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A Colômbia avança no seu processo de paz com as FARC. O movimento guerrilheiro e terrorista, que assolou o país por mais de 50 anos, finalmente realizou a entrega de armas sob supervisão das Nações Unidas. Após a desmobilização militar, o grupo se lançará na política com um partido regular que operará legalmente no país. Apesar da delicada situação política que a entrada de um partido de extrema-esquerda à democracia implica, o fim do conflito armado com as FARC abre ao governo colombiano a possibilidade de iniciar o processo de reassentamento e restituição de terras à população afetada e reverter, ao menos em parte, a crise migratória interna do país.

protestos na venezuela

Enquanto isso, a ditadura socialista da Venezuela continua contribuindo a aumentar a crise migratória na América Latina: o governo de Nicolás Maduro pretende enfiar goela abaixo da população uma nova constituinte que aprofundará no país a “revolução bolivariana”, que de Bolívar não tem nada além do nome. Temendo o recrudescimento do regime, o aumento da violência e da miséria, cada vez mais venezuelanos estão abandonando a Venezuela em direção aos países vizinhos.

Nesta quinta-feira (27 de julho), o governo colombiano anunciou que emitirá vistos de residência temporária para mais de 150 mil venezuelanos que estão no país e não querem voltar a viver sob a ditadura de Nicolás Maduro. Dias antes, em discurso pronunciado por ocasião dos 50 anos da Universidade Autônoma do Caribe, o presidente colombiano Juan Manuel Santos também afirmou que “essa Assembléia Constituinte (da Venezuela) tem uma origem espúria e, portanto, seus resultados tampouco poderão ser reconhecidos”, o que indica que a Colômbia não reconhecerá a promulgação de uma nova constituição no país vizinho.

A Constituinte venezuelana não foi rejeitada somente pela Colômbia, mas também pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional, além da maioria da população do país. As votações para eleger os representantes da Assembleia Constituinte ocorrerão neste domingo dia 30 de julho, e o ditador da Venezuela decretou a proibição de todos os protestos da oposição para este dia. A onda de protestos na Venezuela já dura há anos e se intensificou nos últimos meses, e o aparelho de repressão da ditadura deixou até o momento um saldo de 113 mortos.

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