Presidente sanciona lei que regulamenta a profissão de bandido

Dilma Assinando
Presidenta do Hu3zil, Gilma Rucefi, assinando a lei da regulamentação da profissão de bandido.

A lei que prevê a regulamentação da profissão de bandido foi sancionada hoje pela presidente Gilma Vã Na Rucefi após meses de acalorada deliberação nas duas casas legislativas. O texto final afirma:

“Reconhece-se a profissão de bandido como legítima e relevante para a manutenção da ordem e do bem-estar da sociedade, devendo sua prática ser efetuada livremente, sem quaisquer impedimentos ou obstáculos legais que firam a sua dignidade, e a ocupação deve estar regulamentada em acordo com as normas da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Ademais, fica estabelecido que é terminantemente proibido, sob o risco de pena de lei, quaisquer manifestações discriminadoras, baseadas em discursos de ódio, contra a bandidagem”.

Deputada federal pelo Petê, Maria do Margaridário, que é autora da lei, declara que a sanção da mesma foi uma grande vitória para a classe bandida e para o povo brasileiro. O efeito esperado é que a lei reduza a violência da população e da polícia contra os bandidos. A deputada acredita que o bandido tem sofrido grande discriminação e que os índices de violência contra a classe são inadmissíveis no Brasil. “O bandido é a maior vítima da sociedade atualmente. Ninguém reconhece o seu trabalho e o seu valor. Nós precisamos reverter este quadro […]. Acredito que esta lei será um progresso nesse sentido”.

Outros parlamentares envolvidos no projeto da lei como os deputados Gian Uilis, Marcelo Fresco e Luciana Sogro, todos do PLUA, também comemoraram a sanção. Em entrevista a este jornal, Luciana Sogro disse: “Tu pensas que a vida de bandido é fácil porque tu nunca tiveste que segurar um fuzil e correr da polícia, se esconder em viela, pular muro e ter que fazer isso todos os dias pra colocar comida em casa. Esta nova lei certamente irá proteger o bandido de barbaridades”. Sogro lembrou, no entanto, que só esta lei não é o suficiente para resolver os problemas que afligem a classe bandida. Ela afirma que o próximo passo é investir em facções criminosas estatais, estatizar outras que estejam monopolizando a criminalidade e desenvolver agências reguladoras para regular as facções privadas já existentes. Tais medidas visariam combater os interesses do capital financeiro dentro do universo criminoso.

A deputada Jangada Fegalinha, do Pecêdobe, também se pronunciou sobre a sanção da nova lei, elogiando a postura do Petê em ter levado o projeto para frente e em especial a da deputada Maria do Margaridário. “A igualdade social começa quando damos condições às classes mais oprimidas a lutarem de igual para igual. A iniciativa do Petê e da deputada Maria do Margaridário na formulação desta lei é louvável”, afirma Fegalinha.

Com a nova lei, os bandidos estão mais animados para trabalhar. É o que conta o assaltante e traficante de drogas, Luizinho Mabú, morador de uma favela da Zona Sul: “Mesmo antes da lei sair, já estávamos fazendo alguns testes. A facção pra qual eu trabalho implantou a pouco tempo um sistema de cartão de crédito e débito. Isso facilitou muito as coisas. Agora, se o cliente não tiver dinheiro na hora, pode passar o cartão. É prático e o cliente pode saber para onde foi o dinheiro através da fatura”.

Mabú fala ainda sobre quais inovações sua facção criminosa pretende fazer agora que a lei foi sancionada. “Vamos uniformizar toda a organização, pra ficar padrão. Vai ter o logotipo da facção na camisa, crachá com o nome do funcionário e tudo mais. Também já estamos dando treinamentos para que nossos assaltantes ajam com a maior educação possível. O padrão é chegar ao cliente, se identificar, falar um pouco sobre a facção, sua história, nossos projetos e só então mandar passar a grana ou o cartão. Palavrões, gestos bruscos e gritaria também estão sendo cortados da nova postura. Queremos causar uma boa impressão no cliente”.

Em entrevista coletiva, concedida agora há duas horas, a presidente Gilma Rucefi ressaltou o importância da carteira de trabalho para o bandido: “No que se refere a… No que se refere a carteira de trabalho, é importante dizer que o bandido, antes ele, antes não tinha antes carteira de trabalho antes, no que se refere a carteira de trabalho. Agora, ele tem carteira e isso é muito importante. Ele vai poder recolher INSS, ganhar o décimo terceiro, férias remuneradas, folga, seguro desemprego e outros direitos que vinham sendo sempre negados. É um avanço”.

Rui Gavião, presidente do Petê, mostrou-se otimista com o novo cenário. Para ele, esta nova lei é uma conquista que abre portas para outros projetos e garante que o Petê vai continuar lutando por uma sociedade mais justa e igualitária. “Esse projeto aprovado nos dá certeza de que poderemos colocar para frente outros projetos. No passado, nós criamos o programa “Mais Médicos”, onde recrutamos médicos cubanos para suprir a demanda por médicos no Brasil. Queremos fazer o mesmo com relação aos bandidos. O Brasil precisa de bandidos com maior especialização. Por isso estamos discutindo o programa “Mais Narcotraficantes”, onde vamos recrutar narcotraficantes colombianos, que já vem de uma longa experiência no ramo e irão somar aos bandidos brasileiros”.

A oposição, liderada pelo Peéssedebe, não se mostrou contente com a lei. José Serrote, um dos nomes mais importantes do partido foi taxativo em suas colocações: “É possível que esta medida não dê certo. Talvez. Não por maldade do Petê. Mas vamos torcer para que dê tudo certo, né? Nós queremos o melhor para o Brasil”.

José Desceu, ex-deputado do Petê que foi condenado à prisão pelo STF em 2013 no caso do Mensalão, também se pronunciou sobre a nova lei. Ele resumiu o seu sentimento em relação a nova lei com as seguintes palavras: “Até hoje havia uma terrível desigualdade entre o bandido de origem pobre e o bandido político. Agora, o bandido pobre passa a ter a mesma importância que o bandido político. Mas ainda não é o suficiente. Tanto bandidos ricos como bandidos pobres ainda são julgados pelo seu trabalho. Nós só ficaremos satisfeitos quando a profissão de bandido for inteiramente aceita e respeitada pela sociedade, pela polícia e pelos setores reacionários, conservadores e religiosos da sociedade. Aí tudo estará bem”.
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Obs.: Este texto é uma crítica irônica. Evidentemente, a “profissão” de bandido não foi legalizada, mas o panorama hipotético absurdo descrito aqui serve para deixar mais claro que o Brasil tem passado por uma valorização da bandidagem nas mãos da esquerda. Contamos hoje com mais de 50 mil homicídios anuais no Brasil. Nossos presos são soltos em datas comemorativas. Ladrões roubam e matam há poucos metros de carros de polícia. Nossos policiais se aliciam com bandidos e nada acontece. As famílias dos presos tem auxílio mensal do governo. Nossos políticos corruptos são considerados heróis por seus partidos. O bandido é visto como vítima da sociedade, oprimido. E o cidadão honesto já não tem mais direito de se defender. Enfim, é como se a se a legalização da bandidagem estivesse às portas. Só estamos esperando que assinem as carteiras de trabalho deles.

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Autor: Davi Caldas

"Grita na rua a Sabedoria, nas praças, levanta a voz; do alto dos muros clama, à entrada das portas e nas cidades profere as suas palavras: 'Até quando, ó néscios, amareis a necedade? E vós, escarnecedores, desejareis o escárnio? E vós, loucos, aborrecereis o conhecimento? Atentai para a minha repreensão; eis que derramarei copiosamente o meu espírito e vos farei saber as minhas palavras. 'Mas porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a mão, e não houve quem atendesse; antes, rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a minha repreensão; também eu me rirei na vossa desventura, e, em vindo o vosso terror, eu zombarei, em vindo o vosso terror como a tempestade, em vindo a vossa perdição como o redemoinho, quando vos chegar o aperto e a angústia. 'Então, me invocarão, mas eu não responderei; procurar-me-ão, porém não me hão de achar. Porquanto aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor; não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão. Portanto, comerão do fruto do seu procedimento e dos seus próprios conselhos se fartarão. 'Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem- estar os leva à perdição. Mas o que me der ouvidos habitará seguro, tranquilo e sem temor do mal'" (Provérbios 1:20-33).

9 comentários em “Presidente sanciona lei que regulamenta a profissão de bandido”

  1. Não sei se é pra rir ou pra chorar! Ès um visionário.Acho que já está acontecendo,a polícia querem a todo custo desarmar,nosso país está tomado de estrangeiros que não sabemos quem são . Homens sadios e jovens que deveriam estar trabalhando e construindo cada qual o seu país. Direitos dos manos defendendo bandidos. As pessoas declaram se corruptas,infratoras da lei em vídeos e entrevistas e nada acontece. Quem é contra e fala a verdade é perseguido. Situação insustentável do nosso país.Economicamente, o Brasil está sendo quebrado,moralmente,é motivo de zombaria no exterior. A família e a sociedade com total inversão de valores..Deus nos ajude!!!!

    1. Dependente do sentido de sua pergunta. Se você acha que por que aqui existe oposição aos feitos de governos como o petista e foi publicado um artigo mentiroso para fins de difamação, você não leu até o final.

      Obs.: Este texto é uma crítica irônica. Evidentemente, a “profissão” de bandido não foi legalizada[…]

      O autor já explicou o posicionamento em outras mídias de, também, observar o comportamento das pessoas – a saber, aceitar, criticar e/ou apoiar algo apenas se baseando pelo título da informação e não pelo conteúdo da mesma.

      Caso isso não se adeque a você e você está atento ao detalhe final do artigo, um blog que fala sobre política serve para os mesmos fins que blogs sobre música, filmes, jogos, ciências exatas e qualquer outra coisa. A propósito, o Direitas Já! não possui fins lucrativos e não recebemos financiamento nem de grandes empresas e nem de, claro, do governo, caso seja esse seu ponto.

      1. Não que alguém deva alguma satisfação para um troll, mas para esclarecer esse ponto pertinente em relação ao próprio blog e minimamente respeitável de sua parte seria interessante uma resposta:

        Eu afirmo:

        A propósito, o Direitas Já! não possui fins lucrativos e não recebemos financiamento nem de grandes empresas e nem de, claro, do governo, caso seja esse seu ponto.

        Você afirma:

        Não ganha dinheiro? E a lojinha?

        Aonde está seu erro?

        O governo não possui fins lucrativos – não estou entrando no mérito levantado pela Public Choice, o qual compartilho, inclusive -, assim como ONGs, assim como clubes de futebol nos moldes brasileiros que majoritariamente não são S/A ou LTDA, assim como qualquer outra associação do tipo.

        Repare que todas essas associações arrecadam recursos, pois todas precisam de recursos para sobreviver, assim como empresas. Todavia, isso não quer dizer que esses recursos são distribuídos para proveito pessoal dos donos. Contabilmente é um superávit, e os resultados não são distribuídos.

        Procure pela parte de outras características neste link e faça um favor a si mesmo.

  2. Júnior, a resposta do Lucas Amaro foi perfeita. Só gostaria de fazer um adendo. No dia 28 de Dezembro, às 22h32min eu postei a seguinte observação em outra mídia:

    “Hoje pude observar algo interessante. Postei uma notícia política falsa (em um site para o qual colaboro) semelhante àquelas que o site “O Sensacionalista” faz. Ela tem toda a estrutura e aparência de notícia jornalística, mas pode ser claramente identificada como falsa por três motivos: (1) a absurdidade do conteúdo (falei que foi sancionada uma lei que regulamenta a profissão de bandido), 2) as alterações grotescas que fiz nos nomes dos políticos e dos partidos e 3) um enorme “OBS.” no fim do texto, informando que o texto era uma crítica irônica.

    “O resultado foi interessante. A chamada do texto, na página no Facebook do site, já conta com mais de 20 mil visualizações e mais de 300 compartilhamentos. Resolvi acompanhar os comentários que a galera que compartilhou fez. Pasmem: entre 10% a 20% das pessoas acreditaram que a notícia era verdadeira. Isso demonstra que elas não a absurdidade da notícia não os fez questionar sua veracidade, tampouco os nomes dos políticos claramente adulterados. E o mais impressionante: eles não leram a notícia até o final, já que no fim eu dizia com todas as letras que a notícia era falsa.

    “Isso significa que pelo menos mais de 30 pessoas simplesmente compartilharam a notícia, de maneira acrítica e sem sequer ler.

    “Não para por aí. Eu disse que 20 mil pessoas se interessarem em ver a chamada, mas nem todas essas pessoas efetivamente entraram no site para ler a notícia. Nas estatísticas do site posso ver que só 3 mil pessoas leram o site. Dessas 3 mil, boa parte não entrou no site através do Face. Então, das 20 mil pessoas que clicaram na chamada, algo menos de 3 mil realmente resolveram ler a notícia. E a notícia não era grande. Ela dava cerca de uma página e meia no Word, em fonte Times 12.

    “O que concluo disso? Bem, eu concluo que se os brasileiros não passarem a valorizar mais a leitura (e boas leituras) e o conhecimento, habituando seus filhos a ler e ter um pensamento crítico… Dentro em breve a civilização brasileira estará totalmente destruída”.

    Penso Júnior que fica claro que meu objetivo era chamar a atenção das pessoas para um problema através do humor. Não é uma ferramenta que sempre uso, mas ela é importante às vezes. Infelizmente, muitas pessoas não conseguem entender isso por não terem hábito de ler.

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