FHC, PSDB e a diferença entre a Social-Democracia e a Direita

Os dois maiores partidos políticos do Brasil atualmente são o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB). Não por acaso, os cinco últimos mandatos de presidente da república foram exercidos por candidatos dos dois partidos: FHC (PSDB), Lula e Dilma Rousseff (PT). Não por acaso também, esses dois partidos apresentam grande rivalidade na política brasileira. Natural. Em qualquer lugar onde existem “grandes”, existe também uma grande rivalidade.

O que podemos citar de curioso nessa rivalidade entre PT e PSDB é a tendência das pessoas desinformadas classificarem o PSDB como sendo um partido de Direita, em oposição ao PT, que é de Esquerda. Mais do que isso, afirma-se que Fernando Henrique Cardoso (o FHC) governou como um legítimo direitista neoliberal.

Ok, o PT é mesmo de Esquerda e sobre isso não há discussão. Mas o PSDB é de Direita? Será? E FHC foi um direitista neoliberal? É isso mesmo? Bem, o objetivo dessa postagem é tirar essa história a limpo.

A Ideologia do PSDB

O PSDB foi fundado em 1988 por um grupo de dissidentes do PMDB que não concordava com o governo do então presidente da república José Sarney. Contando com muitos políticos de esquerda que lutaram contra o regime militar no Brasil, o partido se baseou nos princípios da ideologia social-democrata.

A social-democracia é uma das ideologias de esquerda que não intenta destruir o capitalismo, mas reduzir ao máximo as desigualdades sociais e a pobreza através de um Estado que redistribui a renda em forma de assistência e programas sociais. Trata-se de uma ideologia onde o modelo capitalista é visto como positivo para o crescimento da economia, mas ineficiente para distribuir as riquezas produzidas. Assim, o Estado, para um social-democrata, seria como aquela mãe que acaba com a discussão entre os filhos pelo pacote de biscoitos e os divide igualmente entre os garotos.

Agora, na prática, se há uma palavra que resume bem a social-democracia, esta palavra é: impostos. E se há duas palavras que resumem bem a social-democracia, elas são: altíssimos impostos. Afinal, é somente pela cobrança excessiva de impostos que a social-democracia pode colocar (ou melhor, tentar colocar) em prática o seu plano de redistribuição de renda. Se o leitor entendeu isso, então podemos partir para a segunda parte desse texto.

Requisitos de uma social-democracia

Todo social-democrata sabe que para a social-democracia ser implantada em um país, esse país precisa ter uma boa industrialização e um bom comércio. Em suma, uma boa economia. O motivo é simples: não há como tentar redistribuir a riqueza de um país que não tem riqueza. Se um país é miserável, os altos impostos vão literalmente matar todo mundo de fome.

Existe um mito de que o modelo social-democrata é o melhor modelo que existe, pois é capaz de criar países super desenvolvidos e com um altíssimo IDH como a Suécia, a Noruega, a Finlândia, a Dinamarca e a Islândia. Esquece-se de dizer, no entanto, que todos esses países já eram bem desenvolvidos quando os social-democratas subiram ao poder em seus governos. Experimente-se instaurar a social-democracia em países como Etiópia, Suazilândia, Congo, Somália e Quênia. O resultado será bem diferente.

Também esquece-se de dizer que os países escandinavos citados acima são bem pequenos. Ora, um país pequeno é muito mais fácil de ser administrado do que um país grande. E um país pequeno já desenvolvido (ou próximo disso) não requer um governo extremamente competente para mantê-lo relativamente bem. Ele já tem o que precisa. O governo só precisa não estragar tudo.

Em outras palavras, os países escandinavos são desenvolvidos não porque são social-democratas. É exatamente o contrário. Esses países são social-democratas porque são desenvolvidos. Não tem como existir social-democracia em um país sem que exista um bom desenvolvimento econômico.

Isso tudo significa que a implantação da social-democracia em um país depende inteiramente da qualidade do capitalismo existente no mesmo. Se a qualidade do capitalismo é ruim, a social-democracia não se instaura. Se a qualidade do capitalismo é razoavelmente boa, ai o modelo social-democrata pode ser instaurado. É um requisito básico que todo o social-democrata conhece.

O leitor deve estar se perguntando: “Que diabo é isso de capitalismo de boa qualidade e capitalismo de má qualidade?”. Capitalismo de boa qualidade é o que a direita chama de economia de livre mercado ou liberalismo econômico. É o capitalismo em sua forma mais pura e original, do modo como foi pensado por autores como Jonh Locke e Adam Smith. Nesse tipo de capitalismo, o governo procura criar um cenário econômico onde o mercado é mais livre da intervenção estatal e da burocracia. Quanto mais livre o governo deixa o mercado, mais simples se torna a criação, manutenção e expansão de empresas privadas, gerando mais empregos, aumentando a concorrência, melhorando os serviços prestados, criando riqueza e impulsionando o desenvolvimento econômico.

Em contraponto, um capitalismo de má qualidade é aquele em que o governo tenta de todas as formas dificultar a vida das empresas privadas, controlando fortemente a economia. Só quem sobrevive a essa forte intervenção são as empresas mais ricas, que acabam se tornando monopólios, dificultando a concorrência. O mercado fica preso em regulamentações, burocracias, autoritarismo e corrupções envolvendo monopólios privados e o governo, tornando impossível a melhora da qualidade de vida no país.

Portanto, entendemos que a social-democracia não faz milagre. Para que ela seja instaurada, ela precisa de um país que tenha um capitalismo de qualidade razoavelmente boa. E para que ela seja mantida nesse país é necessário que esse capitalismo permaneça razoavelmente bom.

Um exemplo empírico que podemos dar sobre isso é o da Suécia. [1] Este país já vinha alcançando um bom desenvolvimento quando a Europa foi assolada pela segunda guerra mundial. Como ela não participou ativamente da guerra, ao final do conflito, sua economia cresceu mais que a de todos os países europeus, que tentavam se recuperar da destruição e dos gastos bélicos com os confrontos.

A boa economia possibilitou que os social-democratas subissem ao poder. Mas como todo o esquerdista tem um horror natural ao livre mercado, não demorou muito para que a economia da Suécia começasse a receber muitas amarras do governo. Dentro de poucas décadas, a economia estagnou e o país entrou em uma crise nos anos 80. A crise também atingiu os outros países escandinavos pelo mesmo motivo.

Como a situação foi resolvida? Tomando medidas liberais. Os social-democratas perceberam que seu modelo só sobreviveria se o mercado se tornasse mais livre. E isso foi feito. Não quer dizer que o mercado escandinavo realmente seja livre e que seu capitalismo seja puro. Longe disso. A ideologia é de esquerda. Por mais pragmáticos que seus adeptos possam ser, altíssimos impostos e uma boa dose de intervenção estatal sempre irão existir em uma social-democracia. Agora, não se pode negar que a abertura feita por países como a Suécia foram impressionantes.

Hoje, os países social-democratas escandinavos apresentam posicionamentos um tanto formidáveis no chamado Índice de Liberdade Econômica, divulgado anualmente pela Heritage Fundation. A classificação leva em conta informações como a liberdade nos negócios, no comércio, nos investimentos, monetária e etc. Dinamarca, Finlândia e Suécia ocupam respectivamente 9°, 16° e 18° lugares. As demais primeiras posições são, logicamente, de países cuja economia é realmente de livre mercado [2].

No fim das contas, a lição que os social-democratas escandinavos aprenderam foi aquilo que já estava na cartilha social-democrata há tempos: o governo deve deixar que o capitalismo faça o seu trabalho. Sem capitalismo, a social-democracia não tem condição sequer de existir.

O governo FHC

Agora, podemos falar sobre Fernando Henrique Cardoso. Talvez poucos saibam, mas ele foi marxista durante boa parte de sua vida. Sociólogo, ele escreveu muito sobre as idéias de Marx e freqüentava estudos sobre o alemão barbudo. Contudo, suas idéias começaram a mudar com o fim da guerra fria. A URSS se desmantelou, China, Cuba e Coréia continuaram sendo ditaduras e o capitalismo permaneceu vivo. Ou seja, as idéias de Marx se mostraram definitivamente inviáveis. O que fazer?

Bem, acredito que FHC se encontrou numa situação semelhante a do fervoroso marxista italiano Benito Mussolini, quando percebeu que o marxismo ortodoxo era uma utopia. Não havia possibilidade de retornar ao marxismo, mas romper totalmente com a esquerda e se tornar um direitista liberal clássico estava fora de cogitação. Mussolini, como sabemos, criou o fascismo. Já FHC se voltou para a social-democracia.

Mas aí vem o problema. Como implantar a social-democracia em um país cheio de miséria, pouco industrializado, com um mercado altamente controlado pelo governo, repleto de monopólios estatais impedindo a livre concorrência entre empresas privadas, infestado de empresas públicas que davam prejuízos em vez de lucros, com uma enorme dívida externa, uma inflação desgraçada e nenhuma condição de gerar os altos impostos que um estado de bem estar social requer para ser instaurado? Simplesmente isso não é possível. Como ser um social-democrata em um cenário desses?

O leitor mais esperto já deve saber a resposta. Um social-democrata em um país assim se torna um “buscador de condições”. O que é isso? É aquele cara que vai tentar alcançar as condições que são requisitadas pela social-democracia. Em outras palavras, é o cara que vai tentar transformar seu país em um rico país escandinavo. Como? Bem, fazendo o que os social-democratas escandinavos fizeram para manter seus modelos de governo: tomando medidas mais liberais.

Foi exatamente o que presidente FHC e seus compadres de partido procuraram fazer nos mandatos presidenciais de 94-98 e 98-02. Conseguiram? Claro que não! E eu vou explicar o motivo mais abaixo. Mas tentaram. As privatizações de empresas como a Vale do Rio Doce, a Telebrás e outras, abriram e incentivaram a concorrência entre as empresas privadas, melhoraram a qualidade dos serviços e a velocidade de produção, fizeram as empresas lucrarem e, o principal (para os social-democratas), aumentaram a coleta de impostos de uma forma impressionante. Por exemplo, o lucro da Vale do Rio Doce na era estatal era 500 milhões. Em 2005 a empresa gerou 2 bilhões só de impostos para o governo. Em 2011 foram 10 bilhões de reais em imposto de renda e contribuição social. O lucro atual da empresa é de cerca de 40 bilhões [3].

Se o objetivo era arrecadar mais impostos, as medidas liberais tomadas por FHC foram bem sucedidas. E a pergunta que fica é: isso faz de FHC e do PSDB legítimos representante do liberalismo, ou melhor, do neoliberalismo? Vamos mais longe: isso faz de FHC e do PSDB legítimos representantes da direita? Não, não.

Lembremos que quando um social-democrata toma algumas atitudes liberais, ele apenas deseja tornar o mercado favorável a sua ideologia. Um social-democrata jamais irá muito longe ao liberar o mercado e limitar a ação do governo. Para ele, a intervenção do Estado é essencial, tanto para a economia como para o bem estar das pessoas. Ele até toma medidas liberais, mas o faz apenas para conseguir arrecadar mais impostos, a fim de tentar revertê-los em programas sociais e de manter o Estado bem poderoso. A mãe que divide os biscoitos para os filhos, o leitor se lembra?

Pois é. Foi o que FHC também tentou fazer. Foi ele que criou o Bolsa Escola e que colocou no papel vários outros programas sociais que depois foram todos reunidos pelo governo Lula e transformados no atual Bolsa Família. Ele também criou o Bolsa Alimentação, o Auxílio Gás, a Rede de Proteção Social, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e etc. Na área da infra-estrutura criou o Avança Brasil e o Brasil em Ação, a fim de reformar portos estatais e duplicar estradas federais em todo o país. Ele também criou o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (o Fundef).

Vale ressaltar que o Estado não diminuiu durante o governo FHC, mas aumentou bastante, mostrando que a intenção do governo era apenas sugar o lucro das empresas para poder gastar dinheiro com programas sociais. Não difere muito do governo Lula, embora Lula já tenha uma visão muito mais estatizante, típica da esquerda trabalhista e marxista.

A direita, a esquerda e a social-democracia

O que se espera de um governo social-democrata é que ele aja conforme o ideal supremo de todos os governos esquerdistas: manter o Estado como a mamãe que divide os biscoitos igualmente para os seus filhinhos. É o que define a esquerda. O esquerdista é aquele cara que acredita (ou, pelo menos age como se acreditasse) que o ser humano é capaz de transformar o mundo em um paraíso e o homem em um santo; uma sociedade celeste aqui na terra. E para quase todos os esquerdistas (à exceção dos anarquistas), o Estado é a melhor ferramenta para alcançar essa utopia. O Estado é a nossa mãe.

A diferença entre o social-democrata e o esquerdista mais radical reside no fato de que o primeiro acredita que o Estado é capaz de ser um bom redistribuidor, mas não um empresário. Por isso, o social democrata não é comunista. Ele entende que empresas privadas e concorrência têm muita importância. Já o esquerdista radical, principalmente o comunista, acredita que o Estado é capaz de tudo. Se as pessoas certas estiverem no poder, o Estado tem capacidade de ser empresário e redistribuidor.

E o direitista? Como ele vê tudo isso? Com ceticismo claro. A direita é definida por aqueles que são céticos quanto a capacidade do ser humano de transformar a terra em um céu e o homem em um santo. Melhoras são bem-vindas, mas coloquemos os pés no chão: este mundo nunca será perfeito, o homem nunca será um santo e colocar poder demais nas mãos do Estado é pedir para ser oprimido.

O sujeito que é realmente de direita não acredita que o Estado tem capacidade para ser empresário e nem redistribuidor de riquezas. Quando o estado coloca a mão em nosso dinheiro para tentar redistribuí-lo, administra-o mal. Gasta mais que o necessário, gasta com inutilidades, gasta com o que não dá lucro, gasta com o que não queremos e gasta com desvios de verba pública. Mesmo nesses países ricos e bem pequenos, onde a administração é muito mais fácil para qualquer governo, a intervenção do mesmo acaba por impedir um crescimento que poderia ser muito maior, além de gerar um Estado com poderes quase divinos. O Estado está em tudo e pode tudo.

Portanto, a social-democracia não é de direita e tampouco FHC e seus colegas do PSDB. Essas pessoas foram, são e provavelmente morrerão na esquerda. Seguiram o ideal social-democrata fielmente e dentro dos moldes da esquerda moderada fizeram um bom governo. Eu não esperaria algo muito melhor de social-democratas em país grande e repleto de problemas como o Brasil.

Liberalismo e Neoliberalismo

Se o leitor foi capaz de entender que FHC e o PSDB não são representantes da direita, então vai ser fácil entender o seguinte: eles também não são neoliberais. Para ser mais exato, o chamado neoliberalismo nem existe. Foi apenas uma alcunhada inventada pela esquerda para designar qualquer forma de governo que adotasse algumas medidas liberais. Mas a verdade é que não existe uma escola neoliberal.

O que existe é o bom e velho liberalismo econômico, que nenhum governo tem coragem de aplicar por inteiro nos dias de hoje. E FHC e seu partido também não foram exceções a essa tendência moderna. A ideologia do PSDB é a social-democracia e foi exatamente isso que nós vimos nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. Não vimos um governo liberal durante aqueles oito anos.

E se FHC e o PSDB fosse de direita?

Mas e se FHC e seu partido fossem de direita e estivessem dispostos realmente a promover o liberalismo no Brasil? E se as coligações que o PSDB fez nas eleições para os dois mandatos presidenciais de FHC fossem com partidos que seguissem de verdade a política liberal? E se esses partidos tivessem maioria na câmara dos deputados e no Senado? Como teria sido o governo FHC?

Bem, em primeiro lugar, as privatizações não seriam feitas com a finalidade de gerar mais impostos para criar programas sociais e aumentar a participação do Estado na economia. Elas seriam feitas para reduzir a intervenção governo e fazer a economia se desenvolver. Os impostos gerados pela economia em crescimento seriam reduzidos, juntamente com os impostos antigos que já pesavam nos ombros dos brasileiros.

Em segundo lugar, haveria um corte nos gastos governamentais. Há muita coisa que o governo não precisa colocar a mão. A redução do Estado requer a diminuição dos gastos públicos. Que o nosso dinheiro fique conosco. Sabemos gastar melhor.

Em terceiro lugar, o Estado diminuiria muito a burocracia e as regulamentações que tanto atrapalham as empresas. Chega de o Estado bancar a mamãe. Que as empresas tenham sua autonomia. O Estado deve apenas se ocupar em fazer cumprir as leis (algo que ele não tem feito, diga-se de passagem).

Em quarto lugar, passaria a financiar alunos em vez de colégios públicos. O financiamento individual é uma forma de tirar do Estado a incumbência de administrar o colégio e dar aos pais do aluno a chance de escolher um colégio particular de sua preferência para colocá-lo. Esse sistema de financiamento individual também diminui o risco de corrupção e obriga o aluno a ser esforçado, pois a permanência do financiamento dependerá disso.

Em quinto lugar, criaria uma concorrência bem forte entre hospitais privados a fim de melhorar a qualidade dos serviços e os preços e, finalmente, acabaria com esses verdadeiros campos de concentração que assassinam diariamente pessoas que poderiam estar bem se o Estado não tentasse ser uma mãe.

Enfim, são medidas como estas que caracterizariam um governo liberal clássico e de direita. O leitor acha que FHC e o PSDB apresentam uma plataforma parecida com essa? O leitor conhece algum partido político no Brasil que defenda essas medidas e que as tenha tentado implantar através de seus políticos eleitos? Não, não é mesmo? Sabe por quê? Porque no Brasil não existe um partido de direita. Os dois maiores partidos do Brasil expressam uma luta entre esquerda e esquerda moderada. Todos os partidos que não se enquadram em um desses “pólos” são de centro. Não temos direita.

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Notas

1. Sobre o mito da social-democracia da Suécia como uma prova de que este modelo “faz milagres” ler os seguintes artigos:

2. Site do Heritage Fundation: http://www.heritage.org/index/ranking

3. Informações retiradas do livro “Privatize Já”, recém lançado pelo economista Rodrigo Constantino, por meio da editora LeYa. Elas podem ser encontradas também no próprio site da Vale do Rio Doce.


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Autor: Davi Caldas

"Grita na rua a Sabedoria, nas praças, levanta a voz; do alto dos muros clama, à entrada das portas e nas cidades profere as suas palavras: 'Até quando, ó néscios, amareis a necedade? E vós, escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós, loucos, aborrecereis o conhecimento? Atentai para a minha repreensão; eis que derramarei copiosamente o meu espírito e vos farei saber as minhas palavras. 'Mas porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a mão, e não houve quem atendesse; antes, rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a minha repreensão; também eu me rirei na vossa desventura, e, em vindo o vosso terror, eu zombarei, em vindo o vosso terror como a tempestade, em vindo a vossa perdição como o redemoinho, quando vos chegar o aperto e a angústia. 'Então, me invocarão, mas eu não responderei; procurar-me-ão, porém não me hão de achar. Porquanto aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor; não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão. Portanto, comerão do fruto do seu procedimento e dos seus próprios conselhos se fartarão. 'Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem- estar os leva à perdição. Mas o que me der ouvidos habitará seguro, tranquilo e sem temor do mal'" (Provérbios 1:20-33).

91 comentários em “FHC, PSDB e a diferença entre a Social-Democracia e a Direita”

  1. “‘Justiça social’ é uma das expressões mais enganosas (e talvez por isso mesmo mais freqüentemente usada) do discurso político contemporâneo. É de verdade uma miragem. Trata-se de uma formula ilusória que, por conter atrativos quiméricos, é constantemente utilizada pelos políticos para conseguir que uma determinada pretensão seja considerada plenamente justificada sem ter de dar razões morais para sua adoção”. Hayek

  2. Fenando Henrique foi, e é comunista, apenas adaptou sua ação política aos novos tempos pós URSS. Mudou sua estratégia e suas táticas, passando do marxismo puro às teorias revolucionárias de Antônio Gramsci e sua revolução passiva. A atuação dos “intelectuais orgânicos” nas estruturas e superestruturas de nossa sociedade, trabalhando nas mídias e na educação, nas áreas culturais, nas ONGs, sindicatos, gremios estudantis, esportes e etc. A revolução gramsciana é de longa duração, exige uma, ou duas gerações para atingir a “hegemonia” das ideias revolucionárias na população. Mas é tão comunista como Marx, Engels, Stalin ou Lenin…o objetivo final é o mesmo dentro da “Revolução Permanente”, ou seja, destruir o capitalismo e implantar a “Ditadura do Proletariado”, e a nível mundial.
    Fernando Henrique é tão comunista quanto sempre foi, e o PSDB é coadjuvante nesse assalto ao poder político no Brasil pelas forças do comunismo internacional.

    1. Marco Antônio,

      Não sei se é válido chamar FHC de comunista. Classicamente, comunista é aquele que deseja destruir o capitalismo através da revolução operária, instaraurando a ditadura do proletariado que, só na cabeça de Marx, iria ser temporária, dando lugar à sociedade comunista. Foi o que se tentou fazer na URSS, na China, na Coréia, em Cuba, no Camboja e etc.

      Bem, não é essa a proposta de FHC hoje. Então, acredito que seria mais lúcido chamar FHC de marxista, isto é, que bebe bastante do marxismo; ou mesmo de socialista, visto que existem vários tipos de socialismos.

      Quanto ao seu objetivo final, não tenho como confirmar se é criar uma sociedade comunista ou não. Porque existem dois tipos de social-democracia (a ideologia de origem marxista que ele segue): (1) a mais antiga, que intentava uma revolução pacífica, gradual e natural que levaria à sociedade sem classes um dia; (2) a mais moderna, que se contenta com o Estado de bem-estar social. Há um artigo da colaboradora Rafaela Santos Jacintho, aqui do Direitas Já!, que explica bem essa diferença. Eis o link: https://direitasja.com.br/2012/09/27/psdb-o-socialismo-agua-com-acucar/

      Creio que a maioria dos social-democratas atuais é do segundo tipo. Conheço até alguns assim. Agora, ambos os pensamentos não deixam de ser utópicos e levam sempre aos problemas já conhecidos de se colocar poder demais nas mãos do Estado.

      Também há que se ressaltar que a existência dos social-democratas, antigos ou modernos, servem para os objetivos da estratégia gramsciana. Afinal, de contas, professores social-democratas são tão esquerdistas, socialistas e até marxistas quanto os comunistas. Então, no fim das contas, os comunistas agradecem aos social-democratas por servirem de idiotas úteis.

      Abraços.

    2. Concordo plenamente. Pior que um comunista de carteirinha, assumido, é um dissimulado. FHC é mais perigoso que o Lula, pois o sapo barbudo não é comunista, ele vai para o lado que lhe pagar melhor, o negócio dele é poder e dinheiro, tá pouco se lixando para a ideologia. Já as idéias de Gramsci funcionam até o total colapso da economia: inflação alta, desemprego, corrupção, tudo provocado pelo aparelhamento do estado pelo partido vermelho.

  3. Muito bom texto. Sugiro uma visita ao site do NOVO (novo.org.br), somos um partido em formação que prega exatamente a redução do tamanho e interferência do estado. Não é um caminho fácil, mas julgamos absolutamente necessário.

    1. João Amoedo, entrarei sim. Espero muito por um partido que apoie uma plataforma assim. Mas os partidos “direitistas” que estão em formação como ARENA e outros me parecem sempre distantes disso. São nacionalistas e às vezes até estatistas.

      1. ARENA com certeza foi estatista. O maior erro do governo militar foi justamente ampliar a atuação do estado na economia.

  4. esqueceram de citar o Canadá. e o que eu vejo é a apropriação de um catálogo de valores que só separa esquerda e direita apenas sob o ponto de vista econômico. a conversa precisaria ser mais aprofundada. começar um definição loteando ideologias não é bem a forma correta de se debater. como o autor deste artigo bem disse, FHC nada tinha a ver com ser de direita. e tambem não era tão intervencionista na economia quanto o PT está sendo atualmente.
    existem esquerdistas que tambem defendem o livre mercado,só que tambem se preocupam com a expansão da economia e da produção da riqueza do país extendidas para as outras camadas sociais, mais vulneráveis. e para isso, é necessário oferecer recursos mínimos, como um sistema de ensino de qualidade . isso só, já faria com que a massa trabalhadora desse um salto qualitativo em formação técnica e profissional.
    no entanto , os pesados tributos desestimulam a própria produção de riqueza. vamos acabar com a educação? de jeito nenhum. precisamos sim, acabar com estatais que custam caro à nação. como por exemplo as que não funcionam com a gestão estatal. e tambem acabar com a gastança de ministérios.
    não entendo porque a tal ”direita” faz um escÂndalo quando o governo dá bolsa-família para os mais pobres e se esquece que os 22.000 cargos de confiança da máquina federal tambem sugam nosso dinheiro.

    1. Nem toda a direita repudia o tal bolsa-família. Há quem diga inclusive que ele está baseado no programa de renda mínima de Friederich A. Hayek. Martin Luther King Jr. era de direita e defendia a intervenção federal no combate à miséria.

      Eu mesmo concordo com o combate à miséria absoluta, mas acho irrelevante atacar a mera desigualdade material.

    2. Anderson, suas citações em negrito.

      o que eu vejo é a apropriação de um catálogo de valores que só separa esquerda e direita apenas sob o ponto de vista econômico. a conversa precisaria ser mais aprofundada. começar um definição loteando ideologias não é bem a forma correta de se debater.

      Nesse artigo eu foquei nos aspectos econômicos. Mas creio ter deixado claro que o critério que separa direita e esquerda é o ponto de vista filosófico (a saber, o homem é capaz de mudar o mundo e a si mesmo ou apenas é capaz de melhorá-lo?). A partir dessa visão filosófica que surgem os aspectos econômicos, culturais e políticos de direita e esquerda.

      existem esquerdistas que também defendem o livre mercado,só que também se preocupam com a expansão da economia e da produção da riqueza do país extendidas para as outras camadas sociais, mais vulneráveis.

      É exatamente o que eu disse que define a social-democracia. Apenas um adendo: esquerdistas não definem o livre mercado. Eles podem defender um mercado mais livre, mas não livre como a direita deseja. É o caso do PSDB.

      no entanto , os pesados tributos desestimulam a própria produção de riqueza. vamos acabar com a educação? de jeito nenhum

      Não sei se essa sua pergunta foi retórica ou foi para mim. Seja com for, em nenhum momento eu falei em acabar com a educação. Eu falei em substituir aos poucos o financiamento de escolas públicas pelo financiamento individual dos alunos mais pobres, não dando dinheiro para a família, mas pagando o colégio particular do estudante. Vou escrever um artigo sobre isso.

      precisamos sim, acabar com estatais que custam caro à nação. como por exemplo as que não funcionam com a gestão estatal. e tambem acabar com a gastança de ministérios.

      Mas é claro! É o que a direita vem bradando há tanto tempo. Diminuir o Estado implica em acabar com a gastança estatal.

      não entendo porque a tal ”direita” faz um escÂndalo quando o governo dá bolsa-família para os mais pobres e se esquece que os 22.000 cargos de confiança da máquina federal tambem sugam nosso dinheiro.

      Anderson, você não conhece o discurso da direita. Não o culpo. Não há partidos de direita no Brasil. E quando a direita se resume a meia dúzia de gato pingado dentro de partidos de esquerda, é complicado apreender o pensamento direitista puro. Mas se conhecesse, saberia que um dos pilares econômicos da direita é o corte de gastos públicos desnecessários. E isso inclui, óbvio, os cargos de confiança.

      Quanto ao bolsa família e programas assistencialistas do gênero, a bronca da direita não está no fato de se gastar dinheiro. Afinal, o objetivo é nobre e, de fato, muitas pessoas são ajudadas com esses programas. A bronca está no fato de que esse tipo de programa é mais eleitoreiro do que eficaz. O governo dá dinheiro para o pobre, mas ao mesmo tempo o tira, através de impostos altos que não servem para oferecer uma boa educação, uma saúde, uma boa segurança. Então, no fim das contas o programa é paliativo. A longo prazo, ele não muda o panorama do país.

      Agora, imagina se em vez de bolsa família, escolas públicas e hospitais públicos, o governo oferecesse bolsas em colégios particulares e em hospitais particulares. Os serviços básicos seriam garantidos realmente e a família teria mais condição de correr atrás de uma situação melhor com as próprias pernas (em uma economia que oferece mais empregos, diga-se de passagem). Não seria mais eficaz?

      1. então, o que eu quis dizer com pesados tributos eram que eles deveriam se eliminados . mas isso não está atrelado ao fato de que sem estes ”pesados tributos” a educação seja eliminada. existe verba o suficiente para se propor um bom sistema de ensino.
        eu sou um inimigo radical dos gastos avantajados. e acho que os benefícios sociais voltados para as camandas sociais mais frágeis podem continuar. e claro. tenho plena consciência de que a longo prazo, as pessoas continuam pobres. coheço bem o viés eleitoreiro do PT. o bolsa família visar atender Às necessidades imediatas. mas essas perduram a longo prazo, porque o problema não foi atacado na raíz. e compreendo bem suas posições, RENAN e DAVI.não vejo a direita como um inimigo a ser destruído. eu sou do tipo que vê a pluralidade como uma valor a se mantido.
        mas repito: jogar para a esquerda só as características que não prestam, ignorando suas diferentes matizes, é meio que um sinônimo de ”loteamento de idéias’.

      2. Se o ser humano é capaz de melhorar o mundo e a si mesmo é porque é capaz de mudá-los para melhor. Portanto, onde está a diferença que caracteriza a visão filosófica a partir da qual surgem os aspectos econômicos, culturais e políticos de direita e esquerda? Sua colocação é um contrassenso.

        Na verdade, principalmente a direita conservadora tem uma visão essencialista, pessimista e consequentemente imobilista da vida, das pessoas e do mundo que inclusive contrasta com a dinâmica capitalista que promove mudanças até vertiginosas de tão rápidas. Aliás, deixo link para um texto que propõe a superação dessa dicotomia esquerda-direita. A maldição do esquerdo-direitismo http://bit.ly/Z1w4oN

        De qualquer forma, em linhas gerais, seu texto é bem didático no propósito de desmitificar o PSDB como neoliberal e de direita, o que de fato o partido nunca foi!

      3. Se o ser humano é capaz de melhorar o mundo e a si mesmo é porque é capaz de mudá-los para melhor. Portanto, onde está a diferença que caracteriza a visão filosófica a partir da qual surgem os aspectos econômicos, culturais e políticos de direita e esquerda? Sua colocação é um contrassenso.

        Mirian, tanto direita como esquerda propõem mudanças para melhor. A diferença reside em (1) abrangência da mudança e (2) no modo como cada um acredita que essa mudança virá. Vamos exemplificar com os comunistas x liberais clássicos, que são os exemplos mais extremos.

        – Comunistas
        Sobre a abrangência: eles acreditavam que a mudança seria tão ampla que as classes desapareceriam, todos seriam iguais, o mundo não precisaria mais de Estado e tudo iria dar certo sem governo. Porque o mal não está no homem, mas no capitalismo. Uma vez destruído o capitalismo, destrói-se sua mentalidade maligna e o homem se torna bom e a sociedade um céu na terra.

        Sobre o modo: eles acreditavam que o Estado deveria ganhar muito poder através da “ditadura do proletariado” que, na cabeça deles, seria uma ditadura do bem, que realmente agiria conforme os interesses do povo.

        – Liberais Clássicos
        Sobre a abrangência: acreditam que o mundo continuará sendo mal e os homens também. O Estado é um mal necessário, que impõe limites às pessoas. Nunca todos serão iguais. Sempre haverá assassinatos, corrupções, roubos, estupros, explorações, injustiças. Mas dá para melhorar as coisas e é isso o que devemos tentar. Mudar as coisas na medida do possível.

        Sobre o modo: fortalecendo as leis, limitando o poder do governo, deixando as empresas mais livres, criando mecanismos que dificultem a corrupção e etc.

        Ficou clara a diferença? Essa diferença permeia todas as vertentes de Direita e Esquerda.

        Na verdade, principalmente a direita conservadora tem uma visão essencialista, pessimista e consequentemente imobilista da vida, das pessoas e do mundo que inclusive contrasta com a dinâmica capitalista que promove mudanças até vertiginosas de tão rápidas.

        Depende do tipo de conservadorismo. Depende do tipo de conservador. Mas no fim das contas, a Direita não acredita no céu terrestre. Por isso, tem coisas que nunca irão mudar mesmo. Só dá para melhorar.

        Aliás, deixo link para um texto que propõe a superação dessa dicotomia esquerda-direita. A maldição do esquerdo-direitismo http://bit.ly/Z1w4oN

        Li o texto. Mas ele não serve pra mim. Eu não acredito em uma dicotomia direita-esquerda. Eu acredito que exista direita, esquerda, centro, centro-esquerda e centro-direita. Mas mesmo assim, obrigado pela dica.

        De qualquer forma, em linhas gerais, seu texto é bem didático no propósito de desmitificar o PSDB como neoliberal e de direita, o que de fato o partido nunca foi!

        Agradecido.

      4. Gostei muito de encontrar esse texto. Gostaria de saber do autor que países são governados pela direita, ou seja, exemplos de experiências de direita e se o FMI pregava a social democracia. Gostaria de saber também se a direita não se importa com eventual agravamento da desigualdade social ou acha que isso não vai ocorrer.

      5. Vamos lá.

        Sobre países mais liberais economicamente, o próprio autor fala sobre a Heritage Foundation. Essa instituição dá um valor entre 0 a 100 no que diz respeito a como o governo lida com vários aspectos diferentes da economia e depois faz uma média. Quanto mais liberal, mais próximo de 100, e quanto mais socialista, mais próximo de 0. A saber, Hong Kong, Singapura, Austrália, Suíça, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido historicamente sempre estiveram no topo. Repare que apenas estiveram no topo, ou seja, não quer dizer que sigam à risca a política econômica liberal. Acertam em algumas coisas, erram em outras. O Fraser Institute também disponibiliza um material de mesmo sentido. A mensuração vai de 0 a 10.

        Sobre o FMI, ele se situa entre a social-democracia e o “neoliberalismo”, entendido no sentido de promover reformas pró-mercado mas nada muito “radical”.

        Sobre desigualdade social, quem disse que isso é um problema? O problema é a pobreza, não a diferença entre as pessoas. A Etiópia é um país pouco desigual, mas é pobre. A pouca riqueza que tem é “bem distribuída” e as pessoas não vivem bem. A Alemanha e a Suíça são mais desiguais que a Etiópia, e também são muito mais ricas, portanto um pobre na Suíça vive melhor que um “rico da Etiópia”.

        E a julgar que as pessoas são diferentes, ou seja, possuem diferentes ambições, diferentes motivações, diferentes qualidades e diferentes defeitos não é de se estranhar que sejam diferentes na renda. O problema não é ser diferente, diferente sempre será. O problema é as pessoas não viverem bem, coisa que geralmente ocorre em países mais voltados ao socialismo.

      6. Não podemos esquecer que o gasto público provoca inflação, que é uma forma do governo desvalorizar sua própria dívida. No final o benefício é as outras rendas são corroídos pela inflação. A população está aprendendo isso na prática.

  5. e quero deixar bem claro que não compactuo com os petistas, socialistas, golpistas e ultra-reacionários.defendo a ampla liberdade de pensamento ,expressão, liberalismo econômico, menos Estado e mais iniciativa dos indivíduos. menos impostos, mais riqueza no bolso dos trabalhadores. é por aí

    1. então, o que eu quis dizer com pesados tributos eram que eles deveriam se eliminados . mas isso não está atrelado ao fato de que sem estes ”pesados tributos” a educação seja eliminada. existe verba o suficiente para se propor um bom sistema de ensino.

      Anderson, com todo o respeito, entenda uma coisa. Ninguém está propondo acabar com a educação. Pára, com isso! O que eu propus, baseado em algumas ideias de direita, é que o governo substitua aos poucos o sistema de financiamento de escola pública pelo sistema de financiamento individual do aluno carente. Você não entendeu isso ou quer apenas me sacanear?

      mas repito: jogar para a esquerda só as características que não prestam, ignorando suas diferentes matizes, é meio que um sinônimo de ”loteamento de idéias’.

      Eu não estou jogando para a esquerda só as características ruins, meu querido. Eu estou jogando para a esquerda as características que são de esquerda, oras. Você acha que livre mercado e baixos impostos são características de esquerda? Então, vai estudar política, porque não são.

      Claro, que pode haver INDIVÍDUOS esquerdistas que querem o mercado mais livre e os impostos mais baixos. Ok. Também pode haver VERTENTES moderadas de esquerda ou intermediarias entre os dois pólos que querem o mercado mais livre e os impostos mais baixos. Concordo.

      Mas não estou falando de indivíduos e nem de vertentes. Estou falando de origem de ideias. Indivíduos podem defender ideias de dois pólos diferentes; e novas vertentes mais moderadas ou intermediárias podem surgir. Mas isso não anula o fato de que cada pólo tem suas ideias específicas. E as ideias específicas da direita são livre mercado e baixos impostos. Entendeu?

      1. Parabéns pelo texto, mas discordo da sua visão utópica. O liberalismo, em inúmeros exemplos, contou e conta com o “aparelhamento” do estado, inserindo em suas posições estratégicas de tomada de decisões, agentes financeiros, pessoas ligadas à grandes corporações, além dos costumeiros amigos políticos. Portanto, não acredito que a direita liberal seja esse mar de rosas. Só para citar um exemplo e desmistificar ainda mais o FHC, várias empresas vencedoras dos leilões de privatização receberam de bônus isenções de impostos um tanto quanto, digamos, paternalistas. Se isso não é neoliberalismo eu não sei o que é.. E ao contrário do que você diz no texto, o governo dele não deu a contrapartida no sentido de regulamentar as atividades dos setores privatizados. As agências reguladoras, pelo contrario, foram esvaziadas, e contavam com apadrinhados políticos e pessoas ligadas ao setor empresarial em suas direções. Totalmente desvirtuadas de sua função original de regular e fiscalizar, o que se viu foi uma verdadeira promiscuidade entre estas e os setores regulados. Outra característica bem marcante do liberalismo, porém sem contrapartida para o estado. Na minha opinião, um modelo aceitável é a capitalização parcial de empresas nacionais estratégicas (energia, água, recursos primários).

      2. Amigo, você entende o bem funcionamento de algumas coisas, mas comete equívocos na hora de conceituar.

        O liberalismo não é a favor nem das empresas, nem dos consumidores, nem dos políticos. É a favor da liberdade econômica de mercado. Isso quer dizer que o liberalismo representa problemas para quem é beneficiado por alguma política que intervém no funcionamento da economia e, ao mesmo tempo, salvação para aqueles que são prejudicados.

        “O liberalismo, em inúmeros exemplos, contou e conta com o “aparelhamento” do estado, inserindo em suas posições estratégicas de tomada de decisões, agentes financeiros, pessoas ligadas à grandes corporações, além dos costumeiros amigos políticos. Portanto, não acredito que a direita liberal seja esse mar de rosas.”

        Esse cenário que você descreve não é o do liberalismo, é do corporativismo, que é quando empresas criam relações promíscuas com o governo. As empresas envolvidas ganham, os políticos e funcionários públicos envolvidos ganham e quem está de fora muitas vezes sai perdendo, como você bem aponta, inclusive.

        “As agências reguladoras, pelo contrario, foram esvaziadas, e contavam com apadrinhados políticos e pessoas ligadas ao setor empresarial em suas direções. Totalmente desvirtuadas de sua função original de regular e fiscalizar, o que se viu foi uma verdadeira promiscuidade entre estas e os setores regulados. Outra característica bem marcante do liberalismo, porém sem contrapartida para o estado.”

        Isso nada mais é do que a teoria da captura sendo colocada em prática: quando você tem agências reguladoras cuidando das empresas as mesmas capturam por meios econômicos e políticos as próprias agências.

  6. eu entendi, davi caldas. concordo com vocÊ. muitos colegas meus, de direita, são parecidos neste aspecto. concordamos que Estado muito grande é caro para a nação . e seu excesso de intervenção nos negócios, na vida privada das pessoas ,na tentativa de estabelecer controle em determinados preços distorce a própria natureza do mercado, que , ao meu ver, seria mais eficiente ao mediar troca de riquezas se fosse mais livre. mas voce peca num detalhe: en un texto acima. voce taxa os esquerdistas de ”comunistas”. já loteou o liberalismo para a direita.
    eu NUNCA pensei em mudar o mundo com uma ideologia. sou apenas UM par aspirar tal pretensão. só acho que, se o governo diminuísse os impostos que pesam no custo de produção, no consumo, as pessoas poderiam ter mais liberdade de mercado de terem mais capacidade de investir em seus próprios objetvos, pretensões, negócios , etc. sou favorável aos programas de transferência de renda- que visem auxiliar temporariamente as camadas mais probres, não de sustentá-las eternamente. é isso. concordo que muitos esquerdistas ,infelizmente, carregam uma concepção ideológica do século XIX . E Vêem nas experiÊncias socialistas uma fonte de inspiração. eu vejo tais experiÊncias como algo ultrapassado. pois vivo no século XXI.

    1. en un texto acima. voce taxa os esquerdistas de ”comunistas”.

      Não. É o inverso. Eu taxo comunistas de esquerdistas e não os esquerdistas de comunistas.

      Nem todo esquerdista é comunista. Mas todo comunista é esquerdista.

      já loteou o liberalismo para a direita

      Não loteei nada. Eu apenas estou usando a definição mais conhecida e plausível de “Direita” e “Esquerda”. Nessa definição, o liberalismo clássico é de direita e o seu extremo oposto, o comunismo, é de esquerda.

      O seu problema é que você é um libertário. Libertários não gostam de rótulos, porque querem estar além de qualquer classificação. Se você não gosta de rótulos, tudo bem. Agora, não vem tentar mudar o que já existe. Liberalismo é visto como direita desde o século XIX. Os diferentes socialismos são vistos como esquerda desde desde o século XIX também. Eu só estou seguindo essa definição. Não é loteamento. É uma definição antiga.

  7. Muito bom o texto , eu gostaria de fazer uma sugestão sobre outro assunto muito discutido hoje , a situação da China , ela vai mesmo em direção ao capitalismo ou não ?

  8. Parabéns pela simplicidad e esclarecimento.
    Realmente é muito complexa essa atividade de apropriações de termos e teorias que os discursos políticos empregam em campanhas e palanques.
    Na prática é exatamente o que descreveu, o PSDB de FHC foi um alento a uma possível direita que teima em não surgir , mas que não se confunda.
    De qualquer forma para que os liberais cheguem e coloquem em prática essa teoria maravilhosa, eles precisam existir e, antes de mais nada buscar o jeito certo de se comunicar , porque queiramos ou não nesse país é no discurso que se ganha, vide que um analfabeto sem experiência administrativa ou qualquer outro predicado que um cargo de presidente de uma nação como o Brasil exige , ganhou a eleição e ficou 8 anos estragando nossa economia de mercado.
    Eu acho que a organização dos liberais e conservadores deverá se dar muito mais no “o que fazer” do que no “como fazer”, explicando, deve-se procurar o que fazer para tocar o coração do povo , do que explicar o como faremos “se eleito” .
    Bom tem muito para falar no tema, mas queria registrar que foi muito bom seu artigo.

    Abraço

    Antonio

  9. TEMAS QUE VOCÊ ENCONTRA NO NOSSO BLOG:
    – Como funcionará o partido internamente.
    – Conheça e veja aqui o PT que você não conhece.
    – Constituição Imutável do Partido de Direita.
    – Formação partido de direita – Princípios básicos.
    – Palavras sábias de um General a uma jornalista!
    – Partido com líderes sem poder de caciques.
    – Qual a maior mentira que a esquerda sempre diz!
    – Termos para entender a verdade sobre a esquerda.
    – Veja antecedentes da contra revolução de 1964.
    – Vamos mudar o BRASIL – Algumas PETIÇÕES.
    – Vídeo primeira reunião on line do partido.
    Visite o blog e participe da formação do partido: http://partidodedireita.blogspot.com.br/2013/11/primeira-reuniao-on-line-formacao.html

  10. Outro dado, para mim fundamental, nesse discussão sobre o “sucesso” da social-democracia na escandinávia: o pacto federativo lá é examente o oposto do nosso. No Brasil, 65% da arrecadação vai pra Brasília e apenas 13% ficam onde as pessoas que geram os impostos efetivamente vivem, os municípios. Poder centralizado = dinheiro centralizado. Como as comunidades não ficam com o próprio dinheiro, não têm o poder. O modelo democrático com pacto federativo municipalista e´o mais próximo possível da democracia direta. Porém, depende da participação da comunidade e discernimento, consciência, do cidadão, que deve intervir diretamente nas decisões.

  11. Davi Caldas, a Paz esteja contigo!

    Gostaria, primeiramente, de parabenizá-lo pela linguagem simples e objetiva do site. É realmente impressionante o trabalho seu e de seus colegas. Mas fiquei com uma dúvida: para que serve, de fato, o Governo em um sistema liberal? Serviria apenas para garantir o cumprimento das leis? Mas como o faria se não houvesse uma, digamos, “maior autonomia”? Obrigado!

  12. Até o Rodrigo Constantino, colunista da Revista Veja, afirma que o PSDB tem que largar a “máscara de social-democrata” e se assumir como direita. Se não fosse o que um texto, muito bem escrito, estaria fazendo em um site de Direita defendendo o FHC e PSDB? A Social-democracia é Esquerda nos países escandinavos porque eles eram extremamente capitalista, isso está correto, mas na Alemanha, Inglaterra, são considerados de Direita frente ao Trabalhismo, que é mais a esquerda. Pois “todo ponto de vista é visto de um ponto”.

    1. Do ponto de vista da União Soviética, o trabalhismo era de direita. Mas não precisamos chegar na insanidade de assumir que centro-esquerda é direita só porque os partidos no poder são de extrema-esquerda, não é mesmo?

  13. Muito obrigado Direitas já, por este artigo, tirou todas as minhas dúvidas e foi o único site que mostrou clareza no assunto, foi muito importante para a formação da minha opinião a respeito.

  14. Muito bom! Muito Esclarecedor! Que todos os Jovens de Valor possam Ler, ficar mais esclarecidos e não sair por aí “maria vai com as outras’ e quebra a cara, falando besteira!!!

  15. Gostei muito da maneira didática com que explicou. A única coisa que não entendi é porque a Direito é sempre relacionada com ditadura ou, no mínimo, com uma intervenção militar forte no país? Aguardo.

    1. Por que foi isso que a esquerda, ocupando setores essenciais para a formação de opinião (Academia, meio escolar e mídia), sempre nos disse e repetiu até entrar na cabeça de todo mundo. Ninguém associa a direita a uma UDN, à monarquia liberal do D. Pedro I, etc. Ela conseguiu, do mesmo modo, convencer as pessoas de que a guerrilha de esquerda atuando no país desde 1961 lutava por democracia, e não por uma ditadura socialista.

      É trabalho da direita investir pesado na ocupação de espaços na academia, no meio escolar e na mídia para desfazer esta campanha suja de assassinato de reputações e restabelecer a ordem normal das coisas, sem falsificações do passado e sem injustiça com as vítimas do terrorismo.

  16. Desculpe o abuso, mas uma terceira pergunta: se a Social Democracia também privilegia programas assistencialistas, então o argumento dos pró PSDB dizendo que o PT dá “esmola” ao Nordeste é totalmente inválido, correto?

    1. Correto, Márcio. Tanto é que nesta campanha, o PSDB fez questão de enfatizar que manteria os programas sociais (que, note-se, são herança do governo FHC).
      A diferença é que o PSDB vê o assistencialismo como uma parte essencial do seu governo, enquanto o PT a vê como um instrumento para arregimentar eleitores. O fim do governo do PT é implantar o socialismo, não o estado de bem estar social.

    1. Direita pressupõe Livre Mercado, Estado Mínimo, Defesa da Propriedade e dos Direitos Individuais. UDN, ARENA, PFL, DEM nunca foram exatamente isso. Eram estatizantes na tradição do patrimonialismo brasileiro.
      Acha que o ACM leu Burke ou Hayek alguma vez na vida?
      Existe uma diferença entre ser conservador e ser atrasado. A “direita” que o Brasil teve até então, vociferante, golpista e autoritária era muito mais atraso do que conservadorismo.
      Não sou conservadora, sou social democrata como FHC, mas acho interessante que os conservadores, a verdadeira direita, se expresse de verdade. Toda Democracia evoluída tem seu partido conservador nitidamente caracterizado, acho que isso faz falta ao Brasil.
      O artigo é muito feliz na sua intenção de esclarecer as coisas. Fico besta com as pessoas que me dizem que votam no PSDB porque são “de direita”.

      1. Acredito que direita é ser conservador, usar o Estado para seus propósitos e manter privilégios e oligarquias. Liberalismo é mais uma consequência direta do direito natural de existir, de ser livre e de possuir seu corpo, o fruto de seu trabalho e o que mais adquirir sem agressão ao direito do outro. Desregulamentação é uma prática, a qual diminui o Estado e permite surgir o empreendedorismo. Desregulamentação é um caminho bem melhor que a privatização, na minha opinião.

  17. Esse FHC. é farinha do mesmo saco, lembre-se que a paternidade do plano real é do presidente Itamar Franco que constituiu uma equipe para debelar a infração galopante que havia em nosso país, essa equipe obiteve êxito o FHC participóu dessa referida equipe e muito espertamente usurpou a paternidade do plano real que é de pleno direito do presidente Itamar Franco. Em decorrência da suposta paternidade do plano real esse camarada se elegeu presidente do Brasil , o que permitiu ao mesmo implantar em nosso pais o terrorismo institucionalizado que vivenciamos todos os dias na terra sem lei e sem ordem

  18. No Brasil não existe ideologia, existe uma vontade de ficar rico depressa, com desvios de dinheiro público, quando criaram o fator previdenciário (FHC) criaram apenas para o INSS, porque eles recebem suas aposentadorias por outro tipo de previdência, na deles não tem fator previdenciário, conversa que o PSDB foi criado por dissidentes do PMDB, quando FHC foi eleito o PMDB era seu aliado o DEM era aliado, o Sarney era aliado, sem falar do ACM que ficava senado verificando se o senador tinha votado com a vontade do FHC que distribuía cargos nas estatais e nas controladoras (como anatel) e dinheiro para os congressistas fazem obras nas suas bases que nunca eram concluídas. Alias LULA e FHC são iguais inclusive no fato de não saberem de nada (pianola do ACM e mensalão do PT)

  19. Gostaria primeiramente de parabenizar o autor Davi Caldas pelo ótimo artigo. Só agora tomei conhecimento dele por uma rede social, assim como do site e me tornarei leitor assíduo.
    Quero contribuir para a discussão, mantendo o nível desta, que está altíssimo (rs).
    Eu já sabia que FHC tinha sido o pai do atual Bolsa Família, que ele criou sob o nome de Bolsa Escola. Também sabia que ele foi um intelectual marxista, mas ignorava a relação dele com a ideologia social democrata e o mito, colocado como verdade absoluta (dizia Hitler que a mentira repetida mil vezes torna-se verdade) derrubado com veemência no artigo que ele e o PSDB são de direita neoliberais.
    Sobre o neoliberalismo devo pontuar que ele existe sim, considerado pelos acadêmicos, apesar do uso pejorativo do termo principalmente pela esquerda, como resgate do liberalismo clássico aplicado aos tempos atuais e observado em políticas econômicas famosas como as adotadas no Chile por Augusto Pinochet, no Reino Unido por Margaret Tatcher e nos EUA por Ronald Reagan. O próprio Hayek é associado ao termo. E há sim, escolas associadas ao neoliberalismo como a Escola Austríaca e a Escola de Chicago.
    Sou da opinião que a sociedade nunca será perfeita e que o homem nunca será santo. Nisto poderia, segundo o artigo, me considerar de direita. Mas discordo quanto ao papel do Estado.
    A economia de livre mercado é necessária, mas o Mercado já deu provas que não é capaz de se auto-regular. Basta lembrarmos que a Grande Crise de 2008 iniciou-se com a bolha imobiliária nos EUA e se deflagrou com as manobras criminosas de certos investidores e personagens do mercado financeiro que levaram à quebra do banco Lehman Brothers.
    Além disso, um capitalismo bem sucedido é geralmente associado a países com serviços públicos de qualidade, como EUA, Canadá, Japão, Coréia do Sul.
    Me considero nacionalista e como o autor sabe essa ideologia prática pressupõe a participação do Estado e o protecionismo praticado por todos os citados e esteve presente até mesmo em governos considerados de extrema-direita.
    Para ilustrar o que estou dizendo deixo o link de uma entrevista de Nelson Mota com Juca Kfouri (notório defensor do PT) em que ele explica se é de direita e sua desilusão com o socialismo: https://www.youtube.com/watch?v=dkHGUmH_sBg.

    1. Prezado Herivelto,

      Embora eu ainda defenda uma economia mais liberal, devo dizer que hoje sou menos liberal do que eu era quando escrevi este texto. Eu tolero algumas coisas públicas (desde que haja mecanismos eficientes de controle de verbas e transparência de gastos para a população) e alguma intervenção, desde que esta não sufoque a iniciativa privada, nem ajude a criar monopólios, mas, ao contrário, gere concorrência.

      Entretanto, continuo certo de que o PSDB não é de direita e suas ações pretendem usar o capitalismo principalmente para inchar o Estado e criar programas sociais.

      Att.,

      Davi Caldas.

  20. Gostei do seu texto, mas acho que não fica bem colocar o liberalismo como direita. Pelo menos eu entendo a direita como o conservadorismo, o uso do Estado forte ou suas forças de repressão para um outro tipo de engenharia social: manter o status e privilégios oligárquicos.

    1. Primeiro, o Estado está inchado e consome quantia significativa da economia do país. Portanto, para o caso brasileiro, recomendo esse artigo:

      O terrorismo intelectual e os cortes nos gastos do governo

      No caso brasileiro temos muita coisa pra mexer antes de tocar em educação, por exemplo. Tem peso menor no orçamento e consequentemente não é o grosso para a redução.

      Respondendo de maneira geral, basicamente existem os minarquistas, que defendem que o Estado deve ser responsável para segurança e o judiciário do país, além de pontos eventuais. Com o passar do tempo, novos posicionamentos foram surgindo, sendo que começou com os liberais clássicos, que são mais maleáveis nesses pontos eventuais e, recentemente, os anarcocapitalistas, que defendem o fim do Estado por completo.

      Digamos que com o passar do tempo surgiram posições cada vez mais contrárias ao Estado. Os primeiros liberais, depois os minarquistas e posteriormente os anarquistas. Cada grupo defenderá seu ponto conforme explicado acima e dentro do contexto da economia em questão – com exceção dos anarquistas, pois é o mesmo remédio -, mas basicamente esse é ponto.

      Não há unanimidade dentro do liberalismo. A única, na verdade, é que o Estado precisa ser pequeno (ou nulo, conforme alguns). O quanto, por sua vez, é motivo de debate.

  21. Tenho uma visão mais social-democrata, porque acredito que a desigualdade não vai ser resolvida com o livre mercado. Qualquer autoritarismo é ruim (comunismo), mas também um liberalismo extremo já se provou uma tragedia (EUA 1930). Acho que o meio termo deve ser buscado. Nessa visão fico com a Social-Democracia, acredito que o Estado deve sim intervir em muitos pontos, mas não em todos. Não concordo com a direita pela simples ânsia que a mesma tem de se distanciar da esquerda e nisso acaba aceitando qualquer tipo de ideologia (racistas, discriminadores, exploradores de trabalho escravo, golpistas, etc). Mesmo assim, gostaria de deixar aqui que aprendo muito com teus textos e que são de excelente qualidade. Forte abraço !

    1. Colega, você está fazendo uma correlação de fenômenos sem dizer direito o que é a causa e qual o seu efeito. Crises econômicas sempre existiram, com ou sem liberalismo. O foco do pensamento liberal não é exatamente propor a igualdade, tema caro os socialistas. E sim prover um modelo de organização social pautado no respeito À liberdade individual, no reconhecimento da livre iniciativa e na idéia de um Estado que reconheça tais direitos, que não seja intervencionista, que não tribute demais as pessoas e que a cada um serja permitido perseguir seus interesses. Os liberais acreditam que perseguir a igualdade implica em estabelecer um padrão de comportamento e de pensamento para as pessoas , ignorando suas peculiaridades. A desigualdade pode ser reduzida, mas não com base no autoritarismo.

      1. Quando você diz “que não tribute demais as pessoa”, então está pautado no modelo liberalista, também, algum tipo de cobrança de impostos?

      2. Se você parte do princípio de que há Estado, então o mesmo precisa de arrecadação. Se parte do princípio anarcocapitalista de ausência total do Estado, então não. Explicando:

        Respondendo de maneira geral, basicamente existem os minarquistas, que defendem que o Estado deve ser responsável para segurança e o judiciário do país, além de pontos eventuais. Com o passar do tempo, novos posicionamentos foram surgindo, sendo que tudo começou com os liberais clássicos, que são mais maleáveis nesses pontos eventuais e, recentemente, os anarcocapitalistas, que defendem o fim do Estado por completo.

        Digamos que com o passar do tempo surgiram posições cada vez mais contrárias ao Estado. Os primeiros liberais, depois os minarquistas e posteriormente os anarquistas. Cada grupo defenderá seu ponto conforme explicado acima e dentro do contexto da economia em questão – com exceção dos anarquistas, pois é o mesmo remédio -, mas basicamente esse é ponto.

        Não há unanimidade dentro do liberalismo. A única, na verdade, é que o Estado precisa ser pequeno (ou nulo, conforme alguns). O quanto, por sua vez, é motivo de debate.

        Recomendo esse breve artigo meu sobre o assunto e, também, esse artigo sobre o financiamento da Casa Real de Liechtenstein, sem impostos.

  22. Se todos que recebem o poder estatal, seja direita ou esquerda tivessem compromisso pátrio e humano nosso mundo seria realmente igualitário e sem miséria, haja vista, a miséria é um estado, não só de pobreza material, mas também de pobreza espiritual. Se um homem não satisfaz seu ego nunca o capitalismo ou seja qual for a forma de governo será viável para dar o bem estar que esse homem precisa. Não sejamos hipócritas nem idiotas pensando que os partidos, além de seus ideais de poder têm também seus ideais de enriquecerem de um Estado miserável herdado da ditadura militar que tivemos, resquícios que ainda temos muito que debater para que, não utopia, mas vermos um país mais justo. Infelizmente teremos um longo caminho para mudar a consciência de pessoas sem escrúpulos e sem dignidade que sobem ao poder e procuram se dar bem, e isso com a miséria dos filhos da Pátria amada, Mãe gentil”.

    1. Jandeon,

      Se os seres humanos fossem perfeitos, não precisaríamos de polícia, prisões, exércitos, leis, governos, Estados, políticos, alarmes, trancas, portas, muros, armas de fogo e etc. Mas, infelizmente, os seres humanos não são perfeitos. Então, ficar imaginando coisas como: “Ah, se as pessoas tivessem compromisso, o mundo seria melhor!”, não adianta muito. O que precisamos fazer é criar arranjos econômicos, políticos e administrativos que dificultem ao máximo a corrupção e a má gestão. Além disso, fomentar culturas mais morais e elevadas que, à longo prazo, tornam as pessoas mais civilizadas. Mundo perfeito não teremos. Muito provavelmente nem um mundo próximo da perfeição. Mas devemos lutar para melhorar as coisas dentro do possível. Isso é ser realista e sair da utopia.

      Att.,

      Davi Caldas.

  23. “Social-democrata” (ou ”centro-esquerda”) é uma ave que mama, vive debaixo d’água, é meio desonesta, fica meio grávida, é gay, mas nem tanto, e apesar das quatro patas, se arrasta feito cobra. Esse animal político é um embuste. Impossível alguém ser “socialista democrata” ou “liberal de esquerda”. As chamadas “Repúblicas Democráticas Populares”, como é a China, nada têm de democráticas; são ditaduras e ponto final. Jacobinismo, esquerdismo, socialismo, marxismo, nazismo, fascismo, comunismo, nacionalismo, populismo, trabalhismo, castrismo, chavismo, lulopetismo, kirchnerismo, progressismo, porra-louquismo e o escambau são eufemismos de autoritarismo. Esquerda e tirania são intrinsecamente atreladas, uma não sobrevive sem a outra. Historicamente, o igualitarismo sempre levou ao Estado totalitário. Desconfie de um “social democrata”: ou ele sabe nada sobre liberalismo e é um mal informado, ou sabe perfeitamente e é um mal-intencionado. Não existe meio termo entre a esquerda e os que têm a capacidade de se indignar (a “direitinha inconformada”) com o “socialismo na prática” ou “comunismo real” de um Brasil, de uma Venezuela, Cuba ou uma Grécia de hoje. Impossível ser contra as ditaduras, por exemplo, dos irmãos Castro, de Kim Jong-un e de Nicolás Maduro e, ao mesmo tempo, ser a favor do desgoverno do partido do petrolão. A “ultradireita” da esquerda nada mais significa do que os indivíduos EXAGERADAMENTE indignados com a vigarice, truculência e incompetência da esquerda em qualquer época e parte do mundo. As justas críticas de Arnaldo Jabor, só para ilustrar, contra o “novo modelo de gestão” petista fizeram o PT enquadrar o jornalista na sua lista negra como um “ultradireitista”. A “extrema-direita” da esquerda é apenas uma diferença de grau de indignação; são as pessoas EXTREMAMENTE indignadas com a esquerda. Para a esquerda, Reinaldo Azevedo é de “extrema-direita”; aliás, isso tem sido motivo de orgulho para aquele jornalista liberal. FHC, no que pese ter feito um governo meio liberal (o rótulo “neoliberal” colocado pela esquerda talvez signifique esse “meio, quase, nem tanto liberal” do seu governo), está definitivamente provado, é um “social-democrata”. O resto é ficção.

  24. Davi Caldas não conheceu o PFL? Avalio seu texto como sendo uma mera propaganda política para retomada do programa do PFL (ex-Arena e atualmente DEM). Foi o PFL que dominou o Governo de FHC. O governo do PT está sendo nada mais do que o governo do PSDB. Assim todo aquele que votou para ver um governo do PT deve votar no PCO.

  25. Sei que o post é antigo mas me interesso pelo assunto. Minha grande dúvida reside no discurso de que a Direita é opressiva no sentido policial. Afinal, é característica da Direita isso? E estes partidos com discursos conservadores no sentido religioso e moral, como PSC e outros de igreja, podem ser atribuídos à Direita? Obrigado.

    1. Olá, Márcio.

      Assim como a esquerda, a direita é muito antiga e remonta aos tempos da Revolução Francesa. Há portanto muita diversidade de pensamento dentro da direita. Com exceção das vertentes anarquistas, no geral a direita atribui à polícia um valor fundamental dentro da vida em sociedade, pois esta é a responsável pela aplicação da lei e o combate ao crime. Portanto, seu papel é o de defender os direitos dos indivíduos e da sociedade como um todo.

      As discussões se dão em torno de quanto poder e autonomia a polícia deve ou não ter. Conservadores e liberais clássicos defendem que a polícia, tal qual os políticos, deve estar sob vigilância cidadã para que desempenhe as suas funções correta e responsavelmente, sem abuso de poder, com ações proporcionais. É função da polícia usar a força, letal se não houver alternativa, para combater criminosos, mas jamais de forma excessiva ou desproporcional.

      Partidos religiosos de matiz conservadora podem ser considerados de direita sim, mas como explicamos antes a direita tem muitas correntes internas às vezes mutuamente excludentes ou contraditórias. O que os libertários pensam é radicalmente diferente do que os conservadores pensam, que é diferente do que os liberais pensam, e assim por diante.

      1. Esclareceu… No entanto, ainda não compreendo algumas nuances como o discurso de partidos religiosos. As atuais siglas do Congresso tem viés conservador no sentido moral/comportamental, mas no plano econômico nem sequer se posicionam (nunca os ouvi dizer sobre questões de diminuir o Estado, por exemplo). Isso ainda os tornam de Direita?

        Outra questão, ainda voltada a essas siglas, são os discursos em relação a ser contra questões como aborto e outras individualidades… Se a Direita prega a liberdade individual do cidadão, não seria esse discurso um contrassenso? Ou essa, então, seria a Direita-Conservadora?

      2. No caso dos partidos religiosos, eles são sim conservadores no sentido moral. O nome disso é conservadorismo social. Não necessariamente um conservador social terá uma visão liberal da economia. Aliás, é muito comum que os conservadores sociais não sejam liberais na economia e defendam, por exemplo, o nacionalismo econômico. Um partido mais economicamente liberal também pode ser socialmente conservador, mas geralmente optará por não usar o Estado como ferramenta para manter tradições, costumes, etc.

        A direita prega a liberdade individual dentro dos seus limites legítimos. O que quer dizer, a liberdade individual não pode jamais passar por cima do direito de outro indivíduo. No caso do aborto, por exemplo, é possível argumentar que ele fere a liberdade individual ao negar os direitos do não-nascido. No caso das drogas seria mais difícil fazer uma defesa sem colocar outros valores por cima da liberdade individual, como por exemplo a saúde e o bem-estar físico e social. Neste sentido, podemos dizer que conservadores e liberais atribuem um peso diferente à liberdade individual, os conservadores priorizando ela menos frente a outros valores.

      3. Sei que você já havia dito que ” a direita tem muitas correntes internas às vezes mutuamente excludentes ou contraditórias”, mas mesmo assim decidir fazer a pergunta para verificar se meu raciocínio estava correto.

      4. Então, de uma maneira geral, quando ouvimos que a Direita é conservadora, seria no sentido social, de manter tradições, costumes e de mudanças mais lentas, suaves? Enquanto na parte econômica, a palavra conservador não se aplica, já que ela é liberal… É isso?

      5. Na América Latina normalmente quando se usa o termo conservador estamos falando de conservadorismo social, que é o que você mencionou. Na política anglo-saxônica (Canadá, EUA, Inglaterra), o termo conservador quase sempre se refere ao que aqui chamamos de “conservador-liberal”: um conservador que é adepto de alguns princípios liberais, sobretudo em economia.

        Se você é liberal na economia mas mais conservador no aspecto social, então você é um conservador. Se você é liberal na economia, mas não no aspecto social, você é um conservador-liberal. Se você é liberal em ambos os aspectos, você é liberal.

  26. Davi,

    Meus parabéns pelo excelente texto. Foi certamente um dos melhores, mais claros e sem essa linguagem rebuscada que serve somente para acariciar o ego daqueles que escrevem enquanto o afasta de leitores potenciais que poderiam ser tocados pelo conteúdo.

    Eu sou Social Democrata, justamente por acreditar ser uma esquerda mais maleável, disposta a adotar idéias e ações que sejam de outro “espectro” político por estar muito mais interessada no lado prático (o que dá certo e o que não dá), do que ficar defendendo velhas ideologias como se torcesse por um time de futebol.

    E lhe dou uma contrapartida pelo bom texto que nos trouxe: continue assim. Resista a ficar polarizando a discussão como se fosse um Fla-Flu entre Marx x Smith, a forma respeitosa que você escreve convida o leitor que tenha outros pensamentos a refletir sobre os seus, e essa é a forma correta de dialogar, com idéias. Nunca vi ninguém sendo ofendido sobre seus dogmas a mudar de idéia, pelo contrário, a tendência é resistir ainda mais ao agressor.

    Forte abraço

  27. Sou como o Beto acima, um Social Democrata, mas não sou polarizado que não aceite ler textos em um blog de direita. Somente alguns pontos a salientar:
    1)https://mises.org/library/sweden-myth. O texto original, de 2006, com um comentário, de 2016, lá mesmo na páginar: “A decade later, still waiting for Sweden to collapse. What gives naysayer?”
    2)”O financiamento individual é uma forma de tirar do Estado a incumbência de administrar o colégio e dar aos pais do aluno a chance de escolher um colégio particular de sua preferência para colocá-lo. ” Você autor do texto, Davi Caldas, estudou na UERJ, uma universidade pública, isso não tira seu direito de ser de direita, porém porque não pegou um empréstimo pra pagar seus estudos e depois pagar esses empréstimo se esse modelo é melhor?E se as escolas particulares são melhores, porque a classe média ou média alta estuda em faculdades públicas e não particulares, não é porque elas são melhores?
    3) Nos escandinavos, para ficar com as palavras de Constantino “pela ótica brasileira, a Suécia seria considerada “ultra-liberal” é verdade, mas pela ótica da direita brasileira, seria considera ultra comunista também!
    4) E sim, acho que o melhor modelo é o dos países escandinavos ainda!
    5) Passei os olhos pelo blog e não fiz leitura profunda, volto aqui outra vez pra ler melhor!

    1. Prezado Guilherme, boa tarde.
      Em qualquer sociedade onde o setor estatal praticamente monopoliza um setor econômico, a tendência é a precarização mesmo no setor privado. É precisamente porque o Estado se mete a gerir o SUS e a saúde é altamente regulada que os planos de saúde privados do Brasil são caros e ruins. Em outros países onde há mais liberdade de escolha, a tendência é a inversa: mais concorrência, menor preço e mais qualidade. A própria Europa é um exemplo de como o setor privado é mais eficiente nesta questão. Com as faculdades não é diferente. As privadas do Brasil são piores do que as públicas, precisamente porque seu financiamento não é virtualmente infinito. Mas uma universidade pública do Brasil nem se compara com uma americana, cujo financiamento é quase 100% privado.

  28. Muito bom o texto, mas comete algumas desinformações. A social democracia chegou aos principais países escandinavos na década de 30, ainda antes da Segunda Guerra. Realmente, ali imperava o liberalismo, com os seus conhecidos efeitos colaterais, como uma população desassistida, pobre. Não dá pra chamar uma Suécia de país pequeno, como o texto coloca. Tinha mazelas de país grande. Países pequenos, que podem se dar ao luxo de praticar um liberalismo puro? Suíça, Mônaco, e demais principados europeus, por exemplo. Voltando ao raciocínio, os escandinavos inseriram a social democracia, e esses problemas de pobreza pré-Segunda Guerra acabaram. Hoje, a sociedade desses países é equilibrada, e essa, pra mim, é a palavra-chave na social democracia: equilíbrio. Altíssimo​s impostos, que causam urticária aos liberais, servem pra isso. Assistir aos que precisam. O norueguês liberal, milionário, que com muito talento adquiriu seu patrimônio. Que bom que esse país permite que esse empresário atinja tal status. E que bom que esse país permite que ele saia às ruas de metrô, de ônibus, sem a menor preocupação de levar um tiro na cara, de alguém que não tem nada a perder, revoltado com a sociedade liberal e os seus apelos, que ele sabe que nunca vai chegar perto, e que talvez não coma nada há dias. Percebe? Prosperidade com equilíbrio, essa é a idéia. Quanto ao PSDB… OK. Não é “Direita”, mas faz papel de. É, até que se prove o contrário, o único contraponto à Esquerda (clássica) possível, viável, a nível federal.

    1. Prezado Carlos, boa tarde.
      Sobre o PSDB “fazer o papel da direita” no Brasil, recomendamos a leitura deste artigo sobre a Janela de Overton: https://lucianoayan.com/2012/03/15/a-janela-de-overton-ou-como-fazer-a-opiniao-publica-se-deslocar-de-um-ponto-para-outro-ignorando-o-merito-das-questoes/

      Sobre os impostos, você está infelizmente caindo no chamado “culto à carga”. Ou seja, crer que os altos impostos do modelo social-democrata é o que “compra” o seu alto nível de desenvolvimento. Na verdade é o contrário: é porque a Suécia é altamente desenvolvida que seus cidadãos podem arcar com uma alta carga tributária. Quando você ganha 250 dólares mensais, até um imposto de 10% parece uma facada. Mas quando você ganha 4.000 dólares mensais, até um imposto de 40% é aceitável porque com o que sobra você ainda consegue viver bem. Isto, é claro, não significa que o imposto por si só garante a melhoria dos serviços públicos.

  29. Ninguém diz que o PSDB é de direita, os próprios tucanos fazem questão de dizer que são de esquerda.
    O PT mentiu que o PSDB seria de direita e a direita perde tempo pra “refutar” esta mentira.
    Isso só mostra o quanto o PT é hábil em MANIPULAR o debate, nos fazendo perder tempo com algo que todos sabem que é mentira.
    Perdemos tempo debatendo para “comprovar o que ninguém discorda”, que os tucanos são de esquerda, enquanto isso o PT e a esquerda está dando as cartas nos sindicatos, escolas, universidades, igreja etc. etc. etc.

  30. Nada como a prática. O Brasil não vive um regime nem de esquerda e nem de direita,vive um regime burocrático.

    O PSDB na prática é um partido de terceira via que está mais próximo do neoliberalismo de direita.
    O PT buscou na social democracia readequar sua ideologia, antes, mais extremista de esquerda.

    Portanto, em grosso modo pode se dizer que o PSDB vem cada vez mais se aproximando dá direita, basta lançar olhares de como os seus partidários votam as discussões em pauta no Congresso.

  31. A impressão que tenho é que essas vertentes foram descartadas por todos os partidos, até mesmo PT e PSDB… Descobriram no fisiologismo a melhor maneira de governar. Não adianta o PT segurar a bandeira da esquerda e se comportar de forma paternalista, assim como não adianta PSDB, que originalmente também é de esquerda, mas gosta de parecer neoliberal, ceder para pautas sociais-democratas, como programas falidos de distribuição de renda. Peço que quem discorda, responda. Ficaria grato.

  32. Artigo com algumas informações coerentes, mas também com muitas distorções:

    “Quanto mais livre o governo deixa o mercado, mais simples se torna a criação, manutenção e expansão de empresas privadas, gerando mais empregos, aumentando a concorrência, melhorando os serviços prestados, criando riqueza e impulsionando o desenvolvimento econômico.” Será?? Claro, que não! E ainda finaliza o artigo dizendo que não há partidos de direita no Brasil?!

    1. Olá, Charles! Sim, quanto mais livre é o mercado, mais fácil é fazer negócios em um país. No longo prazo isso fortalece a economia e gera empregos, melhores salários e produtos. Compare por exemplo os índices de facilidade de empreendimento (https://data.worldbank.org/indicator/IC.BUS.EASE.XQ?view=map) e o de liberdade econômica (https://www.heritage.org/index/) e verá que os países mais livres também são os melhores para empreender. Depois, verifique os índices de desenvolvimento humano e até igualdade social, se quiser. Há uma relação inegável entre a liberdade de um país e a qualidade de vida dos seus cidadãos.

      Sobre os partidos no Brasil, tente listar todos os que são declaradamente conservadores e liberais. Mesmo o principal “opositor” do PT é um partido social-democrata, ou seja, de centro-esquerda.

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