King

I. Nascimento e família
Nascido numa terça, dia 15 de janeiro de 1929 numa casa de família em Atlanta, Martin Luther King, Jr. foi o primeiro filho homem do reverendo Martin Luther King Sr. e Alberta Williams King. Também nascidos na família King foram Christine, agora Srª. Isaac Farris Sr., e o terceiro filho da família King, o reverendo Alfred Daniel Williams King, já falecido.

Os avós maternos de Martin Luther King Jr. eram o reverendo Adam Daniel Williams, segundo pastor da Igreja Batista Ebenezer, e Jenny Parks Williams. Seus avós paternos eram James Albert e Delia King, agricultores de uma fazenda arrendada em Stockbridge, Georgia.

Casou-se com Coretta Scott, a filha mais nova de Obadiah e Bernice McMurry Scott de Marion, Alabama, em 18 de junho de 1953. A cerimônia de casamento aconteceu no quintal da casa dos Scott em Marion. O reverendo King Sr. realizou o matrimônio, com a Srª. Edythe Bagley, a irmão de Coretta Scott King como madrinha, e o reverendo A.D. King, o irmão de Martin Luther King Jr., como padrinho.

O casamento do Dr. e da Srª. King resultou em quatro filhos:

Yolanda Denise (17 de novembro de 1955, Montgomery, Alabama)
Martin Luther III (23 de outubro de 1957, Montgomery, Alabama)
Dexter Scott (30 de janeiro de 1961, Atlanta, Georgia)
Bernice Albertine (28 de março de 1963, Atlanta, Georgia)

II. Formação e estudos
Filho, neto e bisneto de ministros batistas, Martin Luther King Jr., nomeado Michael King no nascimento, passou seus primeiros doze anos numa casa na Auburn Avenue, que o reverendo Michael King e Alberta Williams King compartilhavam com seus avós maternos, o reverendo Adam Daniel Williams e Jeannie Celeste Williams. Após a morte do reverendo Williams em 1931, seu genro reverendo Martin Luther King Sr. tornou-se o novo pastor da Igreja Batista Ebenezer e gradualmente estabeleceu-se como uma grande figura entre os grupos estaduais e nacionais dos batistas. O filho mais velho passou a referir a si mesmo (e mais tarde a seu filho) como Martin Luther King.

Durante seus anos de graduação no Atlanta’s Morehouse College (1944 to 1948), King gradualmente superou sua relutância inicial de aceitar seu nome herdado. O presidente da Morehouse, Benjamin E. Mays, influenciou o desenvolvimento espiritual de King, encorajando-o a ver a Cristandade como uma força potencial para uma progressiva mudança social. Ele foi ordenado durante seu semestre final na Morehouse, e e nesta época King também tomava seus primeiros passos para o ativismo político. Ele respondeu à onda de violência racial do pós-guerra proclamando em uma carta para o editor do Atlanta Constitution que os negros eram “merecedores dos mesmos direitos básicos e oportunidades dos cidadãos americanos”. Durante seu ano de senior, King filiou-se ao Intercollegiate Council, um grupo de discussão inter-racial para estudantes que reunia-se mensalmente na Emory University de Atlanta.

Depois de deixar a Morehouse, King aumentou seu entendimento sobre o pensamento cristão participando do Crozer Theological Seminary na Pensilvânia de 1948 a 1951. Inicialmente acrítico sobre a teologia liberal, ele gradualmente passou para a neo-ortodoxia de Reinhold Niebuhr, que enfatizada a intratabilidade do mal social. Mesmo que ele tenha continuado a questionar e modificar suas próprias crenças religiosas, obteve excelente desempenho acadêmico e graduou-se como um dos melhores alunos de sua turma.

Em 1951 King começa seu doutorado em teologia sistemática na Escola de Teologia da Boston University. À época em que completava seus estudos de doutorado em 1955, King havia refinado sua excepcional habilidade de buscar em um vasto número de textos filosóficos e teológicos para expressar suas visões com força e precisão. Sua habilidade de inspirar sua oratória com insights teológicos estabelecidos e originais tornou-se evidente na expansão de suas atividades de pregação nas igrejas da área de Boston e na própria Ebenezer, onde ele auxiliava seu pai durante as férias.

Durante sua permanência em Boston, King também conheceu e namorou  Coretta Scott, uma graduada do Antioch College nascida no Alabama que era então uma estudante do Conservatório de Música de New England. Em 18 de junhoe 1953 os dois estudantes casaram-se em Marrion, Alabama, onde a família Scott morava.

III. O boicote do ônibus desencadeia um movimento
Ainda que estivesse considerando buscar uma carreira acadêmica, King decidiu aceitar em 1954 uma oferta para tornar-se o pastor da Igreja Batista da Dexter Avenue em Montgomery, Alabama. Em dezembro de 1955, quando os líderes negros de Montgomery, incluindo Jo Ann Robinson, E.D. Nixon, e Ralph Abernathy formaram o Montgomery Improvement Association (MIA) para protestar contra a prisão da funcionária do NAACP, Rosa Park, por recusar-se a dar seu lugar no ônibus para  um homem branco, King foi escolhido para liderar o novo grupo.

Em seu papel como principal porta-voz do boicote de Montgomery, King utilizou suas habilidades como líder, que ele ganhou de sua experiência e treinamento acadêmico, para criar uma estratégia de protesto que envolvia a mobilização de Black Churches e apelos ao apoio dos brancos. Com o encorajamento de Bayard Rustin, Glenn Smiley, William Stuart Nelson e outros pacifistas veteranos, King também tornou-se um firme defensor dos preceitos de não-violência de Mohandas Gandhi, que ele combinou com idéias do evangelho cristão.

Depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos removeu as leis de segregação dos ônibus no caso Browder v. Gayle no final de 1956, King buscou expandir o movimento não-violento em prol dos direitos civis por todo o sul. Em 1957 ele juntou-se com C. K. Steele, Fred Shuttlesworth eT .J. Jemison para fundar a Southern Christian Leadership Conference (SCLC), com King como presidente, para coordenar atividades em prol dos direitos civis ao longo da região. A publicação do seu primeiro livro, “Stride Toward Freedom: The Montgomery Story” contribuiu mais para a rápida emergência de King como um líder nacional na questão dos direitos civis.

A ascenção de King à fama não se deu sem consequências pessoais. Em 1958 King foi vítima da sua primeira tentativa de assassinato. Ainda que sua casa tenha sofrido ataques a bomba muitas vezes durante o boicote aos ônibus em Montgomery, foi durante uma sessão de autógrafos do seu livro Stride Toward Freedom que Izola Ware Curry o apunhalou com um abridor de cartas.

IV. Colocando os alicerces para a mudança não-violenta
Um dos aspectos principais da liderança de King era sua habilidade de obter apoio de muitos tipos de organizações como sindicatos, organizações pacifistas, organizações reformistas do sul e grupos religiosos. Já em 1956, sindicatos como o United Packinghouse Workers e o United Auto Workers contribuíram para a  Montgomery Improvement Association e ativistas pela paz como Homer Jack alertaram seus associados sobre as atividades da MIA. Ativistas de organizações sulistas como a Highlander Folk School de Myles Horton e Southern Conference Education Fund de Anne Braden estavam em frequente contato com King. Em adição, suas extensivas ligações à National Baptist Convention proveu apoio das igrejas ao longo de toda a nação; e seu conselheiro, Stanley Levison garantiu amplo apoio de grupos e sindicatos judaicos.

O reconhecimento de King da ligação entre segregação e colonialismo resultou em alianças com grupos combatendo a opressão fora dos EUA, especialmente na África. Em março de 1957, King viajou a Ghana a convite de Kwame Nkrumah para participar da cerimônia de independência da nação. Logo após retornar de Gana, King uniu-se ao American Committee on Africa concordando em servir como vice-presidente de um International Sponsoring Committee em uma dia de protesto contra o apartheid na África do Sul. Mais tarde em um evento patrocinado pela  SCLC em homenagem ao líder queniano Tom Boya, King depois articulou as conexões entre a luta por liberdade dos negros americanos com aquelas do exterior: “Estamos todos presos numa inescapável rede de mutualidade.”

Durante 1959 ele aumentou sua compreensão sobre as idéias de Gandhi durante uma visita de um mês à Índia patrocinada pelo American Friends Service Committee. Com Coretta e o historiador da MIA, Lawrence D. Reddick de companhia, King encontrou-se com muitos líderes indianos, incluindo o primeiro ministro Jawaharlal Nehru. Escrevendo após sua volta, King afirmou “Eu deixei a Índia mais convencido do que nunca que a resistência não-violenta é a arma mais potente disponível aos oprimidos em sua luta pela liberdade”.

V. O Movimento se Intensifica
Já no início de 1960 Martin Luther King Jr. mudou-se com sua família, que agora incluía duas crianças, Yolanda e Martin Luther King III, para Atlanta para estar mais próximo à sede da SCLC naquela cidade e tornar-se co-pastor, com seu pai, na Igreja Batista Ebenezer. O terceiro filho de King, Dexter, nasceu em 1961, e o quarto, Bernice, em 1963.

Em 1961-62, o Dr. e a Srª. King ajudaram a liderar protestos contra a injustiça racial em Albany, Georgia.

Durante 1963, King reforçou sua importância dentro da luta dos negros por liberdade através da sua liderança na campanha de Birmingham. Iniciada pela SCLC e seus afiliados, o Alabama Christian Movement for Human Rights, os protestos de Birmingham foram os protestos por direitos civis mais intensos até então. Com a assistência de Fred Shuttlesworth e outros líderes locais negros, e com pouca competição da SNCC e outros grupos de direitos civis, os membros da SCLC puderam orquestrar os protestos de Birmingham para obter o maior impacto nacional possível. A decisão de King de deixar-se prender, intencionalmente, por liderar um protesto em 12 de abril incitou a administração de Kennedy a intervir nos protestos.

Uma “Carta da Cadeia de Birmingham” muito citada demonstrou sua distintiva habilidade de influenciar a opinião pública apropriando-se de idéias da Bíblia, da Constituição e de outros textos canônicos. Durante maio, imagens televisionadas de policiais usando cães e mangueiras de bombeiro contra jovens em protestos geraram um apelo nacional contra os oficiais segregacionistas em Birmingham. A brutalidade dos oficiais de Birminghan e a recusa do governador do Alabama, George C. Wallace, de permitir a admissão de estudantes negros na Universidade do Alabama levaram o presidente Kennedy a introduzir uma nova legislação sobre direitos civis.

O discurso de King em 28 de agosto de 1963 na Marcha de Washington por Empregos e Liberdade que teve mais de 200 mil espectadores, foi o ápice de uma onda de protestos por direitos civis que se estendia até a cidades do norte dos EUA. Fechando seu discurso com observações intempestivas, ele insistia que não havia perdido a esperança:

Eu digo a vocês hoje, meus amigos, mesmo encarando as dificuldades de hoje e amanhã, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraízado no sonho americano… de que um dia esta nação vai se erguer e viver o verdadeiro significado do seu credo: ‘temos estas verdades como auto-evidentes, de que todos os homens são criados iguais.’

Ele apropriou-se das palavras familiares “meu país é o teu” (“My Country ’Tis of Thee”) antes de concluir, “quando deixarmos a liberdade soar, quando deixarmos ela soar em cada vila e cada aldeia, em cada estado e cada cidade, seremos capazes de antecipar aquele dia em que todos os filhos de deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, serão capazes de unir as mãos e cantar as palavras do velho espírito negro, ‘Livre enfim, livre enfim, graças a Deus Todo-Poderoso, somos livres enfim'”.

Ainda que houvesse muita exaltação após a Marcha sobre Washington, menos de um mês depois, o movimento foi agredido por outro ato de violência irrascível. Em 15 de setembro de 1963 a explosão de uma dinamite matou quatro estudantes na Igreja Batista da Sixteenth Street. King fez um elogio (oração funerária) para três das quatro garotas, refletindo, “Elas nos dizem que devemos nos preocupar não só com quem as matou, mas com nosso sistema, o modo de vida, e a filosofia que produziu os assassinos”.

A habilidade de King para focar a atenção nacional nos confrontos orquestrados com autoridades racistas, combinado com sua oração na Marcha sobre Washington de 1963, fez dele um dos mais influentes palestrantes americanos da primeira metade dos anos 60. Nomeado pela revista Time “O Homem do Ano” no fim de 1963, foi premiado com o Nobel da Paz em 1964. A aclamação recebida por King fortaleceu sua posição entre líderes dos direitos civis mas também levou o diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI), J. Edgar Hoover, a estabelecer esforços para acabar com sua reputação. Hoover, com aprovação do presidente Kennedy e do procurador-geral Robert Kennedy, instalou grampos e escutas telefônicas.

Os protestos no Alabama atingiram um ponto crucial em 7 de março quando a polícia atacou o grupo de protestantes no início de uma marcha de Selma ao capitólio em Montgomery. Seguindo as ordens do governador Wallace, a polícia usou gás lacrimogêneo e cacetetes para parar os participantes da marcha depois que cruzaram a Edmund Pettus Bridge (uma ponte) nas periferias de Selma. Despreparado para um confronto violento, King afastou alguns ativistas quando decidiu adiar a continuação da marcha de Selma à Montgomery até ter a aprovação judicial, mas a marcha, que finalmente assegurou a aprovação judicial, atraiu milhares de simpatizantes da causa dos direitos civis, brancos e negros, de todas as regiões do país. Em 25 de março King se dirigiu aos participantes recém-chegados dos degraus do capitólio de Montgomery. A marcha e o subsequente assassinato de um participante branco, Viola Liuzzo, bem como os assassinatos anteriores do Rev. James Reeb e Jimmie Lee Jackson dramatizaram a negação do direito ao voto dos negros e estimulou a passagem do Voting Rights Act de 1965.

VI. Além dos direitos civis
A luta contra a pobreza e o militarismo

Após a bem sucedida marcha dos direitos eleitorais em Alabama, King não conseguiu obter apoio similar para seus esforços no confronto de problemas da população negra urbana vivendo no norte. No início de 1966 ele, junto com o ativista local Al Raby, lançou uma grande campanha contra a pobreza e outros problemas urbanos e mudou-se com sua família para um apartamento em um gueto de Chicago. Conforme mudava suas atividades para o norte, no entanto, ele descobriu que as táticas usadas no sul não eram tão efetivas em Chicago.

A influencia de King foi diminuída pelo tom cada vez mais mordaz da militância negra no período após 1965. Radicais negros se afastavam cada vez mais dos princípios gandhianos de King e se aproximavam do nacionalismo negro de Malcolm X, cuja autobiografia e discursos publicados postumamente alcançaram grande audiência após seu assassinato em fevereiro de 1965. King recusou-se a abandonar seus princípios muito bem fundamentamentos de integração e não-violência.

Em seu último livro, Where Do We Go from Here: Chaos or Community? (Para onde vamos daqui: caos ou comunidade?), King recusava a afirmação dos defensores do Black Power de que eram “a ala mais revolucionária da revolução social que ocorria nos Estados Unidos”, mas reconheceu que eles respondiam a uma necessidade psicológica entre os negros americanos que ele ainda não tinha abordado. “Liberdade psicológica, um forte sentido de auto-estima, é a arma mais poderosa contra a longa noite de escravidão física”, escreveu. “O negro só será livre quando descer até o lugar mais profundo do seu ser e assinar com pena e tinta da hombridade a sua própria alforria”.

De fato, mesmo com sua popularidade em declínio, King protestou fortemente contra o envolvimento americano na Guerra do Vietnã, tornando sua posição pública em um discurso intitutlado “Além do Vietnã”, em 4 de abril de 1967 na New York’s Riverside Church. O envolvimento de King no movimento anti-guerra reduziu sua habilidade de influenciar políticas raciais nacionais e o tornou um alvo posterior de investigações do FBI. Não obstante, se tornou mais insistente em apontar que sua versão da não-violência gandhiana e seu evangelho social cristão seria a resposta mais apropriada aos problemas dos negros americanos.

Em dezembro de 1967 King anunciou a formação da sua Campanha pelos Pobres, projetada para estimular o governo federal a fortalecer seus esforços contra a pobreza. King e outros trabalhadores da SCLC começaram a recrutar pessoas pobres e ativistas para reunirem-se em Washington, D.C., para reivindicar melhores programas de combate à pobreza. Este esforço estava em seus estágios iniciais quando King se envolveu na greve dos trabalhadores do serviço de limpeza urbana de Tennessee. Em 28 de março de 1968, conforme King liderava milhares de trabalhadores e simpatizantes em uma marcha pelo centro de Memphis, jovens negros começaram a atirar pedras e saquear lojas. Esta explosão de violência levou a grandes críticas de toda a estratégia de King para o combate à pobreza.

VII. Últimos dias e Legado

King retornou a Memphis pela última vez no início de abril. Discursando para uma audiência no Bishop Charles J. Mason Temple em 3 de abril, King afirmou seu otimismo apesar dos “dias difíceis” que estavam por vir. “Mas isto não importa para mim agora”, declarou, “porque eu estive no topo da montanha e vi a Terra Prometida.” Continuou, “não posso chegar lá com vocês. Mas quero que vocês saibam hoje que nós, como um povo, chegaremos à Terra Prometida.” Na noite seguinte Martin Luther King Jr. foi assassinado na sacada do Motel Lorraine em Memphis. Um segregacionista branco, James Earl Ray, foi condenado pelo crime. A Campanha pelos Pobres continuou alguns meses depois de sua morte sob a direção de Ralph Abernathy, o novo presidente da SCLC, mas não alcançou seus objetivos.

Até sua morte King permaneceu inabalável em seu comprometimento pela transformação radical da sociedade americana através de ativismo não-violento. Em seu ensaio publicado postumamente, “A Testament of Hope” (Um Testamento de Esperança), ele insiste que os negros se abstenham do uso da violência e adverte, “a América branca deve reconhecer que a justiça para as pessoas negras não pode ser alcançada sem mudanças radicais na estrutura da nossa sociedade.” A “revolução negra” era mais do que um movimento pelos direitos civis, insistiu. “É forçar a América a encarar todas as suas falhas interrelacionadas – racismo, pobreza, militarismo e materialismo”.

Depois da morte de seu marido, Coretta Scott King estabeleceu o Martin Luther King Jr. Center for Nonviolent Social Change (Centro Martin Luther King Jr. para Mudança Social Não-violenta, ou simplesmente King Center) em Atlanta para promover os conceitos kinguianos de luta não-violenta. Ela também esforçou-se para honrar o seu marido com um feriado nacional, que foi celebrado pela primeira vez em 1986. Além disso, ela e os irmãos King também iniciaram um processo em 1999 – King Family versus Jowers and Other Unknown Co-Conspirators (transcrição completa em inglês aqui) — no qual o júri concluiu que houve uma conspiração envolvendo o assassinato do Dr. King.

Hoje, o Dr. King é considerado uma das figuras mais importantes do século XX, não só para os negros americanos, mas para todos aqueles que buscam liberdade, justiça, igualdade e paz. Sua abordagem única à filosofia da ação não-violenta permanece como uma das mais bem sucedidas alternativas para o confronto do mundo moderno contra os  conflitos violentos, e contra a injustiça estrutural.


NOTAS:

  • Martin Luther – o nome original de Martinho Lutero.
  • Stride Toward Freedom: The Montgomery Story – o título do livro de Martin Luther King Jr. significa “À Passos Largos em Direção à Liberdade: a história de Montgomery”
  • NAACP (National Association for the Advancement of Colored People) – Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor.
  • MIA (Montgomery Improvement Association) – Associação para a Melhoria de Montgomery.
  • SCLC (Southern Christian Leadership Conference) – Conferência sulista de Liderança Cristã.
  • American Committee on Africa – Comitê Americano da África.
  • International Sponsoring Committee – Comitê de Patrocínio Internacional.
  • American Friends Service Committee – Comitê de Serviço dos Amigos Americanos.
  • Alabama Christian Movement for Human Rights – Movimento Cristão do Alabama pelos Direitos Humanos.
  • SNCC (Student Nonviolent Coordinating Committee) – Comitê de Coordenação Não-violenta dos estudantes.

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