais do que pastar e procurar o melhor lugar para isso; e essa é a razão pela qual a história das vacas em doze volumes não seria uma leitura estimulante. Ovelhas e cabras podem ser economistas em suas ações externas, pelo menos; mas, essa é a razão das ovelhas dificilmente serem heróis de guerras épicas e impérios, importantes suficientes para merecerem uma narração detalhada; e mesmo o mais ativo quadrúpede não inspirou um livro para crianças intitulado Os Feitos Maravilhosos das Cabras Galantes.

Mas, com relação a serem econômicos os movimentos que fazem a historia do homem, podemos dizer que a história somente começa quando os motivos das ovelhas e das cabras deixam a cena. Será difícil afirmar que os Cruzados saíram de suas casas em direção a uma horrível selvageria da mesma forma que as vacas tendem a ir das selvas para pastagens mais confortáveis. É difícil afirmar que os exploradores do Ártico foram em direção ao norte imbuídos dos mesmos motivos materiais que fizeram as andorinhas ir para o sul. E se deixarmos, de fora da história humana, coisas tais como todas as guerras religiosas e todas a aventuras exploratórias audaciosas, ela não só deixará de ser humana, mas deixará de ser história. O esboço da história é feito dessas curvas e ângulos decisivos, determinados pela vontade do homem. A história econômica não seria sequer história

Mas há uma falácia mais profunda além deste fato óbvio; os homens não precisam viver por comida meramente porque eles não podem viver sem comida. A verdade é que a coisa mais presente na mente do homem não é a engrenagem econômica necessária a sua existência, mas a própria existência; o mundo que ele vê quando acorda toda manhã e a natureza de sua posição geral nesse mundo. Há algo que está mais próximo dele que a sobrevivência e esse algo é a vida. Pois, tão logo ele se lembre qual trabalho produz exatamente seu salário e qual salário produz exatamente sua refeição, ele reflete dez vezes que hoje é um dia lindo, ou que este é um mundo estranho, ou se pergunta se a vida vale a pena ser vivida, ou se seu casamento é um fracasso, ou se ele está satisfeito ou confuso com seus filhos, ou se lembra de sua própria juventude, ou ele, de alguma forma, vagamente revê o destino misterioso do homem.

Isso é verdade para a maioria dos homens, mesmo para os escravos assalariados de nosso mórbido industrialismo moderno, que pelo seu caráter hediondo e sua desumanidade tem, realmente, posto a questão econômica em primeiro plano. É muito mais verdade para os numerosos camponeses, caçadores e pescadores que constituem a massa real da humanidade. Mesmo aqueles áridos pedantes, que pensam que a ética depende da economia, devem admitir que a economia depende da existência. E nossos devaneios e dúvidas cotidianos são sobre a existência; não sobre como podemos viver, mas sobre porque vivemos. E a prova disso é simples; tão simples quanto o suicídio. Vire o universo de cabeça para baixo em sua mente e você virará todos os economistas de cabeça para baixo. Suponha que um homem deseje morrer e que o professor de economia se torne um tédio com sua elaborada explicação de como ele deve viver. E todas as iniciativas e decisões que fazem do nosso passado humano uma história têm esse caráter de desviar o curso direto da pura economia. Tal como o economista deve ser desculpado por calcular o salário de um suicida, ele deve também ser desculpado por prover uma pensão de aposentadoria para um mártir. Tal como ele não precisa se preocupar com a pensão de um mártir, ele não deve se preocupar com a família de um monge. O plano do economista é modificado por insignificantes e variados detalhes como no caso de um homem ser um soldado e morrer pelo seu próprio país, de um homem ser um camponês e amar especialmente sua terra, de um homem ser mais ou menos influenciado por qualquer religião que proíba ou permita isso ou aquilo. Mas tudo isso se resume não a um cálculo econômico sobre despesas, mas a uma elementar consideração sobre a vida. Tudo isso se resume ao que o homem fundamentalmente sente, quando ele contempla, dessas janelas estranhas que ele chama os olhos, essa estranha visão que ele chama o mundo.

Gilbert Keith Chesterton

Quer conhecer mais da vida e obra de G. K. Chesterton?
Acesse: http://www.chestertonbrasil.org/ 

Mensagem ao homem do povo…

Mensagem ao homem do povo e aos homens que dirigem o povo, para se viver numa grande nação:

Abraham Lincoln, abolicionista e décimo sexto presidente dos Estados Unidos.

Não criarás a prosperidade, se desestimulares a poupança.
Não fortalecerás os fracos, por enfraqueceres os fortes.
Não ajudarás o assalariado, se arruinares aquele que o paga.
Não estimularás a fraternidade humana, se alimentares o ódio de classes.
Não ajudarás os pobres, se eliminares os ricos.
Não poderás criar estabilidade permanente, baseado em dinheiro emprestado.
Não evitarás dificuldades, se gastares mais do que ganhas.
Não fortalecerás a dignidade e o ânimo, se subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade.
Não poderás ajudar aos homens de maneira permanente, se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios.

– Abraham Lincoln