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Os grandes conglomerados da mídia internacional podem estar fazendo vista grossa para o fato de que o Estado Islâmico (EI) infiltrou seus militantes entre os milhares de refugiados sírios que a União Europeia acolheu. O resultado da cegueira política da UE mostrou ontem (14 de novembro de 2015) os seus primeiros resultados: três grupos de jihadistas do EI organizaram nada menos que 7 ataques terroristas em Paris, envolvendo explosivos, ataques suicidas e fuzilamentos.

Paris-Attacks

Deixando mais de 100 pessoas mortas e outras quase 400 feridas, os terroristas não pouparam os reféns feitos no teatro Bataclan e mataram fuzilados ali quase 90 pessoas, entre cadeirantes e grávidas. Nos arredores do Stade de France, cena de outro ataque, próximo ao corpo de um dos terroristas foi encontrado um passaporte de refugiado sírio. Os outros perpetradores ainda não foram totalmente identificados, e podem também ter sido infiltrados entre os refugiados sírios. Entre os objetivos do ataque especulados até agora, está uma retaliação ao governo francês por reforçar sua participação na luta contra a organização terrorista na Síria.

O medo de que mais ataques como estes ocorram por toda a Europa tem levado a população ao pânico. Uma petição pública ao parlamento do Reino Unido, com mais de 300 mil assinaturas, exige a cessação de toda a imigração até que o EI seja derrotado. Infelizmente, se a União Europeia não rever imediatamente sua política de imigração e aplicar filtros mais estritos para garantir a identidade dos refugiados buscando asilo no seu território, a probabilidade é de que mais ataques como estes aconteçam, especialmente onde os jihadistas encontrem uma numerosa minoria muçulmana onde possa se camuflar e desviar a atenção pública. Combater o EI no Oriente Médio, somente, já demonstrou ser uma resposta insuficiente.

Nossa equipe expressa condolência aos familiares das vítimas dos terroristas, e espera uma resposta à altura das autoridades francesas e europeias para investigar, desmantelar e punir os membros da EI atuando dentro e fora da França.