Voltaire

François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire nasceu em Paris, 21 de novembro de 1694 e faleceu na mesma cidade em, 30 de maio de 1778 aos 83 anos de idade. Ele foi filho de um tabelião e sua mãe era uma aristocrata que faleceu durante o parto. Durante sua infância revelou seu lado poético e seu talento literário.

Voltaire foi um grande admirador das ideias políticas de John Locke e por sempre gostar de dizer o que pensa foi preso duas vezes e precisou refugiar-se na Inglaterra. Ele combatia a intolerância religiosa e principalmente a intolerância aos mais diversos tipos de opinião. É dele a frase “Não concordo com nenhuma das palavras que me diz, mas lutarei até com minha vida se preciso for, para que tenhas o direito de dizê-las”.

As ideias defendidas por ele faz parte de um pensamento conhecido como Liberalismo. Ele foi uma das figuras mais importantes do Iluminismo e seus livros foram lidos por toda a Europa. Durante sua vida foi autor de cerca de 70 obras literárias dentre as quais podemos citar: Édipo, Cartas filosóficas, Tratado de metafísica, entre outras.

Voltaire, contudo, não era contra a monarquia. Ele, porém condenava o comportamento arbitrário, pois para ele o monarca deveria se conduzir pela razão. Ele acreditava que um monarca, por maior que fosse ele, não deveria punir um servo, sem que antes este passasse por todos os processos legais e só após esse processo fosse executada a pena e esta deveria estar prevista em lei.

Acreditava também que príncipes deveriam ser aconselhados por filósofos, pois somente assim eles conseguiriam fazer seus súditos felizes, concedendo aos mesmos liberdade para que estes aceitem de bom grado a tutela do monarca.

Voltaire introduziu várias reformas na França, como a liberdade de imprensa, tolerância religiosa, tributação proporcional e redução dos privilégios da nobreza e do clero. Ele foi o homem mais influente do século XVIII e durante a sua vida aconselhou vários monarcas.

Em fevereiro de 1778, já aos 83 anos, Voltaire retornaria a Paris pela primeira vez em 20 anos, para assistir a estréia da sua última tragédia, Irene. A viagem de 5 dias foi demais para alguém de sua idade, e crendo estar próximo da morte no dia 28 deste mesmo mês, escreveu “Moro adorando a Deus, amando meus amigos, não odiando meus inimigos, e detestando a superstição”. No entanto, ele se recuperou e em março assistiu a execução de sua peça.

Ficou doente novamente em 30 de maio de 1778, vindo a falecer. Seu coração e seu cérebro foram embalsamados separadamente, e seu corpo foi levado de volta a Paris e colocado no Panteão, em 11 de julho de 1791, por ordem da Assembléia Nacional. Estimasse que um milhão de pessoas participaram da procissão.

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