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Não poderia iniciar esta análise sem mencionar o que é para mim, um dos principais motivos da hegemonia marxista no Brasil. Esse motivo é a nossa péssima educação. Dito isto, esclareço que a educação no Brasil está evidenciada nos rankings internacionais, como uma das piores do mundo, e isto não é uma prerrogativa de classes, esta é uma constatação quase que, generalizada. O que sobra? Apenas pequenos círculos de pensamento elevado, entre os quais, destaco o seleto grupo de alunos, diretos ou indiretos, do prof. Olavo de Carvalho.

O problema educacional não é evidentemente um entrave apenas em nossa atualidade, já estivemos muito melhor, mas nunca alcançamos níveis de excelência. Muitos discutem as questões de classe como causa do marxismo no Brasil, uma bobagem é claro, não se trata de um ou outro estado, de uma ou outra classe, mas de uma péssima educação brasileira. Como já disse, em todos os níveis da sociedade.

Contudo, este problema parece se agravar nos últimos anos, e um item é importante para uma compreensão mais exata do abismo educacional, esse item é a grande influência de Antonio Gramsci na educação universitária.

Votar na esquerda é algo como votar em um salvador, é como a busca por um paraíso. Há justificativas para este comportamento? Historicamente não. Não mais, se existiram de alguma forma, já foram refutadas pela gigantesca bibliografia que retrata os genocídios do comunismo ao longo do século XX. Eis aqui uma forte relação com a educação. Por isso é que notamos professores universitários que defendem o socialismo/comunismo, porque não o conhecem. Nunca leram os autores mais importantes sobre o assunto. E se leram, e ainda defendem, é porque estão mal intencionados. Por isso, observamos indivíduos menos instruídos defendendo o socialismo/comunismo, porque escutam destes acadêmicos ou foram formados por estes. Em síntese, continuam sem conhecer a história.

As características do comunismo são claras, elas são; políticas, econômicas e ideológicas. Na categoria política, observa-se um monopólio dos ministérios, forças armadas e polícia. No Brasil, já estamos quase lá. Na categoria econômica, desenvolve-se uma oposição a economia de mercado, com exceções na agricultura e em algumas poucas atividades, nesse ponto, apenas sul e sudeste ficam fora dessa característica. Por enquanto. Em geral, esta economia é de comando, ou seja, de cima para baixo e não do mercado consumidor e fornecedor para a produção. Com a Dilma isto é bem claro, por isso nossa inflação. Na categorial ideológica, o fundamental para alimentar o sonho comunista é se basear na crença e na motivação utópica. O Brasil é repleto destas utopias. Deste sonho utópico, as desgraças vão ocorrendo e o povo sempre com aquela velha convicção de que tudo um dia vai melhorar, este é o caso específico do Brasil. Tentando sempre justificar a realidade contraditória de paraíso, com uma ideologia a vir a ser, assim o Brasil se eterniza na categoria de terceiro-mundismo. O abandono destas convicções é irremediavelmente uma tragédia para a continuidade do sonho inalcançável do comunismo, por isso, a Dilma se reelegeu. Para sustentar o sonho, utiliza-se o terrorismo, sem ele não há crença que se sustente, é preciso de ameaças, de intimidação, é preciso aterrorizar a população. É preciso culpar o capitalismo, até mesmo onde ele não existe.

O que falta para o Brasil? Leitura, mas boas leituras.

Fontes recomendadas para uma introdução ao estudo do comunismo:

BROWN, A. Ascensão e queda do comunismo. Tradução de Bruno Casotti. – 2ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2012.

CARVALHO, Olavo de. O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. Editora Record, 2013.

PAIM, A. Avaliação do marxismo e descendência. Lisboa, 2005.

PIPES, R. História concisa da revolução russa. Tradução de T. Reis, – Rio de Janeiro: BestBolso, 2008.

RODRÍGUEZ, R. V, E, DE SOUSA, P. S. O marxismo gramsciano: pano de fundo ideológico da reforma educacional petista. Revista Interdisciplinar de Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos. Ano I, nº 1, Juiz de Fora, set.-nov./2006.