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Uma das coisas que mais revoltam um cidadão brasileiro é tomar conhecimento de que os políticos, novamente, votaram o aumento do seu próprio salário. A simples idéia de uma pessoa votar o próprio aumento de salário parece ridícula até para o mais simplório dos mortais. E o fator agravante é o seguinte: enquanto o salário mínimo subiu cerca de R$600,00 (seiscentos reais) nos últimos 15 anos, os salários e benefícios de senadores e deputados subiu R$18.000,00 (dezoito mil reais) durante o mesmo período.

E o salário ó

O objetivo deste artigo é propor ideias de reforma às políticas salariais de modo que estas conciliem os interesses dos políticos com os da população, em vez de subordinar os interesses da população aos da classe dirigente.

Primeiramente, o salário de servidores públicos, incluindo políticos, deveria estar atrelado ao salário mínimo, de modo que só aumentasse ao mesmo tempo e na mesma proporção do mínimo. Os benefícios oferecidos aos políticos, tais como auxílio-moradia, auxílio-combustível, cotas telefônicas, postais e gráficas, devem ser incluídos no cálculo. Com esta medida resolve-se o problema do conflito de interesses entre políticos e trabalhadores em questões salariais, já que políticos não poderiam votar o aumento do próprio salário e o seu salário só aumentaria junto com o da população.

disparidade salarial - setor privado e públicoFonte: O Tempo – Salário de deputado e senador cresceu 222% em dez anos. Comparação de 2001 a 2011.

Em segundo lugar, os salários do serviço público deveriam ser pagos respeitando a hierarquia, começando por baixo na base da pirâmide e terminando nos altos escalões, de modo que os políticos só receberiam o seu salário depois de efetuado o pagamento do salário dos demais servidores. Isto significa que se o professor, o gari, o policial e a enfermeira não recebem, então o prefeito, o governador, o presidente, os senadores e os deputados não recebem. Na prática isto significaria que servidores públicos que trabalham em atividades mais prioritárias como policiais, enfermeiros e professores não receberiam salário atrasado ou parcelado, pois seria do interesse dos políticos que o seu salário chegue em dia e completo.

piramide do serviço público_v02

Por último, e em consequência da proposta anterior, caso os políticos deixem de receber devido a atraso ou inadimplência no pagamento dos escalões inferiores do servico público, é seu dever proceder com a exoneração de cargos buscando o reestabelecimento do equilíbrio fiscal. Ao término de um prazo estabelecido, o político que não reestabelecer o equilíbrio fiscal do setor público que lhe corresponde deverá sofrer sanção, preferencialmente a perda do mandato. Assim, quando a arrecadação não fosse suficiente, o setor público seria obrigado a reduzir o seu quadro. Caso contrário, os políticos não receberiam salário até restabelecer o equilíbrio fiscal.


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