Montalembert

Nascido em Londres em 1810, filho de um nobre emigrado francês que servia ao Exército inglês, Charles Forbes René, o conde de Montalembert foi educado por seu avô inglês, James Forbes. Apesar de ser um devoto protestante, o avô Forbes o encorajou a assumir a fé católica de seu pai.

Em 1819, o jovem Montalambert voltou à França para estudar e se formou em Paris no Collège Ste. Barbe, em 1828. No outono de 1830, por sugestão do padre Félicité Robert de Lamennais, ingressou no conselho editorial do L’Avenir, o recém-criado jornal que serviu de órgão do catolicismo liberal na França até 1832, quando o papa Gregório XVI condenou algumas doutrinas que a publicação defendia e esta parou de ser publicada.

Em 1835, Montalembert sucedeu ao pai na Câmara dos Lordes, e foi um membro atuante até o fechamento da casa pela Revolução de 1848. Apesar de ter sido oferecido um cargo como conselheiro de Napoleão III, Montalambert rompeu com o regime quando as terras da família de Orleáns foram confiscadas. Num célebre congresso católico nas Malines, na bélgica em 1863, Montalambert fez duas longas conferências sobre o liberalismo católico, dentre elas “A Igreja livre e o Estado Livre”. Desse dia em diante, Montalambert foi sendo cada vez mais posto de lado – tanto politicamente como dentro da Igreja, pois essa mantinha laços fortes com o regime não liberal. Morreu em 1871.

Por toda a vida Montalambert defendeu a renúncia do poder por parte do Estado, especialmente nos campos da religião e das crenças. Ele se dedicou a causa da independência da educação das mãos do Estado:

“Não quero ser constrangido pelo Estado a crer no que ele acredita ser verdadeiro, pois o Estado não é o juiz da verdade. Todavia, o Estado se limita a me proteger na prática da verdade que eu escolher, ou seja, no exercício da religião que eu professar. Isso é o que constituí a liberdade religiosa no Estado moderno, a saber, um Estado livre, limitado a respeitar e garantir, não só cada cidadão em particular, mas os grupos de cidadãos que se unem para professar e propagar suas crenças, o que significa, as corporações,associações e igrejas.”

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