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Breve reflexão sobre os protestos de feministas mirins em uma escola porto-alegrense clamando pelo “direito de usar shortinho na escola”.

shortinho

1. Não existe “direito do aluno decidir o que vai vestir”. Decidir o código de vestimenta do corpo docente e discente é prerrogativa da escola e sua direção. A escola não é uma democracia onde os alunos podem fazer uma votação, um abaixo-assinado, e mudar as regras. Para certas coisas, como a relação entre corpo diretivo, docente e corpo discente, a autoridade não emana “do povo”.

2. “Meu corpo minhas regras” é uma máxima que também vale para instituições. As instalações pertencem à escola, portanto são o seu corpo, e aí vigoram as regras que a direção escolar determina.

3. As regras de vestimenta da escola são conhecidas previamente pelos pais, que decidem ou não se elas são razoáveis, e então matriculam os seus filhos na escola. Se os pais estão de acordo com a política, os alunos tem que acatá-la pela simples verdade universal e irrevogável que afirma que criança não se governa.Se os pais não estão de acordo com a política, não deveriam matricular seus filhos nesta escola, e se mudaram de ideia agora, que retirem seus filhos desta escola e matriculem em outra.

Argumento bônus
4. Para pais que acataram a ideia do shortinho e acham que a escola deveria mudar sua política de vestimenta, afinal, “você paga para sua filha estudar aí” e “você é quem paga o salário deles”. Você não faz mais que a sua obrigação, pois educação é um serviço que se presta à sua filha. Aliás, a educação da sua filha deveria ser a sua prioridade, não o “direito de usar shortinho”.