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Quando estudamos a Segunda Guerra Mundial, o foco da História normalmente é o expansionismo da Alemanha nacional-socialista e o seu “III Reich”. No entanto, os interesses expansionistas da URSS na Europa são pouco estudados nas escolas brasileiras. Este artigo tem o objetivo de suprir esta carência, oferecendo um material que possa “fechar a lacuna” de conhecimento historiográfico do aluno brasileiro sobre o tema.

Guerra Muito Fria

Abordaremos o expansionismo soviético na Europa Setentrional, especificamente nas regiões do Báltico e da Finlândia, bem como as guerrilhas de resistência que perduraram nas regiões ocupadas até meados dos anos 1950. Não abordaremos o expansionismo soviético na Europa Oriental, onde vigorou uma política de criação de Estados-satélite, em contraposição às ações soviéticas na Finlândia e nos estados bálticos, caracterizada pela invasão, ocupação e anexação de territórios.

O nome “Guerra Muita Fria”  é uma referência à Guerra Fria (1947-1991). Apesar da Guerra Fria ser tradicionalmente estudada como um conflito diplomático que inicia após a Segunda Guerra, esta perspectiva sobrepõe a visão dos europeus ocidentais e americanos à dos europeus orientais, para quem o conflito diplomático entre o Ocidente e União Soviética começa muito antes. Isto se tornará mais claro quando estudarmos os precedentes da “Guerra Muito Fria” e o seu desenvolvimento antes, durante e após a Segunda Guerra Mundial.

O nome também diz respeito às características climáticas da região onde os conflitos aconteceram – a costa leste do Mar Báltico – e onde predomina o clima subártico, neva muito e as temperaturas no inverno podem cair abaixo de 0 ºC.

Interessado? Então fique atento às nossas atualizações e permaneça conosco no ano que vem para a estréia da série de artigos. Enquanto isso, você pode ler mais sobre a Segunda Guerra Mundial na nossa série anterior “A Guerra de Três Lados”: